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Magical Starsign

Postado por GameHall em quinta-feira 19 abril 2007 as 20:14
Arquivos sobre: Análises e Nintendo DS


Capa do jogo Ficha técnica Notas diversas
Magical Starsign
UOL Jogos: n/d
Plataforma: Nintendo DS
Finalboss: n/d
Gênero: RPG
Gamepro: n/d
Distribuidora: Nintendo
Gamespot: 7.3 (máx. 10)
Desenvolvedora: Brownie Brown
IGN: 7.5 (máx. 10)
Língua: Inglês
Famitsu: n/d
Data de Lançamento: 23/10/2006
Eurogamer: n/d
Notas GameHall
Gráficos
7.5
Cenários variados e bem construídos, personagens principais distintos e cores realmente muito bonitas e fortes, mas nada muito além. Algumas magias possuem belos efeitos. Há muita repetição de sprites e charasets, algo bem chatinho. Para aqueles que curtem gráficos no estilo 16 bits como eu é um prato cheio.
Som
7.0
Algumas músicas são realmente bem legais, mas sem realmente empolgar. Os efeitos sonoros estão ok também. Interessante que cada personagem possui “voz” (que na verdade são apenas efeitos) de acordo com seu sexo e porte físico.
Jogabilidade
7.5
A Stylus é usada a maior parte do tempo para acessar menus, escolher opções, movimentar seus personagens pelo cenário e até mesmo para atacar/defender melhor durante as baralhas, mas acaba não sendo muito precisa. O resto é basicamente como um RPG clássico bem ao estilo Final Fantasy VI (mas passando bem longe de qualquer outra comparação).
Diversão

7.5

Apesar de ser um RPG sem muito sal, ele pode acabar te roubando algumas horas em frente ao DS, principalmente se você for fã daquelas dezenas de jogos genéricos de RPG lançados para o Super Nes na década de 90. A história e o senso de humor em algumas cenas ajudam também.
Originalidade
6.0
Clichês atrás de clichês. Temos os elementos da natureza, resgates de pessoas, buscas por itens, planetas de clima distintos, enfim, uma infinidade de coisas já vistas em outros jogos de RPG. Nem a história consegue escapar muito. O que salva é o sistema de magia que muda dependendo da posição de seus personagens no cenário e a órbita dos planetas, o que requer um pouco de estratégia em algumas batalhas mais complicadas.
Geral
7.1
Um jogo de RPG típico com todos os elementos clássicos de outros jogos lançados anteriormente, sem no entanto deixar de ser divertido. Apesar de passar longe de ser memorável, eis uma boa pedida para quem curtiu (e ainda curte) a época de ouro do Super Nes, onde um RPG era lançado a cada mês. Os gráficos, os sons e o estilo de jogo farão você voltar ao passado. Se não curte a época dos 16 bits, certamente Magical Starsign não é para você.
Prós e Contras
+ Gráficos extremamente coloridos e fortes
+ Sistema de batalha que muda conforme o posicionamento dos personagens e da órbita dos planetas
+ Senso de humor apurado em algumas cenas
+ Seu personagem principal é customizável (apesar de não mudar muita coisa na história)
+ Os planetas são bem distintos…
- … mas pecam por serem pequenos demais, com cerca de 2 cidades apenas em cada
- O jogo é muito fácil
- Há clichês demais
- Cada personagem possui pouquíssimas magias
Veredito

Magical Starsign é um jogo de RPG típico com todos os elementos clássicos de outros jogos lançados anteriormente, sem no entanto deixar de ser divertido. Apesar de passar longe de ser memorável, eis uma boa pedida para quem curtiu (e ainda curte) a época de ouro do Super Nes, onde um RPG era lançado a cada mês. Os gráficos, os sons e o estilo de jogo farão você voltar ao passado. Se não curte a época dos 16 bits, certamente Magical Starsign não é para você. Caso contrário, merece pelo menos uma jogadinha.

