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Fatal Fury: Mark of the Wolves

Postado por Kyo em segunda-feira 5 junho 2006 as 14:48
Arquivos sobre: Análises e Dreamcast


Capa do jogo Ficha técnica Notas diversas
Fatal Fury Mark of the Wolves
Uol Jogos: n/d
Plataforma: Dreamcast
Outerspace: n/d
Gênero: Luta
Finalboss: n/d
Distribuidora: Aruze Corp
Gamespot: 8.5 (máx. 10)
Desenvolvedora: SNK
IGN: 9.0 (máx. 10)
Língua: Inglês / Japonês
Famitsu: n/d
Data de Lançamento: 23/11/2001
Eurogamer: n/d
Notas GameHall
Gráficos
8.0
Personagens bem definidos. Único problema é que os sprites são relativamente grandes e com baixa definição, mas pela placa utilizada, alcança resultados até inesperados.
Som
8.0
Efeitos sonoros bons, cada personagem possui uma voz característica. Músicas de fundo não tem grande destaque, mas não incomodam.
Jogabilidade
10
Controles simples e que permitem um grande aprofundamento do jogo. O controle do Dreamcast funciona bem, não sendo obrigatório o uso de um controle arcade, como em demais jogos do console.
Diversão
8.0
Apesar dos modos de jogo limitados, os diferentes finais estimulam terminar o jogo com todos os personagens, mas a grande atração é mesmo o modo versus.
Originalidade
7.0
Apesar dos personagens novos, não há grandes novidades em relação a jogos de luta anteriores.
Geral
8.2
Ótimo trabalho da SNK, pena que uma seqüência pra esse jogo é bastante improvável.
Prós e Contras
+ Jogabilidade precisa
+ Novos personagens, boa história
+ Rock Howard mostra porquê é filho de Geese
+ B. Jenet !!!
- Gráficos em baixa resolução
- Poucos modos de jogo
Veredito

Fatal Fury: Mark of the Wolves se prova um jogo viciante, que apesar de não ter o mesmo brilho de episódios anteriores da série, consegue ser um jogo sólido, e que merece ser jogado pelos fãs dos jogos de luta old-school.

Imagens

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Análise por : Kyo em 04/09/2006

A marca do lobo

Fatal Fury: Mark of the Wolves foi lançado originalmente em 1999 no Japão com o título de "Garou: Mark of the Wolves" pela até então poderosa SNK que dava sinais cada vez mais claros de decadência, porém este título deu uma pequena ponta de esperança aos "fighters" que morriam de medo do gênero 2D ser esquecido com o tempo, e as franquias da empresa que que por mais carismáticas que fossem, poderiam se despedaçar nas mãos de pessoas erradas (SNK Playmore que o diga). Considerado por muitos como um dos melhores jogos de luta já lançados ao console da SNK, mostrava que apesar de velha e desgastada ainda tinha muitas fichas pra engolir, aliás se demorasse mais um pouco creio que a MVS nunca seria aposentada. :)

Mark of the Wolves dá seqüência à história da série, se passando 10 anos após Terry Bogard ter conquistado o título de rei dos lutadores. Com a morte de Geese Howard, Terry acabou tendo que criar o filho de seu maior inimigo, na época da morte de Geese ainda um garoto, de nome Rock.

Dos episódios anteriores, o único personagem que voltou foi Terry, o que de certa forma descaracteriza o jogo em relação aos demais, já que vários personagens marcantes, como Andy Bogard, Mai Shiranui e Yuji Yamazaki são deixados de lado, e a maioria dos personagens novos não tem carisma o suficiente para não deixar aquele sentimento de que faltou algo. As exceções são o próprio Terry, Rock Howard e personagens como Kim Dong Hwan (que apesar dos sprites diferentes, é exatamente igual em jogabilidade a Kim Kaphwan) e Gato.

A jogabilidade é bastante descomplicada, o que facilita o aprendizado mesmo para quem não jogou nenhum dos episódios anteriores da série. Os gráficos não aproveitam todo o potencial do Dreamcast, mas isso é explicado pelo fato do jogo ter sido feito originalmente pela placa MVS do Neo Geo, que já tinha mais de 10 anos de idade quando o jogo foi lançado. Olhando por esse lado, até que Mark of the Wolves se sai bem, já que consegue tirar animações muito boas para um hardware ultrapassado.

