GameHall.Com.Br :: Old School Gamers » Doom 3
Doom 3

Postado por Grimreaper em segunda-feira 17 abril 2006 as 16:24
Arquivos sobre: Análises e Pc


Capa do jogo Ficha técnica Notas diversas
Doom 3
Uol Jogos: A
Plataforma: Pc / Windows
Outerspace: 8
Gênero: Fps
Finalboss: 9.3
Distribuidora: Activison
Gamespot: 8.5
Desenvolvedora: id Software
IGN: 8.9
Língua: Inglês
Famitsu: n/d
Data de Lançamento: 03/08/2004
Eurogamer: 9
Notas GameHall
Gráficos
10
Som
9.5
Jogabilidade
10
Diversão
10
Originalidade
8.0
Nota Geral
9.5
Veredito

Prós do game: Abriu as portas para a nova geração de gráficos não só no Pc, influenciando diversas outras empresas a utilizarem os recursos das novas placas. O jogo é um divisor de águas no gênero novamente.

Contras do game: O som das armas ficou bem fraco, poderia ter sido bem melhorado, em especial a SMG e a pistola.

Imagens

Clique na imagem para iniciar o slideshow

Configuração minima: Pentium 1.5GHz P4 ou Athlon XP 1500+ , 384MB de RAM, Placa 3D 64MB, 2.5 GB no Disco Rígido, Directx 9.0c

Configuração recomendada: Processador 2.4Ghz ou equivalente, 512MB de RAM, Placa 3D com 128MB ou superior com suporte para Pixel Shader e Hardware Vertex, 3 GB no Disco Rígido

Configuração usada: AMD Athlon 64 3000+, Microsoft Windows XP SP2 Media Center Edition, ATI Radeon X800 XT 256 RAM, SB Live AUDIGY, 1.50 GB RAM DDR

Análise por : Grimreaper em 17/04/2006

O ano era 1993. Eu tinha um SNES e pela primeira vez vi rodando num PC o DOOM original. Foi o início do fim do meu interesse por jogos japoneses de videogame e o início do meu interesse em ter um PC e poder jogar DOOM. Como não trabalhava e não tinha dinheiro para comprar um PC eu jogava na casa de amigos e quando saiu o DOOM para SNES eu simplesmente pirei. Jogava no ULTRA VIOLENCE (o jogo não tinha saves durante as fases) e mesmo com um gráfico horrendo e lento, eu adorava tanto que consegui terminá-lo. O tempo passou e 3 anos depois tive a oportunidade de jogar o DOOM no meu PC e consequentemente jogar DOOM 2 e seus milhares de expansores.

Eis que um dia anunciam o DOOM 3, e as primeiras fotos dele utilizando uma engine que faziam os gráficos ficarem como CGs eram simplesmente de babar. Em 2004 é lançado, cumprindo a promessa: gráficos de CG , abrindo as portas das engines NEXT -GEN para FPS. Desenvolvido pela ID SOFTWARE, que desde QUAKE 2 não fazia um jogo com temática single player ( apenas desenvolveu a engine do QUAKE 3) em DOOM que era conhecido pela quantidade absurda de monstros, podendo até matar 3 com um tiro de escopeta, volta com uma jogabilidade diferente, nova engine e um clima completamente sinistro.

O enredo de Doom

Sim! Doom tem história, apesar de muitos não conhecerem. DOOM 3 seria um REMAKE de DOOM, sendo a narrativa de um soldado que sobrevive a uma invasão demoníaca e luta pela sobrevivência. Acharam que é só isso? Não! Tem mais!

