| Capa do jogo | Ficha técnica | Notas diversas |
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Prós do game: Gráficos simplesmente incríveis. Músicas bastante empolgantes e som ambiental muito bem produzido. A atmosfera do game é muito envolvente. Jogabilidade incrivelmente viciante. Contras do game: Uma hora ou outra a câmera atrapalha. É relativamente curto. Bônus da versão para consoles estão ausentes aqui. |
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Configuração minima: Pentium III ou Athlon 800 Mhz, 256MB de RAM, GeForce 3 Ti ou Radeon 8500, 1.4 GB no Disco Rígido, Directx 9.0b Configuração recomendada: Pentium III ou Athlon 1.2 Ghz, 256MB de RAM, GeForce 4 Ti 4200 ou Radeon 9500, Placa de som com suporte à EAX Configuração usada pela GameHall: Athlon XP 1700+, 512MB de RAM DDR 266, GeForce 4 Ti 4200 128MB, Sound Blaster Live! 5.1, 1.4 GB no Disco Rígido, Windows XP Professional SP1. |
| Análise por : MaverickBr em 07/12/2003 |
Cuidado com as Areias do Tempo!
Muitos com certeza aqui adoram o gênero plataforma em games. Ele, na minha opinião, se torna o modo de jogo mais abrangente e divertido quando utilizado direito. Sem dúvida, quem já usava um PC a um certo tempo atrás, onde gráficos em um game não eram levados tão a sério quanto hoje em dia e quase todos os games lançados se mostravam bem aceitos pelo público, deve ter tido o privilégio de jogar Prince of Persia.
O game tinha uma idéia bem simples, porém boa. Você é um príncipe, jogado em um calabouço e agora teria de recuperar sua espada e usá-la para abrir caminho entre os inimigos do temível Vizir para salvar a princesa. O que fez este game ser um sucesso absoluto foi a dificuldade incrivelmente alta que ele proporcionava, além também daquelas cenas de morte, que naquela época eram muito divertidas. Ter um pensamento rápido e muita paciência era indispensável para conseguir chegar ao final deste game com êxito, para em seguida ficar ansiando por mais.
Duas seqüências saíram em seguida. Prince of Persia 2 teve um sucesso enorme, pois além de ter gráficos melhores, era muito parecido com seu antecessor no conceito de jogabilidade. Sair correndo, pular rapidamente um buraco, escapar daquela guilhotina, desvendar um ou outro quebra-cabeça complicado, enfim. No entanto, Prince of Persia 3D não foi muito bem visto. O game, inicialmente esperando-se que seria um mega sucesso, foi um fracasso. Aí a série, que havia conquistado diversos fãs pelo mundo, parecia estar encerrada. Mas, para a nossa sorte, havia um novo capítulo da série sendo produzido e que agora, está pronto e merece sem a menor dúvida, utilizar o nome do game.
Em Prince of Persia: The Sands of Time, você está mais uma vez no papel do famoso príncipe, o qual adquire a Adaga do Tempo de um poderoso Marajá da Índia. Em seguida, o Vizir deste Marajá convence o príncipe a utilizar a Adaga do Tempo para soltar as Areias do Tempo, as quais erradicam a vida de todas no reino, com exceção do príncipe, do Vizir e de Farah, a filha do Marajá. Agora, é seu dever reparar o seu erro e com a ajuda de Farah fazer com que as Areias do Tempo voltem a ser lacradas, levando assim glória e prosperidade para si próprio e também para a região.
O game mantém basicamente o mesmo conceito das versões anteriores, você deverá resolver certos quebra-cabeças algumas horas, passar por lugares de difícil acesso, enfrentar inimigos que não querem outra coisa além de ver sua cabeça rolando no chão. No entanto, o modo como as coisas rolam é bem diferente dos games anteriores.
O príncipe, aqui, ganhou habilidades inacreditáveis. Você pode andar pelas paredes para passar por um grande buraco no chão, o qual pulando seria impossível, pode também se pendurar em barras de metal e se projetar para uma parede para, em seguida, fazer um salto que o levará a outra barra de metal ou uma plataforma. Pode também pular de uma parede para outra, visando chegar a um destino no topo delas. Enfim, os movimentos que você é capaz de produzir são quase ilimitados. O príncipe está tão elástico que ganharia medalha de ouro se participasse das Olimpíadas. O incrível, é que você aprende a executar estes e muitos outros movimentos acrobáticos com muita facilidade.
Nas batalhas, a jogabilidade dá outro baile. Você luta utilizando uma espada, a Adaga do Tempo e também os poderes especiais que ela fornece. Você pode executar golpes rápidos usando a espada e efetuar pequenos combos, atacando com rapidez inimigos que lhe cercam, fazendo com que eles nem sequer toquem em você, em certas ocasiões. Além do mais, você pode inovar seus golpes, como, por exemplo, executar um o qual você sobe o adversário, da um salto mortal seguido de um golpe e cai de frente para o inimigo, enterrando a espada nele, ou então até mesmo se projetar da parede para os inimigos, com a espada em punho, fazendo com que vários sejam atingidos de uma só vez.