Imagens
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Análise por : Asamod em 19/04/2007

A Academia e Seus Alunos

Bem-vindo a Academia Will-O’-Wisp de magia onde alunos estudam as artes milenares dos elementos da natureza. Bolas de fogo, rajadas de vento, pedras enormes e cubos de gelo sobem e descem pelos corredores enquanto os coitados dos professores tentam desesperadamente controlar a situação. Ok, estou exagerando. Em uma academia com diversas salas, numa classe com duas dezenas de alunos, seis se destacam: Mokka, o forte robô que controla o poder da terra; Pico, o arrogante garoto de cabelos vermelhos que controla o poder do fogo; Chai, a tranquila salamandra verde que controla o poder da madeira; Lassi, a tímida garota-coelho que controla o poder do vento; Sorbet, a corajosa garota que controla o poder da água; e você, por último mas não menos importante, controlando… bem, controlando o poder que você escolher, pois seu personagem é customizável (sim, um ponto positivo para o jogo aqui).

 

Estrela Guia

Nome, sexo e o elemento mágico são as 3 coisas que você precisa escolher para criar o seu personagem. O que mais influencia aqui é a escolha do elemento mágico, levando em conta que a magia é o principal meio de ataque no jogo. Nesse caso, infelizmente, há apenas duas escolhas: dark e light (ou escuridão e luz, um belo clichê). Enquanto o primeiro possui mais magias de ataque e dano, o segundo aposta mais em magias de cura. A escolha aqui é bem relativa e depende muito do seu estilo de jogo. Eu, particularmente, preferi jogar do lado negro da força (ooops), apesar da sua escolha não influenciar no andamento do jogo, com exceção, claro, das batalhas.

A Magia, os Elementos e seus Planetas

Vamos começar a falar sobre o principal do jogo que são as magias. Infelizmente já temos aqui um ponto negativo, pois cada personagem que você controla possui apenas 5 magias correspondentes ao seu elemento e mais uma de bônus que pode ser aprendida em livros que aparecem no decorrer da aventura, totalizando ridículas 6 magias, o que é muito pouco mesmo, principalmente levando em conta que o principal meio de ataque do jogo (e na verdade quase único) é justamente a magia. Essas magias bônus, apesar de não serem muitas, são bem úteis e podem ser a chave do sucesso numa batalha, algo que falarei detalhadamente mais adiante. Com relação às magias normais de cada personagem, aprendidas conforme se avança de level, são bem diversificadas, podendo ser de ataque, de efeito e de cura, com características especiais dependendo de seu elemental. Pico, por exemplo, pode soltar bolas de fogo que deixam os inimigos queimados e sem ação; Sorbet pode invocar icebergs que congelam; Lassi possui uma magia de cura muito poderosa; Chai, mais pra frente do jogo, aprende a criar uma barreira contra ataques físicos extremamente útil contra chefes. Ou seja, cada personagem tem sua própria característica e magias, todas bem distintas e com efeitos interessantes.


Acho que você já viu esse guarda-roupa antes…


Os elementos possuem ponto fraco e ponto forte. Isso quer dizer que água é mais forte contra fogo que é mais fonte contra madeira que é mais forte contra vento que é mais forte contra terra que é mais forte contra água novamente, formando-se assim um ciclo, bem útil pra consultar dependendo do inimigo, que também possui caracaterísticas baseadas nos elementos. Já dark e light são opostos e óbviamente um é mais forte contra o outro. Por mais clichê que possa ser, existem 5 planetas com características bem diferentes entre sí de acordo com esses elementos e cada personagem de seu grupo possui uma ligação com cada um deles. Erd é o planeta da terra, portanto tem ligação com Mokka; Gren é o planeta da madeira, portanto tem ligação com Chai; Puffon é o planeta do vento, portanto tem ligação com Lassi; Cassia é o planeta da água, portanto tem ligação com Sorbet; Razen é o planeta do fogo, portanto tem ligação com Pico. Existem ainda outros planetas como Nova e Shadra, que são respectivamente o planeta da luz (ou light) e o planeta da escuridão (ou dark), sem contar o planeta onde tudo começa que se chama Kovomaka, que possui nada de especial.


