Há alguns anos atrás a Capcom lançou um game chamado Cyberbots, que se tornou um grande sucesso no Japão, era um jogo em 2D só com mechs, e acabou sendo lançado para consoles também (Saturn e PSX, mas só no Japão).Vale a pena, é muito bom!
Atendendo o desejo dos fãs que queriam um game como Cyberbots (ou até o próprio) em 3D, a Capcom lança Choukousenki Kikaioh (Tech Romancer nos USA) para arcades (na placa System 12 baseado no PSX) e depois em 2000 para DC, para decepção de quem esperava um game pra PSX…
Por incrível que pareça o game, apesar de ser bom, não teve a mesma repercussão que Cyberbots teve na época, por culpa da própria Capcom que deu pouca atenção a este lançamento, e que acabou desconhecida da maioria dos donos de DC até hoje!
Tech Romancer é o que eu chamo de game injustiçado!
Gráficos
Não espere nenhum Soul Calibur, os gráficos estão no mesmo nível de Project Justice, mas com uma desvantagem: você luta numa arena, mas o background é apenas uma grande textura (prédios, montanhas, horizonte) ao fundo, e não objetos feitos em 3D como em Project Justice. Em alguns cenários esta textura é bem bonita e dá mesmo a sensação de profundidade, em outras é em baixa resolução. As texturas dos robôs são muito coloridas,mas como não se trata de um simulador como Armored Core, e sim um game em anime e mais voltado pro lado da diversão mesmo,acaba agradando.
Os efeitos especiais como explosões, fogo e raios também são simples e opacos mas cumprem seu papel. A abertura é toda em anime, e a música se encaixa direitinho no tema, até parece que você vai assistir um desenho após o término da abertura e não jogar um game!
Em geral os gráficos estão na média, nada de extraordinário, mas são bons e fazem você entrar no clima do jogo. Bem que poderiam ser em cell-shading, mas a Capcom preferiu o tradicional.
Sons
As músicas são bem legais, estilo anime, e os efeitos sonoros também são bons. O tema de abertura é uma versão cantada muito legal mas tem outra mais bem trabalhada (com solos de guitarra animais) que a original, só que tem de ser comprada ao longo do jogo.
A música de encerramento também é cantada, e tem de ser comprada ao longo do jogo.
As vozes também são ótimas,não dublaram as falas em inglês, pois a original em japonês é ótima!!! Algumas são bem conhecidas como a dubladora de Pollin que é a mesma de May de Guilty Gear.
Sistema
O Sistema de luta é simples, você tem 4 botões (Ataque A, Ataque B, Defesa, Pulo) e você ainda tem liberdade de se mover pela arena livremente. Os golpes são feitos em movimentos simples, fáceis de aprender, mas isso não faz o jogo ser apelativo, pois você vai depender do uso dos itens que você pega durante a luta juntamente com os golpes pra vencer, então não adianta ficar apertando os botões que nem louco.
Durante a luta você coleta itens que serão úteis, são desde habilidades (speed up, defense up) a objetos, e armas exclusivas de cada personagem (lança-chamas, pedras gigantes, brinquedos assassinos, martelos gigantes, etc) e saber usá-los na hora certa é o segredo da vitória!
Também não adianta ficar só na defensiva, pois conforme você vai sendo atingido a sua armadura vai sendo danificada até ser destruída, daí você fica sem defesa até o fim da luta. Há uma barra vertical que vai enchendo conforme você é atingido (é o equivalente a barra de life em outros games de luta) e se ela ficar totalmente cheia, significa que você foi seriamente danificado e acaba explodindo no final. Game over!
Existe também Special Attacks e o Final Attack que é parecido ao "Destroyed" de Guilty Gear, é um movimento que destroí o inimigo de uma só vez, geralmente acompanhado de uma cena pra justificar o golpe fatal. O da Pollin é um dos mais engraçados, em que ela coloca o inimigo dentro de uma casa de boneca e depois que ele a ofende ela fica irada e explode a casa com o coitado dentro! Mas diferente de Guilty Gear, você tem de esperar a mensagem "Final Attack" no topo da tela pra executar o movimento.
Modos de jogo
Infelizmente o game tem poucos modos de jogo. Quando se inicia uma partida você pode escolher 2 modos: Story e Hero Challenge (que na verdade é apenas um modo Arcade). O modo Story é bem divertido, especialmente com alguns personagens, já com outros nem tanto. E a história tem várias ramificações e é preciso tomar decisões pra mudar o rumo da mesma.
No Hero Challenge você tem de enfrentar 20 inimigos inclusive os sub-chefes, e chegar no final no menor tempo possível.
E como não poderia deixar de ser, o modo Versus também está presente.
E só, não tem modo survival e nem training, e não dá para entender o porquê.
Extras
Se o game tem poucos modos de jogos, em compensação tem muitos extras. Além de 5 personagens secretos, existem 3 jogos para VMU (em que você pode ganhar mais dinheiro ao jogá-los e comprar mais coisas), várias sequências em CG, jukebox (com vozes e BGM), profiles, artworks, e as 3 músicas cantadas do jogo.
O sistema é de compra, então é preciso jogar muitas partidas (inclusive dos games de VMU) pra conseguir grana. É possível também pegar dinheiro "emprestado" do VMU de seus amigos.
Tudo isto é feito no Tatsumi Techno Dome aonde você coleciona e acessa os extras já comprados, e no Saori’s Lab aonde você faz as compras.
Presença ilustre
Como este é um jogo feito pra agradar os fã de Cyberbots, a Capcom resolver colocar Jin Saotome como um dos personagens secretos (que assim como os outros secretos, só podem ser jogados no Hero Challenge Mode) e o seu robô Blodia II.
Ele é o personagem principal de Cyberbots, mas é mais conhecido por aqui pela suas aparições em Marvel vs Capcom. Aliás eu acho o Jin/Blodia o personagem mais legal do game.
Conclusão
Este não é o melhor game da Capcom, mas é uma boa opção pra você que curte o Dreamcast e quer conhecer todos os seus bons jogos. Apesar de gráficos apenas medianos, ausência de mais modos de jogo, ser relativamente fácil é diversão garantida!!! Um jogo de luta descompromissado.





















nossa cara que saudade desse jogo…..principalmente da musica de abretura….é muito bom esse jogo, eu demorei demais pra acha ele original mas quando achei quase fiz outro furo no gd de tanto joga….a analise fiko boa, parabens……mano que saudade da musika de abertura, snif snif
Esse jogo é demais, simples e viciante, além de ter o Jin.
Parabéns pela análise ^ ^
Assim esse jogo parece um carro alegõrico de escola de samba de tão colorido. E geralmente no “fundo” desse tipo de jogo é colocado uma ” foto ” para dar impressão de profundidade. Textura é a primeira vez que eu ouço falar.
Ó, desculpe-me grande mestre da sabedoria, acho que troquei os termos. Infelizmente nem eu e o responsável pela revisão do texto percebemos, mas se for o caso que algum ser mais inteligente e com mais poder que eu por aqui fizesse o favor de mudar.
E é incrÃvel como vc nunca gosta de nada.Ms acho que esse é o seu trabalho, aliás já acostumei.