A U.A.C (Union Aerospace Corporation) é uma empresa que simplesmente monopolizou a exploração espacial de novos planetas e tem desenvolvimento em todos os setores: energia, beneficiamento de recursos, terraformação de planetas e desenvolvimento bélico e ciências genéticas. DOOM 3 se passa em marte, planeta que está sendo explorado pela U.A.C e em uma das escavações são econtrados artefatos de uma antiga civilização, e a partir disso, pesquisas começam a ser desenvolvidas para decifrar os artefatos encontrados. A U.A.C esta pesquisando a tecnologia de teletransporte, e nesses artefatos um vestígio da possibilidade de abertura de um portal para um local indeterminado que possui formas de vida, faz com o que a U.A.C crie um departamento de pesquisa exclusivo para investigar os artefatos achados nas escavações de MARTE, chamado de Laboratórios DELTA, supervisão direta de MALCOLM BETRUGER.

Com o sucesso do portal para essa dimensão, expedições começam a ser organizadas para explorar o local. Rumores de loucura, e comportamento anormal dos que voltaram das expedições, não confirmados pela U.A.C, e constantes recrutamentos de pessoal voluntário (com uma excelente remuneração) fazem a proposta de trabalhar nos laboratórios DELTA uma boa fonte de renda. Cada vez mais, pessoal militar e solicitado para o DELTA, deixandos os outros setores da base de MARTE desfalcados de pessoal, eis que você é recrutado para servir em MARTE sobre a supervisão direta do Sargento KELLY. No mesmo transporte para MARTE, você encontra SWAN um executivo da U.A.C e seu segurança indo verificar os progressos de BETRUGER e averiguar porquê as constantes demandas exageradas de pessoal e energia e recuros estão sendo cada vez mais solicitadas pelo DELTA LABS, sendo que o " produto " nem sequer foi entregue, e os custos de desenvolvimento já passarem dos limites aceitáveis.

Ao chegar em MARTE, você conversa com várias pessoas que o aconselham a sair o mais rápido possível de lá sendo que o local seria uma armadilha de morte e loucura. Ao encontrar com o Sargento Kelly, seu primeiro dever é procurar um técnico de comunicações que desertou do posto e está escondido nas instalações antigas de marte. Constantes quedas de energia, na base são comuns devidos aos experimentos do DELTA LABS sobrecarregando o pessoal de manutenção e acabando com quase todas os suprimentos de manutenção. Ao encontrar o técnico desaparecido, ele começa a falar sobre os experimentos do DELTA LABS, sobre demônios , visões infernais e que aquilo tem que ser informado para que pare…Mas nisso, toda a energia cai, e a quase toda a base é possuída por espiíritos demoníacos transformando o pessoal da UAC em zumbis e monstros , ou seja o inferno tomou conta do local…

A partir daí começa a sua luta pela sobrevivência. Assim começa DOOM3.

Jogabilidade

DOOM 3 apresenta uma jogabilidade diferente, aliás totalmente diferente de DOOM. Enquanto em DOOM a ação intensa e non-stop imperava, nesse remake as coisas funcionam bem diferente. Seus movimentos são mais lentos, fazendo o mais real possível para a situação em que você se encontra. A velocidade de resposta aos comandos são mais lentas de que um FPS normal, por exemplo, ao virar sua arma há uma desincronização com a mira, e se o jogador atirar nesse instante, o tiro não irá acertar onde a mira está posicionada. Isso tem relação com o peso das armas, e combina com o jogo, pois você não enfrenta hordas de monstros, os combates são mais refinados e acontecem quando menos se espera, muitas vezes é necessário fugir e econtrar uma melhor posição defensiva para não ser cercado e destroçado pelos monstros.

Esse tipo de jogabilidade combina perfeitamente com o propósito, danto uma sensação de realismo, pois o jogo quase é um survival horror em primeira pessoa, mas é mais voltado para a ação. Dependendo do tiro, ele causa mais ou menos dano no inimigos, dependendo da distãncia e da arma. Como na maioria das vezes você se depara em abientes fechados, a escopeta é a arma de ecolha, mas cada arma se adapta a uma situação e sua efetividade varia, portanto saber utilizar a arma correta na situação certa é essencial.