Não, não é o Link de "Zelda"

Os 5 planetas baseados nos elementos do fogo, vento, terra, água e madeira estão em constante movimento no mapa planetário. Esse mapa é dividido em 5 partes que também correspondem aos elementos. Isso quer dizer que, por exemplo, quando o planeta do fogo, Razen, estiver orbitando na parte que lhe é correspondente, o personagem do elemento fogo, Pico, terá seu poder mágico aumentado. Isso acontece com os planetas da água, ar, terra e madeira e seus respectivos personagens também, em um ciclo interminável. O fato é que dependendo do inimigo que você estiver enfrentando, pode ser uma salvação ou uma maldição, já que como dito anteriormente os inimigos também possuem poderes relacionados aos elementos. Já com o seu personagem principal a coisa é um pouco diferente. Seu poder é aumentado conforme a hora do dia e não baseado na posição dos planetas. Se você tiver escolhido o lado da luz, quando estiver de dia seu poder é maior. Se escolheu o lado negro da força (ooops de novo), é o inverso, sendo a noite sua maior aliada. É por isso que quando você dorme em um hotel sempre te perguntam se você quer acordar de dia ou de noite. Acredite, esses planetas e o ‘boost’ que eles dão aos personagens são realmente de grande ajuda.


Ok, e a História ?

Ah sim, acabei me empolgando na parte da magia e esqueci um pouco a história. Bom, na verdade você não está perdendo muita coisa, pois ela é cheio de clichês e nos remete a muitos outros jogos por aí afora, salvo raras exceções. A aventura começa na Academia de Magia Will-O’-Wisp, onde os heróis do jogo estudam com a querida professora Miss Madeline. Em um dia qualquer, os alunos escutam do corredor Miss Madeline e o diretor da Academia conversando sobre uma importante e urgente questão. Eles descobrem que sua adorável professora precisará viajar o mais rápido possível para o planeta de vento, Puffoon, por causa de um ex-aluno que resolveu causar problemas por lá chamado Master Kale. Se sentindo obrigada a dar um jeito na situação, Miss Madeline se lança no espaço em direção à Puffoon, deixando seus alunos “orfãos”.

    

Três meses depois, preocupados com o destino da professora, eles resolvem buscar meios para descobrir o que aconteceu. Lassi comenta sobre possíveis foguetes guardados dentro da própria academia e que poderiam levá-los ao sistema Baklava onde estão localizados os planetas da terra, água, fogo, madeira e vento, destino de Miss Madeline. Dessa maneira eles poderiam ir atrás da querida professora e descobrir o que aconteceu. Movidos pela vontade em ajudar, eles conseguem achar tais foguetes e Lassi acaba entrando em um, ativando-o e sendo lançada diretamente ao planeta da terra, Erd (aqui temos um dos raros animatics do jogo, que por sinal é bem legalzinho). Logo em seguida, seu personagem principal acaba seguindo o mesmo destino, indo parar no mesmo lugar. A partir daí a idéia do jogo é achar meios de viajar de planeta em planeta, achando os demais alunos que acabaram por se lançar no espaço da mesma foma que você e Lassi, formando assim um grupo e indo em busca de Miss Madeline. Você vai viajar, conhecer novas civilizações como os anões construtores e os potes mágicos (??), enfrentar temíveis piratas, resolver problemas de outras pessoas, se envolver em histórias de traição e ambição, enfim, nada de muito surpreendente.

Aqui não citarei mais detalhes do enredo pois a minha intenção não é causar possíveis spoilers, mas com essa pequena introdução já dá para se ter uma idéia de que Magical Starsign cai na armadilha dos clichês, o que acaba fazendo com que a gente perceba as coisas até mesmo antes delas acontecerem, ou seja, qualquer fator surpresa aqui é basicamente nulo. Acreditem, tem até uma ponta de Shadow of the Colossus do Playstation 2 numa determinada (e pequena) parte, algo que achei surpreendente pela cara de pau dos criadores. Felizmente não é no jogo inteiro que isso ocorre e podemos presenciar algumas boas cenas de vez em quando, personagens secundários carismáticos (dá-lhe Parfait!) e um senso de humor bem apurado em determinadas falas e ações. Juntando tudo isso, o jogo consegue se sair bem e prender a atenção, mas não digam que eu não avisei sobre os clichês, hein ?

