Saudações aos alcoviteiros.

Após uma pausa voltamos a nossa programação anormal. Agora chegamos a um ponto crítico do nosso especial, com as idéias mais idiotas entre as idiotas. Falarei no post de hoje de uma ideinha sem vergonha que algum gênio da Nintendo resolveu ter e ainda por cima foi plenamente adotada.

Durante toda a sexta geração de consoles, a Nintendo foi bastante cobrada pela quase total ausência de conteúdo online com o GameCube (somente os games Phantasy Star tinham online). A opção da Nintendo por não investir nessa área foi bastante criticada pela imprensa especializada enquanto o GameCube esteve presente como seu principal console de mesa, mas mesmo assim o cubo roxo passou toda sua existência sem saber o que era entrar na internet. A situação somente começou a mudar quando a Nintendo anunciou o sucessor do Game Boy Advance, o Nintendo DS, que entre as suas novidades estava a capacidade de se conectar à rede e proporcionar jogatina online. Ao mesmo tempo foi anunciada a Nintendo Wifi, uma rede gratuita que seria a responsável por hospedar os jogos e permitir o funcionamento de tudo que fosse necessário pra tal. Anunciada em 2004, a Nintendo WFC entrou em operação no ano seguinte, começando com Mario Kart DS e Animal Crossing Wild World. Tudo muito legal, tudo muito bacana, a não ser por um detalhe crucial: os friends codes.

Os friend codes são certamente as coisinhas mais infelizes que já vi em termos de acesso online via consoles. Não consigo pensar em algo mais arcaíco, não prático e insosso para me conectar com alguém e jogar o que quer que seja. Eu anotava passwords em jogos como Mega Man 3 ou International Superstar Soccer, mas isso era no tempo do Onça. Ficar anotando códigos idiotas era algo que até fazia sentido nos tempos dos 8 ou 16-bits, mas é algo incompatível com a atual era digital e todas as suasí facilidades e benesses. O mais trash disso é que nem mesmo os primeiros games de PC a utilizar a rede como parte de suas mecânicas de jogo usavam métodos toscos como o friend code. O método nintendista é genial: você tem dez amiguinhos e quer jogar umas partidas de Mario Kart no seu Uí. Aí basta anotar nove sequências de números de para finalmente poder tirar uns contras com os miguxos distantes. Mas você não vive só de Mario Kart e quer jogar um Super Smash Bros Brawl com os mesmos trutas super legais. O que acontece então? Anota-se novamente nove sequências de números e blá, blá blá. Battalion Wars 2? A mesma ladainha. E por aí vai.


E aí Reggie, vocês têm alguma outra solução além dos friend codes? Ah tá.

Cacetada, será que ninguém na Nintendo, seja nos Estados Unidos ou no Japão não tem um pingo de noção e não percebe o quanto essa palhaçada de friend code é um troço enfadonho? Seja no DS, seja no Wii, não há o menor nexo ter ficar anotando sequências de números PARA CADA JOGO que você quiser jogar com uns amigos ou conhecidos distantes. Não seria problema se houvesse um código unificado para cada console ou portátil, mas não, divertido mesmo é ter de digitar uma password para cada joguete com o selinho WFC. Isso é o que se conhece por fim da picada. Curioso mesmo é que no próprio console há soluções melhores, como a EA com e sua rede, melhor e sem palhaçadinhas de passwords e afins. Por outro lado, o registro numérico não garante uma comunicação melhor, pois na imensa maioria dos jogos mal dá (ou não dá) para se comunicar com as pessoas de fora, isso claro se você não for um telepata ou ficar com carregando um notebook ao lado para teclar em um mensager entre as partidas. Super legal, hein?

Pior que não há uma solução a vista para esse problema, já que não há qualquer interesse por parte da Nintendo em propor uma solução nova para o registro online de amigos. Não conheço um caso que seja de alguém que goste das porcarias dos friend codes. Mas eles continuam e continuarão aí firmes e fortes levando a chatisse dos passwords direto para vocês. Isso é que é comodidade, Nintendo…

Bonus Tracks

Houve outra ideinha super supimpa da Nintendo nessa geração: o rumble pack do DS. Uma porcaria que vinha junto do cartão do Metroid Prime Hunters Pinball e só serviu para fazer barulho e atrapalhar a jogatina portátil. A idéia foi tão infeliz que sumiu em pouco tempo, hoje ninguém se lembra desse trocinho insignificante. Aliás, para quê alguém iria querer ver o aparelho tremer inteiro enquanto se está jogando? O DS rumble pack veio e nunca mais voltará, permanecendo para sempre no limbo dos acessórios inúteis e que ninguém se importa.

Vou ficando por aqui. Abraços e até o próximo post.

André V.C Franco/AvcF – Loading Time.

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