Capítulo 2: Detecção
Um alarme ecoou no painel próximo à mão dela. Demi lançou o que poderia ser descrito como o mais próximo de um olhar de surpresa que um andróide seria capaz de lançar. Seus olhos rapidamente se moveram para o monitor brilhando à sua direita. Os sensores óticos piscaram enquanto ela analizava a nova informação, e então ela virou a cabeça.
"Mestre Wren! Uma fonte não-identificada de poder acaba de entrar no sistema Algol a uma velocidade fantástica!"
O alto andróide nos painéis de controle principais de Zelan voltou-se para sua pequena companheira andróide.
Wren calmamente respondeu: "Qual a sua origem?"
A baixinha IA de cabelo verde respondeu freneticamente.
"Desconhecida, mas definitivamente não é deste sistema. Não vem de Kuran, nem de qualquer dos outros planetas, incluindo Rykros."
Ambos os andróides simplesmente fitaram a enorme tela diante deles e observaram um feixe de luz acinzentado voar além da estação espacial de Kuran. Este então dividiu-se em duas partes enquanto se aproximava de Motávia, o planeta desértico de Algol. A metade mais escura voou para a área mais distante da esfera, enquanto o feixe brilhante reduziu um pouco a velocidade antes de descer na superfície.
"Demi, exiba novamente a última parte, aumente a imagem em 1000 vezes," Wren disse com uma voz monótona.
Demi fez alguns poucos ajustes no painel em frente a ela, respondendo com um "Sim, Mestre Wren."
O feixe luminoso seguiu lentamente além do outro satélite no zoom, mas tudo o que era visível eram três pequenas formas escuras dentro de seu brilho.
Wren observou em silêncio enquanto a estranha luz se separava, enviando uma de suas formas à uma distante região motaviana. Pousou na superfície a
metade que continha as duas outras formas, uma movendo-se freneticamente ao redor da outra.
"Perdoe-me, mas isso é o mais próximo que podemos chegar do objeto com a velocidade na qual ele viajava," Demi informou seu mestre.
Wren concordou.
"Talvez seja a hora de retornar a Motávia mais uma vez. Devo investigar o ponto de impacto, Mestre Wren?" Demi perguntou.
A alta IA de cabelos negros no comando da segurança de Algol deu um leve sorriso. Ele esperava esse tipo de pedido da parte de sua companheira aventureira. Desde a derrota da Escuridão Profunda, nenhum deles visitou mais nenhum mundo de Algol. Tudo o que era necessário era a manutenção regular dos sistemas através da rede de Zelan. Aparentemente, ela estava pronta para uma mudança em seu serviço monótono. Claro, ele já estava por ali quase um milênio antes do surgimento de Dark Force, logo já estava acostumado a longos períodos sem movimentação.
"Tudo bem, Demi, pegue o Landale e investigue a área de pouso das duas metades do feixe," Wren respondeu.
Demi sorriu e agradeceu a Wren, e dirigiu-se para o hangar para se preparar para a viagem.
Wren em parte desejava poder acompanhar sua parceira mas alguém tinha que permanecer em Zelan para monitorar os complexos sistemas dos planetas de Algol.
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Em dez minutos, a pequena Ai Demi estava nos controles da Landale. Ela trazia um Sonic Buster em seu cinto e vestia sua armadura laconiana.
Demi pôs as mãos na coluna de controle em frente a ela, e falou com Wren pelo rádio.
"Todos os sistemas prontos para o lançamento, Mestre Wren."
"Liberada, Demi. Boa sorte na investigação. Lembre-se de reportar qualquer dificuldade o mais cedo possível."
"Tudo bem," ela respondeu e acelerou.
Em um surto a nave de tom azulado deixou a doca de Zelan e atravessou o espaço em direção a Motávia.
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Um quarto de hora depois, Demi se aproximava do planeta desértico. Usando instrumentos do Landale, ela pôde estimar a trajetória dos dois feixes e localizar seus possíveis pontos de impacto.
Enquanto fazia esses cálculos, lembranças de suas aventuras com seu mestre e seus amigos em Motávia adentraram sua mente cibernética. As interessantes amizades e dificuldades retornaram quase que imediatamente.
Que maravilhoso seria tornar a ver seus companheiros como da última vez em que esteve neste planeta, Demi pensou.
A Landale se inclinou levemente e continuou em direção a Motávia.
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A luz branca se intensificou quando Yuko gritou. Ela olhou para a Valis, flutuando calmamente a poucos metros dela. Um pouco da tensão se dissipou quando Yuko sentiu sua proteção agindo sobre ela, mas o fato de que ainda estavam descendo rápido demais rumo ao planeta desértico não ajudou a acalmar sua mente.
"Parece que vai ser um pouso forçado," ela exclamou para si mesma.
A Valis zunia baixo enquanto a luz ampliava sua magnitude mais uma vez.
Tudo o que Yuko podia fazer era fechar os olhos enquanto o solo se aproximava para encontra-la e a sua espada.
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Em outro lugar, a espada negra Leethus descia rapidamente próxima à cidade universitária de Piata. Ela sentia a presença de seu mestre e seguia imediatamente naquela direção, ainda envolta num feixe de cor negra.