Assumindo o Controle

Vamos falar agora sobre a jogabilidade que, apesar de simples, é um pouco chata dependendo de como você jogar. A caneta Stylus é obrigatória e serve para tudo no jogo. Você pode andar, acessar menus e escolher opções. Os botões e o direcional também servem para os personagens andarem, o que na minha opinião é melhor e mais preciso. Andar com a Stylus chega a ser irritante algumas vezes, pois por mais que você clique em certos lugares o seu grupo acaba tomando outro rumo. Se clicar em algum local perto dos seus personagens, eles andam até o local. Se clicar em algum lugar longe, eles correm. Com relação aos botões, o [R] e [L] servem para correr, para falar e para inspecionar objetos e lugares. No meu caso, preferi utilizar o [Direcional] para andar e o botão [R] para correr, falar e inspecionar, mas você pode se adequar do jeito que preferir. Apesar disso, somente com a Stylus é possível acessar o menu onde podemos ver nossos itens, status e mapas, ou seja, quem não curte muito o uso da caneta (acredite, existem pessoas assim) pode ir se preparando porque realmente não há outro jeito.

    

O resto é extremamente simples, principalmente para quem é macaco velho em RPG. O sistema de level é igual a outros jogos do estilo, assim como o sistema de HP (Health Points, ou Pontos de Vida) e MP (Magic Points, ou Pontos de Magia). Matando monstros você ganha experiência e ganhando experiência você passa de level, aumentando os status dos personagens e muito de vez em quando ganhando alguma magia. Simples, básico e fácil, acho que todos que já jogaram ao menos um RPG na vida sabem como funciona. As poucas cidades existentes no jogo (são cerca de 2 por planeta apenas) vendem equipamentos e possuem hotéis. O jogo é bem linear e basicamente consiste em visitar determinada cidade, falar com os moradores, comprar equipamentos novos, ir para uma caverna em busca de algum artefato ou para algum local qualquer falar com alguma outra pessoa, e assim por diante. Não há surpresas nem excepcionalidades, não há mistérios ou quebra-cabeças que não deixam você dormir à noite, ou qualquer outra coisa que vai fazer você cair da cadeira e dizer: “puxa, esse é realmente um jogo surpreendente e desafiador”. E pra piorar, basicamente não há side-quests. Em uma determinada parte do jogo, justamente em uma passagem, um soldado se encontra parado e diz a seguinte frase quando você tentar passar por ele: “você não pode passar por aqui mas não tenho desculpas para te dar, apenas não é o momento agora e você deve seguir para o outro caminho primeiro” – sinceramente, apesar de parecer engraçado, é um balde de água fria na cabeça.

    

Falando nos personagens, cada membro do seu grupo, como já foi dito no começo dessa análise, possui uma especialidade baseada em um determinado elemental. É interessante que durante o jogo é possível, e na maioria das vezes obrigatório, utilizar tais poderes elementais para interagir com o cenário. Precisa fazer algo girar ? Use o poder do vento de Lassi. Precisa apagar o fogo numa floresta ? Tente o poder da água de Sorbet. Precisa destruir uma rocha ? Só usar o poder de terra de Mokka. O maior problema é que o uso desses poderes são bem limitados, e poderia dizer até óbvios demais, sendo fácil sacar quando há a necessidade de usá-los. Mas não pense que vai poder saíndo por aí botando fogo nas coisas ou causar maremotos quando bem entender. Os poderes só são úteis quando o jogo quer que sejam, ou seja, o uso deles é extremamente linear, com raras exceções que não vou comentar aqui para não estragar alguma possível surpresa.