A lanterna é sua arma contra a terrível escuridão, e a tensão do jogo aumenta mais ainda não podendo utilizar ela com uma arma, fazendo você trocar para a arma e se guiar pelos sons ou até mesmo pelos olhos dos inimigos numa situação de combate. A história se desenvolve atraves de audiologs e logs em PDAs que se encontram pelo caminho, e para muitas vezes ter acesso ao PDA é necessário ouvir os logs ou ler, para ter acesso a códigos para abrir armários e ter acesso a armas, munição e kits de primeiros socorros. A grande sacada doi o "MARTIAN BUDDY", você econtra várias cabines, e ele te passa um endereço eletrônico "www.martianbuddy.com", saia do jogo acesse na internet e pegue o código, e com certeza ajuda muito mesmo.

O jogo apela para o "medo do escuro" . Ele mexe com o seu psicológico, deixando-o na dúvida de explorar as regiões mais escuras e não saber o que estará te esperando ali. Jogando no clima, com as luzes apagadas, sustos são comuns. o jogo trabalhou bem essa sensação de medo. Excelente! Quem jogou e não levou susto, está mentindo literalmente, ou jogou com as luzes acessas e o brightness no máximo, perdendo toda a graça do jogo. Se for assim, melhor nem jogar.

Gráficos Next Gen

Gráficos de CG: a engine de DOOM 3 é exatamente isso, impressionando visualmente e utilizando efeitos de normal mapping e recursos do DX9.0. O normal mapping acrescenta um realismo no cenário que são extremamente detalhados, principalmente os que são animados, como máquinas, dá pra ver os mínimos detalhes de funcionamento, muitas vezes fazendo o jogador parar e ficar vislumbrando tudo isso. Essa preocupação da ID em tornar o mais verossímil possível e dar a impressão que se está dentro de uma instalação industrial automatizada, com pouco espaço (não precisa pois as máquinas trabalham sozinhas, diminuindo o número de pessoas que trabalham, isso pode contar como explicação do ambiente fechado).

Efeitos de sombras dinâmicas, luzes e fumaça volumétrica complertam o cartel de efeitos next gen. A física não é HAVOC: é um sistema próprio da ID e nesse jogo não vi acontecer de personagens ficar preso no polígono ou passar dentro de uma porta ou escada, eles obedecem o espaço físico que se encontram e respeitam isso. Tendo uma placa com 512 RAM é possível colocar no máximo as texturas, com 256 ou 128 mesmo no medium já deixa o jogo visualmente muito bom (a versão do XBOX roda em MEDIUM as texturas).

Monstros!

Remake dos originais , que já eram bons, ficaram melhores. Os zumbis vem de várias formas: gordos, magros, pegando fogo com chave inglesa e até sem cabeça. Os guardas de segurança zumbis vem com pistolas, escopetas e SMG pra cima e são muito mais perigosos.

Os monstros que sofreram remodelação total foram as LOST SOULS (agora com feições femininas), DEMON (aquele demônio de 4 patas que tem as traseiras mecânicas, substitiu o DEMON original que era cor de rosa ), HELLKNIGHT (perdeu a aparência de BODE e parece mais um TROLL ), O IMP tem um aspecto mais parecido com réptil, a SPIDER DEMON um híbrido de aranha com demônio. Os outros seguem o mesmo padrão, um pouco diferentes mas no mesmo estilo.

Agora o divertido é o BEBÊ DEMÔNIO CHERUB. Divertido matar ele na motosserra. Foram colocados os monstros de DOOM 2 o REVENANT (caveira de lança misseis) , o MANCUBUS (O gordão) e o ARCH VILE (que conjura monstros e lança firewalls teleguiados ).

Profundas mudanças nos Chefes, como o CYBERDEMON. No mais, o museu de bizarrices é completo e os monstros foram revitalizados para um aspecto mais assustador e sombrio. Alguns marines deformados chamados de ZOMBIE COMANDOS que atacam a curta distância e se aproximam correndo são mortais e possuem o braço "prolongável". Os ZOMBIE COMMANDOS vem na versão GATLIN GUN também. Dos novos monstros temos a aranha TICK , que vem de toneladas pra cima de você, e ainda tem o monstro de duas cabeças fraco mais rápido MAGGOT e os monstros que se teleportam chamados WRAITH, que em quantidades perturbam e muito. Mas o lance é não se deixar abalar e mandar tiro, e muito tiro neles.

