| Capa do jogo | Ficha técnica | Notas diversas |
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Prós do game: Um jogo feito para os fãs de Cavaleiros, bastante fiel ao anime e com um som perfeito Contras do game: Os gráficos deixam muito a desejar, podiam ter feito o mesmo trabalho nos gráficos ao que fizeram ao som |
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| Análise por : GoDLiKe em 04/05/2005 |
Até que enfim um game oficial do "Cavaleiros do Zodíaco"
Dia 1 de Setembro de 1994. Estreava na tv Manchete o anime de maior sucesso no Brasil: os Cavaleiros do Zodíaco. Em 1° de Setembro de 2003, o anime voltou a passar no país através do Cartoon Network (tv paga) e, exato 10 anos depois da estréia, a Bandeirantes (tv aberta) comprou os direitos e o exibe até hoje.
Com o grande sucesso da Saga de Hades (transformada em anime em 2002), com o lançamento da nova série de mangás, o Episódio G (2003) e ainda com o novo filme, Prólogo do Céu – Abertura (2004), a série voltou a ter aquele grande sucesso que merecia. Então, a Bandai anunciou a produção de um novo jogo baseado em Saint Seiya, após alguns sem sucesso, na época dos 8 bits.
Saint Seiya Chapter – Sanctuary seria um jogo de luta baseado na Saga das 12 Casas do Zodíaco, e seria produzido pela DIMPS, a mesma da excelente série Budokai (Dragon Ball Z). Mas será que o anime finalmente recebeu um jogo decente? É o que você conferirá na análise abaixo.
As 12 Casas do Zodíaco
Como todos sabiam através de nosso preview, o game é baseado na primeira grande saga do anime, as 12 Casas do Zodíaco, onde os cavaleiros de Athena têm de enfrentar os 12 Cavaleiros de Ouro. A DIMPS reproduziu a apresentação do jogo IDÊNTICA � original do anime (com a música "Pegasus Fantasy"), porém em CG. Ficou show.
Os modos de jogo não são muitos, mas já são suficientes. O principal é o Story, onde acompanhamos a história, igualzinho ao anime. Nele, lutamos contra os cavaleiros de Ouro, usando os de bronze. Porém, não podemos escolher com quem jogamos, já que é tudo igual ao original, ou seja: Seiya vs. Aldebaran, Shun vs. Gêmeos, e assim por diante. As cutscenes ficaram muito boas, realmente idênticas. Claro que não são todas, senão esse modo ficaria gigantesco. Porém, tanto as falas como as legendas estão em japonês, então quem não conhece o anime terá dificuldades para entender a história.
>Além de enfrentarmos os cavaleiros de Ouro, pintam uns estágios bônus no meio do caminho, onde temos que detonar uns soldados, porém aqui é um minigame de ação, você vai andando e socando os adversários. O bacana é que a história segue como um anime mesmo, onde cada luta é um episódio. Rola a apresentação, depois um resumo do "episódio" anterior, mais uma cena de história e, aí sim, a luta. Achei bem interessante, ficou bem original.
Em cada final de luta, você é analisado, e recebe um ranking (A – E), mostrando como foi sua performance na luta. Quanto maior ele for, mais extras irá ganhar. Sobre eles, você lerá mais abaixo. Terminando uma vez, você poderá jogar novamente, porém seguindo a parte alternativa da história. Em algumas casas, você têm duas opções, bata ir na segunda (já que, na primeira jogada, elas não estão habilitadas).
Além do modo Story, temos o Versus (1P vs. 2P, 1P vs. com., 2P vs. com. e com. vs. com.) e o Gemma Ken. Este modo é bem interessante, já que o objetivo é o contrário do Story. Nele, controlamos os cavaleiros de Ouro / prata e o objetivo é deter que os cavaleirs de Athena obtenham sucesso, que é o de passar por todas as casas e salvar Saori. A dificuldade é alta, e você com certeza vai penar para terminá-lo, pois nossos golpes tiram pouco e os cavaleiros de Bronze aqui são beneficiados, são mais fortes e sempre vencem as disputadas de magia.
