Ele foi um fenômeno na década de 1980. Dividiu a história das máquinas de fliperama. E marcou uma geração inteira. Saiba mais sobre um dos mais ilustres personagens da história do videogame.
Uma coisa ninguém pode negar: Pac-Man é a figura de maior prestígio na história das máquinas de fliperama. E da indústria do entretenimento como um todo. Prova disso: sua notoriedade e renome têm se mantido imensos, mesmo após a passagem de mais de 25 anos desde seu surgimento. O sucesso na época foi assustador e sem precedentes. Em pouco tempo, a afamada bolinha amarela, que enfeitava os gabinetes de arcade com um sorriso boa-praça e o dedo polegar erguido, se tornaria um fenômeno mundial de grande conceito e relevo no mercado de fliperama da época. Mais do que sinônimo da palavra “videogame”, Pac-Man foi também um símbolo maior da cultura pop da década de 1980.
A idéia começou com um simples jogo de palavras. “Puck-Man” — como foi inicialmente batizado no Japão –, derivou da palavra “taberu”, que significa “comer”. O famoso designer da Namco, Toru Iwatani, brincou com o kanji da palavra, até gerar uma outra de som onomatopéico: “pakupaku” (que significa "ele come - ele come").

Acima, Pac-Man corre no game Mario Kart GP
O maior mérito de Pac-Man talvez tenha sido sua temática diferenciada. Foi uma proposta muito distinta para a época. O jogo de fliperama que possuía maior relevo naqueles tempos — talvez os mais antigos ainda se lembrem bem — era o eterno jogo de naves Space Invaders (um grande clássico). Na época, títulos assim é que estavam na moda. Jogos em que se enfrentava um número imenso de navezinhas alienígenas coloridas, de formas quase indistintas. Combatendo num cenário que nada mais era do que um fundo escuro detrás da tela. Disparando tiros em formas de listrinhas digitais que atravessavam o campo de batalha na ânsia de atingir uma espaçonave inimiga (uma montagem gráfica deliciosamente primitiva e nostálgica, diga-se de passagem).
Era esse o cenário geral do mercado de videogame. Jogos de naves e de guerra abarrotavam as máquinas de fliperama. Esses títulos eram considerados, na época, de temática muito adulta. Pac-Man, por outro lado, foi uma idéia que sugeria um caminho totalmente oposto. O game foi desenvolvido tendo como público-alvo crianças e adolescentes. A Namco tinha um objetivo com o qual poucas empresas se preocupavam na época: queria que a bolinha amarela trouxesse GAROTAS para o hobby. Na época, o público feminino dificilmente se interessava em consumir esse tipo de mercadoria-entretenimento. Talvez pac-man também tenha sido responsável pelas primeiras manifestações femininas na sublime arte do videogame.

Iwatani, criador do personagem.
“Todos os jogos de computador disponíveis naquela época eram do tipo violento — jogos de guerra ou que seguiam o estilo de Space Invader.”, afirmou Toru Iwatani. “Não havia games que todas as pessoas pudessem apreciar, e, principalmente, nenhum voltado para garotas. Eu queria criar um jogo do tipo engraçado, que as meninas também pudessem jogar.”
Diz a lenda que Toru Iwatani, criador do personagem, teve a idéia de modo repentino. Por mais estranho ou absurdo que possa parecer, Iwatani tirou a concepção inicial da forma do personagem ao observar uma pizza com um pedaço faltando. Pode parecer muito estranho que a noção inicial de um personagem que rendeu tantos lucros para a Namco tenha surgido de uma pizza comum, mas, segundo o próprio designer, a história foi mais ou menos assim mesmo.

E aí: já consegue ver uma idéia genial?
Formato do personagem definido. Estava na hora de decidir como usar uma bolota amarela num jogo de fliperama. Fácil. Pac-man seria um game do gênero “Maze” — joguinhos de labirinto que exigiam muito pensamento lógico e presteza de raciocínio (mais um bom motivo para recomendá-lo a jogadores mais jovens). Pac-man se tornou o expoente máximo desse gênero. O jogador devia controlar a bolinha amarela e comer todos os pontinhos coloridos e power-ups no labirinto. A fase terminava quando todos os pontinhos acabassem. O jogador também tinha que ser esperto e fugir dos fantasminhas Blinky, Pinky, Inky e Clyde. Mas se você comesse os itens “energizers" ou "power pellets”, ganhava a habilidade temporária de comer os malditos fantasmas.
Pac-man é um daqueles personagens que, de tão famosos, dispensam quaisquer elogios ou comentários positivos que este pobre redator possa fazer. O jogo tornou-se um dos maiores fenômenos já observados na história da indústria do entretenimento, resultando em numerosas seqüências e campanhas publicitárias. Com Pac-man, a Namco gerou um verdadeiro divisor de águas na história das máquinas de fliperama. Um feito gigante para um personagem gigante.
Kazin Mage
Origem: Pac-Man (1980)
Aparece também em:
-
Ms. Pac-Man (1981)
- Super Pac-Man (1982)
- Pac-Man Plus (1982)
- Baby Pac-Man (1982)
- Jr. Pac-Man (1983)
- Professor Pac-Man (1983)
- Pac & Pal (1983)
- Pac-Land (1984)
- Pac-Mania (1987)
- Pac-Man VR (1996) - parte do Namco Classics Collection Volume 2
- Pac-Attack (1993)
- Pac-Man 2: The New Adventures (1994)
- Pac-In-Time (1995)
- Pac-Man Ghost Zone (1999)
- Pac-Man World (1999)
- Ms. Pac-Man Maze Madness (2000)
- Pac-Man: Adventures in Time (2000)
- Pac-Man World 2 (2002)
- Pac-Man Fever (2002)
- Pac-Man Vs. (2003)
- Pac-Man Pinball Advance (2005)
- Pac-Pix (2005)
- Pac ‘n Roll (2005)
- Pac-Man World 3 (2005)
- Pac-Man World Rally (2006)
- Ms. Pac-Man for Prizes (2004)
- Pac-Man Casino Card Games Pack (2004)
- Pac-Man Casino Slots Pack (2004)
- Pac-Match! (2004)
- Pac-Man Puzzle (2004)
- Pac-Man Pinball (2004)
- Pac-Man Bowling (2004)
- Pac-Man’s Arcade Corner (2005)









(2 votos, média: 4.5 sobre 5)

