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Você lembra de System Shock?
É, aquele jogo de aventura cheio de elementos de RPG que foi lançado em 1999 para PC e depois teve sua versão de Dreamcast cancelada. Pois bem, não é que a Irrational Games foi lá atrás buscar essa série e a transformou em algo completamente novo?
Nem precisa fazer muito suspense, é claro que estou falando de Bioshock, um dos jogos mais aguardados desse ano, que chegou com versões para PC (claro) e também para Xbox 360. Eu geralmente gosto de enrolar um pouco antes de começar a escrever sobre um jogo. Não que eu fique “literalmente” enrolando, mas é que eu gosto de fazer alguns comentários, como esse. Acontece que,após jogar Bioshock há poucas horas atrás, eu tenho tantos detalhes para contar que é melhor começar falar logo dele!

Rapture
O jogo se passa em 1960 em uma grande metrópole localizada em baixo da água, chamada "Rapture". Construída em 1946 por Andrew Ryan, Rapture foi desenvolvida para ser totalmente auto sustentável, com toda eletricidade, produção de alimentos, purificação da água e sistema de defesa vinda das entradas vulcânica embaixo da água.
Choque Biológico
Bioshock é um jogo de exploração e tiro em primeira pessoa (assim como seu inspirador), e conta uma história misteriosa envolvendo um laboratório genético remanescente da Segunda Guerra Mundial, local onde corpos começam a aparecer por todos os lados. Pensou em Biohazard? Quase isso…
Depois de algum tempo, esse laboratório foi desativado e apenas recentemente voltou à ativa, para pesquisas secretas envolvendo experimentos biotecnológicos. Sinistro né?
Não vou me prender muito ao enredo, porque sempre tem aquele que fala: “Poxa, o cara ta dando spoilers”, então vou me limitar a dizer que o desenvolvimento da trama é algo fantástico, contado por acontecimentos dignos de cinema – coisa de qualidade mesmo.
Só para vocês terem uma noção: logo no começo você está sozinho no meio do mar, sobrevivente a um aparente acidente, e então você nada até a terra e entra no laboratório. A cena de “introdução” não é nada amigável e mostra o real clima de tensão e horror do jogo. Está certo, parei por aqui.

Anda, assusta e atira!
Bioshock é um jogo como Half Life. Ele também possui inimigos estranhos que lembram zumbis, possuídos pelo estranho poder que foi criado através das manipulações genéticas, mas que na verdade estão mortos. Bioshock ainda tem um incrível sistema de “magia” (que vamos entender logo logo), assim como tantos jogos de fantasia.
Olhando por esse lado, você pode imaginar: “Ah, então esse jogo é mais um enlatadinho…” Se você pensou isso, pode parar de ler, e começa de novo sem isso na cabeça.
Bioshock pode parecer algo completamente comum ao ser lido ou até mesmo visto em fotos e vídeos, mas ele é incrivelmente inovador e diferente desses games que acabaram servindo como referência para descrevê-lo.
Vamos falar um pouco de como se joga essa belezinha. Logo no começo o jogo te dá sua primeira arma: uma incrível chave inglesa. Não sentia essa sensação engraçada de matar monstros com ferramentas de mecânico desde o pé de cabra de Half Life, em 1998. Mas fique tranqüilo, ao contrário de Call of Cthulhu, momentos depois outros tipos de armas já aparecerão, como um revolver e depois metralhadoras, shotguns e muitas outras.
Nem precisa dizer que o sistema de jogabilidade com elas está perfeito, não é mesmo? Assim como em outros ótimos jogos lançados ultimamente (sem exemplos para não fazer injustiça aos esquecidos), a jogabilidade de Bioshock com armas de fogo é o que eu chamo de F3: solta, fácil e funcional.
Não entendeu o porque “F3” se só tem duas palavras com “F”? Pense em outra que possa substituir o “solta” e que não poderia entrar nesse texto. É exatamente essa sensação que dá ao estar jogando e ver como tudo funciona.

