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Call of Cthulhu: Dark Corners of the Earth

Postado por Grimreaper em terça-feira 26 setembro 2006 as 20:28
Arquivos sobre: Análises e Pc


Capa do jogo Ficha técnica Notas diversas
Call of Cthulhu: Dark Corners of the Earth
Uol Jogos: n/d
Plataforma: Pc / Windows
Gamesbrasil: n/d
Gênero: FPS
Finalboss: 7.9 (máx. 10)
Distribuidora: 2K Games, Bethesda
Gamespot: 7.9 (máx. 10)
Desenvolvedora: Headfirst Prod.
IGN: 7.8 (máx. 10)
Língua: Inglês
Famitsu: n/d
Data de Lançamento: 26/04/2006
Eurogamer: n/d
Notas GameHall
Gráficos
5.0
Extremamente simples, nota 5 pelos efeitos visuais e toda a ambientação do jogo
Som
8.2
Os sons são impactantes e causam até mesmo susto quando você está concentrado jogando
Jogabilidade
10
Os controles funcionam mesmo! Não falham e respondem que é uma beleza
Diversão
8.0
Boa história adaptada do livro, algumas partes memoráveis como a perseguição no hotel e as lutas contra os chefes
Originalidade
7.1
Fatores como o estado emocional do personagem são dignos de uma boa nota, pois tentam simular uma situação real
Geral
7.6
Vale a pena pela história e o clima de terror
Prós e Contras
+ H.P Lovecraft ROX!
+ Efeitos visuais representando o emocional s que afetam o gameplay
+ Som bem "tocha" e impactante
+ Ambientação lúgubre e sinistra
- Gráficos pra lá de ultrapassados
- Inimigos bem pouco espertos e com mira telescópica
- Faltou mais sangue jorrando
Veredito

Apague a luz e confira uma das adaptações do escritor de terror H.P Lovecraft. Apesar de ter gráficos fracos o jogo apela muito bem para os efeitos visuais e sonoros, criando um clima de terror, loucura e violência ao redor do personagem e aliado à puzzles bem feitos e criativos, Call of Cthulhu se mostra bem honesto no que ele apresenta, apenas uma história de terror com alguns elementos originais e só. Vale a pena uma jogada se você quiser variar um pouco no estilo FPS.

Imagens

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AOE III

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Configuração minima: Pentium III 800 MHz ou equivalente, 256MB de RAM, Placa 3D com 128MB, 2.0 GB no Disco Rígido, Directx 9.0c

Configuração recomendada: Pentium III 1.0 GHz ou equivalente, 512MB de RAM, Placa 3D com 128MB ou superior, 2.2GB no Disco Rígido, Directx 9.0c

Configuração usada: Athlon X2 4400, 2250MB de RAM DDR 400, Radeon X800XT, 2.2GB no Disco Rígido, Windows XP Media Center, Directx 9.0c

Análise por : Grimreaper em 26/09/2006

Crítica literária

Jogos baseados em obras de autores clássicos de terror são mais comuns vistos em adaptações para filmes. Os mais comuns que vemos são as obras de Stephen King, Clive Baker e H.P Lovecraft. Em jogos, temos o Undying que foi roteirizado pelo Clive Baker exclusivamente para o jogo, porém o mesmo saiu em uma época um pouco infeliz, em que a febre de FPS multiplayer imperava e os jogadores estavam vislumbrados com Dreamcast achando que Code Veronica era a melhor coisa em matéria de jogo de terror existente na face da Terra. Mas aqui não estamos para falar do Undying ainda, mas sim do Call of Cthulhu: Dark Corners of the Earth baseado na obra de H.P Lovecraft que envolve terror, suspense mistério e loucura. O jogo é da Bethesda, a mesma de Oblivion, e foi um daqueles que demorou muito pra sair, sendo reformulado desde as primeiras imagens em edições antigas da E3.

