
Infelizmente, as grandes mudanças que vimos na série da EA não aconteceram com WE: se você jogou em 2007, não notará muitas mudanças agora. Os gráficos pouco evoluíram, apesar de termos agora jogadores mais bem-feitos e uma iluminação melhor. Os rostos estão impressionantes, e a maioria dos jogadores estão muito bem representados. Os torcedores continuam em 3D, e um bom número de animações foram adicionadas. Já a movimentação dos atletas continuam na mesma, sem grandes mudanças.

Mas há alguns problemas graves: vários slowdowns rolam nos replays e há um bug na grama, onde os trechos mais distantes ficam borrados, como se a textura não tivesse sido carregada. Esperamos que a Konami resolva isso até o lançamento.
A jogabilidade, o principal trunfo de Winning Eleven, foi pouquíssima alterada. O curioso é que, ao contrário de antigamente, WE está com um feeling muito mais arcade que FIFA. O que mais irrita, na verdade, é a reciclagem de animações e movimentos das versões para PS2. Sim, a Konami continua fazendo isso. Portanto, se você espera por algo totalmente novo, esqueça. Quem sabe no ano que vêm.

Mas, como sempre, existem algumas novidades. A mais interessante é a possibilidade de se jogar e tentar enganar o juiz. Porém, sinceramente, não consegui fazer isso funcionar uma vez sequer. E o pior: só tomava cartão amarelo. Realista, pelo menos. Os dribles voltam com tudo, tendo alguns exclusivos para certos jogadores, como o famoso corte de Cristiano Ronaldo – astro desta versão.
A inteligência artificial dos adversários melhorou, e com o novo sistema "Teamvision", eles aprendem a forma com que você joga. Portanto, nada de insistir sempre nas mesmas jogadas. Porém, não percebi muito disso na demo, já que muitas vezes fiz lances bem repetitivos e nada me aconteceu.
No mais, dá para perceber algumas mudanças "cosméticas". Os menus estão mais organizados e bonitos, com um ar de Windows Vista. A trilha sonora também está melhor trabalhada, e na versão final será como o EA trax, podendo mudar as músicas que irão tocar. E não são apenas sons, pois pela primeira vez temos trilhas de bandas, algo que antigamente deixava bastante à desejar e que não recebia nenhuma atenção especial.

A disputa este ano vai pegar fogo, já que a EA conseguiu trazer a realidade aos campos virtuais de uma forma impressionante, enquanto a Konami insiste em parar no tempo, apesar de WE continuar divertido. Dá até para dizer – como no início do texto – que agora a série ficou mais arcade, comparado com o rival. Por outro lado, prepare os bolsos: talvez você queira comprar ambos.


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mmm fifa melhor que we interessante, EA começando a se corrigir =P