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No More Heroes

Postado por SyaoranLi em terça-feira 29 janeiro 2008 as 15:05
Arquivos sobre: Análises e Wii


Capa do jogo Ficha técnica Notas diversas
No More Heroes
UOL Jogos: n/d
Plataforma: Nintendo Wii
Finalboss: n/d
Gênero: Aventura

Gamepro: n/d
Distribuidora: Ubisoft
Gamespot: 9 (máx. 10)
Desenvolvedora: Grasshopper
IGN: 7.8 (máx. 10)
Língua: Inglês/Espanhol
Famitsu: 34 (máx. 40)
Data de Lançamento: 23/01/2008
Eurogamer: n/d
Notas GameHall
Gráficos
8.0
Visual estiloso e moderno, único e envolvente em cada detalhe. Pena que haja tanto serrilhado e slow downs.
Som
9.0
Trilha sonora cativante, dublagem: simplismente brilhante.
Jogabilidade
10.0
A principio fui cético quanto à substituição do reconhecimento de movimentos para o uso da tecla "A" nos ataques, mas só após jogar o jogo você percebe que isso seria impossível. O controle do personagem é simples e de rápido aprendizado, a moto é controlada, do mesmo modo, perfeitamente. Enfim, jogabilidade engenhosa!
Diversão
10.0
Nas cenas de ação é tudo lindo demais, nas cenas de trabalho, tudo muito engraçado. É um dos mais espetaculares e divertidos jogos para qualquer hardcore sedento de jogos do gênero para o Wii. Só faltou um modo online…
Originalidade
10.0
Mergulhando em um contexto 100% original, simples e engraçado, como Suda disse, é um jogo "punk". Faltam mais jogos como esse no mercado.
Geral
9.4
Um dos, senão "o" melhor jogo do Wii, principalmente entre os títulos Hardcore.
Prós e Contras
+ Visual cel-shading que deu um ar totalmente original à obra.
+ A jogabilidade perfeita em cada detalhe.
+ A história maluca e envolvente.
- Faltou um modo online.
Veredito

No More Heroes é diferente de tudo o que você já tenha jogado. É divertido, violento, engraçado e totalmente nonsense. Se você andava a busca de um jogo para comprar o Wii que não fosse um Mario da vida, ele chegou. Esperamos que novos jogos com essa imersão de jogabilidade e história cheguem ao Wii pois, se isso acontecer, não vai ter pra nenhum outro console.

Imagens
Análise por: The Sucker em 29/01/2008


Se você apostou no Wii com o desejo de ver jogos imersivos com conteúdo hardcore para se sentir “dentro do jogo” deve estar um pouco decepcionado com as poucas opções “decentes” das quais dispomos até o momento… Mas espere: violência, sexo, coisas pra ver e coletar, gráficos com um estilo único e fenomenal e uma trilha sonora melhor ainda, e mais, tudo isso regado a um senso de humor negro e lógica insana levados às alturas… sim amigos, Suda 51 voltou, e ele está melhor ainda!

Se você nunca ouviu falar na Grasshopper ou em Goichi Suda, certamente não possuiu um GameCube. O time Grasshoper foi responsável por um dos jogos mais bizarros e lunáticos dos quais se tem notícia, Killer 7. É impossível descrever o clima de insanidade na qual este jogo te invoca mas basta adicionar que todo esse estilo melodramático e neurótico voltou ao Wii em um jogo, definido pelo próprio Suda como “punk”, e esse jogo é No More Heroes.

Homem simples, objetivo simples…

Toda a trama por trás de No More Heroes é hilária. Imagine um homem meio “nerd” (opa, gostei disso) que vive em um motel (lembre-se que motel nos EUA é uma espécie de hotel de baixo custo) que coleciona figuras de ação e ama animes e videogame (esse seria eu? hmm… não…), esse homem é Travis Touchdown.

