Relato de um curso de desenho – Parte 02

Continuando a semana com posts decentes (alguns gigantes) aqui neste blog, vamos à segunda parte do meu relato do meu curso de desenho artístico, que já está chegando aos 6 meses. Alguns podem achar: 6 meses? Você já deve estar bom! Engana-se. Eu ainda não estou bom, já que o meu maior problema é que eu não ando treinando muito. Eu só estou desenhando mesmo durante as aulas, o que é errado, já que eu to gostando muito disso (qualquer coisa que não seja relacionado com Visual Basic e/ou sistemas comerciais clássicos é bom!), e eu deveria treinar em casa.

Nesta segunda parte vamos aos primeiros rabiscos. Como falei anteriormente, o professor precisava ver como estava o meu nível de coordenação, e isso se resume à força do traço. Então é necessário o aspirante a desenhista que ele tenha traços finos (além do básico, que é saber mexer com a mão), já que o que você mais vai usar será a borracha, e borrar o desenho pode ficar ruim. Tudo bem que para mim eu passaria o desenho pro PC e desenharia por cima, mas no começo eu vou apenas escanear os desenhos.

Então para treinar o meu nível de coordenação é necessário o estudante ir treinando pra valer:

Esse é o maior problema. A maioria quando vê isso (ou começa a fazer) pode acabar desistindo ou achando as aulas maçantes, já que todo mundo queria começar a desenhar igual um desenhista de verdade, o que nunca será assim. Curso de desenho é igual a qualquer curso de qualquer coisa: é necessário tempo para que a pessoa fique boa naquele negócio, além da própria disciplina para isto.

Obviamente fiz outros desenhos de coordenação, mas optarei por não postar aqui, já que é sacanagem eu ficar dando dicas aqui e tirando o ganha-pão dos professores. O meu objetivo não é ensinar a desenhar, já que não sou professor, nem quero ser. Optei por escrever este relato para mostrar como que foi a minha evolução, já que quando eu postar os dois desenhos mais incríveis que já fiz aqui, posso animar em postar um desenho novo por semana e treinar de verdade. Quero me aperfeiçoar nisso, mas o problema é o tempo livre, e isso eu estou usando para outras coisas.

Vamos continuar: depois que fiz muitos exercícios, parti para desenhar alguns rostos não-realistas (obviamente copiando de outros desenhos, mas copiando com o desenho do lado, e não por cima ou usando papel-carbono!):

Nessa parte ocorreu algo curioso: como eu achava que para treinar era fazer muitos desenhos, eu os fazia rapidamente, e todos eles com defeitos (alguns bem grosseiros). Quando fiz uma folha inteira com os mesmos desenhos, então o meu professor me chamou a atenção, já que o certo seria fazer lentamente e ir consertando. Essa foi a lição mais importante até aqui, e só depois disso que comecei a melhorar aos poucos.

Para terminar esta segunda parte, mais alguns desenhos:

Na terceira parte, vou falar sobre perspectivas! Até lá!

Rodrigo Flausino

Desenvolvedor de software, atualmente como freelancer e trabalhando em casa. Meio ranzinza de vez em quando, mas é gente boa. Vivia reclamando. Gamer quase hardcore. Tem um PS2, um PS3 e um PC razoável que roda games atuais!



  • http://onjacktallgame.ning.com Chrysthian Akihiro

    Embora eu trabalhe como prgramador, eu desenho faz um tempão como hobby (desde sempre eu acho) e ví que desenhar é algo que exige muita prática e persistência (e particularmente não sei se foi a paciência do meu sangue japonês ou a teimosia do sangue italiano que me fez progredir).

    Dentre as lições que eu aprendi como desenhista três eu considero muito importantes:

    1 – “O desenhista deve manter-se desenhando”

    Quer dizer, praticar sempre, já que o desenho é um processo contínuo de aprendizado, quanto mais praticar, ele se torna mais natural e menos “mecânico”.

    2 – “Copiar não é errado, mas você tem que saber copiar”

    Ao copiar desenhos de artistas diferentes, você aprende muito, mas é necessário variar, ou seja, não copiar um desenhista em específico, mas sim vários desenhistas, completamente diferentes entre sí, desta forma você aprende como trabalhos diferentes foram produzidos e pode tirar algo que você gostar de cada um, para então formar seu próprio estilo.

    3 – “Cada um é cada um”

    Cada pessoa passa por uma série de experiências e recebe diferentes estímulos ao longo da vida, assim cada um tem a sua maneira de desenhar, seu próprio estilo, já que eu vejo tanto o desenho como qualquer outra forma de arte como uma projeção de uma parte do próprio artista para o papel (ou o que quer que seja a forma de expressão Ex. música). Você acaba meio que naturalmente criando um jeito seu e único com o tempo e embora posssa ter algumas influências externas ainda é uma forma de expressão única.

    Então é isso, espero ter contribuído com o pouco do que eu acho sobre desenhar.

    Abraços

  • Pinuja

    Opa!
    Gostei dos resultados dos exercícios, menos os dois primeiros hehe, parecem bem chatinhos de fazer.
    t

  • Vanessa

    Olá! Acabei de conhecer esse site, já faço aulas de desenho há algum tempo e passei exatamente pelos mesmos testes que você, com exercício de coordenação e tudo. Realmente são meio chatinhos de se fazer, mas é bom e logo dá pra perceber o progresso. O melhor é sempre estar desenhando e treinando, mas parece que o tempo não está a favor, quase todas as pessoas que conheço que desenham têm problemas pela falta de tempo, e eu também sou uma delas… hehe. Gostei muito do site, quero ver sua evolução nos próximos desenhos! ^^V