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Brutal Legend

Postado por Alucard em segunda-feira 26 outubro 2009 as 21:01
Arquivos sobre: Análises e Playstation 3 e Xbox 360



Brutal Legend

um dos jogos mais inovadores e divertidos da atualidade

 Brutal Legend

  

Se você possui um Playstation 3 ou um Xbox360 ou curte um heavy metal, aqui está um game que nós da Gamehall recomendamos: Brutal Legend. O game foi produzido pela novata Double Fine Productions e distribuído pela Eletronic Arts. Até rolou uns probleminhas judiciais entre a Double Fine e a Activision, que era para ser a distribuidora original, mas acabaram entrando em um acordo e a EA ganhou o grande prêmio.

Tim Schafer é a mente criativa por trás de Brutal Legend, que segundo o próprio diz ter criado o game baseado em suas próprias experiências musicais. Schafer é um velho conhecido dos gamers veteranos, trabalhou por mais de 10 anos na LucasArts e é famoso por suas habilidades criativas de se contar histórias com sacadas geniais de humor escrachado. Em seu currículo consta games clássicos de peso, como Maniac Mansion: Day of the Tentacle, The Secret of Monkey Island, Full Throttle e Grim Fandango. Se você já jogou qualquer um desses sensacionais clássicos (e caso não tenha, eu mais que recomendo que o faça) sabe bem que o ponto forte deles é justamente um enredo extremamente criativo e cômico, com diálogos memoráveis (como esquecer o treinamento de espadas de Monkey Island?). E Brutal Legend não é diferente, conta com um roteiro criativo e diálogos sensacionais muito divertidos.

Mas além da genialidade de Schafer, o game conta com participações super especiais. O personagem principal é dublado por Jack Black, um dos melhores comediantes da atualidade e que está impagável em seu personagem (que até possui uma aparência inspirada em Black). Além dele temos também "O Príncipe das Trevas" Ozzy Osbourne em pessoa; Lemmy Kilmister do Motorhead; Rob Halford do Judas Priest; a diva loira do hard rock dos anos 80 Lita Ford e outras celebridades como o ator Tim Curry e Kyle Gass, parceiro de Jack Black em sua banda Tenacious D (sim, ele tem uma banda, caso você não saiba – tem até um filme sobre Tenacious D, é bem louco).

Ainda não se convenceu que o game é bom? Ainda tem mais, além de tudo isso (parece até aqueles comercias do 0800) você leva na trilha sonora do game incríveis 107 músicas de heavy metal de 75 bandas diferentes, escolhidas a dedo por Tim Schafer e Emily Ridgway, diretora musical do game. E pode confiar, os dois têm bom gosto, só musicão para a alegria dos fãs de Metal!

Continue lendo nossa análise e confira o que mais Brutal Legend tem a oferecer. LET´S ROCK \m/

 

Brutal Legend

 

Viva o Deus Metal

Saca só o que a mente maluca de Schafer criou para nós. A história é centrada em Eddie Riggs (batizado em homenagem ao mascote do Iron Maiden e Derek Riggs, o artista que criou Eddie) que é o melhor roadie do mundo para a pior banda de "heavy metal" (o som deles é uma salada mista), Kabbage Boy. Se você não sabe o que é um roadie, aqui vai uma rápida explicação: sabe aquele cara, geralmente vestido de preto, que fica escondidinho no palcoEle é o roadie, que está ali para ajudar a banda, para carregar instrumentos, arrumar microfones, seguram os fãs mais ousados, arrumam amplificadores, montam e desmontam o palco, fazem de tudo, só não se divertem com as groupies (talvez alguma feiosa que ficou de lado), "trabalho" que os rockstars fazem questão de fazer. Enfim, o roadie é o fiel escudeiro de uma banda que geralmente ninguém conhece.

Eddie está desiludido por trabalhar em uma banda que só se importam com a sua aparência, esquecendo o verdadeiro espírito do Metal (será uma crítica de Schafer para as músicas da atualidade?). Mas isso tudo muda quando Eddie vai salvar um dos seus chefes de um acidente no palco. Ele é atingido por uma parte do palco que caí e é transportado para outro mundo, criado pelo Deus do Metal (e viva o Massacration!). De acordo com a mitologia do game foi Ormagoden, A Besta de Fogo, O Incinerador dos Céus quem criou esse mundo.