Armas

As mesmas do DOOM original mais algumas novas: Pistola, Shotgun, SMG (nova) , GATLING GUN , PLASMA GUN, ROCKET LAUNCHER, HAND GRENADES (nova) e a BFG 9000. Em DOOM 3 temos que recarregar as armas, coisa que em DOOM nem se sabia o que era. E isso demanda um tempo, e esse tempo é o instante de ser morto, portanto adminstrar o uso da munição e o tempo de recarregar é vital. Um tiro que falte, e você já era. A granada é a arma mais difícil de utliizar, requerindo um pouco de prática, Se você aprender o tempo ideal aliado com a distância, ela se torna uma arma letal, podendo com 2 granadas matar um REVENANT que geralmente precisa de uma série de tiros para ser morto.

A BFG 9000 agora conta com um sistema de carregamento de tiro, quanto mais se apertar, mais forte será o tiro. Porém cuidado, ela pode explodir se segurar tempo demais. Ela tem a mesma função da antiga, mas só que mais difícil de usar na sua carga letal.

Uma curiosidade: DOOM3 ao invés da MOTOSERRA, seria colocada uma arma de gravidade.Mas foi deixada a motoserra por tradição.

SOM

DOOM3 utiliza recursos de 5.1 posicional , e não possui música durante o jogo. Originalmente, ele estava sendo feito para ter uma trila sonora METAL INDUSTRIAL, mas para manter a caracteristica de tensão do jogo, foi retirada a trilha e deixada do som ambiente e houve uma preocupação enorme com a parte de pocionamento do som. Você consegue as vezes evitar ser emboscado pelas costas se vc tiver um posicionamento traseiro de caixas de som. O som das armas não ficou muito bom, armas como a pistola parecem com som de arma de brinquedo e a SMG parece uma batedeira walita, o resto é aceitável.

Finalizando

DOOM3 é um jogão. Mistura terror, susto, ação e história, fazendo-o diferente do original, mas não menos divertido. No PC a experiência de DOOM 3 é bem mais completa que no XBOX, que teve cortes de cenários e encurtamento de sequências e mapas inteiros, além da dificuldade ser menor. Para deixar a versão do PC mais dificil e tensa , é só jogar na dificuldade mais difícil e sem HUD, nunca sabendo a munição que vc tem, nem energia e nem mira, triplica a dificuldade, uma experiência interessante, e com as luzes apagadas ainda, fazendo muito barbado desistir do jogo por puro e mais refinado "medo", o tema envolvendo demônios, escuridão e suspense, não é para os fracos de coração ou pessoas muito impressionáveis ou até fanáticos religiosos.

Experimente e veja que DOOM3 pode ser mais tenebroso que muito filme do gênero…


Avalie esse Artigo
1 Estrela2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas (1 votos, média: 5 sobre 5)
Loading ... Loading ...

 

5 Comentários para 'Doom 3'

  1.  
    18 abril, 2006 | 3:14
     

    A ambientação desse jogo é espetacular, mas achei simples demais, esperava muito mais, não chega nem perto da revolução que foi na época dos primeiros Doom. Jogabilidade old-school, mas em meio a tantos fps, esperava algo novo. Não me prendeu por muito tempo (joguei a versão X).

