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The Fantasm Swords >> CapĂ­tulo 6

Postado por Alucard em quarta-feira 13 setembro 2006 as 22:28


Capítulo 6:  Resgate


A guerreira Valis correu na direção da onde vinha o grito, deixando o que pegou dos Lâminas do Deserto para trás. Embora Yuko não soubesse, as construções desabitadas eram estruturas remanescentes da cidade de Mile.

Antigamente uma próspera colonização (com uma excêntrico e criativo estaleiro que começou um rancho de vermes da areia), a infeliz vila foi dizimada por uma Onda Negra, manifestada pela chegada da Escuridão Profunda. A maioria da população foi infectada e pereceu em menos de um dia com essa praga. Os poucos sobreviventes desertaram Mile e se mudaram para Zema ou Krup. Desde então era considerado como terras amaldiçoadas. 

Enquanto ainda havia o entardecer, Yuko alcançou uma cerca toda despedaçada próxima no que parecia ser a entrada empoeirada da cidade. Ouvindo o grito novamente, ela correu em volta do lugar mal iluminado e achou um grupo com estranhas formas no centro da vila.

—–

Quatro insetos com quase 2 metros de altura cercavam uma pequena garota. O barulho agudo que eles emitiam enquanto cercavam a criança soava como se eles se "divertissem" com as suas tentativas de fuga.

A garota estava exausta de tentar escapar dos monstros. Ela ofegava enquanto se arrastava na areia, cansada demais para chorar novamente. Ela começou a levantar seus braços na tentativa fútil de se proteger, quando uma estranha adaga flamejante se cravou no olho do líder Locusta. Um grito nas proximidades desviou sua atenção da criatura cega que se debatia tentando espalhar as chamas que corriam em seu dorso.

Uma mulher de cabelos azuis vestindo uma estranha roupa era a fonte do seu tormento. Assim como aparentemente a adaga também, enquanto outra surgia em sua mão e ela corria ao encontro de outros 3 monstros. A lâmina rasgou pedaços de um dos insetos, enquanto ela desembainhava uma espada brilhante.

—–

Yuko arrancou fora a pata da criatura mais próxima, e então cravou a Valis em seu peito. "Dois já foram," ela murmurou para si mesma.

Os insetos restantes foram até ela e começaram a atacar com golpes violentos usando as suas garras. A guerreira Valis se abaixou e desviou-se da melhor maneira possível. Enquanto ela acabava com a vida de um deles, o outro  a cortou no braço com suas patas em forma de foice. Contraindo-se com a dor, ela se protegeu por um momento e então brandiu a Valis na direção do inseto duas vezes. Na primeira vez, uma onda de ar congelante atingiu a criatura, enquanto que na segunda liberou algo semelhante a uma onda de pura energia.

O confuso inseto não soube o que o havia atingido, na primeira vez na forma de uma onda congelante e na segunda o congelando completamente.

—–

Yuko suspira e olha para o seu ferimento. O golpe não foi muito profundo, então ela resolve apenas ignorá-lo no momento. Rapidamente ela se dirige a pequena garota que tentava proteger sua cabeça com as mãos.

"Está tudo bem agora," a tranqüiliza Yuko.

A criança lentamente tirou suas mãos e olhou em volta para as carcaças dos Locusta, e então olhou para Yuko. Logo após, Yuko veria uma pequena figura agarrada em suas pernas, agradecendo pelo salvamento.

"Eu estava tão assustada… *suspiro*… pensei que ia morrer …. *sniff*… Locusta nojenta… *suspiro*…".

"Você está bem agora, não há mais … Locusta … por aqui", respondeu Yuko tentando libertar sua perna.

Após aproximadamente um minuto de esforços na tentativa de acalmar a menina, Yuko ajoelhou-se e olhou para a assustada menina. Ela parecia ter aproximadamente uns 12 a 14 anos de idade, com cabelos castanhos escuros e olhos azuis, agora vermelhos por causa do choro.

"Eu estava numa viagem com o meu tio. Nós estávamos numa caravana de Termi, meu lar, quando bandidos nos atacaram e eu fui separada do resto do grupo na noite," falou a pequena garota (que se identificou como sendo Sarah). " Eu encontrei esse lugar durante a noite e fiquei aqui escondida desde esta manhã, mas eu acabei comendo toda a comida que tinha. Essas coisas me encontraram quando eu estava procurando por mais, nas outras casas por aí."

Yuko acenou com a cabeça.

