A fim de atender às necessidades dos seletos jogadores que lêem este site, postarei a partir desta data o que chamo de fast-food reviews: análises rápidas, deformadas e parciais de jogos que talvez você esteja pensando em jogar, mas não sabe se valem a pena ou não.
Afinal, você deveria gastar mais tempo jogando do que lendo sobre jogos. Pense nisso.
O formato destas reviews é muito simples: uma foto do jogo, uma apresentação do jogo e um julgamento final.
A fim de manter a masculinidade e espartanicidade, o julgamento só tem duas opções: vale a pena jogar ou não vale a pena jogar. Não existe meio-termo em vídeo-games.
Para colocá-lo no correto estado de espírito sugiro que assista ao seguinte comercial do XBox, que foi banido no Reino Unido, e só por causa disso já é bom:
A Vida é Curta, Motherfucker. Play More. Play Hard.
Semana devagar no PSP. Vamos resgatar jogos de outras semanas.
Riviera: The Promised Land

Não é à toa que o PSP está ficando com fama de plataforma de jogos velhos. Agora tão fazendo port até de jogo do Game Boy Advance pra ele.
Riviera não é um jogo ruim. Só é voltado para um nicho muito específico de jogadores: os que gostam de jogos chatos. Não estou fazendo piada. RivieraValkyrie Profile. Só que no caso de Riviera o resultado final nem chega perto. Tem um ritmo muito lento e sai do estilo qualquer outro jogo de RPG ou Estratégia que você conhece. Já vimos isso acontecer antes, com Valkyrie Profile. Só que no caso de Riviera o resultado final nem chega perto.
Carregado de menus contextuais, batalhas em turnos e muito, mas muito diálogo, Riviera é para quem gosta de jogos onde não acontece nada na maior parte do tempo. Jogo pra ler. Até parece um livro em forma de jogo. Nesses termos, Riviera até cumpre o que propõe, pois a história é original e os gráficos são bonitos e diferentes, em comparação com o que vemos no PSP usualmente.
Julgamento final: Jogo para pouquíssimos jogadores. Se estiver na dúvida, melhor não tentar.
PaRappa the Rapper

Outro remake. Crássico total do Playstation 1. É por cause desse tipo de remake que a gente não pode reclamar muito de ficarem relançando jogos para o PSP.
Se você não conhece PaRappa the Rapper, vá lá jogar e nem leia isso aqui. É um jogo de ritmo, desses que você aperta o botão nas horas certas, de acordo com a música. Como Dance Dance Revolution, só que muito melhor.
Foi um dos poucos jogos desse estilo que manteve minha atenção e me fez jogar até o final. O enredo singelo, mas totalmente original e as músicas extremamente criativas são responsáveis pelo sucesso do joguinho. Impossível não balançar a cabeça.
Os controles ficaram bons no PSP, não atrapalham a jogabilidade. O som e os vídeos está ótimos. Vale a pena jogar com o fone de ouvido. No naipe de Gitaroo Man. O único problema do jogo é que é curto demais, e olha que eu normalmente não sou de reclamar disso. Deve ser o jogo mais curto do PSP. Mas vale cada minuto.
Julgamento final: Jogue. É diversão até para quem não gosta de jogos de ritmo.
Tom Clancy’s Ghost Recon Advanced Warfighter 2

Eu não sei o que vocês pensam, mas eu sempre fico com o pé atrás quando vejo um jogo da franquia Tom Clancy fora dos PC’s. E definitivamente só vi merda quando levam os jogos para os portáteis.
No mês retrasado já fomos “agraciados” com a bomba Rainbow Six Vegas: um dos jogos mais chatos e sem emoção do portátil. Advanced Warfighter 2 segue pelo mesmo caminho.
O jogo funciona, e até que bem, no PSP. Mas isso só se aplica aos controles e gráficos. O problema é que o Advanced Warfighter original é um jogo que foca no trabalho em equipe, em dar ordens para seus companheiros e controlar todo o seu time de “Ghosts” de forma coordenada. E na versão do PSP não tem nada disso; você só sai atirando em tudo que passar pela sua frente. Não tem tática nem estratégia nenhuma envolvidas no cumprimento das missões. Sem falar que os inimigos são uns idiotas completos.
Ainda bem que já vai sair o Syphon Filter: Logan’s Shadow.
Julgamento final: Dê uma olhada. Só pra dar uns tiros, matar umas coisas e pra ver como não basta apresentar ótimos gráficos e controles para que um jogo seja considerado bom.
Atillah também escreve sobre vídeo-games, humor e mídia no www.atoouefeito.com.br







Adorei a idéia, e os textos ficaram ótimos. Faça isso com jogos de outros sistemas também.
Boa, para não ficar fazendo “prereview” dos jogos, concordo plenamente com os julgamentos…
Só duas coisas, primeiro disse que ia ser um julgamento direto…
“A fim de manter a masculinidade e espartanicidade, o julgamento só tem duas opções: vale a pena jogar ou não vale a pena jogar. Não existe meio-termo em vÃdeo-games.”
O único que teve um assim foi o Parappa, “Jogue.”!
E Riviera não é um “jogo de GBA”, foi lançado originalmente para PS2 e PC, teve várias versões para quadrilhões de sistemas desconhecidos…
TÃpico jogo japonês!
Gostei da idéia e acho que deverÃamos ter mais desses psycho reviews curtos pra várias plataformas aqui no GH.
ótimo agora quero um Fast Food PC EDITION
A coisa mais chata que existe é nego querer escrever um poema pra um jogo nas análises.
Pega as análises do Finalboss, troço chato pra caralho. Puta que pariu, o cara quer ganhar um prêmio PULLITZER escrevendo review de jogo ! Pelo amor de deus!
Gostei dessa idéia e espero ver mais por aqui desses fast food.
Há os que gostam e os que não gostam. Sou fã das poesias em games, ^^.
Mas umas rapidinhas tbm agradam, hehehe.
E tô com o JR: Fast Food PC EDITION – SPECIALS MMO’s
Resumo da ópera:
Graw 2 é uma bosta
ParaPPa continua um lixo
Riviera é um porre
Valeu pelo apoio galera. Lembrem-se de que as análises são todas distorcidas pelo meu gosto pessoal. É exatamente a mesma coisa que eu falaria pra vocês sobre o jogo se estivéssemos no bar tomando uma cerva. De gamer pra gamer.
@ tvtoon, valeu pelo toque. vou tentar ser AINDA MAIS direto nos rabiscos aÃ.