Injeta o liquido e, cabum!
Se não bastasse a perfeita jogabilidade com armas de fogo, Bioshock ainda é premiado com um incrível sistema de alquimia biotecnológica. Não entendeu? É o tal sistema de “magia” do qual tinha me referido anteriormente, chamado de "Plasmid".
Seu personagem, logo no início, injeta um liquido de cor estranha em seu próprio corpo, e acaba ganhando força para utilizar magias.
Pode parecer apenas um clichê para introduzir algo de fantasia no jogo, mas acredite: Isso é incrivelmente ligado ao enredo. Tão ligado, que se torna até natural o uso das técnicas mais absurdas durante a jogatina.
A sua primeira “magia” é uma onde você pode paralisar os inimigos, ou até mesmo poder atacar energia elétrica em regiões com água (que não são poucas, partindo do princípio que o laboratório é subterrâneo) e eletrocutar vários inimigos ao mesmo tempo. Isso é divertido, podem ter certeza.
Existem muitas dessas magias durante sua aventura, e você vai encontrá-las sempre em umas máquinas sinistras, com imagens de duas garotinhas sorrindo. Nessas máquinas ao você adquirir um novo “poder” bioquímico, uma animação muito bacana mostra a função dele. Essas animações são completamente engraçadas, e ao mesmo tempo se encaixam com toda a temática de Bioshock. Como eles conseguem fazer isso o tempo todo?!
Mas não tem como falar de magias e não lembrar do poder de telecinésia. Com essa maravilha, seu personagem é apto para fazer qualquer objeto dos cenários (que não são poucos) levitarem e depois serem atirados para qualquer direção, usando simplesmente um botão.
O grande barato disso é poder fazer as bombas que alguns inimigos atiram em você pararem no ar, e depois fazê-las voltar contra eles.
Zumbis + Mergulhadores = Bichos bem esquisitões
Um bom game precisa também de bons e criativos inimigos. Lembra quando eu disse que os inimigos em Bioshock pareciam zumbis ou possuídos? Esqueça, eu menti. Eles são bem piores que isso.
Imagine você andando em um canto do cenário todo tranqüilo, até que de repente uma “mulher” com roupas ensangüentadas, um pedaço de ferro na mão e uma máscara de coelho (!!!) pula em cima de você! Pois é, isso não será algo difícil de acontecer.
Algo estranho (muito estranho) ocorreu naquele laboratório, e seres mais estranhos ainda vagam por lá. Além de semi-humanos, você ainda encontra espécie de alquimistas, que ficam jogando bombinhas de São-João em você (lembra da telecinésia? Contra esses alquimistas funciona muito bem) e uns grandalhões com roupas de mergulho da década de 50 com britadeiras em uma das mãos. Esses dão trabalho de se derrubar.
Os grandalhões são os "Big Daddyes", e aparecem com muita freqüência depois que você destrincha a primeira parte do jogo. Eles são guardiões das “Little Sisters”, pequenas crianças também dominadas por esse estranho experimento do laboratório, que você pode libertar ou sacrificar para ganhar algumas vantagens. A grande sacada do jogo é o tal poder, denominado de ADAM, que você precisa dele para melhorar seu personagem além dos poderes. Sacrificando as Little Sisters você ganha mais ADAM que o normal, (e elas viram um patê de fígado, faça o teste). Mas se você sacrificá-las, mudará o final do jogo, e fará o final ruim. Se você salvá-las, além de ítens que elas deixam pra você, ainda tem a chance de ver o final real do jogo.
Os produtores fizeram essa boa sacada, e deixaram o jogador escolher pelo "caminho do bem e do mal".

Compra, gasta e hackeia
Bioshock ainda tem espaço para mais idéias que caíram perfeitamente no sistema de jogo. Uma dessas idéias são as máquinas que vendem itens. Como assim? Lembra de Dino Crisis (é, aquele jogo do dinossauro e da ruivinha Regina) onde você tinha alguns pontos onde você podia comprar itens e munições com o dinheiro ganho dos inimigos? Pois bem, em Bioshock é quase assim.
Ao derrotar qualquer inimigo, você tem a chance de revirar o corpo para buscar itens e dinheiro. E em praticamente todo objeto do cenário, a mesma coisa pode ser feita.
Essas máquinas vendem vários tipos de coisas, desde itens para recuperar sua vida e energia das magias, a até mesmo algumas habilidades especiais atreladas às suas armas.
Mas se você achar que os preços estão muito salgados, basta hackear a máquina. Sim, ao tentar hackear você entra em uma espécie de puzzle, onde deve colocar os canos em seqüência antes que a água passe entre eles. Fazendo isso, você ganha vantagens em preços, acessos a áreas escondidas e pode até mesmo fazer robôs inimigos ficarem do seu lado e te ajudar por um bom tempo.
Algo bacana de se citar é que o jogo pode ser salvo a qualquer momento, característica muito famosa nos jogos de PC, que dessa vez ainda se estendeu para os consoles de mesa da Microsoft e da Sony. Bem que poderia virar moda.

