Capítulo 10: Segredos nas Areias
"Humm… nada a não ser alguns restos de energia…"
Demi checou seus instrumentos mais uma vez, enquanto investigava a cratera próxima a Piata. Ela havia saído de Kadary logo de manhã afim de voltar logo para o espaçoporto. Na parte traseira da Landale, ela descarregou um Hydrofoil. Ao invés de caminhar nas areias, Demi concluiu que pegando a nave seria bem mais rápido. O Hydrifoil fez seu percurso até a primeira cratera em pouco tempo. A máquina brilhante flutuou sobre as águas de Motavia num grande ritmo. Ela estava em Piata em menos de uma hora.
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Antes de investigar o local, Demi entrou na cidade universitária por um momento apenas para verificar se ela havia se recuperado da passagem da Escuridão um mês atrás. Apesar de ter sido a cidade mais próxima da abertura do Abismo, os protetores de Piata eram capazes de defender a vila com o mínimo de perdas. Os danos estruturais causados pela Onda Negra aparentemente também haviam sido reparados, desde o fechamento do Abismo.
"Demi?"
Demi olhou por cima de seus ombros para ver um homem de meia-idade de cabelos castanhos se aproximando até ela. Ela sorriu assim que o reconheceu.
"Instrutor Hahn. É bom vê-lo novamente", disse alegremente..
Hahn respondeu, "É um prazer vê-la novamente também." Ele ainda tinha muito interesse nas tecnologias "antigas" da era anterior ao Grande Colapso, e aqui estava ele conversando com uma novamente.
"O que a trás de volta a Motavia, Demi? É um check up de rotina?
A andróide respondeu, "Não, eu estou investigando dois focos de energia que entraram em Algo ontem e atingiram esse planeta. Um deles está próximo de Piata." Hahn pensou por um momento e falou: "Houve um pequeno tremor aqui ontem, mas pensou-se que fosse apenas a atividade dos vermes da areia como de costume."
Eles conversaram um pouco mais (na maior parte Hahn perguntando sobre Demi e Wren e como eles haviam passado o último mês) e Demi virou-se para ir. "Posso acompanhá-la para ver a fonte de energia? Professor Holt me deu o dia de folga por causa da pesquisa que ele está fazendo aqui, e eu ainda não estou preparado para voltar a Krup. Além disso, estou certo que seja lá o que você encontrar, será intelectualmente estimulante".
Demi sorriu e balançou a cabeça, apreciando a companhia de um dos seus amigos do passado.
Eles saíram juntos até a área de impacto.
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Aparentemente, o que quer que tenha caído lá, já havia sumido não deixando nenhum rastro que ela pudesse detectar com o seu equipamento. A cratera era a única prova que alguma coisa havia caído ali. Demi balançou sua cabeça e então foi até onde se encontrava Hahn, que estava esperando junto ao Hydrofoil.
A área de impacto próximo a Mile era diferente. A cratera era maior, o que tivesse caído aqui possuía um tamanho gigantesco.
Demi olhou para Hahn que estava parado na borda de um buraco.
"Este parece ter um traço de energia saindo."
O detector que ela carregava zunia quando ela subiu até lá. Hahn tinha analisado as areias nas proximidades e descobriu pegadas na areia que ainda não tinham sido encobertas pelos ventos de areia… e um corpo.
Hahn contraiu-se por um momento, vendo a repulsiva ferida abdominal, então notou algumas pegadas que estavam rumando para Mile. O aparelho de Demi detectou rastros de energia indo para a mesma direção, mas enfraqueceu e desapareceu quando eles chegaram na vila deserta.
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Mile parecia a mesma, com exceção dos filhotes de vermes da areia devorando restos de Locusta no meio da cidade e a casa desmoronada no canto. Uma busca completa não revelou nada. Os corpos estavam todos despedaçados ou simplesmente queimados.
"Curioso", observou Hahn, "O que poderia ter feito isso…"
Demi olhou para seus instrumentos mais uma vez, checando a energia que foi detectada na cratera.
"Eu deveria levar esses dados para Zelan ou Nurvus para análises. Talvez os sensores de lá consigam detectar essa energia numa escala maior."
A andróide continuou, "Você virá comigo, Hahn, ou devo deixa-lo em Piata ou Krup?"
"Eu irei junto. Isto está ficando muito estranho, e eu gostaria de saber se tudo isso tem alguma conexão com aquele terremoto", respondeu o instrutor, ligeiramente sorrindo.
Os dois retornaram ao Hidrofoil e rumaram para Nurvus.
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Hahn esperou do lado de fora das máquinas que compunham o núcleo de Nurvus. Demi estava ocupada lá dentro. Ele olhou ao redor. Estruturas metálicas erguiam-se por toda parte, todas conectadas ao núcleo. Estava tudo quieto, a não ser pelo delicado zumbido que estava sendo emitido pela máquina onde Demi estava. Pelo menos, todas as biocriaturas que infestavam Nurvus desapareceram. As criaturas mecânicas foram todas desativadas por comandos de Zelan, deixando o centro de controle de Motavia vazio.
Uma porta na parede se abriu, e Demi saiu com um ligeiro ar de desaprovação em seu rosto.
"Sem sorte?"
Demi balançou a cabeça, "Não há sinal de nenhuma das fontes de energia nos sensores de Nurvus. Mas há um outro problema…"
"Oh?"
"O Sistema Plate está ativado novamente… e nós não a acionamos. Aparentemente alguma coisa interferiu em nossas descobertas e o colocou em funcionamento."
Hahn olhou para a pequena IA atônito.
"O que poderia fazer isso? Dark Force era o responsável por enviar instruções maléficas através de Kuran e Nurvus, mas a Escuridão se foi felizmente. A não ser que…," Ele pára subitamente.
"Eu devo relatar isso para o Mestre Wren."





