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Ah! My Goddess

Postado por GameHall em sábado 3 fevereiro 2007 as 19:47
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Ah! My Goddess
Por Fernando Wienbeck

ANIMEHAUS

 

Apesar das animações da série Ah! My Goddess estarem ausentes desde que o primeiro filme da serie foi lançado no ano de 2000, o mangá, que começou em 1988, continua a ser publicado até os dias de hoje. No ano de 2005, a contagem está em torno de 31 volumes.

Ao longo destes anos, o "design" dos personagens foi se desenvolvendo, a história ganhou novos elementos, houve um aprofundamento nas raízes nórdicas do enredo e, também, os avanços no ramo da informática acabaram refletindo-se na estrutura do Yggdrasil. Toda essa plasticidade do enredo sem que este perdesse a sua essência tornaram esta série um verdadeiro épico. Assim, após anos de espera, Fujishima Kosuke, o criador de Aa Megami sama, traz a série, no ano de 2005, para um formato mais comercial com 24 episódios e mais um Especial. A série pretende dar conta dos primeiros mangás.

A história começa mostrando como era a vida de Keiichi antes dele conhecer a Belldandy. Como a vida do cara na faculdade e fora dela era complicada! Mas, ainda assim, ele sempre dava o seu melhor e, mais ainda, nunca abriu mão de ajudar as outras pessoas. Assim, o céu decide ajudá-lo através da Deusa Belldandy. A partir daí, ele faz um pedido para que uma deusa como ela estar sempre com ele. A aventura começa com os dois sendo expulsos: afinal, o local onde Keiichi mora é um dormitório exclusivamente masculino.

Assim os dois começam a procurar por um lugar e vivem as mais diversas situações dentro da universidade. Dessa forma, os dois acabam criando um maior vínculo recíproco antes da entrada das impagáveis Urd, a irmã mais velha da Belldandy, com o seu jeito sedutor e tentando de todos os meios ilícitos e questionáveis levar o relacionamento do casal a um outro nível, e Skuld, a irmã mais nova das três, extremamente mimada e perigosamente hábil em assuntos que envolvem cálculos, e que deseja a exclusividade da sua querida Onee-sama.

A trilha sonora está convincente, desde a linda abertura "Open your mind" aos pequenos momentos no decorrer da série, como "Shinobi Yoru An’um", que dá um tom envolvente e romântico, o estilo cativante de "Yasashii Kokoro", o ritmo de "Dokidoki", "Asu ni Mukatte", que ressalta a dramaticidade de certos aprendizados, até as musicas orquestradas para dar um tom épico ao anime nos momentos mais decisivos, como "Last Battle ~Libera me~".

A animação encontrou uma forma de transpor a qualidade gráfica do mangá num formato mais extenso, sem sacrificar a qualidade desta. Deve-se pontuar essa dificuldade, uma vez que, apesar de AMG fazer sucesso há mais de uma década e ser uma marca extremamente lucrativa, o número de animações sobre a mesma era, até o momento, insignificante. O romantismo da série junto aos elementos engraçados fazem com que os episódios fluam muito bem, apesar do ritmo um pouco acelerado dos últimos episódios.

No entanto, deve-se dizer que a série teve um final extremamente lindo. Para oferecer um ar mais realístico à narrativa foram adicionados alguns elementos que tornassem o ambiente do anime mais contemporâneo ao contexto japonês atual. Não podemos esquecer ainda da capacidade do anime em unir o passado e o momento atual em que a história está se passando nos quadrinhos de uma forma coerente. E não podemos esquecer de um episódio Especial, um episódio extra que foi um momento particular entre a Belldandy e o Keiichi, onde os dois conversam e relembram os momentos que viveram ao longo dos primeiros doze episódios.

Podemos entender também no anime o fato do personagem do Keiichi ser tão cativante e entender o porquê de uma deusa tão maravilhosa se apaixonar perdidamente por ele. Um dos fatores que o tornam tão singular é a sua generosidade incondicional e, mais ainda, a sua capacidade de enfrentar as dificuldades frente às quais a maioria das pessoas se daria por vencida. Afinal este sempre dá o seu melhor, mesmo sem saber o que o destino o reserva.

Um dos únicos problemas deste anime ou licença poética é que muitas vezes certas situações e cenas aparecem do nada, não por problemas de edição ou coisa parecida, mas simplesmente porque supõem que o espectador conheça o mangá ou esteja bem familiarizado com o universo AMG.


Avaliação Animehaus: 95%


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