  2.  
    18 abril, 2006 | 9:20
     

    Half-Life 2 > FEAR > Quake 4 > Doom 3 :)

  3.  
    18 abril, 2006 | 18:45
     

    [...] A Nintendo fica do mal Todo mundo já sabe que a Nintendo sempre foi muito rigorosa com os jogos que entravam para o seleto hall de lançamentos dos seus consoles. Houve uma época que até códigos de sangue eram implementados, sendo necessários habilitá-los em alguns jogos como Mortal Kombat, para que não chocassem a "criançada" ou mesmo o nome da Nintendo, que sempre prezou por jogos bonitinhos, alegres e fofos. Mas com o tempo a Nintendo percebeu que a maioria dos seus fãs já estava crescidinha e ela começou a liberar geral. Quem não lembra do fatal que a Orchid dava em Killer Instinct, mostrando os belos seios pro adversário ? Pois é se até os jogos de sua grande subsidiária tinha essas liberdades, o que dizer então de potências que queriam ter seus jogos no console da Big N ?Doom provavelmente foi o jogo mais portado desde Tetris, tivemos versões para SNES, 32X, Jaguar, Saturn, Playstation, 3DO, e até o recente portátil da própria Nintendo, o Gameboy Advance ganhou sua versão. Enquanto a Sega ganhou uma versão pra lá de tosca no 32X e uma versão fraca pro Saturn, a Nintendo podia comemorar com um dos melhores Doom´s já lançados em todos os tempos. Estamos aqui em 1997 e o jogo que fez muitos fãs comprarem um console da Nintendo para enxergar como seria um Doom na "nova geração" de gráficos, e já dava pra imaginar o que poderíamos encontrar anos mais tarde como foi no caso do excelente Doom 3.Doom 64 foi realmente o primeiro jogo da série a usar uma engine diferente, e trazer algo realmente novo. Óbviamente temos aqui um console que devido as limitações do cartucho, ficava a desejar em alguns aspectos, porém isso não chegou a incomodar em nada nesse título. Temos aqui 32 níveis totalmente novos, com gráficos legais pra época, e um clima de terror profundo. 64 bits de potência Hoje em dia não se fala mais o quesito "bits" da coisa, porém podemos dizer que na época naquela briga feia entre Nintendo x Sega x Sony, o Nintendo 64 por ser o videogame mais "avançado" da época deixava muito a desejar em vários jogos. Mas no caso de Doom 64 ele fazia jus ao nome. O jogo conseguiu transpor todo clima dos antecessores, mantendo a jogabilidade praticamente intacta, e melhorado em várias partes.Todos sabem da história de Doom, porém ela não é o ponto forte do jogo. Doom 64 remete ao mesmo esquema dos antecessores "mate todos demônios que encontrar e escape desse inferno".  Ao que parece os produtores preferiram deixar  a coisa rolar sem se preocupar muito com enredos intrigantes, quebra-cabeças chatos, longas conversas e etc, aqui a coisa é simples, ação do início ao fim e sobreviva se puder. Doom 64 dá a impressão que as batalhas nunca acabam, quanto mais inimigos se mata parece que mais aparecem do nada. Existe uma boa variedade de monstros, cada qual com seus pontos fortes e claro, suas vulnerabilidades, que devem ser exploradas pelo jogador. Há uma vasta opção de armas a sua disposição, e muito bem balanceadas para cada estágio do game. Aprendendo como explorar cada fraqueza dos monstros, usando a boa variedade de armas do jogo e aprendendo a esquivar dos ataques, temos aqui um jogo extremamente divertido com uma jogabilidade realmente explosiva.Os cenários ainda tem elementos que fazem referência ao Doom original, como chaves coloridas para as portas, elevadores, escadas, alguns puzzles que exigem tempo, barrís explosivos e muitas outros elementos porém, o que chama a atenção sem dúvida é o "old school gamer" de ser: atire em todos monstros e saia vivo. O foco do jogo continua sendo os combates, e isso os amantes de Doom não precisam se preocupar. Gráficos que não fazem vergonha aos 64 bits As diferenças gráficas de Doom 64, com os jogos da época eram notáveis. Temos aqui um jogo em 3D disfarçado, ou seja como no primeiro Doom com gráficos em 2D muito bem representados. Pela primeira vez tivemos a oportunidade de ver um jogo da série utilizando o efeito aliasing, que utilizava pixels nas bordas dos objetos que ficavam transparentes a medida que iam separando o objeto do espaço, criando uma suavização. O resultado era uma resolução maior, e não tínhamos mais aqueles pixels estourados do antigo Doom. O fundo também ganhou efeitos especiais, como as nuvens que se moviam devagar, em um tom tenebroso.Além do mais, Doom 64 tinha uma atmosfera "dark" porém ao contrário dos novos, não era exatamente escuro, e tinha uma boa variedade de texturas pra um cartucho da época. Um dos efeitos mais legais era quando se dava um tiro com a shotgun e se via carregando os clips, muito bem trabalhado o gráfico da arma. O Cyberdemon também era muito bem construído e nem dá pra imaginar que são apenas sprites.  