Ta tudo legal, mas e a Adaga? O que ela faz? Ahhh, ela é que faz as lutas ficarem mais interessantes. Com ela, você suga as forças vitais dos inimigos, que se transformam em areia, a qual é usada na Adaga para efetuar ataques mágicos poderosos. Caso haja pelo menos um tanque de areia cheio, e você por ventura cair em um abismo ou simplesmente morrer, poderá usar a Adaga para rebobinar o tempo até a parte antes de você morrer e então se salvar da morte. Achei isso uma coisa bárbara. Há também outros dois poderes especiais. Um deixa os inimigos mais lentos, fazendo com que você os ataque com mais precisão e o outro, que necessita que as meias-luas do lado dos tanques de areia estejam totalmente cheias, faz com que tudo no cenário seja paralisado e você então, usando uma velocidade digna de deixar o Papa-Léguas comendo poeira, executa golpes mortais em todos os inimigos que aparecem. É um movimento fantástico e muito útil quando bem utilizado.
Contudo, a jogabilidade tem uma pequenina falha. A câmera � s vezes se mostra um pouco torta, fazendo com que você veja algo que não quer ver e o que obriga você a ajeitá-la manualmente. No entanto, você pode girar a câmera usando o mouse, mudar o ângulo de visão para primeira pessoa ou então para o de uma visão panorâmica, então a câmera não é algo que estraga muito a jogabilidade e de maneira alguma atrapalha a diversão no game.
Graficamente, Prince of Persia: TSoT está deslumbrante. Contém cenários ultradetalhados, os quais dão ao game essa atmosfera cativante e atraente, que faz com que você fique ainda mais entretido, juntamente com a excelente jogabilidade. Além do mais, os cenários apresentam também todos os obstáculos que você irá encontrar pelo caminho, com exceção dos inimigos é claro. Você, em certas horas, precisará examinar cada parte de uma determinada área, para daí tomar uma atitude sobre o que é necessário fazer para prosseguir no game. Seja isso algo simples como puxar um bloco para conseguir subir em uma corda ou então se equilibrar com as pontas dos dedos em minúsculas fendas numa parede para em seguida dar um salto para uma barra para logo após pular em outra parede e se projetar a um lugar aonde você precisará acionar uma alavanca para abrir uma porta, logo ali na frente depois daqueles espinhos e daquela serra rotatória girando, clamando para que você passe por ali.
Os personagens estão com uma qualidade ótima também. Eles tem uma animação rica e muito realista, principalmente é lógico o nosso dublê de Homem-Aranha (:P). As CGs que rolam durante certos pontos estão surpreendentemente bem produzidas, juntamente com o resto da parte gráfica do game. Você pode ter a configuração mínima para rodar ele, que ainda assim o gráfico ficará extremamente lindo e bem polido.
Na parte sonora o game também mostra seu brilho. As músicas nas batalhas são empolgantes e lhe deixam com mais vontade ainda de continuar jogando. As atuações vocais estão boas também, assim como os efeitos sonoros. Com suporte � s tecnologias modernas das placas de som, tais como EAX e Áudio 3D, você irá contar com sons ambientais muito fiéis e que lhe farão mergulhar ainda mais na atmosfera proporcionada por PoP:TSoT. Mas mesmo se você não possuir uma placa de som com suporte a tais aparatos, não se preocupe, pois seus ouvidos ainda estarão muito bem servidos, graças a uma função chamada Virtualização de Áudio, que emula o som 3D em PCs com 2 caixas de som ou então fones de ouvido. Claro que, para usar tal coisa, é necessário que seu PC seja um pouco rápido, pois isso usa muito do processamento da CPU.
A IA dos inimigos está boa na medida das circunstâncias. Os inimigos executam combos, atacam com cautela e até mesmo contra-atacam um golpe que você tenha desferido neles e eles tenham defendido. Alguns dos ataques deles acabam atingindo outros inimigos, o que é bom para você, mas eu me pergunto se isso deveria ocorrer. Eles são zumbis da areia que só pensam em atacar e mais nada, no entanto atacar os companheiros é algo incoerente não acham? Os poucos chefes que aparecem não representam um grande desafio, na verdade uma enxurrada de inimigos se mostra mais voraz do que eles ao meu ver.
Infelizmente, a versão para PCs não conta com os 2 bonus da versão para consoles, que são as versões de Macintosh de Prince of Persia 1 e 2. Isso é realmente uma pena, mas não faz com que o valor do game seja prejudicado muito, mas caso você possua pelo menos um XBox ou até mesmo um GameCube ou PlayStation 2, seria preferível você pegar o game em sua versão de consoles, devido � estes bônus. Mas caso não faça falta, vá firme na versão de PC, pois vale muito � pena.
Resumindo, Prince of Persia: The Sands of Time está sem dúvida na lista dos melhores games do ano e também na de um dos mais emocionantes games já criados. É um lançamento imperdível para qualquer um que curta um bom desafio, uma aventura sólida, bons momentos de ação e acima de tudo, muito divertimento. PoP:TSoT apesar de um pouco curto, ainda assim é extremamente recomendável. Esse é um game que vale a pena uma investida em uma atualização no hardware de sua máquina, para poder contemplar a beleza que ele proporciona.









[...] Quem já tem um certo tempo, ou melhor uma "história" no mundo dos jogos, cresceu jogando determinadas franquias que hoje em dia nem são conhecidas ou lembradas pela nova geração de jogadores. Nos consoles e PCs isso é uma coisa comum, os executivos acharem que tal franquia não é mais interessante comercialmente e a enterram, há casos como empresas que são compradas e suas franquias ficam no limbo e engavetadas e o mais bizarro algumas empresas que compram franquias para não deixar outras pessoas fazerem jogos. Para ser mais específico, vamos exemplificar com algumas das [...]