A maior novidade de Mark of The Wolves é o sistema T.O.P. Ele consiste de uma zona da sua barra de energia que você escolhe depois de selecionar o personagem, e quando sua energia atingir essa parte da barra, seu personagem fica mais poderoso, além de recuperar gradualmente a energia. O uso correto dessa barra determina um dos pontos mais estratégicos do jogo. Por exemplo, você pode colocar o T.O.P. no começo da sua barra de energia, o que significa começar a luta dando mais dano. Ou pode colocar o T.O.P. no meio para quando tiver suas barras de especial cheias, fazer um estrago ainda maior no oponente.

Os designers da SNK sempre foram conhecidos por tratarem bem suas franquias, principalmente os jogos de luta, e aqui isso é aplicado ao bem aos personagens principais, porém os secundários são deixados de lado. Em se tratando de personagens interessantes e carismáticos, "Mark of the Wolves" traz Rock Howard que dá um banho em muitos personagens de jogos da concorrência até então.

Outro destaque é a qualidade das animações dos personagens na tela de seleção e principalmente sua animação "ingame", com uma movimentação muito suave além de efeitos gráficos muito bacanas principalmente quando é usado os golpes especiais. Os cenários de fundo são razoavelmente trabalhados, com toques de animação japonesa e artísticamente bonitos. Porém, problemas como o tamanho dos pixels dos personagens, a baixa resolução e a falta de detalhes nestes mesmos cenários podem incomodar os mais exigentes. Outro problema são os modos limitados de jogo, se resumindo aos básicos Story, Survival e Versus. Há um modo galeria, onde se pode ver novamente os finais e algumas artworks do jogo, mas nada de excepcional.

Uma das coisas chatas que podem incomodar os mais fanáticos, porém ao mesmo tempo pode agradar aos novatos é o fato de chefes estarem disponíveis bem no início do jogo, tirando um pouco a graça de quem curte desbloquear coisas escondidas nos jogos.

Outro ponto chave é a história, agrada a quem realmente é fã da série e jogou desde o primeiro Fatal Fury, porém para os mais novatos pode passar batido o teor psicológico envolvido, pois para Terry Bogard criar o filho de seu maior inimigo, e além de tudo ensinar seus movimentos, criando um lutador praticamente invencível é algo que pode parecer sem importância, mas para nós que vivenciamos a série a muito tempo, é muito bacana e até mesmo chocante.

É uma pena que o Dreamcast tenha morrido tão cedo, e ainda mais fator de peso o fato da SNK ter ido para as cucuias quando estava começando a reerguer grandes franquias novamente, que foram praticamente desperdiçadas em sua fusão com a coreana que só sabe fabricar Mugens como a Playmore. Apesar dos problemas, Fatal Fury: Mark of the Wolves se prova um jogo viciante, que apesar de não ter o mesmo brilho de episódios anteriores da série, consegue ser um jogo sólido, e que merece ser jogado pelos fãs dos jogos de luta old-school.


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20 Comentários para 'Fatal Fury: Mark of the Wolves'

  1.  
    AndrelGP4l AndrelGP4l
    4 setembro, 2006 | 19:45
     

    Falar que as musicas de fundo ” não tem grande destaque, mas não incomodam” é um eresia , a trilha é espetacular, particularmente a do estagio do Rock . A possibilidade de jogar com as musicas originais ou as versões rearranged são outro destaque .

    Garou é tudo sobre poder, simplicidade e disputada equilibrada, um obra de arte traduzida em sprites por uma SNK que hoje ja não existe mais .

  2.  
    Kyo Kyo
    4 setembro, 2006 | 21:32
     

    Olha, pra mim a trilha sonora desse jogo não tem nenhum grande destaque mesmo. Não é que nem nos primeiros Fatal Fury ou nos KoF que eu ia até o sound test só pra ouvir uma ou outra musica em especial. Talvez a musica do cenário do Gato seja o grande destaque, mas o resto parece midi reaproveitada.

  3.  
    4 setembro, 2006 | 21:37
     

    Considere-se demitido por não dar uma nota maior que 10 para Garou…

    :P

  4.  
    Kyo Kyo
    4 setembro, 2006 | 21:38
     

    Lembre-se de pagar os 40% de IFGTS à receita federal e de me pagar os salários atrasados.

  5.  
    4 setembro, 2006 | 21:41
     

    É demissão por justa causa…

    :3

  6.  
    Kyo Kyo
    4 setembro, 2006 | 21:41
     

    Isso não muda o fato de meus salários estarem atrasados. Meu advogado irá entrar em contato com o senhor amanhã.

  7.  
    4 setembro, 2006 | 22:19
     

    O problema de discussões sobre jogos apaixonantes é essa, é difícil chegar num fator determinante sem pertubar as emoções e consequentemente termos um diálogo agradável.