Agora, imagine de novo, você está no eBay (Mercado Livre americano) e acha uma “katana” (sabre de luz) em um leilão virtual e fica aficcionado por ela… pois bem, você vence esse leilão e agora tem uma missão para a sua vida: você quer se tornar o Assassino número um dos Estados Unidos para então ehem… traçar quantas mulheres quiser… :P

A história é simplismente fantástica: é cômica, irônica e mistura todos os aspectos que todo bom jogo hardcore deve ter: violência, sangue e bons risos malévolos. Em resumo, o jogo é dotado de uma premissa tão simples e sem noção que acaba por se tornar envolvente.

Tá na hora de carregar a katana!

É realmente complicado enquadrar No More Heroes a algum “tipo” específico de jogo. Pense em um trabalho artístico que muito lembra o de Killer 7, somado à liberdade proposta pelos jogos GTA, um personagem principal todo estiloso a la Pulp Fiction, usando um sabre de luz como os de Starwars e uma história maluca e nem um pouco heróica como as dos filmes de Tarantino. Sim, esse é um jogo que foje de todos os padrões possíveis, é algo novo e, definido em uma palavra: é brilhante.

Tudo começa de modo simples: após uma cutscene você enfrenta um tutorial básico sobre os comandos da katana e parte para a batalha. A casa do primeiro assassino que você visita lembra muito a de Tony Montana do Scarface. Para falar a verdade, o jogo está repleto de referências à outros jogos, filmes e até mesmo desenhos animados.

Por falar nos controles da katana, nunca a adaptação aos controles de um jogo foram tão simples quanto a de No More Heroes. Basicamente, com o nunchunk acoplado ao WiiMote, você controla o personagem pelo analógico, ataca com a katana usando o botão “A”, dá golpes de luta livre com o botão “B”, trava a mira com o botão Z e usa o botão “C” para mudar a posição da câmera. A curva de aprendizado é praticamente nula.

Se você usar golpes da “katana”, depois de tirar alguma vida do oponente e deixa-lo tonto, você deve mover o Wiimote rapidamente na direção apontada na tela para dar um fim no oponente com um perfeito uso do slowmotion enquanto você corta o corpo do mesmo e voltando à velocidade normal para ver o sangue jorrar e inundar o chão rapidamente. Mas se você preferir dar golpes de luta livre, também não vai se decepcionar pois, após deixar o inimigo tonto o suficiente, você deverá mover o Wiimote e o Nunchunk nas direções apontadas na tela para dar um “final smash” de morte que faz alusão direta aos golpes de finalização de Manhunt e genéricos.

Depois de entrar em um combate e matar muita gente, você pode, ainda, acabar entrando em três modos de adrenalina. No primeiro, tudo fica lento e preto e branco, você ficará conversando com o oponente que vai matar e deve clicar no botão correto e no momento correto para dar um fim nele. No segundo, tudo fica de um modo que lembra um visor de calor, meio avermelhado e azulado, a velocidade também baixa e você deve clicar no botão “A” para soltar um raio com a katana no inimigo em frente e vê-lo virar puro sangue no ar. Há ainda um modo que ocorre às vezes em que você caminha o tempo todo com a flecha de finalização com a katana girando na tela e você deve apenas ficar balançando o Wiimote de qualquer lado à qualquer lado para ataques finais múltiplos em todos os inimigos em volta.

Cada inimigo propõe uma estratégia diferente, inimigos com armas de fogo exigem proteção das balas com a katana e ataques múltiplos, inimigos com espadas merecem uma atenção especial e o melhor é escapar de seus ataques e tentar ataca-los pelas costas, sempre focalizando-os. Quanto um inimigo estiver carregando algum poder especial, você pode detê-lo dando um chute usando o botão “B”.

Mas você deve cuidar também para que a bateria da katana não acabe, ou seus ataques serão inúteis. Quando a bateria estiver no fim, você pode clicar no botão “1” e então mover o controle de lum lado a outro rapidamente para carrega-la enquanto acompanha a maneira hilária com a qual Travis a carregará na tela, ou ainda pegar os itens que estão nas caixas azuis.