Gráficos das Antigas

Os gráficos de Magical Starsign são bem feitos e seguem uma linha bem 16 bits, fazendo até que você veja uns pixels enormes no meio das batalhas durante algumas magias. Portanto se quer gráficos realmente bons para os dias atuais, passe longe desse jogo. Agora se for fã dos clássicos Super Nes e Megadrive, bem-vindo ao time. Outro ponto de grande destaque são as cores, extremamente fortes e de muito bom gosto. Isso realmente deixa os cenários mais vivos e distintos, principalmente a superfície dos planetas. O planeta da madeira, Gren, é totalmente verde, com enormes árvores e outras vegetações compondo sua superfície. O planeta de fogo, Razen, é cinzento, com rios de lava que poderiam te dizimar em miléssimos de segundos (se desse para cair, claro). Já Erd, o planeta da terra, possui um aspecto montanhoso, com crateras e rochas, enquanto Puffon, o planeta do vento, tem um ambiente mais futurístico e planícies. Já o planeta da água, Cassia, é completamente revestido de gelo inicialmente mas… Bem, joguem o jogo.

    

A construção dos personagens e a criação de arte foram realmente bem conduzidos, deixando-os bem distintos e com características marcantes. Pico, por exemplo, possui cabelos vermelhos e cara de mau. Sorbet tem cabelos cacheados e uma fita na cabeça que a deixa bem ‘cute cute’. Mokka tem uma pesada carapaça de metal que reveste seu corpo. Chai é uma salamandra verde e Lassi é uma garota misturada com coelho, que a deixa com o corpo todo cheio de pêlos e orelhas e dentes grandes. Isso também se aplica aos inimigos e principalmente aos chefes que são bem variados e marcantes. A parte negativa e chata aqui é que há muito repetição de sprites para personagens secundários, como os moradores das cidades, por exemplo. É normal haver esse tipo de repetição em jogos de RPG, mas aqui é abusivo, sendo algo bem chatinho e cansativo.

    

O destaque também fica por conta dos efeitos de algumas magias. Algumas são realmente simples e não chamam muito a atenção, mas as mais fortes possuem belos efeitos gráficos. No jogo há também algumas pouquíssimas animatics, coisa de 15 a 20 segundos cada, que também são bem feitas (apesar do problema dos pixels ficarem tão evidentes como gotas de água numa chuva torrencial). A cada viagem interplanetária, prepara-se para ver uma dessas animatics, o que enjoa depois de algumas horas de jogo já que a repetição é constante. Não esquecendo também, os personagens possuem desenhos 2D que seguem traços de mangá realmente muito legais e bem feitos, que aparecem quando eles falam. Aqui o destaque fica por conta dos inimigos principais, todos realmente malígnos e com um aspecto bem sóbrio.

    

Música e Efeitos

Confesso que poucos jogam conseguem me chamar a atenção pelas músicas e efeitos. Com certeza Magical Starsign está bem longe disso. Não que as músicas sejam ruins, mas elas são sem sal, meio genéricas demais. Poucas melodias se destacam. No fim, tanto os efeitos como as músicas combinam bem com o clima do jogo: bom, sem no entanto brilhar ou ser memorável. Com relação às músicas, devo destacar a música do animatic que aparece quando viajamos de um planeta para o outro, apesar de bem curta. Outra música legal é o tema dos piratas, bem propícia e com efeitos engraçados de voz (uma espécie de “uh” em meio às melodias).

Já com relação aos efeitos está tudo ok e bem encaixado. O interessante aqui é que tiveram cuidado de colocar “vozes” (são barulhinhos que simulam a fala) de acordo com o sexo e o tipo físico de cada personagem. Mokka, o robô troncudo, possui uma voz grossa enquanto Lassi já tem uma voz mais fina. Outro destaque vai para alguns monstros, com vozes mais cavernosas e lentas, que ficou realmente muito legal e bem sacado. Não é todo RPG que vemos um trabalho de “voz” assim, por isso um ponto positivo.

Outros bons efeitos são os das magias. O barulho de fogo realmente parece fogo, enquanto o de água é borbulhante e o de terra parece um monte de cascalho sendo jogado ao chão do 10º andar de um prédio. Os personagens gritam quando soltam magia, seguindo o mesmo estilo das vozes que citei acima. Mokka possui um grito forte e grosso enquanto Chai, a salamandra verde, tem um grito mais fino e tímido, e assim por diante.