O jogo se passa nos anos 30, onde o seu personagem, um detetive particular chamado Jack Walters, é contratado para um estranho caso, envolvendo o desaparecimento de um funcionário de uma loja na cidade de INNSMOUTH. Depois de um incidente com uma seita religiosa anos atrás que acabou resultando no seu internamento por 2 anos, após sua recuperação, Jack começa a investigar somente casos e mistérios que envolvem o sobrenatural e o ocultismo. Chegando na cidade, ele fica sabendo que quem manda lá não são as autoridades nem a polícia, mas sim a misteriosa "Ordem de Dagon" que parece ir muito mais além do que apenas um culto religioso…

Call of Cthulhu é um FPS de suspense/terror/ação que possui algumas particularidades que DEVEM ser obedecidas à risca: jogar no escuro, e configurar o brilho do monitor exatamente de acordo com o recomendado no inicio do jogo. A ambientação é importante, faz com que o jogo se torne mais tenso e imersivo. Ter um bom sistema de som ajuda, de preferência 5.1 pra cima e colocar um volume razoável, utilizando recursos do som pocisional para a jogabilidade.

Porquê ter todo esse "ambiente" para jogar ? O jogo não apresenta gráficos next-gen e é até bem simples, senão dizer "datados" para um jogo de 2006. Apesar dos gráficos não serem um "OBLIVION" , ele trabalha muito bem os efeitos visuais e sonoros. Os efeitos aplicados reagem ao estado mental do personagem, de várias maneiras: perdas de foco da visão, tontura, vertigem… Todas as emoções do personagem são representadas por efeitos visuais, e sonoros. Em momentos de tensão/perigo o seu coração dispara, sua visão turva, respiração fica ofegante, dificultando a jogabilidade, simulando a tensão do momento. Por isso, jogar com um controle com vibração onde você possa sentir o coração acelerando é bem melhor que no mouse/teclado sem o efeito. A partir do momento em que o personagem se acalma, tudo volta ao normal. A ambientação é escura, com aspecto sujo e doentio, combinando bem o clima de perversidade do local. Os NPCs e inimigos são bizarros, todos com olhos saltados e brancos, alguns são normais, mas os membros da ordem de Dagon são caracteristicos assim, devido a uma "mutação" … Que se eu explicar é um baita spoiler.

O jogo usa o esquema de save points, é preciso achar algumas inscrições como pentagramas para salvar. A jogabilidade funciona de forma não linear no começo, fazendo-o andar pela cidade (não pense que é A CIDADE) mas faz você ir e voltar a lugares aos quais já passou, para depois seguir uma ordem mais linear, mistura os dois estilos.

Uma coisa caprichada é o som. O bom sistema sonoro é a alma do jogo. Sons de murros nas nas paredes, quebras de porta, gritos dos inimigos, seus sussuros de desespero. O jogo não tem música nas fases, para dar um ar mais sombrio ao jogo e aumentar a tensão do jogador. Em vários momentos durante suas andanças, visões de assassinatos, pessoas mortas aparecem, e constantemente você é observado por "algo", e até mesmo enxerga seu vulto passando perto de você.

O jogo dá a dica para o jogador: se exponha o mínimo de tempo possível a situações traumáticas, evite olhar muito tempo para cadáveres, cenas de morte etc… Pois seu personagem vai perdendo a sanidade e ficando louco, e quando ele fica exposto à menor tensão possível, pode vir a perder os sentidos, começar a sussurar palavras de desespero. Manter a sua sanidade mental é importante, pois o jogo fica bem mais difícil com seu personagem pirando na hora do perigo.

O jogo tem um sistema de dano localizado e cada vez que você se machuca, dependendo da intensidade e do local perde-se a mobilidade, ficando incapacitado de levar armas e sangra. No seu caminho você encontra maletas de primeiros socorros. Quando o personagem machuca é possivel ver quais as partes mais críticas e dar mais atenção a elas, dependendo de quantos kits de primeiros socorros estão disponíveis para você usar.

O jogo foca bastante no "stealth" ou seja a maior parte do tempo é necessário se esconder, e passar despercebido para evitar ser morto pelos inimigos. A maior parte do jogo você anda desarmado e enfrentar a ordem na mão é a mesma coisa que uma criança de 10 anos enfrentar o Mike Tyson. Fugir também adianta, mas o barulho atrai a atenção . Os inimigos não são muito espertos, eles vêem você, mas caso entre no mesmo canto escuro, ele surpreende e fala "ah ele fugiu" e volta a sua ronda robótica padrão. O quanto eles são burros são bons atiradores, pois com trabucos de 2 canos conseguem acertar você milimetricamente a uma distância enorme. Mais para frente começam a aparecer "Fishmans" ou homens-peixe, leais servos de Dagon, que vem na mão, mas são rápidos e resistentes.