Além disso, antes de chegar a cada assassino, Sylvia ligará para seu celular, e aqui ficou uma jogada super interessante: para atender o celular você deve levar o Wiimote à um de seus ouvidos, pois tudo o que Sylvia falar você vai ouvir pela caixinha de som do controle. E pra salvar o jogo? É só ir ao banheiro satisfazer suas necessidades!

Após matar cada assassino você andará livremente pela cidade ao maior estilo Grand Thef Auto (leia nossa análise aqui) Enfim, você deverá ganhar dinheiro dos modos mais inusitados possíveis para poder pagar a instituição para que ela consiga um encontro entre você e o próximo no ranking.

Inicialmente, você terá de ir ao centro de trabalho da cidade, como qualquer cidadão normal, trabalhando de catar cocos na praia, cortar grama, recolher lixo das ruas entre outras, e quando avançar um pouco no ranking, poderá ir à agencia “K” (uma referência a Killer e Killer7 no fim das contas) onde pegará trabalhos muito bem remunerados e de simples execução envolvendo assassinatos profissionais (que também agem como treino para os momentos de ação).

Para andar pela cidade você usará sua moto a la Jaspion cujo controle também ficou bem simples e intuitivo: você controla o movimento com o analógico, acelera com “A”, da ré com “B”  e sai da moto com a seta para baixo do direcional digital. Ainda que alguns sites internacionais tenham falado mal dessa jogabilidade, encontrei a mesma como perfeita, já que controlar girando o Wiimote e Nunchunk seria muito estranho, afinal você está em uma moto, e o volante da moto não é redondo.

Para falar a verdade, essa monotonia e repetição de objetivos poderia ser cansativa, mas Suda não deixou que isso acontecesse, pois, além de trabalhar, você pode ir à locadora, à uma loja de roupas, à uma loja de armas, à uma academia (cujo dono é tarado por você) e muitos outros lugares que vão sendo liberados durante o jogo. Quando você está em seu apartamento também pode se divertir vendo vídeos comprados na sua Tv, vendo sua coleção de figurinhas e brincando com sua gatinha de estimação. Além disso, em certos momentos do jogo você ainda é convidado a desconectar o Nunchunk do Wiimote para jogar minigames malucos com estilos que lembram os jogos de Atari.

Lindas pernas, Sylvia!

No More Heroes dá um show de estilo e elegância. Os gráficos cel-shading simplismente fecharam de modo perfeito com a trama e o jogo em geral, o design e roupas dos personagens estão maravilhosos (prevejo gente copiando o Travis por aí) e tudo foi renderizado com delicadeza suficiente para beirar à perfeição. Não espere ligar o console e se maravilhar com o trabalho gráfico, apenas espere um jogo com gráficos “diferentes”. A principio você pode até mesmo achar tudo meio feio, mas conforme vai jogando vai perceber a sutileza envolvida nesta estilização gráfica e sua ligação com o jogo em geral.

O fato que, talvez, deixe a desejar em No More Heroes é sua inconstância na taxa de frames por segundo. Devo dizer que, inicialmente, me senti um pouco tonto ao andar com a moto pela cidade, ou ao depositar dinheiro no banco (interessante é como não se percebe durante as batalhas). Não é algo que incomode a ponto de o jogo se tornar algo cansativo, mas mesmo assim, há sempre aquela ponta de desconfiança de que o grupo teria sido capaz de corrigi-lo se tivesse dado tempo ao tempo.

A trilha sonora é composta por algumas músicas básicas para seu apartamento, estabelecimentos e durante seu passeio de moto e é interessante como tudo foi tremendamente bem localizado no jogo. Mas o que realmente chama a atenção no aspecto de audio são as dublagens! Sim, todos os personagens são dublados perfeitamente, há até mesmo uma certa sincronia entre o movimento da boca destes personagens e o som que sai na Tv. A escolha dos dubladores também foi excepcional, ponto para a Grasshopper.