Aqui os humanos são escravizados por Doviculus (dublado por Tim Curry) e seu seguidor humano do glam metal, General Lionwhyte (dublado por Rob Halford – ironicamente com um cabelão poodle cheio de laquê). Do outro lado, lutando contra a tirania de Doviculus, há um pequeno grupo de resistência a quem Eddie se junta, formado por Lars Halford (que mais parece Joe Elliot, do Def Leppard ou ainda Dave Mustaine do Megadeth), sua irmã Lita e Ophelia, por quem Eddie tem um interesse amoroso. Mais tarde junta-se ao grupo Kill Master (dublado por Lemmy Kilmister e com a cara dele), o motoqueiro Fire Baron (também dublado por Halford), a amazona Rima (dublada por Lita Ford) e também ajudando Eddie com os seus equipamentos, o Guardian of Metal (dublado e personalizado por Ozzy Obourne).

Esse mundo possui um visual fantástico e fantasioso, com criaturas e seres bizarros, magia, espadas e tudo o mais, misturado com elementos do heavy metal, como personagens com roupas de couro, cabelões, tatuagens, carros tunados, motoqueiros, garotas em roupas exóticas, headbangers e muitos outros detalhes que qualquer um que conheça o universo metaleiro vai se divertir reconhecendo no game – e pode acreditar, as referências são infinitas. É nesse cenário de pura fantasia (que lembra um pouco o anime Bastard, por suas referências ao rock) que Eddie será visto como o "escolhido", que será ele o salvador do destruidor de mundos Doviculus. E aí começa a sua aventura que será cheia de altos e baixos, revelações fantásticas, momentos cômicos, drama, romance, traição e muita, muita ação.

Brutal Legend

Gráficos brutais e épicos

Brutal Legend não tem gráficos inovadores ou revolucionários como os de Uncharted 2 (leia nossa análise aqui), mas são muito bem feitos e estão de acordo com a atmosfera "medieval-metaleira" do game. Os cenários são bem construídos e não são repetitivos, são bonitos e estilizados, com grande destaque para as arquiteturas do universo metal. As personagens são expressivas e detalhadas e possuem um design muito bem feito, com vestimentas típicas do universo metaleiro. Há várias cutscenes durante o jogo que ajudam no desenrolar da trama. Claro, existen vários bugs e texturas mal feitas, mas isso acaba ficando em segundo plano devido à criatividade em que tudo foi feito.

Soma-se a isso uma fantástica trilha sonora composta de 107 músicas de 75 bandas diferentes, muitas delas clássicas do metal como Ozzy Osbourne, Manowar, Megadeth e Slayer, além de trilhas originalmente compostas pelo "mago" game composer Peter McConnell, autor de várias trilhas sonoras da LucasArts como Grim Fandango, Full Throttle, vários games Star Wars e muito mais.

Quanto às dublagens, certamente existem muito poucas reclamações aqui. Jack Black está impagável encarnando Eddie Riggs com diálogos hilários e divertidos. Não só ele como todos os outros personagens estão de parabéns, incluindo as lendas do metal Ozzy Osbourne, Rob Halford e Lemmy com seus respectivos personagens. Tim Schafer mostra porque é conhecido como o mestre da diversão, criando diálogos e situações inspiradíssimos, cheios de sacadas geniais recheados de gírias e palavrões em alto e bom som. Se o seu inglês está meio capenga, ainda tem tempo de fazer um cursinho de inglês, com certeza vai valer a pena.


Confira a lista de músicas do game:

 "A Serpentine Crave" - Bishop of Hexen
"Ad Noctis" – Rotting Christ
"Am I Evil?" – Diamond Head
"Angel Witch" - Angel Witch
"Angels Don’t Kill" - Children of Bodom
"Assault Attack" – Michael Schenker Group
"Back at the Funny Farm" - Motörhead
"Battle Angels" – Sanctuary
"Battle Hymn/One Shot at Glory" – Judas Priest
"Believer" – Ozzy Osbourne
"Betrayal" – Lita Ford
"Birth of the Hero" – Tvangeste
"Blackout" – Scorpions
"Blitzkrieg" – Deathstars
"Bomber" – Girlschool
"Breadfan" – Budgie
"Cathode Ray Sunshine" – Dark Tranquillity
"Children of the Grave" – Black Sabbath
"Crack the Skye (Instrumental)" – Mastodon
"Cremation" – King Diamond
"Cry of the Banshee" – Brocas Helm
"Dawn of Battle" – Manowar
"Deadly Sinners" – 3 Inches of Blood
"Destroy the Orcs" – 3 Inches of Blood
"Diary of a Madman" – Ozzy Osbourne
"Die For Metal" – Manowar
"Dr. Feelgood" – Mötley Crüe
"Drink the Blood of the Priest" – Brocas Helm
"Fast as a Shark" – Accept
"For the Glory Of" – Testament
"Free Your Hate" – KMFDM
"Frost" – Enslaved
"Girlfriend" – Kabbage Boy
"God of Thunder" – Kiss
"Goliaths Disarm Their Davids" - In Flames
"Hall of the Mountain King" – Savatage
"Her Ghost in the Fog" – Cradle of Filth
"High Speed Dirt" – Megadeth
"Holiday" – Scorpions
"Ignisis Dance" - Wrath of Killenstein
"In the Black" – Motörhead
"Insomnia" – Dark Fortress
"Kickstart My Heart" - Mötley Crüe
"Lay It Down" – Ratt
"Leather Rebel" – Judas Priest
"Live Wire" – Mötley Crüe
"Loke" – Enslaved
"Love Dump" – Static-X
"Machine Gunn Eddie" – Nitro
"March of the Crabs" – Anvil
"Marching Off to War" – Motörhead
"Master Exploder" – Tenacious D
"Murmaider" – Dethklok
"Metal Church" - Metal Church
"Metal Storm/Face the Slayer" – Slayer
"Metal Thrashing Mad" – Anthrax
"More Than Meets the Eye" – Testament
"Mr. Crowley" – Ozzy Osbourne
"Mr. Scary" – Dokken
"Narita" – Riot
"Never Say Die" - Black Sabbath
"Nightstalker" – Cloven Hoof
"No Love Lost" – Carcass
"Oblivion (Instrumental)" – Mastodon
"Overnight Sensation" – FireHouse
"Painkiller" – Judas Priest
"Progenies of the Great Apocalypse" - Dimmu Borgir
"Pure Evil" – Iced Earth
"Queen of Desire" – Ostrogoth
"Queen of the Masquerade" – Crimson Glory
"Riding the Storm" – Running Wild
"Rip the System" – KMFDM
"Road Racin" – Riot
"Rock Bottom" – UFO
"Rock of Ages" – Def Leppard
"Skeleton on your Shoulder" - Coroner
"Snap Your Fingers, Snap Your Neck" - Prong
"So Frail" – Mirrorthrone
"Soul Thrashing Black Sorcery" - Skeletonwitch
"Stigmata" – Ministry
"Still of the Night" – Whitesnake
"Sulphur Injection" – Apostasy
"Superbeast" – Rob Zombie
"Swords and Tequila" - Riot
"Symptom of the Universe" - Black Sabbath
"Tag Team" – Anvil
"Technical Difficulties" - Racer X
"The Axeman" - Omen
"The Beautiful People" – Marilyn Manson
"The Hellion/Electric Eye" - Judas Priest
"The Metal" – Tenacious D
"The Somber Grounds of Truth" - Bishop of Hexen
"The Wild and the Young" – Quiet Riot
"Thieves" – Ministry
"Through the Fire and Flames" – DragonForce
"Thus Spake the Nightspirit" – Emperor
"Tornado of Souls" – Megadeth
"Warriors Dawn" – Slough Feg
"(We Are) the Road Crew" – Motörhead
"Welcome Home" – King Diamond
"Wheels of Steel" – Saxon
"When the Night Falls" – Iced Earth
"Witches" – Candlemass
"World of Hurt" - Overkill
"Y.R.O." – Racer X
"Youth Gone Wild" - Skid Row
"Zoom Club" – Budgi

Caía na estrada em sua turnê

O jogo é de ação em terceira pessoa com alguns elementos de estratégia em tempo real, a câmera fica posicionada atrás do personagem o tempo todo, enquanto você explora esse novo mundo andando ou em seu carro estiloso "Deuce". Eddie usa como armas um machado mágico chamado "Separator", ideal para ataques frontais ou ainda a sua guitarra Flying V "Clementine", que ataca à distancia através de magia. As duas armas, assim como o seu carro, podem ser melhoradas com novos itens, que você compra com o Guardian of Metal, personalizado por Ozzy (e sempre com ótimas frases). 

Os comandos são simples e respondem rápido, mas fica registrada aqui uma crítica: Eddie não pula! Pois é, o personagem principal não tem opção de pulo, o que as vezes incomoda bastante, sendo necessário usar o carro para alcançar lugares mais altos. E falando nisso, você pode "chamar" o seu carro através de solos de guitarra, que será muito útil para explorar o imenso mapa. Essa técnica lembra bastante a ocarina em Legend of Zelda Ocarina of Time. Ele também possui um rádio para que você possa trocar as músicas, que você vai encontrando enquanto explora o mapa. 

