CRÍTICA - SILENT HILL X SILENT HILL 2 X SILENT HILL 3


SILENT HILL 3
por Harry Mason

Sem dúvida é o melhor episódio da série survival da Konami. Além do mais, traz respostas para muitas das questões deixadas em aberto no primeiro jogo.
A história levará os jogadores a cenários conhecidos e a outros nunca vistos... Mas nem todos na cidade de Silent Hill, local onde o grande e maravilhoso final da obra, final que na minha opinião deixa qualquer um amante de Silent Hill paralisado, com os olhos fixos na tela da televisão e com os ouvidos atentos às falas aterrorizantes e incríveis, propostas pela Heather e... Ah, eu é que não vou estragar a surpresa de quem, infelizmente, não teve o prazer de terminar esse espetacular jogo, mas quem já o fez sabe do que eu estou falando, pois a cena, a animação é perfeita. Um detalhe que não pode ser esquecido de maneira nenhuma. As animações do Silent Hill 3 são mais do que perfeitas, chega quase ao sonho de quem um dia babava com o primeiro jogo da saga. Rostos absolutamente perfeitos, o sistema de luz e sombras está simplesmente soberbo, talvez o melhor até agora visto, detalhes dos cenários, das roupas, e o detalhe que deixou nós dois (Harry e James) loucos foi a expressão de choro da Heather. Uma cena que dispensa maiores comentários.
Como já podem notar, nessa saga o protagonista é Heather, uma adolescente que se vê envolvida em acontecimentos pouco próprios para a sua idade e que colocam em causa as suas origens.
Além da animação, os monstros são qualquer coisa assim de deixar qualquer um atormentado. Em quase todos os lugares que você vai tem um te esperando, pronto para comer sua carne fresca, e sugar seu sangue novo de adolescente. E para ajudar ainda mais, os cenários são assustadoramente magníficos (ainda bem, pois assim que é bom). Ruas com nevoeiro, lembrando muito o primeiro jogo, corredores escuros, parques assombrados... Tudo em Silent Hill 3 é incrível, esse jogo já entrou para a história dos jogos de terror!
Uma grandiosidade desse jogo é a Katana, além, é claro, das novas armas, mas essa com certeza é especial, pois com seu poder de ataque incrível ela nos ajudou a terminar o jogo. Outra coisa nova que há são pedacinhos de carne que servem para distrair alguns inimigos presentes. Infelizmente não ajudam muito, pois as criaturas preferem a carne da nossa Heather.
Ainda não se aproximando do realismo esperado, está o movimento da personagem, mesmo estando mais fluído, solto, se comparado com o de James - personagem do episódio anterior.
Obviamente não poderíamos acabar a crítica sem falar sobre o ambiente sonoro e as músicas, um dos pontos mais altos da série, quem sabe não o seja. Pois os ruídos e as músicas escutadas nessa série são capazes de causar alguns ataques cardíacos e crises de arritmia. Seguindo a regra de um filme de terror, o que mete mais medo é aquilo que não se vê...

Teremos que fazer o que, infelizmente, é inevitável em qualquer saga que seja: comparar Silent Hill 3 com seus antecessores...

 