Dava medo só de encará-lo em um corredor.Cada inimigo do jogo original foi reconstruído aqui, e todos ficaram muito legais, com um aspecto demoníaco mesmo. Não foi poupado nenhuma representação de sangue, exemplo seria cortar um daqueles "cachorrões" com a motosserra, era sangue pra todo lado, e bem vermelho. Destaque também para as caveiras flamejantes que ficaram com um efeito muito legal. Provavelmente esse aqui chega a ser um jogo que dá mais medo que o original, em muitas partes escuras, a tela ficava meio azulada. Isso acontecia em várias partes do jogo. O céu e os muros ficavam com um tom amarronzado maior parte do tempo, meio que mostrando um mundo em ferro retorcido e sombrio. Velas e tochas podem ser vistas em vários lugares do jogo, e pode-se dizer que Doom 64 foi um dos primeiros jogos a utilizarem um efeito que é comum hoje em dia nas placas de última geração como o "glow", porém aqui é bem mais simples e simulado é lógico. O som que dava medo Ao contrário da versão original de Doom com aquele "hard rock" pesado, ou mesmo a trilha sonora re-arranjada da versão Playstation, em Doom 64 o que predomina é o som ambiente, traduzindo muito bem a proposta de mostrar um local claustrofóbico e infestado de monstros. A arquitetura do Nintendo 64 que suportava áudio estilo MIDI foi muito bem usada aqui. A música de abertura ainda ecoa pelas mentes de quem presenciou aquela época, mostrando um mundo sem muita esperança, em uma trilha de terror.Mesmo que eu goste da música na versão original, ela não traduz realmente a atmosfera de terror que era passado no jogo, e em Doom 64 esse clima está simplesmente perfeito. Talvez temos aqui um fator que influenciou os produtores no Doom 3 a utlizar apenas o efeito de som ambiente, pois nesta versão ela realmente ficou bacana. Eu recomendo a você jogar o game no escuro, com um bom fone de ouvido pra sentir o clima de horror.Os sons traduzem também a atmosfera: monstros gritando, grunhidos, choro de gente, tiros, o fogo estalando, entre outras coisas. Destaque para o som da pump-action shotgun, especialmente quando se acerta um demônio com ela. Jogabilidade do inferno Não houve nenhuma alteração brusca nos controles. Temos aqui 9 botões, o pad direcional e o analógico no qual movemos em quatro direções. Há o botão para o mapa (clássico foi preservado), um botão para mudar as armas e acessar portas e alavancas. Tem a opção de customizar cada botão, o que é muito bom. Todos os botões e suas consecutivas ações do personagem respondem perfeitamente bem, sem nenhum "lag". Quem teve a oportunidade de jogar versões toscas de Doom para outros consoles que foi citado nesse texto, sabe que um controle que responde perfeitamente bem como nesse caso, ajuda e muito na experiência e na diversão final do jogador. Controles que respondem tão bem como em Doom 64 só aumentam a satisfação e o replay do game, é uma pena que até hoje temos alguns FPS que não conseguiram ter a mesma experiência. Satã. satã ! A Nintendo parece que não fez nenuma menção em censurar o jogo. Provavelmente Doom 64 é o que tem mais referências satânicas em um jogo que é da marca Nintendo. Velas, cruzes invertidas, pentagramas inscritos no chão e nos cenários, entre muitas coisas, como os próprios demônios que eram pra lá de feiosos.Curiosidade, o jogo tem uma arma "laser" que não existe nos antigos jogos da série. Colecionando os três artefatos misteriosos do jogo, seu poder aumenta ainda mais. Quando seleciona ela pela primeira vez o personagem diz: "What the !@#%* is this!". Melhor que o original ? É uma pergunta difícil de responder. Eu joguei praticamente todas versões de Doom que já saiu, e gosto bastante deste aqui, assim como adoro também o original. A jogabilidade deste tem um balanceamento simplesmente perfeito, e a cada fase dá vontade de continuar jogando ainda mais, ao contrário de algumas fases chatas que haviam no original. É um Doom clássico porém melhorado com os efeitos que o Nintendo 64 tinha disponíveis na época. A Midway fez um trabalho brilhante em recriar cada pixel do jogo, e não simplesmente portar para o console da Nintendo, como fizeram outras empresas respectivamente para seus consoles. Doom 64 é uma obra prima do gênero, e merece respeito. Não consigo entender como várias revistas e até sites de renome malharam o jogo descaradamente. É um jogo que merece ser jogado por quaquer gamer "old school" ou hardcore gamer, ou mesmo quem apenas queira matar demônios ao estilo do original Doom. [...]

