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S.T.A.L.K.E.R.: Shadow of Chernobyl

Postado por Andersehen em quinta-feira 31 maio 2007 as 21:36
Arquivos sobre: Análises e Pc


Capa do jogo Ficha técnica Notas diversas
S.T.A.L.K.E.R.: Shadow of Chernobyl
UOL Jogos: A (máx. A)
Plataforma: PC
Finalboss: 8.5 (máx. 10)
Gênero: FPS

Gamepro: 4.25 (máx. 5)
Distribuidora: THQ
Gamespot: 8.5 (máx. 10)
Desenvolvedora: GSC Game World
IGN: 8.2 (máx. 10)
Língua: Inglês
Famitsu: n/d
Data de Lançamento: 20/03/2007
Eurogamer: 8 (máx. 10)
Notas GameHall
Gráficos
9.0
A engine X-Ray foi muito bem trabalhada, os ambientes foram bem constrúidos, com muitas áreas abertas e boa modelagem e ambientação 3D
Som
8.5
O som não se sobressai, mas cria uma incrível ambientação do universo de STALKER, a pouca música incidental e os bons efeitos sonoros contribuem pra isso
Jogabilidade
9.0
O jogo conta com bom controle, respostas rápidas e bom arsenal. Só não ganha nota máxima devido ao velho sistema de "game over".
Diversão
8.5
Um pouco entendiante devido ao enorme universo a ser explorado, porém bastante imersivo. Após instalar o jogo, devido a boa história e ambientação você não irá parar de jogar até zerar o game
Originalidade
8.5
Contando com áreas abertas, o jogo se sobressai em relação ao extenso hall de FPS que existe hoje no mercado, e são muito limitados a cenários fechados.
Geral
8.7
Um ótimo jogo de tiro em primeira pessoa, que sai um pouco do manjado eixo EUA-Japão
Prós e Contras
+ Ambientação fenomenal
+ Parte gráfica bem trabalhada
+ Ambientes extensos e abertos
- Péssima otimização
- Demorou demais pra sair, e quase vira um vaporware (não é bem um contra mas…)
Veredito

STALKER é mais um FPS que teve seu desenvolvimento demorado, mas justifica-se devido ao seu extenso mapa e objetivos diferentes de jogos desse gênero. Como já dito, como o jogo foi desenvolvido na Rússia, nada melhor que eles próprios que vivenciaram os problemas do desastre de Chernobyl, em transformar isso em um ótimo jogo. Vale a pena se você é fã de tiro em primeira pessoa.

Imagens
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Configuração mínima: Pentium IV 2.0 GHZ ou AMD XP 2200+, 512 MB de RAM, Placa 3D nVIDIA 5700 ou Radeon 9600 ou superior, Windows XP com Service Pack 2 ou Windows 2000 com SP4, 10 GB livres no HD, Directx 9.0c

Configuração recomendada: Intel Core 2 Duo E6400/AMD Athlon 64 X2 4200+, 1 GB de RAM ou mais, nVIDIA GeForce 7900/ ATI ou Radeon X1850, Windows XP Professional, Directx 9.0c

Configuração usada: Pentium IV Dual Core 3.0 GHZ, 1 GB de RAM, GeForce 7600 GT com 256MB, Windows XP Professional, Directx 9.0c

Análise por : Andersehen em 30/04/2007


Na União Soviética, o jogo controla você

Qualquer fã de videogames que acompanha o mercado há pelo menos 10 anos, sabe que o gênero “tiro em primeira pessoa” ou simplesmente FPS, são jogos que sempre estão na vanguarda em questão de gráficos. Basta ver a revolução que houve com as séries Doom, Quake e Unreal, sendo estas ditando o padrão gráfico de boa parte dos jogos em suas épocas. Recentemente vemos o que uma engine bem programada é capaz de fazer por exemplo em Crysis, um jogo que apesar de não ter sido lançado ainda, já está dando o que falar.

