Somente um clássico consegue superar o outro
Creio que a maioria de vocês já deve ter jogado um game da série Age of Empires. Trabalho genial da Ensemble Studios, empresa que já está no mercado há um bom tempo, que consegue conquistar mais e mais fãs a cada novo game produzido da franquia.
Novamente nos vemos diante de mais um deles. Age of Empires III foi o último game da série lançado no mercado no final do ano passado, continuando a linha histórica aonde AoE II: Age of Kings a deixou.
Muita gente bota expectativa em cada novo game da série Age of Empires, e não é pra menos. Atualmente pode-se dizer que, juntamente com outros gigantes do gênero como Warcraft, Starcraft e Command & Conquer, é uma das séries com maior prestígio na sua área.
Felizmente AoE III não foi exceção aos seus antecessores, e mostra que usando sua velha fórmula de jogabilidade, juntamente com alguns elementos novos, consegue fazer um novo game ainda melhor que qualquer um dos anteriores. Aqui nos vemos jogando na parte histórica da humanidade onde estamos explorando e colonizando o Novo Mundo. Através de uma campanha single player excepcionalmente bem produzida, você vai passando por períodos históricos da colonização da América, conhecendo as culturas das tribos nativas.
Você no game pode jogar com os ingleses, os otomanos (turcos), russos, alemães, espanhóis, portugueses, franceses e holandeses. Na campanha single player você não utiliza as raças desse modo, na verdade, a parte histórica do game aqui serve somente como palco para a campanha single player em si, que é toda baseada no mito da fonte da juventude, aonde você controla toda uma geração de uma família, durante os três atos da campanha, aonde o objetivo principal é impedir que esta fonte seja usada pelos vilões, o Circle of Ossus, seu principal adversário durante todo o game. É uma história muito bem escrita e produzida, que faz com que você vá jogando o game até o final, sempre prestando muita atenção nos fatos que acontecem, tanto os reais quanto os fictícios.
Acima disso tudo, o single player do game vai manter você entretido por várias horas, pois AoE III não é um game curto. E se isso não for o bastante, há também o modo multiplayer super completo, o qual vou comentar mais a seguir.
Vale ressaltar também que existe um glossário dentro do game, aonde você pode conferir a história real de tudo (nações, tribos, acontecimentos) que estão presentes aqui, além do papel deles dentro de AoE III.
Nunca foi tão divertido destruir as coisas
Os gráficos são sem sombra de dúvidas um dos aspectos mais chamativos do game. A conhecida engine Havok foi utilizada aqui de forma primorosa, concebendo efeitos de animação incrivelmente realistas e me atrevo a dizer, jamais vistos em um game de estratégia. Às vezes você pode estar jogando e de repente ficar admirando a paisagem de um certo ponto do mapa, de tão bem feito que o gráfico está.
As animações são soberbas. Nelas conseguimos ver o poder da engine em ação. Todas as suas unidades tem mortes distintas e dependendo do modo que ela morre, ocorre uma nova animação, totalmente diferente da anterior, mas o que realmente impressiona é outro fator. Digamos que você pega um dos seus canhões e atire numa casa. Pois bem, a casa irá se destruir exatamente no ponto aonde a bala do canhão atingiu. Isso acontece com todas as construções presentes no AoE III, inclusive nos navios. Nas batalhas navais você irá ver os navios perdendo os mastros, pegando fogo no convés, entre outras coisas. E tem mais, se você também estiver no meio de uma batalha com árvores em volta e elas forem atingidas, irão cair no meio do confronto e seus personagens irão demonstrar uma animação característica para quem viu uma árvore cair. É incrivelmente prazeroso ver esse tipo de coisa em um game, deixando com tamanho nível de realismo que acaba prendendo você nele com a ajuda da história que ele apresenta.
A água do game também merece um destaque, pois foi feita com muito cuidado pelo que deu para perceber. Existem locais aonde você consegue até mesmo ver o fundo do mar e cada local (mar, lagos, praias, etc) tem um tipo específico de gráfico e animação para a água, deixando ela ainda mais realista. É uma das águas mais bonitas que já vi em um game.
