Saudações aos altos e baixos.
O conceito do Pérolas Publicadas será expor verdadeiras atrocidades e bobagens ditas pelos meios de comunicação a respeito dos videogames. Para terror dos jornalistas, estagiários, editores e demais espécies de escribas, estarei de olho não só na internet, como tambem em revistas e jornais, a procura de verdadeiras pérolas para humilhar aqui.
Hoje no Pérolas, selecionamos um verdadeiro peido mental, cuja idiotisse foi impressa em papel e tinta foi responsável pelo desperdício de uma pobre árvore. Vamos a peça em questão:
Em primeiro lugar, perdoem a falta de qualidade da imagem, pois estou sem scanner e tive de tirar uma foto da página do jornal. Esse recorte vem de uma das páginas do caderno Link, publicado pelo jornal Estado de São Paulo. Para os que não conhecem, é um caderno dedicado a tratar de tecnologia, abordando temas que envolvem a internet, análises de aparelhos, tendências desse universo, lançamentos, etc. Os videogames estão incluídos nessa mistura, com algumas reportagens de eventos como a E3, ou com destaque para alguns games de peso dos principais consoles.
Devidamente contextualizados, caso ainda não acreditem no que seus olhos vêem, transcrevo o que está lá:
“A explosão de sucesso da Nintendo fez com que muitas empresas mirassem direto no jogador casual, aquele que joga sem compromisso, apenas para se divertir. A EA lançou Spore, um simulador que permite que se crie uma civilização a partir de uma célula – que ainda conversa com redes sociais. A Microsoft começou um profundo processo de reposicionamento, que a fez buscar o jogador casual, como em Gears of War 2. Com Wii Fit, a Nintendo reinventou o que é casual, fazendo o jogador literalmente suar. E games musicais como Guitar Hero e Rock Band continuaram fazendo muito sucesso. ”
Como diria o prefeito Kassab, é simplesmente constrangedor. Não deve ser a toa que nem há a assinatura de quem escreveu isso. A começar que o jornalista embarca na tese babaca e incorreta do tal jogador “casual”, algo que quem leu aqui as partes já postadas do texto de Sean Malstrom, sabe que não se sustenta quando confrontado com a realidade. Pior foi descobrir que o tal casual é aquele que joga “apenas para se “divertir”. E para que mais alguém liga um console se não para se divertir? Não importa que tipo ou quão profunda seja uma experiência, mas na síntese seu propósito é sempre divertir. Não importa se o jogador busca o extremo ou apenas liga o console por alguns minutos, o resultado é o mesmo. Salvo jogadores que jogam por dinheiro (como os cyber atletas) todos nós buscamos a mesma coisa quando apertamos o botão ON. Posso citar de Steven Johnson a Jesus de Paula Assis para corroborar meu argumento. “Jogador Casual” deveria ser um termo para fanboys de fóruns, geração playstation e demais fanáticos e bocós, não de um profissional.
Outra coisa que deverá causar arrepio em alguns é classificar Gears of War 2 de jogo casual. De onde diabos saiu isso? Imagine a cena: sua vovó e sua sobrinha de seis anos ligando o Xbox 360 e colocando GeoW 2 para rodar. Imagine aquele multiplayer leve, colorido e agradável com toda a família sorrindo em volta. O papai dando pulinhos de susto a cada banho de sangue, a mamãe batendo palminhas para cada Locust brutalmente metralhado, com aquela expressão de orgulho maternal. GeoW 2 é chamado de “hardcore” (como eu detesto esses rótulos), pelo fato de sua interface de interação demandar uma curva de aprendizado mais íngreme do que um jogo cujo público-alvo é mais abrangente. Isso sem contar de que é classificado como mature (para maiores de 17 anos), com toda a sua carga de violência e tema militar.
Fora que não houve qualquer “um profundo processo de reposicionamento” por parte da Microsoft em relação a sua plataforma de jogos. O máximo que houve foi apenas a criação de um sistema de avatares, que inclusive a MS evita a todo custo qualquer comparação ou até mesmo ser relacionado aos Miis da Nintendo. Não existe um só comercial com aquelas famílias artificiais e irritantemente sorridentes, com o logo do Xbox 360 ao final. Pelo contrário, as últimas propagandas que vi nos comerciais dos programas da WWE (sim, gosto de luta livre), cuja audiência vai de marmanjos barbados até criancinhas, não há qualquer elementos que possa se chamar de casual. O X360 vendeu de forma parecida o ano todo, seu público-alvo lembra o da Sega nos tempos dos Genesis, com jogadores experientes a pré-adolescentes.
Enfim, uma bobagem total. O incrível foi como tanta besteira coube em tão pouco espaço. Mas aguardem, pois estou separando mais pérolas para o deleite de vocês. 2009 promete. Quem viver, verá.
PS: a série das empresas desaparecidas continua, assim como a tradução de The Birdmen and the Casual Falacy.
André V.C Franco/AvcF – Loading Time.
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É cara pelo visto o negócio tá feio. Um programa de televisão que eu já citei por aquà em um dos meus comentários para o programa Versus também insiste em rotular jogos e jogadores sem se preocuparem com o impacto que isso pode acarretar nos fãs de VÃdeo Games. Eu achei bem sacado esse espaço de pérolas e vou vasculhar umas revistas e jornais aguà para enviar pra vocês. Um abraço à toda a galera do GameHall.
Gears casual!? auhauhauhauha, quem me dera…
Isso mostra que os carinha do jornal não manjam nada de games. Provavelmente quem escreveu foi uma tia velha e gorda!
quer dizer qui gears of war é casual ?? ta di zueira comigo!
nooosssaaaa. que coisa ridicula!esse janalista e um baita ingnorante,quando o asunto e games. cara vamos aguentar este tipo de coisa ate quando. e o fim.
a pessoa que disse isso, não tema minima idéia de video game. deveria ter ficado quieto.