| Capa do jogo | Ficha técnica | Notas diversas |
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Prós do game: Boa jogabilidade e visual muito bem feito. Contras do game: Rítmo lento de jogo, o sistema de tela sem informações vitais e o enredo bobo (mas isso é culpa do filme). |
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| Análise por : Kadaj em 25/03/2006 |
E o velho padrão novamente se repete… Um filme todo badalado acaba de sair no cinema, se torna um sucesso de bilheteria que todo mundo adora ( quem aqui vos escreve não, mas… ) e não demora muito as empresas videogamísticas ficam loucas para obterem os direitos autorais do filme e fazerem seu game caça níqueis.
Agora, a onda da hora é a nova superprodução King Kong, que saiu no cinema, virou sucesso e agora também tem sua versão para consoles, mas o que mais nos interessa é: este também é somente mais um caça níquel ou não?
Criado pela Ubisoft e desenvolvido pela Ubisoft France, King Kong faz sua estréia em todos os consoles da atual geração, para PC e também para X-box 360, tentando realizar todas as “macacadas” que realizou nos filmes também nos consoles. O primeiro aspecto que chama a atenção em King Kong são com certeza, os recursos gráficos. Nos consoles da atual geração, o macacão surpreende por ser um game muito belo, com cenários bem detalhados e amplos, alem de efeitos de luz caprichados e movimentação matadora dos personagens, sejam eles humanos ou não. Já no Xbox 360, apesar de ser estupidamente muito mais belo que no PS2, GC e Xbox, ele não surpreende muito, por ser para um console tão mais poderosos que os demais, e por certo aspecto decepciona pela falta de planejamento da equipe para com o projeto, pois no Xbox 360, King Kong é tão escuro, mas tão escuro, que caso o jogador não tenha uma televisão de alta resolução, fica impossível jogá-lo em certas partes, e isso não é exagero.

Peculiaridades a parte, King Kong é um game bonitão mesmo, isso poderá ser notado logo no começo do game, na Ilha da Caveira. O matagal e a ilha como um todo, apresenta texturas muito bem trabalhadas e palheta de cores bem variada, mesmo se tratando de uma fauna uniforme, a equipe não se acomodou em reduzir a quantidade de cores, o que criou um visual muito fiel a uma floresta real e visceral. Mas não apenas na ilha se passa King Kong, para quem viu o filme, sabe que a cidade é parte muito importante do filme, sendo assim, não poderia ficar de fora do game, entretanto, a cidade não merece a mesma quantidade de elogios que a floresta mereceu. Apesar de ser também bela, a cidade Nova Iorque apresenta alguns serrilhados, que não são imperdoáveis, mas que depois de grande parte do game sendo jogado na bela floresta da Ilha da Caveira, tais serrilhados incomodam os olhos de gamers mais atentos e exigentes.
Importante dizer que o game, tanto na ilha, quanto na cidade, apresenta um frame rate estável na esmagadora maioria do game, o que é algo muito importante para o seu fluxo, enfim na parte visual o game é impecável e neste aspecto, o macacão se deu muitíssimo bem.

Outro aspecto interessante do jogo é sua “dupla jornada”, durante o game se joga tanto com Jack Driscoll e com King Kong. Enquanto se joga com Jack, o jogo se transforma em "tiro em primeira pessoa", e é desta forma que acompanhamos a jornada de Jack pela Ilha da Caveira. A maneira como a ação se desenrola durante o controle de Jack é muito bem trabalhada e muito bem pensada pelos produtores. Não existe, em primeiro lugar, nenhum marcador de vida ou algo do gênero na tela, tal fato tem a intensão de dar maior realismo e dramaticidade ao game. Para saber quando se está próximo da morte ou não, deve-se ficar atento à tela como um todo, quando Jack receber um golpe e a tela ficar avermelhada, isto significa que sua “vida” esta acabando, pois este é o limiar entre a vida e a morte, após isso se Jack receber mais um golpe é game over, caso fique algum tempo com a tela avermelhada e não receba nenhum ataque, tudo volta ao normal e a ameaça de morte iminente se esvai, pelo menos por enquanto.
Ainda sobre as fases do game com o controle de Jack, é válido ressaltar que a munição não é das mais fartas, logo, é muito importante aprender a se defender dos dinossauros e de outros perigos da Ilha da Caveira usando armas alternativas, como lanças e ossos, encontrados durante a jornada. Outro ponto importante se dá justamente nos itens que se encontram na ilha, o jogador não encontrará itens como recuperadores de vida e armas tropeçando neles no cenário, pelo contrário, apenas serão encontrados os itens necessários para que se passe pela atual fase, o que, contextualmente, serve para imergir o jogador ainda mais no clima do game.
Já com o controle de King Kong, o bicho pega! O game muda completamente de tiro em primeira pessoa, para ação em terceira pessoa, e amigos, como bate esse macaco! A jogabilidade, com o controle de King Kong, é muito semelhante a do "Prine of Persia", mas retire toda a graça e beleza dos movimentos do príncipe, e coloque a brutalidade e ignorância de Hulk, e entenderá o que é controlar King Kong. Arrebentar dinossauros e quaisquer outros perigos com o macacão é coisa de criança, devido aos seus movimentos e sua força bruta, e acredite, tudo isso é muito prazeroso de se fazer e também de se ver, afinal, o belo visual e a movimentação caprichada do jogo, não atrapalham em nada durante a carnificina macacal.