    Considere-se readimitido.

  8.  
    4 setembro, 2006 | 22:29
     

    salarios atrasados é??
    uma questão muito interessante essa…
    acho que vou procurar um advogado tb, ehehe

  9.  
    4 setembro, 2006 | 22:34
     

    Peraí que eu to no site da Varig comprando uma passagem pra Assunção sem volta…

    Ops, acho que não vou conseguir embarcar, esqueci que a Varig tá falida :3

  10.  
    4 setembro, 2006 | 22:58
     

    Mark of Wolves não é nota 10
    É 100!
    Infelismente nunca consegui a versão para Dreamcast para comprar, mas consegui joga-lo via emulação. E esse jogo foi a razão de eu ter conprado um Joystick para meu PC!
    Esse game mostra que a SNK quando quer faz coisa MUITO BOA, e mostra o melhor personagem que a SNK ja criou (Pra mim pelo menos): Rock!
    O filho de Gesse é o bixo pegando!!!!!!!!!!!

  11.  
    9 setembro, 2006 | 23:26
     

    Huum, eu sempre adorei o modo como as vozes soam natural nos jogos da SNK, mas peraí… Comparado aos KOFs 99+, a música de Garou parece a 8a. sinfonia (ou seria a 6a. , ou a 9a…) de Beethoven!

  12.  
    Kyo Kyo
    10 setembro, 2006 | 18:09
     

    Quando eu mencionei KoF, quis dizer os KoFs decentes… apesar do 99 ainda ter sido feito pela SNK, foi a partir dele, na minha opinião, que a série ficou decadente.

  13.  
    Dark Gallon Dark Gallon
    8 novembro, 2006 | 3:35
     

    Que nada, as músicas de Mark of the Wolves nem são o ponto alto do jogo, mas sim a jogabilidade mesmo. devido a status equlibrium que possuem entre os lutadores.

  14.  
    isaias isaias
    15 fevereiro, 2007 | 8:39
     

    legau nao e
    eu tenho
    um
    nintendo 64

  15.  
    isaias isaias
    15 fevereiro, 2007 | 8:41
     

    isso sim vc tem razao dark gallon

  16.  
    Imortality Imortality
    5 abril, 2007 | 15:36
     

    Engraçado… como alguém pode dar notas tão “baixas” pra Garou… É um jogo soberbo (o melhor da SNK junto com RBFFS) e dá de 10X0 em qualquer KOF. Pena q o povo é tão bitolado e só fique jogando aquela merda (Até SF2 é melhor q KOF 2002). Tudo bem, é sua opinião e eu respeito (HAHAHAHAHAHAHAHHAHA!!!)… OU NÃO!!!

  17.  
    Jonatas Jonatas
    29 maio, 2008 | 1:28
     

    Mas SF2 é um bom jogo…

  18.  
    -- --
    9 junho, 2008 | 19:06
     

    Prefiro a versão do arcade, pois vence esta em 10 contra 1 em todos os quesitos.

  19.  
    -- --
    9 junho, 2008 | 19:08
     

    Em relação a Street Fighter, só as versões para arcade, as versões para console são apenas um “consolo”, hehehe…

  20.  
    Valmount Valmount
    15 outubro, 2009 | 9:50
     

    Bem, essa resenha é meio injusta, hein? vários pontos errados.
    Som: Você deve ter ouvido só no modo “Arranged”, pois realmente não tem a qualidade instrumental que os outros jogos da SNK até 1999/2000 tinham. O que é uma pena, porque o jogo tem muita composição boa (e falo isso como um “musico”). As músicas combinam com os personagens (um Rock inconsequente e displicente para Kim Dong, uma melodia mais fluida, meio pop para Hotaru, uma musica tensa para Grant e por aí vai). Resumindo, coloque o sound no original e seja feliz.

    A renovação dos charas no jogo é realmente um ponto POSITIVO visto que isso permite, além de novos personagens, uma preservação da imagem gastada dos antigos, que já eram utilizados em outras versões não só da franquia, mas de outras também. Dizer que B. Jennet, Grant, Hokutomaru e outros são abaixo dos antigos é coisa de alguém que não conhece o jogo. Todos eles tem carisma, todos eles tem seus motivos e para mim, é o melhor cast da série.

    Dizer que o jogo tem sua maior inovação na jogabilidade simplificada e na barra TOP é bobagem também, pois existem vários outros fatores: Feint Move, Feint Cancel, Just Defend, Guard Cancel, roll, o fator do jogo não ser mais em planos, e dezenas de outros detalhes que tornam o jogo complexo.

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