O jogo tem momentos muito bons, como a sua perseguição no hotel. Quem leu o livro sabe que é perfeita, exatamente igual, e é uma das partes mais legais que já joguei. É aquela dificuldade progressiva, então se prepare para repetir várias vezes até aprender como passar dali. Você tem que trancar portas, empurrar armários, para impedir que a ordem te mate. Qualquer atraso ou demora pode ser fatal. A ordem é implacável e te desmonta de pancada ou fura de tiro. O jogo oferece alguns puzzles interessantes. Sim, muitas vezes para pegar objetos de quest para cumprir objetivos é indispensável saber ler e entender o bom e velho inglês. Muitas das maneiras de como destrancar cofres, e resolver puzzles são descobertas lendos os diários ou anotações que alguns NPCs que te ajudam na história deixam para você. Alguns são realmente BEM chatos de descobrir, os piores são os da combinação dos cofres. Ele não diz diretamente qual a sequência, mas fala "coloquei a senha a data de nascimento da minha filha, e o seu aniversário foi ontem, ela fez 12 anos começando à direita", basta somente ver a data do dia e fazer as contas e se acertar com o cofre. Tem alguns puzzles interessantes como o do sino da igreja e um nos subterrâneos que fazem você literalmente parar pra pensar. O único lance é que pessoas não muito adeptas do "ENGRISH" podem se bater e ter que apelar para FAQS nessas partes.

Em um determinado momento, seu personagem tem acesso às armas. Ae entramos na parte de ação do jogo, sendo que você passa no começo até mais ou menos uns 50% do jogo fugindo, agora é a vez de poder atirar um pouco nos cultistas de Dagon. As armas são: 38, pistola 9mm, escopeta 2 canos, rifle e SMG Thompson. Há também algumas armas melee para quem gosta de atacar na surdina, porém no inicio do jogo eu fugi e me escondi tanto que agora só quero pregar chumbo nos inimigos. Mesmo ficando mais "ação" ainda há as partes de puzzles e mais sequências legais como a fugir do Shoogot e enfrentar Dagon no navio da marinha. Sim, pelo menos o jogo tem chefes, e tem uma duração legal de gameplay.

Jogos de terror não são muito frequentes, ainda mais com boa estória como CALL OF CTHULHU, pra quem gosta do gênero, vale a pena jogar.


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3 Comentários para 'Call of Cthulhu: Dark Corners of the Earth'

  1.  
    27 setembro, 2006 | 1:22
     

    Boa análise, esse jogo só ficou com gráficos ruins porque foi feito pra multiplataforma, e pra rodar bem no Xbox !

  2.  
    Eremita Eremita
    27 setembro, 2006 | 2:44
     

    Esse jogo é uma vergonha…

  3.  
    Metarumano Birdman Metarumano Birdman
    30 setembro, 2006 | 12:12
     

    O gráfico realmente parece simplório, comparado com o que temos hoje… mas o que importa é a diversão… E eu como sendo um fã de Lovecraft.. Tenho que conferir isso..
    Eu fiquei pensando.. como é que íam fazer esse jogo?? Porque terror de verdade você não pode ter milhares de armas com munição quase infinita…hehehe.. Esse sistema de perder a sanidade só vale se você (o jogador) perder um pouco a sanidade enquanto joga…hehehe Lendo os livros do Lovecraft a narrativa te ajuda um pouco se você quiser, não tanto quanto a um certo livro que achei uma vez…hehehe

    Indicação de outros jogos baseados nas Obras de Lovecraft… tem o “Prisoner of Ice” para o PC, um adventure Gráfico legalzinho… E tem O “El Viento” do Megadrive, nele você enfrenta o Hastur.. Tem outros mas de cabeça só me lembro desses..

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