O número de personagens é excelente, além dos 5 de bronze, ainda temos os 12 de ouro, 3 de aço, 3 de prata e as versões alternativas dos cavaleiros de Athena.
Nem tudo é perfeito
Apesar do tempo médio de produção, o jogo não veio sem seus defeitos, e eles estão presentes na parte técnica.
Os gráficos estão bem abaixo dos padrões atuais, com armaduras bem quadradas, e texturas razoáveis. As arenas (que são as 12 casas do Zodíaco + mundo dos mortos – Máscara da Morte) ficaram bem legais, com um visual muito bom, e extremamente fiéis ao anime. Os pilares até desabam, caso alguém caia em cima deles. Não espere encontrar algo no nível de Tekken 5, Soul Calibur 2 ou Virtua Fighter 4.
Mas, claro, o visual aqui não é o mais importante, e sim a jogabilidade. Esta alterna entre o bom e o razoável. Enquanto é extremamente simples de se aplicar os combos e especiais, a movimentação dos personagens é um pouco travada (não tão exagerada, mas é), e você não pode se agachar ou pular. Porém, com o tempo, você perceberá que isso não chegará a influenciar na diversão, que é o ponto algo do game, principalmente se você é fã do anime (como eu).
Os comandos são esses:
>quadrado: ataque fraco
>X: ataque forte
>triângulo: esquiva / dash
>R1 + quadrado / X: agarrão
>O: golpe especial (consome barra de cosmo)
>R1 + bolinha: especial (consome barra de cosmo)
>O (segurar): especial com barra auxiliar de cosmo (consome totalmente a barra de cosmo)
>R1(no momento do impacto): Saint Guard. Funciona como o guard impact de Soul Calibur, possibilitando um contra-ataque.
>quadrado + X: explodir cosmo.
Na parte debaixo da tela, você têm a barra de cosmo, que funciona como uma barra de especial, como qualquer jogo de luta. Você têm três tipos de ataques que a consomem, como você pôde ver acima. Mas o mais útil é o terceiro. Enchendo a barra de cosmo até o 3° nível e, segurando O, você vai começar a encher a barra auxiliar. Feito isso, seu personagem começará a brilhar, daí basta soltar O para dar um golpe especial devastador no oponente, com animações idênticas � s do anime.
Porém, a coisa não é tão simples assim. O adversário pode defender isso de duas maneiras: simplesmente segurando R1 para defender a investida (o que te deixa indefeso) e, caso pegue, apertando O no momento certo que aparecer na tela. Caso isso aconteça, ambos começarão a fazer uma disputa de magia, e quem conseguir girar L1 e apertar O o mais rápido possível vence. Assim, o feitiço pode virar contra o feiticeiro, então é uma técnica excelente, porém não indefensável, o que torna o jogo muito mais equilibrado (já pensou se fosse indefensável? Seria terrível…).
O legal é que esse tipo de especial pode ter até 3 níveis, dependendo do personagem escolhido. No caso, cada um representa um golpe. Por exemplo, Mú têm 3, sendo que o primeiro é a Parede de Cristal, o segundo Revoluação Estelar) e, o terceiro, Extinção Estelar. É claro que o último tira mais energia, porém demora mais para encher na barra, o que pode vir a ser um equívoco tentar usá-lo toda hora pois, se seu inimigo lhe derrubar, toda a barra auxiliar some e você têm que começar a encher tudo novamente.
>O "guard impact" (Soul Calibur) do jogo é uma habilidade extremamente útil e, se sempre usada corretamente, poderá decidir muitas lutas. Geralmente, games de anime, que são mais simples, consistem em socar os botões sem parar, mas com essa técnica, pode ter certeza que os "smashers" não terão sorte. Achei o jogo bem equilibrado, dá para todos vencerem todos. Aldebaran, por exemplo, pode ser lento, mas seus golpes tiram muita energia.