Magias e Campo de Batalha

Aqui está a parte que chega a ser um destaque no jogo, mas mesmo assim com algumas ressalvas. Calma, vou explicar. Já citei que os planetas possuem ligação direta com os poderes dos personagens, mas não citei que o posicionamento no campo de batalha também influencia (e muito) a intensidade, dano e área de efeito das magias. Na tela onde temos as opções de vermos os status, os mapas, os itens e salvar o jogo, há uma opção para ajustar os personagens do nosso grupo no campo de batalha. Temos 8 posições, sendo 4 na frente e 4 atrás. Ou seja, com 6 personagens no grupo podemos, por exemplo, colocar 2 na frente e 4 atrás, ou 3 na frente e 3 atrás, ou qualquer outra formação respeitando esses limites. Enfim, mas o que isso muda ? Muda realmente muita coisa.

Cada magia possui um tipo de efeito dependendo da posição do personagem que a lança. Quando uma magia de ataque é lançada por um personagem que está posicionado na linha de frente, há a possibilidade de se escolher o alvo e todo o dano daquela magia será direcionado somente para o alvo escolhido. Por outro lado, se essa mesma magia é lançada quando o personagem estiver posicionado atrás, ela se torna campal, ou seja, não há a possibilidade de escolhermos o alvo. Dependendo da magia, pode-se acertar todos os inimigos ou então acertar apenas alguns. Por exemplo, Pico possui uma magia que solta 4 bolas de fogo. Quando ele está na linha de frente, as 4 bolas de fogo lançadas acertarão somente o inimigo escolhido. Se ele estiver atrás, essas bolas acertarão qualquer inimigo, podendo ser as 4 bolas em um alvo só, ou 1 bola em um alvo e 3 bolas em outro, ou qualquer outra combinação desse tipo. Já Lassi possui uma magia que solta uma rajada de vento. Se ela estiver na linha de frente, essa rajada acertará somente o alvo escolhido, mas se ela estiver atrás acertará todos os inimigos da tela. Por isso é sempre bom ler a descrição de cada magia para saber quais são suas propriedades, pois algumas acertam todos os inimigos e outras acertam somente alguns quando lançadas de trás. Isso também serve para magias de efeito. Lassi, por exemplo, possui uma magia de cura realmente poderosa. Se ela estiver na frente, só poderá curar um personagem. Mas se ela estiver atrás poderá curar todos de uma só vez (e salvará sua vida muitas vezes). Isso também ocorre com a magia da Chai que cria uma barreira contra ataques físicos, portanto saiba escolher muito bem a posição de seus personagens. Isso vale também para os inimigos, então às vezes é mais sábio matar um infeliz que se encontra atrás preparando uma magia que afetará todos de seu grupo do que alguém que esteja na linha de frente que só vai acertar um.

O posicionamento também muda algumas outras coisas durante a batalha. Os personagens da linha de frente podem atacar tanto com magias como com socos, chutes e cabeçadas (não há armas no jogo, os ataques são basicamente golpes de artes marciais). Já os personagens que estão posicionados atrás só podem atacar com magia, já que os personagens da frente “impedem” a passagem deles. Isso também se aplica aos ataques inimigos. Fisicamente eles não podem acertar os personagens que estão atrás, exceto alguns chefes malditos. Sabe aquela história dos mais fortes na frente e os mais fracos atrás ? Sim, esse clichê é bem recomendável aqui. Há também a possibilidade de no meio do combate você mudar o posicionamento dos personagens, clicando em um ícone que aparece juntamente com os botões de ataque, defesa, uso de itens e uso de magia. Basta clicar nesse ícone e colocar o seu personagem no local desejado, mas feito isso não se pode fazer qualquer outra ação com ele nesse turno.

