Análise – Zuma (Playstation 3)

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Quando eu adquiri o Burnout Paradise, um jogo que comprei junto foi o Zuma. Na época eu tinha ficado curioso quando à sua jogabilidade e tinha (ainda tem) um demo na PSN pra download. Baixei o mesmo e joguei um pouco, pra ver. Quando a minha mãe viu e começou a jogar, ela pegou jeito e viciou de uma maneira inacreditável, jogando muitas vezes o demo. Então eu usei o Zuma como estratégia pra adquirir o Burnout: eu pedia permissão pra ela liberar o gasto (tenho de ajudar no orçamento doméstico e também não controlo as contas de casa, como comida, roupa lavada, etc) e adquiria o game completo junto com o jogo de corridas. Então ela topou. Com isso durante as minhas férias (em abril), quando ela não tinha nada pra fazer, ela ligava o console e ficava jogando “no piloto automático”. Esse é o mote dos casuais: diversão sem compromisso e algumas vezes sem precisar pensar muito. Não é tão desafiante quanto um Lumines ou um Flock, mas pra quem não tem contato com videogames, o jogo é perfeito.

Mas o que explica o gosto das mulheres quanto a este jogo? Primeiro que a sua mecânica é bem simplista: temos uma tela comum e a mesma tem uma corrente cheia de bolinhas. As bolinhas tem diversas cores e você, na forma de um sapo, tem de acertar a corrente com mais bolinhas. Quando você consegue acertar uma corrente com no mínimo 2 bolinhas (formando 3 bolinhas seguidas da mesma cor) elas são destruídas. Se você acerta uma bolinha amarela no meio de duas azuis, a bolinha amarela entra na corrente e fica entre as bolas azuis, aumentando ainda mais a corrente. Só que essa corrente fica em movimento e caso a sua ponta atinja o bueiro (no caso, uma caveira que abre a boca), você perde.

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Outro fator é que o jogo é bem colorido. Bolinhas de várias cores, fases bem variadas e coloridas e uma mecânica fácil de aprender que qualquer um joga no piloto automático. Não precisa ter raciocínio apurado e pensar rapidamente: basta apenas acertas as bolinhas e ir destruindo a corrente. No começo do jogo a corrente é pequena e tem poucas cores, mas durante o zeramento o jogo ganha mais dificuldade com correntes maiores e mais cores. As fases também são variáveis em formato, mas acabam se repetindo depois (com maior dificuldade, frisa-se).

Fora isso, existem as bolinhas especiais, com algumas funcionalidades diferentes. Tem a “Accuracy”, que aumenta a velocidade de “tiro” do sapo pra acertar a corrente, uma bola de “Pausa” que faz a corrente andar mais devagar, uma de “Bomba” que explode várias bolas ao redor (muito útil pra eliminar boa parte da corrente, mas isso vai variar da posição da bola e do formato da corrente) e uma de “Recuo”, que faz a corrente recuar um pouco, também útil caso você esteja quase perdendo. Além dessas bolas tem uma moeda, onde, ao acertar, a corrente “fora da tela” encurta, o que faz com que a fase termine mais rápido. Além disso, quando você detona as bolas, se a bola de uma ponta for da mesma cor que a outra, a corrente também recua, como se as bolas tivessem um ímã.

O game tem 13 missões e cada missão tem várias sub-fases, o que deixa o game com uma longevidade interessante. Além disso tem o modo Gauntled, onde você escolhe uma fase e vai jogando sem parar, passando de ranking até chegar ao “Filho do Sol”, onde a dificuldade do jogo fica insana: a corrente fica muito veloz e chega uma hora que você não tem como continuar, e acaba perdendo. Mas só de chegar lá já é um feito interessante, o que rende um troféu ao se completar todas as fases.

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E nas missões normais você pode inclusive tentar bater o “melhor tempo”, conseguindo pontos adicionais. Quando a pontuação chega ao múltiplo 50.000 (50 mil, 100 mil, 150…) você ganha uma vida, que ajuda caso você não queira começar a missão tudo de novo. Além disso você pode salvar o jogo e continuar depois (que grava todas as posições das bolinhas), caso queira fazer outra coisa.

Por fim, recomendo o game. Como tem demo pra baixar, então o jogador pode avaliar o mesmo pra saber se é um tipo de jogo pra ele. É claro que eu joguei mais por causa de troféus, mas vira e mexe quando a minha mãe jogava eu ficava revezando com ela, pra distrair um pouco. Mesmo que outra pessoa jogue você acaba assistindo, caso não tenha muito o que fazer no jogo. O game custa 10 dólares na PSN.

[Imagens via Joystiq]

Rodrigo Flausino

Desenvolvedor de software, atualmente como freelancer e trabalhando em casa. Meio ranzinza de vez em quando, mas é gente boa. Vivia reclamando. Gamer quase hardcore. Tem um PS2, um PS3 e um PC razoável que roda games atuais!



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