Como no anime, durante a luta, os guerreiros vão aumentando o nível de seu cosmo, e isso pode ser notado quando a imagem de uma galáxia aparece na barra de energia. O máximo que você pode chegar é no sétimo sentido, onde sua barra de cosmo fica cheia infinitamente.
O mais bacana é quando alguém está, aparentemente, derrotado. Quando isso acontece, o jogador pode recorrer aos chamados de Athena / Ares, girando L1 e apertando O rapidamente. Assim, ele queimará seu cosmo e voltará � luta. Porém, isso é limitado e poderá ocorrer, no máximo, 3 vezes. Na terceira vez, pode ter certeza que seu personagem não se levantará. E, claro, sua energia não voltará totalmente cheia, apenas uma parte.
A única coisa que também incomoda é um "bug" quando se faz agarrão. Às vezes, por motivos inexistentes, seu personagem não consegue agarrar o oponente. Chega a ser um pouco frustrante, em certos casos.
Extras e mais uns extras
Um grande ponto positivo de Saint Seiya é possuir diversos extras, que farão com que você jogue bastante para conseguir habilitar todos. Eles são divididos em 3 grupos:
>1- imagens: artworks e dados dos personagens, fotos dos bonecos (linha clássica) e cards
>2- vídeos: todos os vídeos do modo Story, incluindo a apresentação
>3- sons: todas as músicas do jogo e falas dos personagens
A maioria você habilita jogando o modo Story. Porém, o legal é que poucos são habilitados na primeira jogada, então você terá que jogá-lo novamente, seguindo a segunda parte da história, ou então para conseguir um bom ranking. Todos têm suas particularidades, principalmente os personagens, e você conferirá quase tudo na seção Dicas – Segredos. E pode se preparar, porque você terá que jogar bastante (o que é bom, principalmente para quem gostar, claro).
A trilha sonora é nota 10. As músicas vieram diretamente do anime, e algumas foram criadas especialmente para o game. Felizmente, os dubladores são os mesmos, tornando-a perfeita.
Finalizando
O fato é que, gostar desse jogo ou não terá um fator que pesará bastante: ser fã do anime. Eu, particulamente, acompanho tudo desde sua estréia na Manchete, então meu hype para o jogo era altíssimo, tendo em vista os soberbos trabalhos da DIMPS em DBZ Budokai 2 e 3. A mesma qualidade total de trabalho não foi imposta em Saint Seiya, porém a diversão do jogo é bem alta, as disputas em 2P são demais, já que, felizmente, foram adicionadas técnicas que, além de ajudar, não são apelonas em nenhum sentido.
Claro, esse é um jogo para qualquer pessoa poder jogar, incluindo crianças. Mas pode ter certeza que, se alguém que nunca jogou for encarar alguém que já manje tudo, não terá chance alguma. Os contras com quem entende do jogo são incríveis, principalmente quando rolam as disputas de magia. Porém, o único ruim nesse sentido é que o número de golpes por personagem é bem limitado, dando a impressão que faltou algo.
Sem dúvida, é um jogo aberto a continuações e ao menos uma já foi confirmada. Com previsões nada modestas, a Bandai espera vender, pelo menos, 500 mil unidades do game. E até que não é impossível, tendo em vista o número de fãs no Japão. Uma versão ocidental já foi confirmada, porém ainda não têm data certa de lançamento. Mas é um típico jogo de ame ou odeie. Muitas análises fazem com que você o odeie. Porém, aconselho ignorarem isso e realmente JOGAREM o game para, aí sim, ter uma opinião concreta.



(10 votos, média: 4,10 sobre 5)




Poderia ser um Excelente jogo, culpa do japa, que esqueci o nome, que decidiu criar um jogo “fácil” pois na opnião dele os players de hoje que são fãs de Cavaleiros não têm pratica para jogar. Que Mané!
Eu comprei joguei, gostei, mas poderia ser 1.000 vezes melhor.