Bem, em STALKER não foi diferente, porém este tem uma história mais complicada, pois é mais um dos jogos que ao lado de outros títulos em primeira pessoa como Duke Nukem Forever e Prey, sofreram atrasos e mais atrasos, sempre em vista da melhora da engine e consequentemente a melhora do próprio jogo. Por pouco o jogo não vira um Vaporware, mas pra sorte dos jogadores de títulos em primeira pessoa, o jogo enfim foi colocado nas prateleiras. Lembrando que todo atraso tem justificativas, vender uma engine própria de um jogo em 3D dá um ótimo retorno a suas produtoras, portanto o esmero em tirar da programação tudo o que for possível para deixar a experiência no jogo perto do que pode-se chamar de perfeição.

Em STALKER o que não falta é o comprometimento com a história e ambientação, esta aliás uma das melhores já feitas em um jogo de primeira pessoa. Como o jogo foi desenvolvido na Rússia, o que por si só já é um ponto a se considerar, visto que sai do eixo manjado de EUA-Japão. A história aproveita do desastre da usina de Chernobyl em 1986, pra criar um mundo paralelo em que aquela região vira um mundo sem lei, aonde o que mais se vê são caçadores buscando por recompensas, e soldados do exército criando bolsões para conter as invasões ao território proibido, chamado de "The Zone". Seu personagem, Marked One, aparentemente fazia parte do exército, até ocorrer uma acidente e perder a memória. Agora ele passa a fazer parte de uma pequena comunidade de caçadores e a busca pela sua própria identidade é um dos objetivos do jogo. Marked One dá uma de Gordon Freeman e não é muito de conversa, talvez para que as respostas aos acontecimentos fiquem cada vez mais confusos. Contribui para que o jogador se sinta apenas parte da história, o fato de seu personagem não ser um galã, além de não ter lá muito carisma. Entre outras palavras, Marked One é feio pra dedéu.

O mundo de STALKER é denso, e vivo. Você passeia pelas cidades e vilarejos e vê pessoas cuidando de suas vidas (ou o que restou delas), além de que tudo em sua volta parece realmente estar vivo. O trabalho de ambientação dos eventos é excelente, e o jogo é totalmente não linear. Você pode perder horas em missões paralelas e até se perder na extensa área que o jogo cobre. O bacana disso é que fica a nítida impressão que você não é protagonista da trama, não há aquele clima hollywoodiano presente em superproduções do gênero, realmente parece que você é apenas mais um coitado no meio daquele universo sujo e doente. Há também elementos de RPG, o seu personagem vai ganhando atributos, além do fato de você ter a opção de revistar os inimigos mortos e coletar itens. Como na realidade, o que move o mundo de STALKER é o dinheiro, e você terá que se virar pra arranjá-lo. Nas diversas lojas do jogo, todas elas com aquelas características imundas de um mundo em plena putrefação, você trocará os itens que conseguir de cadáveres por outros de seu interesse. Comida por exemplo, é necessário para restabelecer sua energia. E claro, não podia faltar até a Vodka. Contribui também para a ambientação o fato dos personagens falarem entre si em russo mesmo, e com o jogador em inglês, mas com aquele sotaque característico.

Marked One tem uma espécie de PDA em que vai marcando todos os objetivos, conversas entre outras coisas que você precisará no decorrer do game. Infelizmente o jogo não teve um sistema bem feito em relação ao "game over". Como vimos já em jogos como "Prey", em que esse problema foi resolvido de forma muito elegante, em STALKER quando você morre, é mostrada a fatídica tela de "Game Over", e pronto, caso não tenha feito um quicksave, já era. Terá que retomar do ponto mais próximo salvo, o que vai garantir boas doses de mal humor no jogador, haja visto que em um mapa extenso, há perigos por toda parte e até que você se acostume, passará por diversas vezes por esta tela. Uma pena.

Como já falado, a parte gráfica do jogo foi bem executada, e sua engine X-Ray foi muito bem aproveitada, superando a expectativa inicial. É muito gratificante andar por enormes ambientes abertos, e se deparar com uma vegetação bastante convincente. Os monstros estão bem modelados, os ambientes em si tem aquele aspecto sujo, com ferros retorcidos, marcas de desgaste entre outros.