Outro fator interessante das batalhas é que você, através da Stylus, pode melhorar o ataque e a defesa de seus personagens com um simples toque na tela no momento certo. Quando uma magia é lançada, o personagem que a lança é envolto por uma aura que dura alguns segundos, seguido de um grito de evocação. Quando o personagem é envolto por essa aura, pode-se clicar em cima dele em um determinado momento e a magia sairá com um efeito até 1/3 maior. Uma magia que causaria 600 de dano, poderá causar 800 ! Ohhh ! Não parece muito, mas experimente por exemplo pegar Pico, o personagem que tem o poder de fogo, e atacar uma criatura que tem o poder da madeira (lembrem-se, fogo é mais forte contra madeira), clicando no momento certo em cima do personagem. Agora imagina que Razen, o planeta de fogo, está justamente em seu setor no mapa planetário (lembrem-se, a posição dos planetas deixa as magias mais fortes) aumentando o poder de Pico. Um ataque que normalmente causaria 1000 de dano, vai causar 5000 !! Isso realmente pode te salvar contra chefes mais poderosos (e também pode ser usado por eles contra vocês). Isso serve para qualquer tipo de magia, independente de ser efeito, cura ou ataque. Já com relação à defesa, funciona da mesma forma, com a diferença de que você tem que tocar em seu personagem um pouco antes dele receber o ataque, o que acaba complicando um pouco dependendo do inimigo e do ataque recebido. Feito isso, você receberá 1/3 a menos de dano. Não é muito, mas também pode salvar sua pele, principalmente contra chefes.

O ponto negativo aqui, que citei logo no início desse tópico, é que a Stylus peca um pouco pela falta de precisão. Às vezes você tem a absoluta certeza de que tocou o seu personagem no momento exato e mesmo assim nada acontece, o que causa alguns nervosismos, principalmente contra inimigos mais fortes. Outro ponto negativo é que o jogo possui muitas batalhas e as animações de invocação das magias são bem lentas. Imagine enfrentar 30 inimigos de uma vez só sempre vendo os mesmos e lentos efeitos mágicos. Imaginou ? Sim, é cansativo e às vezes dá vontade de desligar o DS no meio da luta, principalmente porque não temos a opção de mudar a velocidade desses efeitos.

As batalhas são baseadas em turnos e aqueles que possuem maior agilidade são os primeiros a atacar. Há também casos de um personagem atacar duas vezes enquanto um outro ataca uma vez só. Por exemplo, se um personagem possui uma agilidade de 12 e o outro possui uma agilidade de 24, enquanto o primeiro faz um ataque, o segundo faz dois. Não estranhe se em determinada parte do jogo você achar que o robô Mokka não está mais atacando; a agilidade dele não ajuda mesmo. No início de cada ataque, um pouco do MP do personagem é recuperado (na verdade é uma determinada porcentagem indicada na tela de status de cada um). A quantidade que é recuperada depende de fatores como inteligência, MP total e até mesmo itens. No início é difícil recuperar a mesma quantidade de MP gasta ao se lançar a magia inicial de cada personagem, mas no decorrer do jogo haverão personagens que estarão recuperando mais que o triplo disso. Afinal, não fariam um jogo cujo ataque principal é a magia deixando a recuperação de MP só podendo ser feita através de itens, algo que seria extramente chato.

Voltando um pouco às magias e ao mapa planetário, comentei que além das 5 magias que cada personagem tem baseadas nos elementos, há também uma magia extra, certo ? A primeira magia extra que você ganha, chamada “Celestial Warp”, é sem dúvida a mais utilizada e é a única que explicarei em detalhes aqui. Durante as batalhas é possível mudar a posição dos planetas, favorecendo seus aliados ou desfavorecendo seus inimigos. Quando essa magia é lançada, o mapa planetário aparece na tela debaixo do DS e você pode movimentar os planetas como quiser dependendo da quantidade de MP disponível. Isso é realmente muito útil. Por exemplo, seu grupo acabou de entrar numa batalha contra um inimigo cujo poder é o da água e o seu planeta, Cassia, está justamente na posição correspondente, fazendo com que as magias baseadas no elemento água fiquem muito mais fortes. Através da Stylus você pode tirar o planeta da posição, terminando com o “boost” do poder inimigo e, claro, terminando com o “boost” de Sorbet também, que é a garota que possui o poder da água. Da mesma forma você pode posicionar os planetas em seus devidos lugares para dar mais poder aos seus personagens, e possíveis inimigos também. Aqui o ideal é seguir bem aquele ciclo dos pontos forte e pontos fracos de cada elemento, principalmente contra chefes. O maior problema dessa magia é que ela consome muito MP se o planeta que o seu personagem está querendo movimentar não pertence ao mesmo elemento que ele. Uma dica aqui é sempre deixar ao menos um com essa magia (de preferência Lassi por ter mais MP que os demais) pois ela é realmente uma das mais importantes do jogo e pode realmente salvar sua pele.

