
A novela por trás de Manhunt 2 foi grandiosa: primeiro o jogo não era nem ao menos cogitado como interessante, ao menos para quem não tivesse jogado a primeira versão, contudo, após a inesperada adversidade das entidades regulamentadoras quanto ao conteúdo do jogo, cedendo-lhe o rating AO (Adults Only 21+) e a conseqüente proibição do lançamento por parte da Sony e Nintendo até que atingisse ao menos o rating M (Mature 17+), tornou-se, instantaneamente, um sucesso. Mesmo após a Rockstar conseguir atingir essa marca, algumas entidades protetoras de crianças e adolescentes infernizaram a vida da produtora e uma versão do que seria o jogo sem cortes acabou vazando na internet. Apesar de tudo isso, o jogo sobreviveu, e deverá estar sendo lançado dia 31 de outubro (que assim seja) para Nintendo Wii, Playstation 2 e Playstation Portable.
O jogo, onde você é um louco, demente, doido de pedra mesmo, conta sua história de maneira diferente, criando situações de encontros e desencontros com o passado e presente, bem ao estilo do vídeo de “O Chamado” que dá dicas da história, mas de maneira realmente confusa.
Quem jogou a “versão sem cortes” deve ter se impressionado (e até entusiasmado) com o nível de violência. Para mim, que jamais havia jogado a primeira versão, o jogo reservou… surpresas. Sempre fui fã de jogos de violência, e esse jogo foi além, introduzindo aspectos de manipulação psicológica pesada. As CGs contando sua história de sofrimento e loucura, o jeito que seu personagem caminha, as falas inconseqüentes e fora de lugar, a formação do perfil de um homicida psicótico perfeito na execução dos assassinatos, aliado à trilha sonora perfeita e escalofriante geraram um clima sem precedentes que faz com você o que nenhum jogo deverá ter feito antes: se sentir o personagem e também sua ira.

Okay, mas, a que me refiro quando falo de violência no jogo?
Quer alguns exemplos? Pense como seria chegar por trás de uma pessoa com uma faca e cortar seu abdome e, em seguida, quebrar seu pescoço; ou então bater na sua cabeça com uma pá até que caia e depois colocar a mesma sobre seu pescoço o pisar nela, decapitando-a. Não está feliz com isso? Imagine sufocar essa pessoa com um saco plástico enquanto dá socos em sua cara ou prender essa pessoa numa mesa e furar seus olhos. Doentio? Talvez… Mas esses são apenas exemplos leves do que você confere em Manhunt 2, tudo ao som de berros realistas e pedidos desesperados de socorro e de uma chance para sobreviver que chegam a lhe arrepiar.

A maioria das cenas de violência explicita estão em CGs chamadas de DeathScenes e DeathStrikes, nelas, você usa algum equipamento em mãos ou próximo para cometer o assassinato. Como exemplo, no terceiro nível: “Sexual Deviants”, você mata um “caçador” com uma tampa de privada, batendo-a sem parar em sua cabeça enquanto ele geme e vomita sangue. No mesmo nível você mata um caçador e o decapita, posteriormente usando sua cabeça como um boneco de manipulação pelo visor da porta para poder entrar.
Mas a grande questão aberta por esse artigo é: O que mudou da versão Adults Only para a versão Mature?
Na realidade, a maioria das funções de “jogabilidade” foram mantidas em toda a sua glória. Violência, sangue e ataques com suas armas. Contudo, houveram algumas omissões infortunadas.
Logo acima comentei que a maioria das cenas de violência explicita e assassinatos cometidos por você no jogo aparecem em CGs, onde você usa suas armas ou objetos próximos para matar o inimigo de modo sanguinário. Pois é, o primeiro corte é o que se diz a ataques aos “paises baixos”. Perdoado do trocadilho estúpido, sigo, no jogo, você pode usar certas armas e atacar diretamente aos testículos do inimigo nessas seqüências fazendo-o cair gemendo no chão enquanto termina seu assassinato. Isso acabou, mas você ainda pode usar seringas, facas e outros objetos livremente.
O mais desapontante, porém, é o que relato agora. Enquanto na versão AO você via claramente todos os tipos horripilantes de assassinatos cometidos pelo personagem, na versão M, as animações mais, digamos, fortes, foram desfocalizadas com um terrível efeito de “Blur” de modo que você apenas poderá distinguir (na maioria dos casos) o que está sendo feito.

Não digo que isso tire a emoção do jogo, nem que tais cenas se arruinaram, fazendo das palavras dos redatores da IGN minhas “Apesar de tudo, elas continuam satisfatórias e divertidas”, apenas creio que, na versão de Wii, será, no mínimo, desapontante, pois você terá de fazer os movimentos sem poder ver seu personagem os cometendo.
De qualquer jeito, esse jogo é o mais bizarro no qual já pus as mãos e certamente, com ou sem cortes, vale muito a pena, portanto, é se preparar e jogar até não poder mais dia 31 de Outubro.








PS: esqueci de comentar. A versão holandesa do jogo será lançada sem corte algum, então, se quiser ver tudo compre de lá =) xD como põe emoticon d diabinho grrrr xD
Céus! hahahaah!!!
Eu acho que esse será um jogo necessário na minha pratileira! E eu achando que RE4 era coisa do demônio… To com medo só de ler o negócio! uahauhauhaua
Sério, acho que não tenho estômago pra esse jogo.Eu nem conseguia atirar nos cientistas em Medal of Honor, tinha que esperar eles tentarem atirar em mim.Agora sinceramente, esses estadunidenses são meio tapados por usar esse tipo de censura, borrando a imagem.Igual em clip de rap que um sujeito mostra um dedo e eles borram a imagem, como se não desse pra saber o que ele está querendo dizer.
nem curto esse tipo de jogo