
A Vanilla Ware, produtora do jogo, fez o que a Sega nunca conseguiu fazer com a sua (então) famosa franquia: criar um BOM jogo de ninjas (ou samurais) para a atual geração de videogames. Lançado em abril no Japão, Murasama ficou entre os títulos mais vendidos na época, mas só agora chega aos lares do gamers do ocidente. Os quatro anos de produção do jogo valeram a pena, pois apresenta um visual maravilhoso 2D desenhado à mão, e ação intensa no melhor estilo clássico, além de apresentar aspectos da cultura, arte, mitologia e tradições nipônicas. Considerado como o sucessor espiritual de Odin Sphere e do Princess Crown (lançado em 1997 para Saturn), você pode joga-lo com o Wii Remote, o controle clássico ou ainda com o controle do Game Cube se você o tiver.

História
A ambientação do game ocorre na era Genroku, durante o shogunato Tokugawa em Honshu, uma ilha do Japão. Trocando em miúdos, você está no Japão feudal de regime militar, na época da ascenção dos samurais, ninjas e da rica mitologia japonesa sobre deuses, demônios, espíritos, etc. Já deu pra sentir o que te aguarda né? É neste contexto que ocorre um conflito pelo poder das espadas mágicas, as Demon Blades. Dizem que essas espadas são amaldiçoadas e que só trazem mortes terríveis, tragédias e loucura. São elas também as responsáveis pela invocação de demônios que infestam o Japão. Aliás, um puxão de orelha na Vanilla Ware, que poderia ter focado um pouco mais na história e desenvolvido melhor as motivações dos personagens, o enredo é pobre, quase inexistente. Umas cutscneses espalhadas pelas fases não faria mal a ninguém.
Personagens
O jogo apresenta vários personagens, mas apenas dois são jogáveis, sendo que cada um possui habilidades e modos de jogo diferente. São eles:
Kisuke: um jovem fugitivo que perdeu a memória e não consegue se lembrar de um crime que cometeu. Seu único desejo é encontrar uma certa Katana.
Momohime: uma jovem princesa que foi possuída pelo espiríto de um ninja. Ela é forçada a obedecer aos desejos do espiríto que possuí um plano secreto.
Jinkuro Izuna: o espiríto que possuiu Momohime
Kongiku: uma kitsune (espírito da raposa) que mostra afeição por Jinkuru, que vê nela uma ferramenta para alcançar seus próprios objetivos.
Yuzuruha: outra kitsune que ajuda Kisuke e passa a guia-lo, movida pela perda do controle da Demon Blade, que sela seu inimigo mortal.
Torahime: irmã mais velha de Momohime, ela é feiticeira e tem o poder de invocar espíritos, era guardiã da Demon Blade que continha selado o espírito maligno do demônio Kuzuryu. Ela foi assassinada pois Tokugawa queria a posse da Demon Blade. Ela voltou à vida por um breve período de tempo como um espírito da vingança, que acaba se encontrando com Kisuke pelo caminho.
Yukinojo Yagyuu: terceiro filho da família Yagyuu (um clã que realmente existiu no Japão, famoso por ter um escola de samurais na era Tokugawa). Ele planejava se casar com Momohime, mas seus planos acabaram quando Jinkuro a possuiu, sendo que era Yagyuu quem Jinkuru queria possuir originalmente.
Sayo: uma jovem eremita que usa seus vários de luta para combater demônios durante sua jornada.
Rankai: um monge que persegue o espírito de Jinkuro no corpo de Momohime.
Tsunayoshi Tokugawa: o shogun, o responsável pelo conflito das Demon Blades e que ordenou Yukinojo a exterminar Torahime e sua família.
Kuzuryu: um inugami (espécie de Deus Cachorro), um espírito maligno de grande poder que estava selado na Demon Sword guardada por Torahime e agora está nas mãos de Tokugawa.