SILENT HILL X SILENT HILL 2
por James Sunderland

Se compararmos Silent Hill com sua segunda versão notaremos uma tremenda evolução gráfica, sonora e lógica no jogo. Os cenários, obviamente, com todo o poder do PS2, tiveram um cuidado especial: estão extremamente detalhados, muito próximos do real. O personagem recebeu um tratamento gráfico de primeira: você consegue ver, mesmo durante o jogo, as feições, olhos, boca e nariz do personagem (ao contrário de muitos jogos que "se acham" por aí...), isso sem contar nas fantásticas animações (sim, são CGs, e não um filme!!!) que mostram James com rugas de expressão!!! Sua boca mexe com tamanha perfeição que é possível ler seus lábios! Essa sem dúvida é a maior revolução gráfica vista até o momento, pois nenhum outro jogo antes de SH2 havia mostrado tal proeza. Continuando, a mesma névoa macabra que encobria a cidade de Silent Hill na primeira versão do jogo ainda está presente, dessa vez mais forte e concentrada. Em algumas partes do jogo você quase não enxerga a personagem, mas nada que atrapalhe, muito pelo contrário. A única coisa que ainda não conseguiram fazer foi a movimentação, pois a mesma ficou um pouco artificial demais. Nesse caso, artificial somente no momento em que James (protagonista de SH2) sobe ou desce escadas, porque no restante do jogo sua movimentação é perfeita. Notamos isso quando James corre: no início, ele corre rápido, depois de um tempo ele se cansa e corre um pouco mais devagar. Essa evolução nenhum jogo ainda tinha apresentado, logo SH2 foi o pioneiro nesse sentido. Quanto aos sons, não há o que comentar... As músicas estão "com mais música", e não mais somente com os grunhidos e rangidos assombrosos do primeiro jogo. Claro, eles ainda estão presentes, como marca registrada de Silent Hill, mas não estão sozinhos. Uma leva de músicas acompanham toda a história do jogo, mudando suas características de acordo com o nível de ação, fazendo com que o jogador entre totalmente no clima bizarro da cidade-fantasma mais famosa de todos os tempos. Os efeitos sonoros estão bem mais claros, principalmente nas partes em que a personagem caminha sobre uma superfície diferente: a madeira tem som real de madeira, o metal idem. Os grunhidos dos monstros ficaram ainda mais sombrios, com direito a gemidos e espasmos de agonia. E na parte lógica, o jogo não foi "a revolução", mas teve mudanças que deixaram jogadores e espectadores muito impressionados. Os enigmas estão ainda mais confusos (mas no bom sentido, porque nenhum deles é insolúvel), você precisa dedicar uma certa atenção aos detalhes do jogo para resolver uma série de mistérios. As criaturas estão mais inteligentes, seus ataques mais poderosos, e sua morte ainda mais espetacular. Quando um inimigo morre, assim como já era de costume em SH, fica agonizando no chão, esperando por um golpe de misericórdia. Em SH2, além de agonizar, alguns monstros saem rastejando pelo chão, fugindo de seus golpes. E o mais incrível: eles rastejam de uma maneira e velocidade impressionantes!!! Além disso, a poça de sangue que se forma embaixo do inimigo, quando pisada por James, deixa pegadas no chão (é aí que entra uma das falhas mais ridículas de todos os jogos: o sangue das pegadas evapora depois de um tempo!). James, depois de correr, continua ofegante, e recupera o fôlego depois de um tempo parado. E também não podemos esquecer os efeitos de luz e sombra, ponto fraco de muitos e muitos jogos (mas não de SH2). A iluminação dos cenários, obviamente, é quase nula, somente você com sua velha lanterna de bolso é que ilumina o ambiente medonho de hospitais assombrados e corredores sangrentos. E as sombras, ainda que pouco exploradas, estão muito boas, pois seguem os ângulos da iluminação.

 

SILENT HILL 3
por James Sunderland

Novíssima versão do jogo de terror psicológico mais venerado do mundo. Novos personagens e um enredo de primeira continuam fazendo com que a série SH seja aclamada em todo o mundo.
Logo de cara, percebemos, pela capa do jogo, que a personagem principal não é mais um homem, como vinha sendo em SH e SH2. Heather Mason, filha de Harry Mason, é a protagonista. Segundo a história do jogo, ela fazia compras sossegadamente em um shopping, quando se encontra com Douglas Cartland, que se apresenta como um detetive com informações sobre seu nascimento. Heather de repente entra nesse mundo de pesadelos, o mundo de Silent Hill, após pular a janela de um banheiro do shopping. Começa então seu pesadelo: criaturas bizarras, cenários medonhos, falsos amigos e um enigma: quem é Claudia? O que ela quer com Heather? Por quê Heather é tão necessária para esse tal "ritual de recriação do Paraíso"?. Respostas como essa, acompanhadas de muitas doses de adrenalina, medo, sangue e surpreendentes revelações, ajudam a "formar o caldo" de SH3.
Akira Yamaoka, com sua música fenomenal, conseguiu deixar o jogo ainda mais envolvente, pois suas canções melódicas, sombrias e misteriosas deixam o jogo com um clima de filme, que prende você a todo e qualquer detalhe.


Voltar