| Capa do jogo | Ficha técnica | Notas diversas |
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Prós do game: Muitos personagens; multiplayer para 4 pessoas com 1 card; montar decks é extremamente divertido. Contras do game: Trilha sonora fraca, cenários simples demais, poucos modos de jogo. |
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| Análise por : GodLike em 19/10/2005 |
O nascimento de um novo clássico?
Quando anunciado, Jump Super Stars causou euforia pelos fãs de anime – afinal, nenhum game teve tantos personagens de várias obras, ainda mais em um “crossover”. Desde então, passou a ser um dos games mais esperados para DS no Japão, mas ninguém esperava tamanho sucesso: mais de 300 mil unidades vendidas apenas em pre-order! Seu sucesso já estava feito.
Com tantos personagens cativantes, de diferentes sucessos publicados na revista Jump (como Dragon Ball, One Piece, Rurouni Kenshin, Naruto), certamente era difícil de algo sair errado. Confira abaixo, em nosso veredicto, se o game realmente é merecedor desse sucesso.
O novo arrasa-quarteirões do DS
Em consequência das sensacionais vendas do game, o aumento de procura do DS era inevitável, e sozinho, vendeu mais do que todos os concorrentes juntos. Produzido pela nem tão desconhecida Ganbarion (que fez todos os jogos do anime One Piece), a proposta do game é uma pancadaria rápida, com até 4 personagens se enfrentando, numa mecânica de jogo semelhante � Super Smash Bros. (Nintendo) São nada mais, nada menos, que 150 personagens � sua disposição, mais claro, nem todos são jogáveis, e você conhecerá mais � respeito no decorrer do texto.
Começamos com uma apresentação simples, mostrando o que devemos esperar: um mega encontro de mega sucessos. Enquanto a animação rola, podemos brincar com a stylus na cara do pirata, símbolo da revista Jump. Depois disso, nos é apresentado o menu, onde começaremos com a opção principal: J Adventure. Nela, seguimos um mapa que se encontra o “mundo” da revista, cumprindo objetivos para seguir em frente. É nele que somos presenteados com os personagens, cenários e anunciantes de opções (vistos no menu principal).
Cada missão têm um objetivo principal, que varia em, no máximo, 5 sub-missões. Por exemplo, na missão “X”, o objetivo é eliminar o adversário dentro do tempo estabelecido. Na primeira “sub-missão” (que seria o objetivo 2), terei que derrotar esse personagem e, ao mesmo tempo, não posso morrer nenhuma vez, e por aí vai. Aliás, o esquema de vidas também segue os princípios de Super Smash Bros., onde você pode morrer várias vezes mas, no final, têm que pontuar mais que o adversário.
Os cenários são os mais variados, e carregam os temas dos respectivos animes, totalizando 32. Alguns são simples demais, enquanto outros são bem legais, e cheios de desafios, como precipícios, plataformas que sobem e descem ou mesmo esteiras. Baús, latões e afins escondem itens que podem tanto ajudá-lo (encher energia, ficar mais forte temporariamente, etc.) como atrapalhá-lo (ficar envenanado, lento, etc.). Como cada um dos estágios são como páginas da revista, os cantos deles podem ser quebrados, assim, você poderá derrubar os oponentes para fora, causando morte instantânea.
O poder dos guerreiros
Mas vamos ao que mais interessa, que são os personagens e suas habilidades. Eles são divididos em 3 tipos: batalha, suporte e ajuda. Os de batalha são os que nós controlamos (que aliás possuem também suas formas especiais, como Ruffy “doido”, Goku SSJ, enfim), os de suporte fazem uma aparição na tela para dar um golpe no oponente e rapidamente voltam, e os de ajuda melhoram seu status, de diferentes maneiras. Tudo isso é feito através da touch screen, que mostra o seu “deck”, que possui os personagens que você está usando. Basta tocar o quadrinho de quem você quer usar, que a função acontecerá.
Falando na touch screen, ela é a peça-chave para seu sucesso nas lutas, e é nela, como já dito acima, que você visualiza seu time. Ela funciona como um quadrinho de revista, que chama koma, e cada personagem ocupa “X” komas, dessa maneira:
>1 koma – personagem de ajuda
>2 � 3 komas – personagem de suporte
>4 � 6 komas – personagem de batalha
Há um limite de 20 komas que podem ser utilizados, então você têm que montar seu “deck” da melhor maneira possível. Dependendo da combinação de personagens que você fizer, eles podem ter ataques ou especiais diferentes, além de especiais em dupla, utilizando itens especiais, como os kanjis, fora outras habilidades contidas no game.
O jogo utiliza todos os botões do DS, para diferentes ataques. Os botões L e R ficam para defesa, enquanto A, X e Y são de ataque, e B para pulo. Combinando-os, você poderá fazer sequências destruidoras, ainda mais utilizando, ao mesmo tempo, os personagens de suporte.
Existe uma segunda barra, logo abaixo da de energia, que é a de especial, que é gasta usando o botão Y ou mesmo chamando os ajudantes. Para enchê-la novamente, deve-se pegar itens espalhados pelo cenário, ou então as moedas deixadas pelos adversários derrotados.
Os outros modos de jogo
Além do já explicado J Adventure, temos os modos Wireless Play, Battle, Deck Maker, Koma Gallery e Options (nessa exata sequência).
No Wireless Play, podemos jogar multiplayer com até 4 amigos, e o melhor, utilizando apenas 1 card! A única vantagem de cada um usar seu jogo, é a possibilidade de carregar seu próprio deck, que é montado na opção Deck Maker. É aqui que você monta seu dream-team, escolhendo os personagens que já habilitou. O Battle é a mesma coisa que o Wireless, porém, apenas contra o computador. No Koma Gallery, você pode ver todos os personagens que já conseguiu habilitar para poder montar seu deck. Finalizando, no Options, você pode mudar opções básicas, como ligar / desligar música, apagar save, etc.
E as partes técnicas?
Bom, vamos � última parte, onde vou comentar das partes técnicas do game em si.
Os gráficos são em 2D, com uma animação excelente para os personagens, que são, de fato, muito bem-feitos e coloridos. Já os cenários não os acompanham, sendo totalmente estáticos, e só variando nesse ponto quando existe algum obstáculo, como plataformas que se mexem e esteiras, porém, são bem desenhados.
A jogabilidade ficou muito boa, as combinações são simples de se fazer, mas trocar de personagem e acionar os demais (suporte e ajuda) é um pouco complicado, pois você têm que parar tudo o que está fazendo para tal, e claro, tira a sua atenção do que está acontecendo. Com a stylus é ruim, e com o dedal também. Conclusão: o dedo talvez seja a melhor escolha. Depois, é só dar uma limpada na tela (lave as mãos antes de jogar!).
A trilha sonora ficou simples, com não muitas músicas, sendo todas elas “simpáticas”, e ainda há a ausência de vozes dos personagens, o que pra muitos pode ser decepcionante (para mim, é um bocado). Alguns dizem que era pra manter fidelidade a mangá (obviamente não existem vozes em um mangá, apenas balões com as falas, como no jogo), outros porque seria caro pegar os direitos dos dubladores… bem, cada um têm sua versão.
Finalizando, posso lhe garantir uma coisa: Jump Super Stars é viciante! É um jogo não muito complexo, com várias habilidades diferentes por personagem, além das outras especiais. Vários personagens para se usar, sendo eles jogáveis ou não, de vários mangás de sucesso, o que resulta numa grande união de obras carismáticas que, com certeza, agradará aos fãs. Infelizmente, um lançamento ocidental está praticamente descartado.







