Artigo por: Flávio Croffi
O preconceito para com os “gamer-maníacos” ou com aqueles que gostam de passar um tempinho na frente do computador sempre ocorreu. Na verdade, a maioria das pessoas que criam e taxam este preconceito, também são “nerds”, em tese. Hoje em dia, cada vez mais passam mais tempo ocupando-se de adquirir o último lançamento em quesito de tecnologia, além de ter o último aparelho de telefonia da geração, precisam também estar conectados á internet toda hora.
Qual a definição da palavra “nerd”? Em seu sentido real, são pessoas inteligentes ligadas a tecnologia e estudo, que se aprofundam no assunto. Pejorativamente, a palavra se refere á pessoas sem vida social e “idiotas”.
A diferença dos “gamer-maníacos” não é tão grande. Estes, por sua vez, passam a praticar uma forma de lazer em jogos eletrônicos. O perfil do gamer não é traçado facilmente, pois existem muitos estilos diferentes de jogadores. Contamos com perfis de jogadores, cada um com algumas características diferentes, mas em geral, existem fatores bem semelhantes.
O jogador casual – Aquele que não se preocupa muito com vitória ou derrota, que joga por simples prazer, gosta de se divertir e pronto. Não precisa estar todo o tempo jogando, pra ele é apenas uma das formas de diversão da vida.
O jogador profundo – Aquele que se preocupa com o jogo, procura saber a história do mesmo a fundo, a fim de conhecer tudo sobre o jogo e desvendar todos os mistérios. Precisa separar um tempo pra jogar todos os dias, para conseguir coletar todos os itens restantes, com o intuito de completar 100% do jogo.
O jogador fanático – O cara que não larga do jogo de forma alguma. Sua vida social é online ou dentro da tela. Não sai com amigos nem mesmo tem muitas relações sociais com outras pessoas. Têm de qualquer modo terminar o jogo em 100%, não deixando qualquer rastro pra trás.
Estes são os três aspectos principais dentro do perfil de um jogador. Até hoje não podemos decifrar certamente qual o motivo dos jogos eletrônicos terem tal mágica, porém estima-se que o ser humano tenha um fascínio fora do comum para com a fantasia.
Adoramos fantasiar, criar, vivenciar momentos diferentes e novos. Os jogos disponibilizam uma vida diferente, uma missão, uma vitória ou uma derrota. Claro que na vida temos missões, vitórias e derrotas, assim como em um jogo, porém, nela procuramos seguir de forma sensata e correta, a fim de garantir seu sucesso, de forma cautelosa. Já nos jogos, temos a opção de criar o que bem entendemos, não é necessário tanta cautela. Neles, você deve enfiar a cara, mergulhar de cabeça, transformar o outro mundo e traze-lo para sua mente. È disso que constitui a fantasia, a mágica dos jogos eletrônicos.
Assim como quem joga RPG, ou mesmo aqueles que gostam de quadrinhos, gamers também são taxados muitas as vezes de desocupados e indecentes. O fato é que nos jogos, é possível ter uma opção de entretenimento extremamente segura.
Muitos criam e cultivam um pré-conceito bobo em relação a tais pessoas, por mero orgulho ou desconhecimento do que se trata o assunto. Aposto que se um senhor de idade, que diz odiar vídeo games, pegar um controle de super Nintendo na mão e vencer a primeira fase de Mario World no console, por exemplo, irá se sentir confortado em vencer e poder controlar o personagem no jogo, esbanjando de seu entretenimento.
Para os amantes dos jogos, quem condena os mesmos á torto e direito, são invasores. Um tipo de vírus que ataca o mundo virtual e fantasioso de cada um.
Como qualquer outro pré-conceito, antes de opinar sobre o assunto, deve-se estudar e entender. Procurar saber sobre o mesmo, antes de oferecer uma opinião concreta. Até o grupo de jornalistas deste meio sofre grande injustiça e pré-conceito por trabalhar na área. Muitas das vezes quando você esclarece qual sua profissão, a maioria das pessoas nem acredita que seja um trabalho, ou considera algo que não deve ser levado a sério.
De fato, este quadro está mudando cada vez mais. Vivemos em um mundo em que a tecnologia faz cada vez mais parte da sociedade e estamos na era da informação. Uma pena ainda que a maioria do povo não tenha acesso aos meios de comunicação mais abrangentes, nem mesmo á aparatos tecnológicos.
Porquê não tornar o vídeo game uma ferramenta interessante, legal e educativa? Assim como qualquer outra brincadeira o console tem sua função de ensinar. Jornalistas e gamers têm não só a função de informar, mas sim de conversar com o público e com os fãs, pois antes de qualquer outra coisa, são fãs deste mundo fantástico.
