| Capa do jogo | Ficha técnica | Notas diversas |
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Prós do game: Sistema de jogo extremamente viciante; excelente longevidade; estória te prende do começo ao fim; vários extras. Contras do game: Gráficos simples demais; trilha sonora não é das melhores; alguns problemas com a câmera. |
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| Análise por : GoDLiKe em 21/03/2006 |
Para quem não sabe, a Sega adquiriu os direitos de produzir jogos baseados nas obras de Osamu Tezuka, considerado o “Deus do mangá”, já que ele foi o criador do mesmo. Entre suas várias obras de sucesso, está Dororo, uma história que fala sobre um samurai, Hyakkimaru, que perdeu 48 partes de seu corpo para reviver os demônios. Seu pai é que permitiu isso, para poder ganhar em troca um enorme exército e, assim, unificar o Japão e também dominar o mundo, já que esse é o seu desejo. Quando mais velho, o jovem samurai parte em busca desses monstros para recuperar sua “humanidade”.
E, durante uma de suas aventuras, encontra Dororo, uma garota que estava com grupo de pessoasl que Hyakkimaru salvou de um ataque de monstros. Ele deseja se tornar forte, pois todos o zombam, já que ela é pequena e fraca, e como vê que seu mais novo amigo é forte, decide acompanhá-lo em sua jornada. E o jogo é totalmente fiel à estória.
Demônios, devolvam meu corpo!
O jogo começa bem estranho. Inicialmente, é tudo bem preto-e-branco, já que Hyakkimaru precisa de seu olho esquerdo para poder enxergar colorido. Cada parte de seu corpo recuperada têm alguma influência no personagem, sempre o melhorando em algo, como nos atributos. Algumas dão novas habilidades, como o Dash, e isso acaba se tornando o maior atrativo do jogo.
As missões geralmente consistem em ajudar alguém e, no final, descobre-se que há algum demônio por trás disso e, matando-o, você ganhará uma parte de seu corpo. Mas não pense que o jogo fica só nisso, longe disso.
I´m Dororo, the greatest thief in the world!
Blood Will Tell têm talvez um dos sistemas de jogo mais viciantes de todos os tempos. São vários os comandos, combos, enfim. Um bem útil, que é aprendido no tutorial (logo no começo), é o comando feito com o R1 pressionado. Hyakkimaru irá empunhar a espada, e depois de um forte brilho, basta soltar o botão e ele fincará no inimigo. Aí aparecem combinações de botões na tela, e estas devem ser feitas, com um tempo. Se durante o combo você matar o personagem, pode-se escolher entre continuá-lo ou apertar triângulo para um golpe avassalador e logo depois, ver uma cena do herói fazendo pose e falando algo, como em Shinobi. Também temos os Spirit Attacks, ou “especiais”, como costumamos falar. São ataques que podem ser usados quando a barra azul, que se localiza embaixo da de energia, se enche. Assim, basta apertar quadrado + triângulo para usá-lo. Avançando no jogo, você vai ganhando vários deles. Inicialmente, temos um em que Hyakkimaru sai dando espadadas de diversas formas. Nem preciso dizer que é bom você guardá-los para os chefes, ou quando está encurralado por dezenas de monstros. Depois de gasta, ela enche à medida que você sai metendo porrada. Além destes, temos a metralhadora, acionada com R1, e que têm balas limitadas, e o canhão, com R2, que também têm tiros limitados, e são igualmente úteis contra chefes.
Muitas vezes controlamos também Dororo, o que muda bastante a jogabilidade. Ela (sim, ela!) é bem mais fraca (se bem que consegue matar os inimigos mais facilmente), e, tirando seus projéteis (você começa com pedras, que são infinitas, depois vai ganhando outros), só consegue atacar de perto, com seus socos e chutes. Como ele não ganha níveis, pois não usa armas (tirando os já mencionados projéteis), você ficará mais correndo dos inimigos do que lutando.
Vários itens também são encontrados na jornada, como os bolinhos de arroz, que recuperam sua energia. As bolinhas verdes, as Jyukai Medicines, quando se têm 100, ganha-se mais uma vida, o que é muito útil quando você está quase matando aquele chefe difícil e, por descuido, acaba morrendo, tendo de começar de novo. Quando você têm uma vida a mais, mesmo pegando-os, não mais somarão. Eles só valerão novamente quando você tiver de gastar essa vida extra, ou seja, nada de moleza.
Sempre quando ambos entram em ação, basta conectar o segundo controle para que 2 jogadores participem, o que aumenta a diversão e ajuda bastante em partes difíceis. O problema para o 2° jogador é a câmera, pois ela tende a dar destaque ao 1°, mas basta apertar O que automaticamente Dororo aparece do lado de Hyakkimaru. Ah, e avisando, sempre o 1° jogador controlará Hyakki e, o segundo, Dororo.
Tecnicamente fraco
“Honrando” os jogos da Sega para o console, Blood Will Tell têm gráficos bem simples. Os personagens principais são passáveis, até os inimigos eu diria, mas os cenários são pobres, com texturas embaçadas. Os prédios e tudo mais são bem-feitos, porém possuem serrilhados e flickers a todo momento. Muitas vilas também são bem parecidas, todas com casas pequenas, sem muitos detalhes, e terreno idêntico, com blur. As explosões, ataques de Hyakki e demais efeitos são bons, mas nada que impressione.
Na “preguiça” de fazer muitos inimigos diferentes, alguns apenas diferenciam-se pela cor, alterando pouco seu visual, e tendo um ou outro ataque diferente, mas isso não chega a incomodar. A vantagem de ter essa engine é que muitos personagens podem aparecer ao mesmo tempo na tela, como em algumas partes que me encontrei enfrentando cerca de 20 inimigos de uma só vez, sem slow algum. As cenas de história possuem gráficos in-game e, em algumas partes, cenas em CG, que são maravilhosas! Uma das melhores que já vi no console. A de introdução então, belíssima, exibindo Daigo e sua cavalaria. Algumas também exibem ilustrações com texto, contando mais da história, como as que contam mais do passado de Hyakkimaru.
Blood Will Tell ainda oferece algumas opções extras, como uma Enciclopédia, onde são exibidos todos os montros e demônios já derrotados. Têm também a opção Movies, onde todas as cutscenes que você já viu podem ser assistidas novamente. Fora isso, existem opções secretas que só serão destravadas após o término do jogo.
Finalizando
Blood Will Tell é um jogaço de ação imperdível. Depois de um bom tempo em produção, apesar de fraco nos gráficos e som (ao menos as dublagens são excelentes), fomos recompensados em todo o resto. Estória perfeita, personagens cativantes, ação viciante e um bom número de extras. Ponto para a Red!







É… este é um dos poucos bons jogos da Sega para a atual geração…
esse jogo nao tem detonado Blood Will Tell eu estou procurando se vc tem pode me mandar pro meu e mail
estou tambem procurando do retorno da mumia