Eu achei assim impossível de notar algum defeito gráfico neste game. Eles estão simplesmente perfeitos. Cada área nos mapas tem locais muito distintos uns dos outros, fazendo com que as possibilidades nisso acabem sendo quase infinitas. Claro que isso tudo tem um preço, pois há a necessidade de se ter um PC bem rápido para poder contemplar tais detalhes. Existem partes aonde você fica com diversas unidades na tela, suas, dos inimigos e de seus aliados e daí acontece uma coisa que anda virando moda nos games de estratégia atuais, que é exigir do processador mais do que ele suporta, o que faz com o frame rate fique meio lento. Esse foi o único fator que me fez não dar a nota máxima para a beleza gráfica de AoE III.
Estratégia com uma pitadinha de RPG
A jogabilidade no AoE III contém diversos novos aspectos, somados com alguns antigos que vemos nos games anteriores da série e também nos da série Mythology. Tais novidades fazem com que o game flua de modo mais divertido e versátil a medida que você o vai jogando.
Ao contrário dos demais jogos de estratégia, aqui os peões não reparam as construções. Elas todas tem um botão de auto-reparo, que você aciona caso haja necessidade, daí ela vai se reparando gradativamente sozinha. Os peões também não vão e voltam para o Town Center com a madeira, ouro e comida. Eles ficam nos locais que você os colocou pegando os recursos e eles automaticamente são creditados a você. Isso pode deixar alguns jogadores mais exigentes desapontados, mas cá entre nós é bastante prático.
Existem cinco tipos distintos de Eras no game. Você começa na Discovery Age, passa depois para a Colonial Age, em seguida utiliza a Fortress Age, daí então vai para a Industrial Age e por fim, se você tiver muito dinheiro no bolso, conseguirá evoluir para a Imperial Age, que supre você com os mais sofisticados, e caros, upgrades do game.
Sempre que você muda de Era, tem duas opções, a qual dependendo de sua escolha irá receber certos bônus, como recursos grátis, personagens grátis, construção grátis, enfim.
Outra coisa a ser comentada é a Home City (Cidade Natal). Quando você começa uma nova fase, seja no modo single player ou multiplayer, você tem a opção de obter recursos de sua cidade natal, que você pega através de experiência que você vai adquirindo a medida que você joga. Matar inimigos, achar tesouros escondidos, fazer construções, fazer alianças com as tribos locais lhe dão esta experiência requerida. Você pode obter os mais diversos tipos de recursos de sua cidade natal, sejam eles em forma de personagens, upgrades ou madeira, ouro e comida. As possibilidades são diversas.
Como você faz para desbloquear os recursos é um aspecto que dá um certo toque de RPG para AoE III. Eles são separados em divisões, e cada divisão tem a sua árvore de recursos, que seriam as skills da cidade, que você desbloqueia sempre que sua cidade natal passar de nível, o qual você obtém catando a experiência como já foi dito.
Isso aumenta ainda mais o valor de jogo de AoE III, pois somente com a campanha single player você dificilmente irá desbloquear tudo. Mas felizmente no multiplayer você consegue obter experiência também. Primeiramente você escolhe em qual país se baseará sua cidade natal. Por exemplo, você escolhe os Espanhóis. Daí você conecta nos servidores da Ensemble Studios e através das partidas online contra outros jogadores, vai ganhando experiência para adquirir novos recursos para serem usados por você, através de sua cidade natal.
Outro fator interessante é que você pode montar sua própria árvore de recursos, ou decks como chamado no game. Isso só é possível no entanto no modo multiplayer, pois no single player você conta já com uma já montada. Inicialmente você pode escolher apenas 15 recursos para por na sua árvore e a medida que você for ganhando partidas, poderá escolher mais.
Vale lembrar também que certos upgrades podem ser usados apenas uma vez por partida, e que existem outros que podem ser usados quantas vezes você quiser. E não acabou por aí, existe também a possibilidade de deixar personalizada sua cidade natal, mudando a cor dos edifícios, colocando mais objetos nelas, enfeitando certos prédios com bandeiras que representam a sua pátria e até mesmo colocar personagens como cantores, ladrões em determinados locais.
