Os zumbis vão as Urnas.
Essa é uma matéria extraída do Jornal Folha de São Paulo do dia 14 de maio de 2006.
"Nunca totalmente mortos nem completamente vivos, os zumbis atacam em filmes de horror desde os anos 30. Importados da mitologia do vodu haitiano, foi nessa época que as monstruosidades tiveram uma de suas primeiras aparições no cinema, em "Zumbi Branco" (1932), com Bela Lugosi. (que também estreiou um filme do Drácula no cinema)
Mas, depois de uma gloriosa reencarnação em 1943 no clássico B "I Walked with a Zombie" ("A Morta-Viva"), de Jacques Tourneur, os malcheirosos cadáveres ambulantes passaram um tempo esquecidos. Até serem trazidos de volta, em 1968, com o filme dirigido por George Romero, " A Noite dos Mortos- Vivos".

Mais que assustar, Romero investiu na simbologia de seus monstros, transformando-os em ácidos comentários ideológicos sobre a "evolução" da sociedade norte-americana. Assim, após cutucar a ferida da integração racial no primeiro filme, retomou os monstros a cada momento em que julgava necessária uma nova intervenção: para criticar a sociedade de consumo, em "Madrugada dos Mortos" (1978), a militarização da era Reagan, em "Dia dos Mortos" (1985), e a sociedade do ultracontrole pós-11 de Setembro, em "Terra dos Mortos". Na mesma vertente, os mortos-vivos de Joe Dante em "Candidato Maldito", numa cena já antológica, deixam seus caixões embrulhados em bandeiras dos Estados Unidos para questionar a política dos falcões do governo George w. Bush, os argumentos falsos usados para a invasão do Iraque e o desequilíbrio do jogo democrático por meio da manipulação midiática.
Desta vez, os zumbis não estão interessados em atacar os vivos e comer sua carne fresca. Os primeiros a ressurgirem são os mortos no Iraque, que querem apenas "voltar para casa" (idéia contida no título original do episódio, "Homecoming").

Cena de "candidato Maldito", de Joe Dante
Mas não só. Antes de alcançarem o descanso perpétuo, precisam votar e querem fazê-lo contra o presidente que os mandou para a guerra. Do outro lado, um grupo de políticos e assessores republicanos, apresentadores de TV e fundamentalistas cristãos fazem o papel de verdadeiros vilões da história.
Depois de traídos, os pelotões de zumbis recém-desembarcados do Iraque convocam os mortos de outras guerras para a batalha. E de seus túmulos saem os veteranos do Vietnã, da Guerra da Coréia e da Segunda Guerra Mundial (o JOU, líder do diretório zumbi morreu durante a segunda guerra mundial, quem um dia assitir a esse episódio, tente encontrar o Jou no meio dos zumbis veterenos uahuahuah).
A idéia bizarra surgiu a partir de uma troca de e-mails entre Dante e o roteirista Sam Hamm, autor de panfletagem virtual anti-Bush em seu blog. A oportunidade para alcançar uma audiência maior veio quando uma rede de TV a cabo convidou Dante para ser um dos 13 diretores da série Mestres do Terror."
Depois de ler essa matéria promovendo o o episódio "Candidato Maldito" (Homecoming), da série de Mestres do Terror, me lembrei de um filme recente conhecido por muito de vocês, que no final també abordou de uma maneira mais explícitas um tema polêmico, estou falando de DOOM – a porta do inferno (DOOM), nos momentos finais da película, o personagem SARGE (The Rock) ordena que um de seus subordinados mate algumas pessoas que acredita-se estarem infectadas, o subordinado diz que não cumprirá a ORDEM, então SARGE mata o soldado asangue frio e, ainda fala algo mais ou menos assim "eu preciso de um soldado que siga ordens e não de alguém qeu tenha opinião própira".
Esse é apenas um exemplo dentre vários, de como a indústria de entretenimento como os games, cinema, revistas, internet ou qualquer outra mídia formadora de opinião pode transmitir mensagens diversas, seja violência gratuita ou um tema mais profundo sobre a humanidade, por isso da próxima vez que você for assitir a um filme de TERROR tenter enxergar além das tripas, sangues, violência e outras carcterísitcas que constituem um filme de HORROR.