Com relação às demais magias extras, temos uma de cura onde você precisa acertar com a Stylus estrelas cadentes que passam na tela. Dependendo de quantas estrelas você acertar, a magia sai mais forte ou mais fraca. É realmente divertido, ainda mais porque de vez em quando cai um baú do céu trazendo algum item de grande utilidade, mas é bem difícil. Isso ocorre com as magias extras de ataque também, onde você precisa acertar determinados objetos na tela para aumentar o poder. Eu particularmente não uso muito essas magias, principalmente em chefes. São ótimas para divertir, mas não muito úteis no decorrer das batalhas, ainda mais se você não souber como elas funcionam direito.

Multiplayer ?

Sim, algo bem interessante por sinal. O jogo possui suporte a multiplayer, com caracaterísticas únicas diferentes do jogo normal. Não pude testar em toda sua totalidade pois não possuo meios, mas consegui dar uma espiadinha. No jogo normal talvez você estranhe que a nave que você usa para viajar entre os planetas possui um compartimento para se colocar ovos mas durante o jogo inteiro você não ache um mísero ovo. Esses ovos só existem no modo multiplayer e aparecem quando você joga com outras pessoas. Cada ovo que surge vira um personagem com poderes distintos, que você pode ou não usar. A única limitação é que somente em jogos multiplayer eles passam de level. Ou seja, você pode usá-los no modo de jogo normal também, mas como eles não passam de level, logo se tornam inúteis.

Além disso há uma lista de todas as pessoas que você já jogou, com algumas informações como nome e level, ficando mais fácil de encontrá-las novamente para uma nova jogatina. Outra coisa que difere do jogo normal é que existem alguns modos divertidos como, por exemplo, um em que você precisa pegar determinado item antes do outro jogador, dentro de uma caverna cheia de inimigos. Claro que tais jogos são apenas passatempos e o modo multiplayer não é aquela maravilha, mas pode ser uma boa experiência para quem já se encheu do modo normal.

Conclusão ?

Magical Starsign é um jogo de RPG típico com todos os elementos clássicos de outros jogos lançados anteriormente, sem no entanto deixar de ser divertido. Apesar de passar longe de ser memorável, eis uma boa pedida para quem curtiu (e ainda curte) a época de ouro do Super Nes, onde um RPG era lançado a cada mês. Os gráficos, os sons e o estilo de jogo farão você voltar ao passado. Se não curte a época dos 16 bits, certamente Magical Starsign não é para você. Caso contrário, merece pelo menos uma jogadinha.


 

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1 Comentário for 'Magical Starsign'

  1.  
    lamarc lamarc
    20 abril, 2007 | 10:04
     

    Realmente um RPG bem mediano para o DS, gráficos bonitos mas copiando na cara de pau a série MANA, depois os esquemas de elemento que além de copiar a série MANA parecem um pouco com a série Chrono. Sem muita estratégia a não ser a de usar elementos, poucas magias e nem misturas de elementos. Já que era para criarem um clichê criassem algo bem decente.
    Chegava a pontos que desanimava ler o texto, pois o jogo e cheio de pontos fracos e baixos. Acho que o ponto mais interessante realmente seja o Multiplayer, mas ainda não achei lá grandes coisas…eu realmente gostaria de ter o jogo para testar mas não acho que valha tanto assim para poder jogar no multiplayer. Prefiro jogar Lost Magic em multi do que este.
    Abraço

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  • innerdark: 10x mais rapido que o atual!;fico imaginando o precinho do brinquedo
  • Dinhowr80: Jogão sem duvidas,mas pelo Hype eu esperava muito mais,principalmente no single com meras 5 horas,na...
  • Dinhowr80: Beleza de analise,uma pena eu não ter um Wii,bom para quem tem aproveitem pois bons jogos no console da...
  • Flynn: À,ja zerei esse jogo é mto facil ainda mais quando se tem 30 continues

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