Cada vez mais jogos avançados, cada vez mais informações e mais pessoas adota esta “nova” forma de entretenimento, chamado jogo eletrônico. Talvez o pré-conceito esteja próximo ao fim. Quem sabe em um futuro próximo? Abram portas para a imaginação, o mundo virtual dos games te espera.




Realmente, existe esse preconceito idiota ..
basta você falar pra um desconhecido que você joga video-game que de imediato ja é taixado de desoculpado(pra não dizer outra coisa). Sendo que na verdade nem sempre é assim.
Parabens pelo texto flavio, muito bem escrito e profundo. ^^
sobre o pré-conceito e realidade que exista em todos o meios, mas existe um ponto do porque deste pré-conceito contra alguns jogadores, este e chamado de fanatismo, sabe o dilema tudo que é de mais não faz bem a saúde? Pode ver que hoje a maioria das pessoas esquece o que é ter uma vida saudavel para ficar jogando. E isto de certo modo e preocupante, pois pessoas perdem convÃvio social, ficam agressivas, entre outros pontos.
Então deve-se existir um limite para tudo, e as pessoas devem respeitar os gostos das demais, e não trata-la como um ser de outro mundo pois isto também faz elas se afastarem da vida =/. eu me considero um jogador do tipo profundo, gosto de prestar atenção, mas não perco minha vida mais para jogos, ainda gosto de jogar bem, mas com algumas moderassões que fazem eu ter uma vida melhor. Fantasiar faz parte de meu cotidiano nunca precisei de um vÃdeo game para esta façanha, basta ter uma boa imaginação e saber usa-la de forma intuitiva XD~
Abraço
Com certeza lamarc, concordo com o que você disse. Porém, sobre o fanatismo, já puxaria muito pra outro assunto, apesar de também ser muito interessante.
Mas existe o fato de que, por exemplo, se uma pessoa descontrolada mata um e injustiçadamente a culpa é jogada nos vÃdeo-games, todos ficam contra os games, por causa que a mÃdia publica sobre isso. Ninguém procura saber a fundo o que pode ter causado aquilo, ninguém liga, apenas tem a informação de um lado da moeda.
Primeiramente parabéns pelo ótimo artigo Flávio.
É difÃcil encontrar um texto bem informativo e de qualidade como o seu.
Quanto aos perfis aqui mostrados, acho que no meu caso seria o Jogador Profundo, apesar de eu não estar jogando muito ultimamente.
Quanto ao pré-conceito, realmente muitas vezes já fui taxado de desocupado por falar que gosto de jogar vÃdeo games, ou por participar de uma comunidade onde eu posto artigos e análises sobre vÃdeo games, porém tem outras pessoas que admiram isso.
Por outro lado existem aqueles jogadores compulsivos/fanáticos, cujo a vida só é o vÃdeo game. Para pessoas serem assim creio que existe dois principais fatores que nem são tão distintos assim:
1°. Por mais que tente ter uma vida social, a pessoa sofre por pré-conceitos, não só por que gosta de vÃdeo game, mas por outras coisas também, e para ter um momento de diversão prefere o vÃdeo game.
2°. Aqueles que só ficam no vÃdeo game por que estão nem ai pra vida, querem mais se divertir do que ficar fazendo outra coisa.
O que eu quero dizer, e que todos os gamers são taxados pelos jogadores compulsivos.
Enfim não cabe a mim a julgar se estes jogadores são errados, ou se as pessoas que tem esse pré-conceito são erradas.
Com já foi dito várias vezes, o pré-conceito é a falta de informação sobre tal fato.
Muitos acham que um cara que mata dezenas de pessoas num cinema e vêem que ele se inspirou em tal jogo para fazer tal barbaridade, acham que a culpa é só dos vÃdeo games, sendo que pode haver vários outros fatores que contribuirão para isso, como a pessoa ser vingativa ou até mesmo ser um psicopata ou assassino em série, que acabou achando sua inspiração num jogo e que poderia ter obtido-a por outros meios, como cinema, televisão, livros, etc.
Finalizando, por mais que todos somos seres humanos, sempre haverá um grupo que criticará o modo do outro agir ou pensar, essa é a base que temos de sociedade há muitos séculos atrás.
eu sou um jogador profundo! \o\, nao que eu goste de ter sempre 100%, mas sempre kero saber da historia de todos os jogos (sempre procuro na net os anteriores ao que estou jogando pra entender tudo) e sempre acabo zerando o jogo, é por isso q não sou mto fã de futebol, nao da pra zerar xD
Flavio concordo perfeitamente com você e sei do que você fala pois antes de jogar de games sou jogador de rpg de mesa, e sofria muito com isto, as pessoas acham que você e de outro mundo, ou coisa parecida. Pior e quando aconteceu aquelas mortes por rituais e os caras eram jogadores de rpg, ai falaram que rpg era coisa para satanista entre outras coisas.
eae como cria o boneco pra joga