O sistema de vida de King Kong, é a mesma de Jack, ou seja, nada de barras ou porcentagem referentes, mas a mesma "vermelhidão" na tela e as mesmas regras já citadas, a única alteração neste ponto é o sistema de Fury. Enquanto estiver com o controle de King Kong, é possível acessar o modo Fury, que como o nome diz, deixa o macacão em fúria por alguns instantes, tornando seus golpes mais agressivos e brutais, e seguindo a onda de nada na tela a não ser o game em si, não existem barras de indicação desse modo, quando se entra em Fury, a tela se torna amarronzada e quando o Fury acaba ela volta ao normal. Entretanto, neim tudo são flores…
Apesar de o visual não ter falhas gritantes, e neste aspecto, não se ter o que reclamar, quanto o jogabilidade e ritimo do jogo, a história é outra. Esta história de não ter marcadores de nada na tela para dar maior realismo, pode até ser conceitualmente uma boa idéia, mas a verdade é que faz falta, e muito broxante não saber como Jack está de saúde, por exemplo, e de repente sofrer dois ataques muito rápido e morrer no segundo, devido ao esquema de vida usado no game, o mesmo vale, em proporções muito menores, para King Kong. Pelo o amor de Deus, aprendam logo de uma vez, todos os produtores de games do mundo, a falta de marcadores essenciais na tela é um erro violento, não deu certo em Gateway e não dará em mais nenhum game, querem maior realismo e dramaticidade? Se virem, mas deixem essa idéia boba de lado, alias, muito de lado!!!!!!!! Em Ico deu certo, porém obra de arte não se discute…
Outro fator inexplicável é King Kong ser tão frágil a golpes. Apesar de ser um macaco violento, forte e ignorante, ele morre fácilmente, com poucos golpes sofridos, o que cria uma antítese no personagem, algo estranho e que, acredito, mal resolvido pela equipe de produção. Estas falhas apontadas anteriormente não seriam tão graves, se não existisse o mais grave deles, a falta de rítmo do game. Independente do personagem, ou da fase que se esteja jogando, o game dá aquela impressão de que vai pegar fogo a qualquer instante, mas que não pega, e assim ele vai até a última e melancólica fase. Uma vez vi em um filme antigo do Steven Segal a seguinte frase: “A antecipação da morte é pior do que a própria morte.” E quer saber, é verdade. É esse sentimento que King Kong dá, somente se nota que o game não vai pegar fogo, quando ele acaba, e isso é pior do que se o game fosse uma porcaria declarada, pois ninguém ia se surpreender com algo do gênero.

Isso foi o fator mais broxante do game, que faz com que se repare nas outras falhas de maneira mais gritante. Quanto à trilha sonora, efeitos especiais e dublagem, não se observa nada demais, mas também nada de menos, o que, irônicamente é um ponto fraco, pois estes dois elementos são severamente importantes para um game. É triste, aliás, observar que esta indiferença quanto a estes elementos se torne cada vez mais freqüente entre os games atuais, mesmo que tenhamos cada vez mais belas composições musicais no mundo do vídeo game, é algo que parece contraditório, mas observe… Peraí, isso dá uma matéria diferente não relacionada com King Kong, fica pra depois então.
Enfim, amigos e leitores da GameHall, isto resume bem o que é o game King Kong, as últimas considerações que podem ser feitas são que o game não tem nada de muito original, mas usa velhos conceitos de maneira nova, o que não o dá uma cara de cópia, ou de obsoleto, e também vale lembrar que o game segue exatamente os mesmos passos do filme no fator enredo, então, já que o filme foi analisado por Alucard aqui mesmo na GameHall, não vou me ater a destrinchá-lo, basta dizer que é simplista e meio sem sentido, o que será observado jogando o game.
Um amigo meu, ao ler esta análise antes de ser aficcionada ao site, alegou que eu provavelmente de mau humor quando escrevi esta matéria, porque eu malhei muito mais King Kong do que Path o Neo e no fim das contas, King Kong é melhor do que o game da série Matrix, e que eu mesmo o joguei muito mais. O que quero dizer com esta história totalmente sem sentido óbvio? Quero dizer que apesar de achar o game bem aquém do que poderia ser e que acho sim que ele como produto final não vai muito além de um caça níqueis, que é um game divertido e que por mais que tenha seus defeitos,, recomendo a todos que o experimentem.



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