Vale ressaltar também que neste game existe uma certa ênfase em unidades que tem ataques à distância. A maioria dos personagens usa rifles para atacar seus oponentes, ou flechas. Existe até um que usa granadas. Mas o que diverte mesmo aqui é a criação dos canhões. Existem vários tipos. Os que eu achei mais interessantes foram os Mortars, excepcionais para destruir construções e principalmente torres, os Falconets, que em uma quantidade razoável, digamos quatro ou cinco, conseguem dar cabo de várias unidades móveis normais com tremenda facilidade e também os Rockets, que servem tanto para destruir construções quanto unidades móveis.
Existem unidades de ataque melee, mas você mal as irá usar. O game aqui foi feito mesmo para você criar um bando de mosqueteiros (Musketeers) e unidades desse naipe, para você descer chumbo grosso nos adversários. E cada raça no game tem mais aptidão com um certo tipo de construção ou unidade de ataque, basta você encontrar, através da campanha single player, aquele tipo de ação que mais lhe agradou, pois nela você pode usar quase tudo disponível em todas as raças de AoE III.
Infelizmente às vezes você irá se deparar com defeitos na movimentação de seus personagens. Eles podem entrar em conflito com certas coisas no cenário e procurar rotas totalmente absurdas para chegar em um local aonde ele simplesmente não tem como ir. Isso acontece quando você, digamos, pega 5 arqueiros e os mete em um local. Daí no lugar destinado ao 5º arqueiro existe uma árvore ou pedra. Ele então fica dando voltas para lá e para cá tentando chegar nesse lugar, em um tipo de loop.
Dificuldade para todos os gostos
O nível da inteligência artificial presente aqui é bastante variado. No modo Easy por exemplo o computador é um verdadeiro tapado, e provavelmente não irá lhe dar muito trabalho. Agora se você jogar no modo Hard, pode se preparar pois ele irá atacar sua base com freqüência e de modo às vezes até injusto, fazendo com que você precise pensar muito rápido para se defender e evitar uma possível derrota.
Eu recomendo jogar no nível Moderate. Nele você pode ver a IA no seu nível mais equilibrado, que agrada tanto jogadores mais experientes quanto os mais novatos. Mas é claro que se você quiser mudar, esteja à vontade.
Um espetáculo não é completo sem uma boa orquestra
Age of Empires III não fez feio na parte sonora, que completa com eficácia os demais aspectos do game. As dublagens dos personagens estão bem produzidas, tanto que quando você estiver atacando os peões, conhecidos aqui como Settlers, irão gritar por socorro, você pode ouvir o barulho dos bichos no cenário também, além também do fato de seus personagens comemorarem a vitória de uma luta com gritos de “EEEE”. As vozes das unidades também mudam de acordo com a pátria delas. Se for uma unidade da Alemanha por exemplo, ela falará tudo em alemão, se for uma da França, tudo em francês e assim por diante.
As músicas mudam de acordo com os acontecimentos atuais ocorrendo na partida, sendo bem brandas quando não estiver acontecendo nada e mudar repentinamente, porém sem perder o tom, caso você seja atacado ou comece um ataque.
Os efeitos sonoros somente tendem a completar o que já está muito bom. Você pode até ouvir o barulho das árvores caindo no chão, seguido de uma tremedinha na tela. O som dos canhões e dos rifles atirando é pra lá de gostoso de se escutar.
Divertido até depois do fim
Age of Empires III mostra que uma velha fórmula pode ser revitalizada sempre quando existe competência no meio de sua produção. Os elementos que fazem deste o game o que ele é são tão complexos e tão eficazes que fazem com que você se divirta a cada nova fase que for jogar. Toda partida nele será única. E se o modo single player, com sua soberta e exuberante história não o satisfazer, existe o multiplayer que é uma marca consagrada da série e dá vida longa a este, que sem sombra de dúvidas é um dos melhores games de estratégia da atualidade e na minha modesta opinião, o mais divertido do momento em seu gênero. Você não irá se arrepender se o experimentar.


























É um jogo muito bom, mas com o tempo vai se enjoando, mesmo o Multiplayer depois que você fica jogando 4 hrs por dia enjoa.
entao nao jogeu 4h por dia, vai andar ou ler um livro!
e vc tem cara de que joga zelda 16 vezes por dia nao e? haha
Ai muito loko o jogo ja faz tempo que acabei de jogar, acredite ñ enjoei, quanto mais jogava, mais tinha vontade eu recomendo!!!
Legal esse jogo!mas muito pesado!