| Capa do jogo | Ficha técnica | Notas diversas |
|
|
|
Prós do game: Ação fiel ao filme, com direito ao tiroteio no Hall do primeiro filme e tudo mais. Contras do game: Alterações no enredo do filme, cenas de história picotadas e gráficos muito serrilhados. |
| Imagens |
|
Clique na imagem para iniciar o slideshow |
| Análise por : Kadaj em 28/11/2005 |
Após três grandes filmes (alguns dizem que sim, outros que não, enfim…) os jogadores de todo o mundo instantaneamente se tocaram de um fato, que tais filmes tinham tudo para se tornarem grandes jogos, em especial jogos de ação. As cenas de luta eram incríveis, os efeitos especiais demais, sendo que o inédito (na época) ‘‘Bullet Time’’ dava o tom tanto das cenas de ação quanto dos efeitos especiais. Vendo tamanho potencial a Shiny Entertainment e a Atari logo após o primeiro filme da trilogia não perdeu tempo e já anunciaram seu primeiro jogo baseado na trilogia.
Enter the Matrix
Em Enter the Matrix o jogador não personificava nenhum dos personagens principais da série, mas sim personagens secundários dos filmes, Niobe e Ghost percorrendo os caminhos trilhados por eles durante Matrix Reloaded, como um intercâmbio entre filme e game.
Talvez pelo curto período de tempo para lançamento do game (tinha que sair junto com Reloaded), talvez por incompetência dos produtores, ou talvez por uma falha da Matrix (!), Enter the Matrix foi um fiasco, um game bem abaixo da média e assim se tornou uma das maiores decepções do mundo dos games. Entre as reclamações feitas do game se destacam a jogabilidade precária e sem brilho, alem de não se jogar com Trinity, Morpheus e em especial Neo, se fixando nos personagens secundários já citados.
Agora, com a trilogia já terminada e tendo a Shiny e a Atari o conhecimento do que deu certo e errado em seu Enter the Matrix, ambas as produtoras tentam novamente trazer Matrix de volta ao mundo dos games com Path of Neo.
O caminho do escolhido
Como o próprio título nos mostra, Path of Neo coloca o jogador na pele de Neo, o que já conserta uma das falhas de Enter the Matrix, agora você poderá percorrer pelos caminhos que o ‘‘Escolhido’’ percorreu durante os filmes, o que já da uma vida nova na franquia. Além disso a jogabilidade foi melhorada de forma que agora em muitos momentos da partida você realmente se sentirá tão poderoso quanto Neo foi.
Assim que o jogador seleciona Start Game, já se sente a diferença em relação ao game antecessor, no começo não existe opção para selecionar dificuldade no game, ao invés disso logo no começo existe um ‘‘tutorial’’ básico do jogo e a ação já começa. Você controlando Neo participará de um verdadeiro massacre para com pobres coitados que te desafiam, o grau dos adversários vai aumentando até que a batalha culmina na luta com um temido agente, dependendo de seu desempenho durante esta parte inicial, o nível de dificuldade é ajustado para o restante do jogo, o que é uma boa idéia pois assim o jogo se adapta ao jogador e não o contrario, sendo assim, o jogo pode ser jogado por todos e aproveitado de forma igual por todos.
Após esta fase inicial, o jogo em si começa, mas prepare-se, pois provavelmente sua paciência será testada com um dos mais extensos tutoriais da história dos games, isso pode ser justificado pois existe uma enorme gama de ações que podem ser executadas, mas ainda assim é um tutorial muito grande e não cobre tudo o que se pode fazer durante o jogo.
Alias, falando em ações, o jogo foi muito competente neste aspecto, são somente quatro botões básicos (ataque normal, ataque com break defense, desvio de ataques e pulo) mas somente usando estes quatro botões básicos é possível realizar todas as ações possíveis e imagináveis que Neo realizou no filme, sendo que com tempo de jogo, novos golpes são aprendidos, tal como no filme. Entretanto nem tudo são flores, apesar de ser bem pensada e até certo ponto muito bem trabalhada, a jogabilidade de Path of Neo apresenta certas falhas eventuais: � s vezes o detector de colisões não é muito amigo pois golpes que deveriam acertar não acertam e vice-versa (se bem que isso é raríssimo de acontecer) e infelizmente a jogabilidade pode apresentar certa lentidão para funcionar, outra coisa muito rara de ocorrer mas atrapalha um pouco.
Enfim, mesmo com certos contras a jogabilidade é boa o suficiente para um jogador casual que gosta de games de ação e para um fã hardicore de Matrix a jogabilidade vai faze-lo pular de emoção. Neste aspecto a Shiny conseguiu sim realizar um trabalho bom o suficiente para deixar de lado as falhas de Enter the Matrix. Lembrando também que o Bullet Time esta de volta, mas não existe muita diferença do Bullet Time de Enter the Matrix e de Path of Neo.
