| Capa do jogo | Ficha técnica | Notas diversas |
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Prós do game: Boas texturas, um ótimo esforço em tentar criar a realidade, assim como em cada tipo de arma. Uso de estratégia em time é essencial e faz o jogador ter uma experiência ótima. Contras do game: Loading time absurdo, personagens tem poucos polígonos, alguns bugs nos cenários como vidros a prova de balas. |
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Configuração minima: 1.2 GHZ ou equivalente, 512 MB RAM, placa de vídeo de 64 MB DX9 compatível, 2 GB de espaço livre no disco, placa de som compatível com DX 8.1, Windows 2000/XP, Steam Configuração recomendada: 2.4 GHZ, placa de vídeo de 128 MB compatível com DX 9 e suporte a PixelShader 2.0, placa de som Eax Configuração usada: AMD Athlom 64 3000+, Microsoft Windows XP SP2, ATI Radeon 9600XT 128 RAM, SB Live AUDIGY, 1 GB RAM DDR |
| Análise por : Anatole em 31/03/2006 |
Em primeiro lugar, eu sou mais um fã de jogos de guerra, apesar da imensa quantidade de títulos baseados nesse estilo, eis que é lançado "mais um" pra montanha de jogos da Grande Guerra que ceifou mais ou menos 50 milhões de vidas, a Segunda Guerra mundial. Boa parte do pessoal que joga pelo menos a uns 10 anos já tá meio cansada de se enfiar por trincheiras em uma Europa semi destruída e bombardeada, e acho que os desenvolvedores querem que seus produtos sejam reconhecidos por algum tipo de novidade como física mais perfeita, gráficos cada vez mais estonteantes e aquela trilha sonora épica, mas na minha opinião estamos chegando a um consenso que a maioria dos games estão passando por algo que pode ser chamado de "Efeito Titanic", por mais que tentem melhorar a experiência com uma história interessante ou algum personagem que cative o jogador, e por mais realista que tudo a sua volta pareça ser, "o barco continua afundando".
Pra ser bem honesto, Red Orchestra tenta sair fora desse "efeito", mas aqui o método que usaram é justamente o contrário, pois houve um total descompromisso em contar uma história. Enquanto jogos como "Call of Duty" e "Medal of Honor" tentam prender o jogador com uma história interessante, Red Orchestra esquece a aventura solo pra se engajar no multiplayer online com 32 jogadores. Há uma opção para se jogar sozinho com um bando de bots sem noção, mas como de costume essas partidas servem apenas pra esquentar e se familiarizar com o sistema de jogo. Você não vai querer um jogo feito pra multiplayer e jogar com bots certo ?
Aqueles que estão acostumados com Battlefield 2 vão óbviamente entender o sistema de jogo que é bem simples, lados opostos se degladiando na captura ou defesa de pontos estratégicos valendo pontos enquanto o tempo corre. Quando um jogador morre, ele "renasce" no ponto salvo em alguma base do seu time.

Antes de falar especificamente dos aspectos técnicos que diferenciam Red Orchestra da montanha de FPS baseados na Segunda Guerra, vamos falar antes de alguns detalhes sobre a mecânica do jogo. Talvez um dos pontos mais catastróficos do jogo é o "loading", eu não estou de sacanagem, mas acho que foi o loading mais longo que presenciei na minha vida nessa geração, é claro que nada se compara com os loadings da época áurea do Zx Spectrum, porém há algo de podre que não foi bem esquematizado por aqui. Me lembrei até daquele alemão querendo jogar Unreal Tournament, e o mais engraçado é que Red Orchestra é baseado na engine de Unreal 2004. Você vai pra cozinha, prepara um sanduíche, corre pro banheiro pra tirar a água do joelho, liga a tv pra ver o que tá passando, até se esquece do jogo. Quando você se lembrar que o jogo tá na espera e correr pro quarto, provavelmente ainda estará carregando. Fora de brincadeira, leva uns 5 minutos para carregar o jogo em minha configuração que é bem acima da recomendada. É claro que se você baixar a qualidade do jogo conseguirá loadings bem menores, mas há realmente algo errado nessa engine que o deixa pesado. É o tipo da coisa que acaba com sua paciência e destrói o que poderia ser uma boa impressão à primeira vista do jogo.
Em alguns aspectos, Red Orchestra mostra que está a procura de um lugar ao sol no gênero. Em primeiro lugar, ele ignora completamente os esforços dos Estados Unidos na grande guerra, e foca as batalhas apenas no confronto Russia X Alemanha. É um detalhe interessante, porém arbitrário por vários motivos ideais-políticos que prefiro não entrar em detalhes. O que o faz realmente interessante sem dúvida é a parte que simula o realismo, e nessa parte ele não faz feio, ou pelo menos tenta ser o mais compromissado possível nesse quesito. Os personagens se movem a uma velocidade realista, a stamina limita seu personagem a correr ou pular, as balas "caem" dependendo da distância que forem disparadas, ou seja, compromisso sério com o termo balística está nesse jogo. Fora isso, um tiro é morte certa na maioria das vezes, e os rifles tem que ser carregados manualmente. A falta de mira automática ou o "pontinho" que a representa, o "cross-hair" é outro ponto de impacto, pois isso deixa o jogo ainda mais difícil e sem dúvida mais comprometido com a realidade. Apenas no modo sniper você terá o auxílio da mira. Pra aumentar a precisão, só mesmo se abaixando, porém isso pode ser fatal, pois você perderá a velocidade se precisar se movimentar rápido pra escapar das balas inimigas.