  4.  
    21 abril, 2006 | 19:38
     

    [...] O nosso herói sem nome agora tem nome, e se chama JOHN GRIMM  (KARL URBAN) e a única figura mais conhecida  seria o SARGE (THE ROCK). O filme tenta seguir o modelo de suspense do jogo DOOM 3, mas sem sucesso. [...]

  5.  
    Dark-Sub-Zero
    22 abril, 2006 | 23:42
     

    Achei legal a continuação, mais não diverte como o clássico Doom II, apesar disso gostei muito, exceto por um defeito, se o inimigo estiver caido no chão e você atiar nele, o inimigo EXPLODE! deveriam arrumar isso.

Deixe um comentário

(obrigatório)

(obrigatório)


Info para os users
Quebra de linha e parágrafos sao automaticamente colocados. Seu email nunca será mostrado. Por favor, pense antes de fazer um comentário.

Use os botões para customizar seu comentário.


RSS acompanhe os comentários na matéria. | TrackBack URI

 
 
 

últimos comentários

  • geysa: quero jogar Bully
  • Ricardo: Maravilha de show, ótima matéria, parabéns.
  • Nike: Eu encontrei algumas similaridades com Zelda (visão superior, itens e inimigos). No mais é um jogo divertido...
  • Nike: Ótima entrevista. Nunca tinha lido uma entrevista dele. Para idade, até que é um senhor bem lúcido. Se eu...
  • dinhowr80: kd o video p,comercial da axe que m em.
  • Tiago: Legal! Belos tempos juventude. ainda lembro janeiro 1996 meu colega na escola e eu fazer aposta qual consola...
  • Tiago: Foi emocionado relembrar passado dragon quest, na era de ouro 8 bits/16bit foi rpg mais vendido no japão....
  • kaue: tooooooodosssssssss qqqq ennntttraaaaaaaremmmmm nesseeeeeeee site nao entra mais esse negosio so...
  • Nike: Prefiro ela ao Kratos. :) Quanto ao jogo… bom , ainda não joguei. :)
  • Eduardo: NICEEEEEEEEEE

trackbacks:

 
usuários mais ativos no momento
  • lucas (6)
  • Nike (6)
  • washington (2)
  • valquiria (2)
  • Alucard (2)
  • ana carolina (2)
  • Diego (2)
  • Eduardo (2)
  • Tiago (2)
  • neto (1)
Video Games Blogs - Blog Top Sites Video Games blogs Top Video Games blogs blogaqui? Pingar o BlogBlogs
 

            Pensamento Gamer