Como desta vez, você estará jogando com Neo e assim estará em contato direto com Morpheus, Trinnity e Smith, alem de passar exatamente por locais legendários apresentados no filme, como o Hall do prédio no primeiro filme (como se esquecer…) o visual do filme deve ser bom o suficiente para passar tudo isso para o jogador, e neste é neste aspecto que o game apresenta mais altos e baixos.
Visual matrix
Quanto aos personagens, durante as cenas de história (as CGs) o visual dos personagens principais apresentados no filme são bem fiéis aos atores reais, infelizmente durante o game, o visual dos personagens não é tão bom assim, se bem que durante o jogo em si quase não se vê o rosto de Neo, então isso não chega a se um inconveniente tão grande assim, mas é algo que deveria ser melhor trabalhado pela Shiny, visto que os jogos de fim de ano com RE4 tem um visual fantástico, deixando assim Path of Neo bem para traz neste quesito.
O visual geral do game (cenários e inimigos), novamente vemos algo pouco trabalhado pela produtora, os inimigos, caso não sejam os clássicos do filme como por exemplo Smith, não chegam a impressionar, entretanto fazem o seu papel, já com os cenários a historia é um pouco diferente, os cenários que apresentam ambientes fechados ou escuros se apresentam bem, entretanto é fácil observar que neste foram utilizados efeitos para esconder falhas como o efeito ‘‘Fog’’ que serve esconder serrilhados e baixas texturas e o truque de deixar o ambiente mais escuro, para esconder também os mesmos defeitos, entretanto, para os ambientes em que não se podem usar esse tipo de técnica, é bem visível o excesso de serrilhados de a utilização de texturas com baixa resolução o que tira muito do brilho do game.
Enfim, no quesito gráfico o game perde muito para concorrentes diretos de fim de ano e isso deveria ter sido muito melhor aproveitado.
Bullet time
Além das partes de luta do game, existem (e não poderiam faltar) os momentos de tiroteio do game, que não são nada de mais ou de diferente de outros games, ou de Enter the Matrix, mas com o Bullet Time tais partes são bem mais divertidas de fazer, isso não é nada que atrapalhe durante o game, mas a Shiny deveria ter sido mais cuidadosa e inovadora também neste aspecto do game.
Som igual dos filmes
Outros aspectos que devem ser tratados são os efeitos sonoros e a música do game. Quanto aos efeitos sonoros não existem nem prós nem contras muito graves, são padrões na verdade, sons de tiros, das porradas dadas ou sofridas por Neo e assim vai, talvez a única falha mais grave seja na dublagem, não que ela esteja ruim, mas dos personagens principais apenas Laurence Fishburne participa do game, e acredite é estranho ouvir as vozes de Neo e Smith diferentes dos filmes, quanto a musica do game, ela é tal como nos filmes, nada de especial, mas faz seu papel, você provavelmente não ira sonhar com as musicas do game, mas também não irá colocar sua TV no mudo por conta delas.
Pílula azul ou vermelha ?
Como últimas considerações vale tratar do enredo do game, que infelizmente foi tratado de tal forma que quem não conhece os filmes ficará boiando, pois o que é retratado do game são os diálogos mais impactantes do filme, mas o que não chega ser um resumo legal do filme, além disso algumas cenas e diálogos foram alterados para o game (quem chegar até o final do game vai entender o que estou falando), tais alterações de enrredo não chegam a destruir o legado dos filmes, mas o fã mais ardoroso dos filmes vais reclamar, alem do mais foi algo não muito bem pensado, pois se o enredo não faz um resumo completo dos filme e entretanto muda algumas cenas, fica como se a Shiny tivesse feito o game para fãns que entenderiam o que está acontecendo, mas que os traem mudando o enredo ao seu bel-prazer.
Enfim, apesar dos contras do game, a Shiny desta vez conseguiu fazer uma boa transição filme-game de Matrix, trazendo um trabalho muito melhor do que o feito em Enter the Matrix que vai agradar tanto fãs como jogodores casuais, mas ainda assim Path of Neo traz em si algumas falhas que deveriam ser obrigatóriamente tratadas, fica a esperança de que em uma eventual continuação da franquia Matrix nos seja apresentado um produto de qualidade inquestionável (ou quase), pois a trilogia Matrix tem muito a oferecer ao mundo videogamístico.




(2 votos, média: 3.5 sobre 5)


Eu particularmente, de Matrix, só gosto do primeiro filme e dos animes, porque de resto, acho um lixo.
Enter the Matrix foi uma bomba total, e esse até parecia bacana (ainda não joguei), mas essa Shiny parece que não se tocou ainda de como fazer um bom game com essa franquia.
Boa análise!
Abraço.
Olha Godlike o game parece que ficou bacana, tem umas partes bem chatas, mas nem se compara com a bomba Enter the Matrix.
Enter the Matrix é uma verdadeira merda. Nem se compara com Path of Neo