Capítulo 4: Comitê de boas-vindas
Um feixe de luz branca mergulhou na areia, próxmo à Mile. Um infeliz grupo de crawlers passava pelo local do choque, e o feixe instantaneamente vaporizou um deles e fez os outros dispararem em pânico para todos os lados. Os crawlers, no entanto, não foram os únicos a presenciar a aterrisagem.
Um grupo de palmianos estava nas proximidades. Eles formavam um recém-estabelecido clã de ladrões. Eram todos jovens e inexperientes, mas dispostos a fazer um nome como foras-da-lei do deserto que seriam capazes de derrotar qualquer membro da guilda dos caçadores. Seu "líder", um sujeito risonho empunhando um machado de aparência letal, estava ocupado anunciando seus novos planos quando o solo tremeu violentamente nas proximidades. Todo o grupo foi derrubado pelo abalo. Eles se ergueram e presenciaram uma cena estranha.
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Finalmente respirando, Yuko abriu os olhos e pôs-se de joelhos. Tossindo, com a boca cheia de areia, ela pôs-se de pé e viu que estava em uma pequena cratera composta quase que exclusivamente de areia escurecida. A espada Valis flutuava bem diante dela, emitindo um suave zumbido. Yuko bocejou e esticou seus braços antes de escalar a cratera.
Ela olhou em volta ao alcançar o topo do ponto de impacto. Protegendo os olhos da intensa luz solar, Yuko viu areia brilhando em todas as direções. Algo que parecia um grupo de montanhas era avistado no horizonte ao norte, assim como pequenos povoados de algum tipo naquela direção também. As casas, no entanto, pareciam desertas.
Sua atenção foi então atraída à espada Valis, que parou de soar e caiu ao chão, aos seus pés. Yuko pegou a espada e olhou para ela por um segundo.
"Provavelmente exausta da viagem," ela murmurou para si mesma. "Mas onde estou agora? Algum tipo de planeta desértico?" Ela abanou a cabeça e suspirou, percebendo que a Leethus estava livre em algum lugar, não contida pela Valis e ainda capaz de gerar o mal.
Yuko embainhou a Valis e verificou suas posses. Ela precisaria de suprimentos se quisesse sobreviver nesse clima. Tudo o que ela possuía além da espada era sua armadura Valis. Estranhamente, a armadura mágica revetera à velha forma dourada normal. Talvez isso significasse que a espada não estava mais em seu poder máximo. Ela podia usar a espada para restaurar suas roupas normais que usava na Terra, mas o silêncio de sua espada e o calor intenso fizeram-na mudar de idéia. Ela contemplou a direção do vilarejo, mas um grito de guerra a alertou do perigo que se aproximava.
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O líder dos bandidos ficou maravilhado com a aparência da garota de cabelos azuis e roupas estranhas e obviamente com espada flutuante ao seu lado. Seus asseclas grunhiram uns para os outros sobre a natureza quase sobrenatural da espada, mas ele só pensava nas mesetas. A espada e a armadura dourada dariam uma boa grana no mercado negro, e ele podia usar a garota para se "divertir".
Usando um plano rápido (basicamente "Peguem-na!") ele liderou seus comparsas silenciosamente até a cratera. Muito confiante, ele gritou quando seus comparsas cercaram o "alvo fácil".
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Yuko Ahso se esquivou e deslizou para o lado quando um machado cortou o ar no lugar onde sua cabeça estava. Ela estava de pé tendo a Valis diante de si em segundos, vendo um grupo de homens portando facas. Um altão muito risonho portava o machado que quase penetrara em sua cabeça segundos antes.
Ele gritou para ela: "Se quiser viver, entregue sua espada e sua armadura imediatamente! Somos um grupo de ladrões temidos nesta área, as Lâminas do Deserto!"
Yuko olhou para os ladrões à sua volta e pensou, "temidos na área… bah, eles mal são homens".
Mais impressionante foi o fato de que eles pareciam falar a mesma língua que ela. Ela olhou para a espada Valis, imaginando ser ela a responsável pela tradução do dialeto graças a magia.
Ela olhou para o líder e balançou a cabeça. Com um grito, ele ordenou que seus homens a atacassem. Um ladrão esfarrapado correu na direção dela, balançando loucamente sua espada. Com dois movimentos rápidos, ele jazia inconsciente na areia.
De olhos arregalados, o líder convocou todos os ladrões ao ataque. Yuko brandiu a espada Valis em um círculo rápido e sorriu. Ela embainhou a espada e sussurrou palavras estranhas. Um par de lâminas flamejantes apareceu subitamente em suas mãos. Com um pequeno grito, ela as lançou contra os bandidos.
O queixo do líder do grupo caiu quando ele viu diversas lâminas flamejantes voarem das mãos dela deixando rastros de fogo por onde passavam. Elas fatiaram diversos braços e pernas antes de se tornarem pequenas chamas a seus pés. Metade dos homens foi ao chão, em agonia, e a outra metade fugiu gritando.
Ele franziu a testa e atacou a estranha garota.
A Valis foi mais uma vez desembainhada num piscar de olhos. Yuko bloqueou o ataque do machado do líder e então abriu seu estômago. Ele soltou um palavrão e caiu na areia com um grande ferimento vermelho em seu peito.
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Yuko olhou em volta e suspirou.
"Por quê tudo tem que ser tão difícil," ela se perguntou.
Ela olhou para o líder. Muito inexperiente para ser um bandido, ela pensou.
Percebendo que precisava de equipamento adequado… e que o "líder" não precisaria mais, ela pegou o saco que ele deixara cair do cinto. Dentro dele havia muitas moedas estranhas de metal, algumas poucas garrafas e um objeto que parecia um pequeno tubo, no qual lia-se "pipe".
Ela olhou em volta para verificar se algum dos Espadas do Deserto ainda estavam conscientes ou correndo. Eles aprenderam uma boa lição sobre escolha de alvos. Yuko mais uma vez voltou-se para o vilarejo.
Um grito, como o de uma criança, foi subitamente emitido daquela direção. Levada por sua compaixão, Yuko não podia ignorar tal som, e partiu correndo rumo à cidade.