Vai buscar o queixo…
Agora hora de babar o ovo e segurar o queixo. Vamos falar de gráficos! Olha, fazia tempo que eu não sentia a sensação: “Meu Deeeuuss…” ao jogar alguma coisa de nova geração. Mas quando eu bati os olhos nos gráficos de Bioshock, eu tive a mesma sensação de quando joguei Gears of War, pela primeira vez.
Ver fotos e vídeos não é suficiente para entender o quanto os polígonos fluem bem, e como as texturas são incrivelmente reais. Tente dar um tiro em um quadro, para ver a textura de madeira aparecer na área da bala. Agora tente fazer o mesmo em algum vidro para o ver trincando com muita realidade e até quebrando.
Isso sem falar que durante o gameplay você pode acabar soltando o controle pensando que alguma cutscene está rolando – tamanha a fidelidade dos visuais. Jogue o comecinho para ver tubos quebrando e a água invadindo… Cadê meu queixo???
Além de visuais cinematográficos, os sons também são de cinema. Preparem-se para escutar tiros, vozes, ruídos e músicas que te deixam ainda mais tenso em momentos de suspense. Se você tiver um home theater, pode ter certeza que não vai dormir muito bem à noite. A ambientação do jogo é toltamente surrealista, e você acaba sentindo que realmente está alí, em um lugar totalmente abandonado no fundo do mar.

Ta esperando o que? Acaba de ler e vai jogar, rapaz!
Bioshock trás uma experiência difícil de encontrar hoje em dia, com um conjunto de botar inveja. Gráficos, som, ambientação, jogabilidade, carisma, personagens esquisitos, decisões à cargo do jogador que influenciam no final do jogo, ação incessante, quebra-cabeças que não são chatos de resolver, e claro, a história que foi extremamente bem trabalhada.
Palmas para a Irrational Games (que de irracional não tem nada) que conseguiu colocar (muita) criatividade em um gênero já bem explorado por várias produtoras (inclusive a Midway, com seu “incrível” Hour of Victory).
Olha, acho que acabei falando demais. Mas sei que você deve saber o quanto é difícil falar pouco de jogos extremamente bons. Já estou providenciando minha cópia edição de colecionador, pois esse realmente merece.
Enfim, você não vai conseguir largar o controle enquanto não fizer os dois finais do jogo. Bioshock cumpriu com as expectativas.



(7 votos, média: 4.43 sobre 5)




Brother…confessa, vc esta vendendo o jogo não está??? rs…estou de merd@, vou fazer o download e ver se é tão bom assim como vc coloca. Faz anos quye não me impressiono com um jogo! Abraços
Vendendo?? O meu eu não vendo por nada! haha
Falando sério: O jogo realmente é MUITO bom, basta ver as notas das revistas/sites especializados…Show de bola
Parece realmente ótimo.Me deu água na boca só de ver.Estava acompanhando o desenvolvimento do game mas não esperava que ficasse tão bom.
E a análise ficou ótima.
Nossa!!!!!! Esse jogo é ANIMAL…… muito loco mesmo, não consigo parar de jogar!!!!
cara o bjogo sem palavras e muito bom sim travei na primeira fase e ta dando muito trabalho asqui pra mim kkkkkkkkkkkkk mas sem soma de duvidas seu comentario foi um dos melhores que jah vi sem puxar seu saco …nunca li tando na net como li hoje e suas palavras me deram um pouco mais de calma e vontade de ler sua analise ate o final
HHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHA D+ FUI!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
esse jogo deve ser muito loco!!!
adorei!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Orgasmico,sensacional!!!
Caralho! Acabei de comprar meu console e estava me dedicando exclusivamente ao Gear of War! Mas não resisti e comecei o Bioshock Também! Legal D+! Ótimo Site. Parabéns!!