Os combates tem a mecânica simples de um FPS, porém as armas são bem interessantes, sendo modelos russos mais antigos, fugindo novamente do padrão dos jogos ocidentais que geralmente apresentam armas de última geração. No arsenal temos desde metralhadoras realmente pesadas, rifles sniper, revólveres, e os mais destrutivos como lança foguetes, estes para serem usados contra veículos como helicópteros e tanques. O controle é competente, com respostas bem rápidas, o ângulo de visão e a mira são bem maleáveis, deixando o jogador realmente no comando da situação. Um bom controle da ação em jogos de FPS é realmente o que importa para a maioria dos jogadores.

O som do game tem seu charme também, e é um dos maiores responsáveis pela ambientação perfeita do jogo. O barulho dos tiros de sua arma são bem pesados, e a música acompanha a ação de forma incidental, mas diferente do que estamos acostumados a ver no gênero. Aliás, assim como no cinema, STALKER prova que cada cultura tem seu jeito peculiar de tratar de um tema, assim como japoneses tem seu estilo, e os americanos com suas enormes produções. A música apenas complementa um todo, mas sem ser medíocre. Ela está lá, pronta pra ajudar na ambientação. Já na maioria das partes do game, você apenas ficará escutando seus próprios passos e grunhidos de monstros, além do ambiente em si, como o próprio vento e estática da radiação (?!).

Os inimigos vão desde humanos de diferentes facções, até verdadeiras aberrações decorrentes do acidente nuclear. A inteligência artificial dos inimigos não é lá essas coisas, mas cumprem com o que se propõe. O jogo é honesto, não tem a intenção de ser um divisor de águas do gênero, e com o importante trabalho de ambientação por si só já vale ao menos uma chance. O grande problema de STALKER é a sua otimização, para rodá-lo você precisará de um PC equipado com o que há de mais novo em parque gráfico, além de processador rápido e quanto mais memória RAM melhor, 2 gigas é o recomendado para rodá-lo sem ter muitos problemas. O jogo também conta com modo multiplayer com até 32 jogadores, similar a Counter-Strike (eca), ou seja você ganha dinheiro nas partidas e vai equipando seu personagem, claro que usando a engine do mesmo, o que deixa tudo bastante bonito e bem feito.

STALKER é mais um FPS que teve seu desenvolvimento demorado, mas justifica-se devido ao seu extenso mapa e objetivos diferentes de jogos desse gênero. Como já dito, como o jogo foi desenvolvido na Rússia, nada melhor que eles próprios que vivenciaram os problemas do desastre de Chernobyl, em transformar isso em um ótimo jogo. Vale a pena se você é fã de tiro em primeira pessoa.


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2 Comentários para 'S.T.A.L.K.E.R.: Shadow of Chernobyl'

  1.  
    2 junho, 2007 | 21:02
     

    Ótima análise ! Estou com ele aqui no meu PC, só esperando eu terminar de jogar Chronicles of Riddick e Gothic 3. Esse FPS eu vou gostar, essa liberdade dentro do mapa é muito boa.

  2.  
    Grimreaper Grimreaper
    7 junho, 2007 | 23:26
     

    Estou jogando STALKER depois de ter andando sumido por uns tempos , retornando de uma jornada etílica-amorosa com resultados incertos ahuahauha, sim, o jogo é do cacete MESMO, eu queria ter feito esta análise…estou explorando a ZONA e matando mutantes a rodo, meu treino preferido é ficar matando PSEUDO DOG e BLIND DOGS no mato ahuaha. A quantidade de armas é muito variada, desde rifles russos linha AK até armas padrão de munição NATO. Os combates com os soldados é muito bom, pow A.I mesmo, enquanto alguns soldados se movem outros ficam dando cobertura e assim vai, ele é um DIABLO-LIKE pois é possível achar armas especiais e armaduras com capacidade para levar mais coisas, e em STALKER o mundo é ruim, pois tudo é caro nesse jogo, armaduras, munição, armas…legal pacas, dá-lhe fazer missão pra matar alguém ou catar partes de mutantes. Sim, jogando vc entra em laboratórios onde vc enfrenta mutantes que sinceramente…são apavorantes e os cenários e a iluminação do jogo fazem vc cagar nas calças bonito mesmo, BLOODSUCKERS que o digam. Sinceramente um jogo que eu fico na cabeça pensando quando chegar em casa e jogar, muitas vezes só pra ficar explorando e matar mutantes. Animal mesmo.

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