O que você ainda está fazendo aqui? No More Heroes já está a venda!

NMH é mais do que um jogo Hardcore em meio a milhões de jogos casuais, ele veio como definição de linha para o Wii. Teoricamente, as empresas terceirizadas andam abandonando o suporte a jogos hardcore no Wii alegando que seu público é casual demais e que não anda comprando jogos de terceiras, apenas da Nintendo. É fato que o próprio Suda disse isso em uma entrevista, mas depois disse ter sido mal compreendido. Na prática, podemos dizer que se NMH vender bem, mostrará que as empresas é que andam falando muito e fazendo pouco, por outro lado, se fizer feio, acabou a esperança aos hardcores com o console em mãos.

Mas para nossa alegria, NMH foi tão bem desenvolvido, que promove momentos agradáveis tanto a jogadores Hardcore quanto a jogadores casuais, em doses semelhantes e, se fosse mal vendido, certamente seria por um imprevisto do destino já que, falando de modo simples e direto, largue seu “ismo” e verá que este é um dos, senão “o” melhor jogo do console, e porque não dizer, da história?

Você acha que o Wii não pode fazer jogos hardcore? Pois aqui está a prova viva de que ele pode criar um clima de suspense com uma imersão fantástica independendo da sua capacidade gráfica. Enfim, com um estilo gráfico totalmente original, uma trilha Sonora excelente, uma história humorada e irônica, jogabilidade simples e intuitiva, NMH é tão brilhante em cada detalhe que chega a ser difícil falar dele. Poisé, Lucasarts, marcou bobeira… parece que o verdadeiro jogo de sabre de luz já saiu para o Wii e está longe de ter Star Wars no nome.



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7 Comentários para 'No More Heroes'

  1.  
    Cayo Eduardo Cayo Eduardo
    29 janeiro, 2008 | 21:35
     

    Sr. SyaoranLi . Peço por gentileza entrar em contato com a redação WMóbile Players…
    Gostei de seu review sobre NO MORE HEROES…
    Por aqui nao posso especificar do que se trata.
    Sem mais detalhes.

    Por favor, descreva suas especificações para que realmente eu identifique você.
    tenguwar@hotmail.com

    Você não irá se arrepender.

  2.  
    30 janeiro, 2008 | 2:39
     

    Que tá pegando?

    Já tão querendo roubar meu redator?

    FORA DAQUI!

  3.  
    SyaoranLi SyaoranLi
    30 janeiro, 2008 | 11:43
     

    o_O”

  4.  
    The User The User
    30 janeiro, 2008 | 12:00
     

    Muito bom o review! Só vi um problema(no jogo): A falta de interação com as pessoas e falta de NPC’s na cidade. Fiquei decepcionado em poder arrastar(empurrar) as pessoas ao correr contra elas. Não é nada que deixe o jogo menos excelente, mas seria um bom detalhe.

  5.  
    Douglas Valim Douglas Valim
    30 janeiro, 2008 | 14:45
     

    ahuahuahuahu…

    os loko brigando pelo cara….belo post, to loko pra compra um Wii…

    Abs

  6.  
    Escobar Escobar
    2 fevereiro, 2008 | 1:16
     

    Caracas, estou louco pra jogar NO MORE HEROES, acho que esse sim será um excelente game para o WII, o meu irei comprar no dia 15/02/08, mal vejo a hora de chegar logo.!!!! affff

  7.  
    Escobar Escobar
    2 fevereiro, 2008 | 1:19
     

    affff não vejo a hora de por minhas mãos neste game, o meu só chegará dia 15 de Fevereiro, a nintendo mais uma vez está de parabéns por acolher essas empresas e permitir que games assim possam aparecer em seus consoles….valeu …..

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