 

Brutal Legend

 Brutal Legend

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 Brutal Legend

 Brutal Legend

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 Brutal Legend

 Brutal Legend

  

Você pode realizar outros solos que possuem várias funções, como para atacar os inimigos ou chamar os seus aliados. São 23 missões ha história principal e mais 30 em sidequests que você pode escolher fazer ou não, que vão desde enfrentar hordas de inimigos a entregar cerveja na praia. Os elementos de estratégia ficam por conta do exército de headbangers liderados por Eddie, que com comandos pode mandá-los atacar inimigos ou defender uma determinada área. Claro que não é nenhum World of Warcraft, mas é uma excelente adição à mecânica do jogo. O jogo tem cerca de 15 horas de jogatina, mas que pode aumentar com as missões extras, os upgrades e os vários itens espalhados pelo mapa para serem encontrados.

É possível ainda jogar online, que não é perfeito, mas é divertido e bem vindo. Você controla o seu exército de roqueiros contra as tropas inimigas, devendo proteger o seu palco e atacar o do inimigo. Não há muita estratégia, é tudo mais focalizado na ação com vários personagens se quebrando na tela que vai valer gastar mais umas horas jogando nesse modo.

 

Conclusão: Brutal Legend é, acima de qualquer coisa, um tributo ao heavy metal e ao o que ele representa no cenário musical. Tim Schafer conseguiu unir dois universos, o da fantasia medieval e o do heavy metal, de maneira magistral. E fez isso não criando um game com aspectos técnicos de última geração, mas sim com personagens carismáticos e situações divertidas, que prendem a atenção do jogador, que o fazem rir nas partes cômicas ou ficar tenso nas dramáticas, coisa que hoje em dia não é todo o game que consegue. Se você estava com saudades de jogos com histórias inovadoras como Monkey Island, Day of Tentacle ou Full Throttle pode ir fundo em Brutal Legend, que possui toda a essência desses clássicos de uma nova maneira. Um visual bacana, trilha sonora perfeita, história e diálogos inspirados, uma ótima dublagem, ação e muita diversão te aguardam nesse game. Possui algumas falhas técnicas sim, mas o jogo é tão imersivo que você nem vai notar e no final é uma aventura épica recomendada a qualquer aspirante a roadie. Você metaleiro com certeza vai adorar esse game como a um Deus do Metal. E se você não curte muito esse gênero musical, não se preocupe, também vai se divertir com o game, apesar de provavelmente não captar todas as suas piadas e referências. Se você achava que o metal estava morto, Brutal Legend está aí para provar o contrário. \m/

Análise por Alucard

 

"DECAPITATIOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOON"


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5 Comentários para 'Brutal Legend'

  1.  
    26 outubro, 2009 | 21:17
     

    [...] This post was mentioned on Twitter by GameHall, Guri de Apê. Guri de Apê said: [GameHall] Brutal Legend http://bit.ly/4yvYsv [...]

  2.  
    27 outubro, 2009 | 3:27
     

    Social comments and analytics for this post…

    This post was mentioned on Twitter by GameHall: Brutal Legend – http://tinyurl.com/ykz32j5…

  3.  
    Dark Schneider Dark Schneider
    27 outubro, 2009 | 20:02
     

    AAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHH, BASTARD APAVORAAAAAAAA!!!!

  4.  
    Mayk Mayk
    29 outubro, 2009 | 19:49
     

    Achei muito legal esse jogo, eu não joguei ainda, mas pelas análises que já li, inclusive esta, parece ser muito bom mesmo. O que mais chama a atenção é o apelo do jogo em trazer de volta a verdadeira essência do rock metal, o que de fato já está 90% perdido no mundo de hoje, infelizmente, e gostei bastante do ideal que o jogo tentar passar. No mais, os outros aspectos do jogo o deixaram realmente imperdível pra quem gosta mesmo do gênero e do rock metal legítimo, pricipalmente no que diz respeito às dublagens e aos personagens em si, como já ressaltou a análise. Um jogo bem divertido, com uns deslizinhos aqui e alí, mas que certamente não pesará na diversão final que o jogo proporciona.

  5.  
    13 novembro, 2009 | 13:21
     

    Porra, esse jogo vai ser do caralho, tô doido pra que lance pra PC, e o que eu achei mais foda é que, não só a essência do Heavy Metal foi salva, mas tbm a do Metal EXXXXtremo, e o jogo veio para matar todos os Emos e Posers!

    SLAYEEEEEEEEERRRRRRRR

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