Uma atenção especial foi às armas, e podemos chamá-las sem dúvidas de as "estrelas" desse jogo. Tanto na parte visual, como o som você poderá sentir como foram fielmente produzidas, é difícil de explicar por palavras assim, mas você vai sentir o prazer que é disparar em armas dessa época. Cada jogador começa com uma arma primária, possivelmente uma pistola secundária e equipamento extra que podem ser granadas ou binóculos. Óbviamente cada personagem tem seu tipo de armamento, e o time tem um número limitado de soldados de cada função a ser preenchido. Caso você não escolha um papel que seja satisfatório, isso será compensado pelas armas que você poderá conhecer, e saiba que cada arma tem benefícios e desvantagens. Por exemplo, um rifle normal não tem um carregamento rápido, mas tem uma grande precisão e as famosas baionetas, enquanto a metralhadora pode arrebentar qualquer um que esteja perto, porém tem menos precisão e requer que você esteja deitado e o "barril" ocasionalmente precisará ser trocado devido ao aquecimento. Outro ponto é que em alguns cenários você poderá ter veículos como caminhões e tanques. Mas saiba que manejar um tanque não é tão simples quanto parece e seu time terá que ter um bom trabalho em grupo pra fazer a diferença na batalha com ele, ou ele será apenas mais um empecilho.
Apesar de todo o cuidado em tentar ser o mais realista possível, algumas coisas me chatearam e fizeram quebrar toda mística envolvida no jogo. Um bug aparentemente escrto faz com que algumas janelas e gramas podem ser um ótimo refúgio à prova de balas. Enquanto uma camada de grama pode ser um escudo anti-balas, as pernas dos soldados parecem ser feitas de papel machê, é só levar um tiro e elas se desfalecerão. Tenha muito, mas muito medo das alturas, qualquer quedinha de dois metros poderá matá-lo. Mas o que mais enche o saco em Red Orchestra, é a política de "respawn" do game. Não pode ser desligada e faz com que algumas batalhas favoreçam muito apenas um lado, pois os jogadores renascem em um lugar à "salvo", porém dependendo da hora é possível que haja apenas um ponto disponível. Isso faz com que dependendo da quantidade de inimigos cercando seu ponto, os atacantes vão matá-los a todos sem parar, fazendo com que o jogador adversário seja apenas "carne fresca" em cada respawn.

Red Orchestra nasceu como um "mod" pra Unreal Tournament 2004, e não é surpresa que devido a isso os gráficos não estejam páreos para grandes projetos como "Call of Duty 2". A maioria dos modelos tem poucos polígonos, mas em compensação a Tripwire fez um belo trabalho com as texturas. É realmente muito bacana certos detalhes como pontos de oxidação em peças dos veículos ou mesmo a trilha feita pelos pneus, além do chão que está bem legal. Combinando estes detalhes com um ótimo design dos cenários, Red Orchestra oferece alguns dos mais interessantes e inovadores mapas para FPS. Mas é irônico que infelizmente na maioria das áreas é bem provável que os jogadores não travem batalhas em certos pontos e não haja razão para explorar este cenário graças ao fato de não ter objetivos e pontos de capturas nas mesmas.
Como na vida real, o sucesso na batalha se deve ao progresso nos mapas, boa estratégia e muito trabalho em equipe. Lobos solitários vão sofrer e muito no jogo, em mortes uma atrás da outra. Eu tinha boas espectativas com Red Orchestra, pelo fato do estilo concentrado em calcular exatamente pra onde você anda, em quem você mira, e toda estratégia que faz a diferença nesse jogo. Porém é uma vergonha o tempo de carregamento, e os fatos negativos apresentados aqui nessa análise fazem que o jogo tenha um impacto extremamente negativo após algumas horas de jogatina. Red Orchestra sem dúvida é um bom esforço em tentar recriar a realidade, porém você não sentirá uma experiência completa. Se você é um jogador hardcore e tá afim de dar um tempo no "Battlefield 2" é provável que Red Orchestra não oferecerá a mesma liberdade que há no clássico da EA. Se você é apenas um jogador casual ou não gosta de FPS, é melhor escolher outro jogo. De qualquer forma o jogo está disponível pelo Steam, mas há também uma versão à venda em "box".






Parece um fps interessante, mas pelo visto não chega aos pés do Battlefield, ehehe, que eu particularmente considero o melhor multiplayer com o tema da segunda guerra que existe. Aliás, considero até o melhor multiplayer ever de fps, principalmente quando se joga com 64 pessoas, aà é uma “zona” total, ehehe.
Belo review, parabéns!
Ta passando da hora das produtoras pararem de usar a Segunda Guerra mundia como tema de games.
Usem de criatividade para mudar poxa, assim como Black e Half Live 2 o fizeram.
De Segunda Guerra, ja tem games até demais. A EA mesmo ja saturou o mercado disso.
CHEGA!!!