batalhas incríveis nos campos

nas montanhas

e florestas
O Game
Você pode escolher entre três katanas, que podem ser trocadas a qualquer momento no jogo, mas ao todo você pode adquirir mais de 100 tipos de espadas, seja pegando pelo caminho, comprando ou forjando. Cada uma delas possui ataques e movimentos diferentes, oferecendo uma variedade de golpes impressionantes. Você pode escolher entre as katanas maiores, que são mais pesadas e lentas, mas também são mais fortes. Têm as menores, que são mais agéis e rápidas, ótimas para combos, mas são mais fracas. E o terceiro tipo que é um equilíbrio entre essas duas. Cada espada possui uma barra de energia, que vai diminuindo toda vez que você as usa, seja para atacar, defender, usar especial, qualquer coisa gasta energia, e quando ela acaba sua espada já era. Você recupera essa barra matando inimigos. O jogo ainda te oferece a opção de evoluir as katanas e também pode evoluir o seu personagem, ganhando mais HP, Power e Vigor.
Lembra um pouco o Strider 2 para Playstation (lançado em 2000), mas com um sistema de ataque muito mais profundo e cheio de recursos. Como já dito, a ação é intensa, apesar de usar apenas um botão para ataque, você possui milhares de combinação com os direcionais, isso sem falar dos golpes especiais, carregados e os combos, que podem chegar até incríveis 999 hits (o meu máximo até agora foi 50).
Gráficos suaves e um visual arrebatador de encher os olhos. É uma obra de arte em movimento na tela da sua televisão, tudo soberbamente desenhado à mão pela equipe da Vanilla Ware, inclusive os enormes e memoráveis chefes de fase, que apesar de grandes, não são difíceis. Fases como campos dourados, montanhas de neve, florestas verdejantes e tempestades no oceano são alguns dos belos cenários que você irá passar durante sua jornada. E falando nas fases, elas são totalmente lineares, ou seja, você anda para os lados até trocar de tela, inimigos aparecem, você os mata, muda de tela, e assim por diante. Depois de um tempo, podemos perceber algumas repetições nos cenários backgrounds (lembre-se, tudo foi feito a mão, algo mais diversificado exigiria mais tempo de produção), mas eles são tão belos que você não vai se incomodar de vê-los novamente.
A trilha sonora não fica atrás e apresenta composições orquestradas de qualidade impressionante, com uma sólida performance nas dublagens japonesas. Porém, o game possui algumas ressalvas. Por apresentar um estilo retro 2D, ele acaba tendo os mesmos problemas. O primeiro deles é que o jogo se limita a batalhas e mais batalhas, depois de um certo tempo você vai automaticamente apertar os botões, não oferecendo muito desafio ou estratégia, ficando até meio repetitivo. O jogo é muito fácil e não oferece um grande desafio, podendo ser terminado em algumas horas. Mas se jogar buscando todos os itens e explorando os mapas e jogando as várias sidequests espalhadas pelo caminho, pode levar a uma jogatina de mais de 15 horas para cada personagem.
Conclusão: Muramasa: The Demon Blade pode ser considerado um épico de fantasia como os seus primos distantes Odin Sphere e Princess Crown também eram. São jogos como esse que provam que o velho e bom old school way 2D pode sim ter uma fatia do mercado em meio da tecnologia atual. Um belo jogo, com visuais requintados como pouco se vê hoje em dia, ação frenética e muita diversão. Peca pela falta de diversidade no gameplay, é muito centrado apenas na ação, poderia ter uns toques de estratégia, depois de um tempo fica meio repetitivo. Um enredo mais elaborado também faz falta, assim como umas cutscenes de qualidade e uma dificuldade maior. Um jogo exclusivo para os donos de um Wii, um diferencial para os jogos multiplataforma de hoje.
Análise por Alucard







Esse é o jogo que mais me chamou a atenção da plataforma do Wii.
ótima analise, vendo os pontos fracos e fortes do jogo, me interessei bastante por ele, jogarei e então postarei um comentário sobre
Jogo Lindo, maravilhoso e muito 10!!
Recomendadissimo. Quem tem um Wii faça um favor a sà mesmo e compre esse jogo.
Quem não tem, faça um favor a sà mesmo, compre um Wii e compre esse jogo!!
é uma pena esse jogo sair apenas para o wii
Bem o meu está chegando hoje vou jogar e ai vou postar as minhas conclusões.
mas desde já aconselho a todos não perderem tempo e adquirirem logo o jogo.
otimos gráficos, deu até vontade de jogar WII….sorte dos donos desse VG!
oi quem é vc?