"Obrigada novamente. Mas afinal, quem é você? E porque está usando essas roupas esquisitas?"

A guerreira Valis respondeu, "Meu nome é Yuko Ahso. Eu sou … uh, … nova por aqui." Ela olhou para a sua vestimenta e continuou, " Hmmmm… isto é um novo tipo de armadura do lugar da onde eu venho. E onde nós estamos afinal?"

Sarah respondeu, "Eu acho que essa é a vila amaldiçoada de Mile. Eu ouvi que estava deserta há varias semanas atrás."

—–

As duas garotas entraram numa casa a procura de comida, já que ambas estavam famintas. Yuko não conseguia se lembrar da última vez que comeu. Ela ainda não tinha idéia de quanto tempo sua "viagem" havia levado.

As primeiras duas construções abandonadas estavam totalmente arruinadas. Entretanto na terceira casa, Sarah reconheceu um cheiro familiar na cozinha. Ela abriu as portas da despensa e encontrou uma caixa que continha vários pedaços pequenos de bolo. "Peroylmates!" exclamou Sarah, sorrindo e mordendo um.

Yuko deu uma pequena mordida e certificou-se que eram saborosos. Ela também pegou um pedaço de uma capa de couro usada que estava no chão e a jogou por cima de seu corpo como um manto, acreditando que as noites naquele deserto deveriam ser bem frias.

Sarah parecia ocupada com a comida, assim Yuko foi procurar um lugar para descansar. Um pequeno guincho de um dos quartos chamou a sua atenção repentinamente. Deixou a Valis preparada enquanto entrava no quarto e chamou Sarah para a seguir lentamente.

—–

A primeira vista o quarto parecia vazio. O guincho foi emitido novamente do outro lado da porta por onde Yuko tinha acabado de entrar. Ela olhou em volta e viu uma criatura que tinha uma forma comprida, como uma minhoca, com um pouco mais de 1 metro presa no assoalho de madeira com um armário em cima dela. Parecia que metade da criatura ainda estava presa nas areias embaixo do assoalho.

Yuko guardou sua espada enquanto Sarah entrava com um punhado de Peroylmates. "Parece com um filhote de vermes da areia. Está machucado," sussurrou Sarah tristemente. "Pobre criatura… deve ter ficado presa enquanto procurava por comida," comentou Yuko.

Yuko começou a levantar o armário enquanto Sarah gentilmente puxava o filhote para fora de sua armadilha. A criatura parou de gemer e de se remexer, olhando para as duas garotas com sua "cabeça" ferida.

Yuko olhou para seu corpo esguio. "Talvez nós devêssemos fazer alguma coisa com o seu sangramento… ele pode morrer senão parar. Tem um pouco de dimate, Yuko?" Uma expressão de dúvida aparece no rosto da guerreira Valis, "Dimate?"

"É um tipo de medicamento."

"Hmmm…" Yuko abriu o saco que havia pego do líder dos Lâminas do Deserto, mostrando o que havia dentro para Sarah.

"Uau! Você tem muitas mesetas aqui. E esses frascos são dimates e antídotos," Sarah pegou um e colocou sobre a ferida do pequeno verme. A criatura guinchou novamente, em um tom quase aliviado, enquanto o medicamento estava sendo colocado. Sarah deixou-a na entrada voltada para as areias. Yuko pegou um pouco de dimate e passou sob a ferida em seu braço.

—–

O filhote dos vermes da areia olhou para o deserto por um tempo enquanto as duas garotas continuavam a olhar dentro do saco do bandido. Então ele sentiu as vibrações na areia de sua mãe e choramingou feliz.

A casa começou a tremer enquanto o verme emitia um barulho. Yuko estava confusa. "Um terremoto?"

Sarah exclamou, "Eu acho que é a mãe dele vindo! Você conhece Ryuka?!"

"Ah… não," respondeu Yuko rapidamente, sem ter idéia do que seria "Ryuka".

"Um telepipe?!?!?"

Yuko remexia dentro do saco enquanto as paredes começavam a ceder. Encontrou um estranho objeto e ela resolveu arriscar. Ela o puxou para fora enquanto o bebê verme se enfiava nas areias.

"Sarah, isto é um telepipe?!"

"Sim!" A jovem agarrou o instrumento e murmurou "Termi" antes de assoprar nele.

—–

Uma luz branca envolveu as duas garotas e então elas sumiram.

Um segundo depois, a casa desmoronou quando a mamãe verme de areia  finalmente encontrou seu filhote.


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