[Análise] Silent Hill – Downpour (Playstation 3)

Antes de qualquer coisa, já quero deixar claro que sempre fui medroso jogando Silent Hill, então, os sustos que levei podem acabar por não serem os mesmos que você poderá tomar… mas enfim, vamos ver se a novata Vatra Games fez o dever de casa.

Começando pelo enredo, Downpour segue basicamente a mesma linha de seus antecessores, como por exemplo, um personagem “sem sal” que busca respostas para perguntas não muito esclarecidas e que de alguma forma, acaba perdido na pacata Silent Hill. Nosso “sortudo” da vez é Murphy Pendleton, um detento da RyallStatePrision, cujos razões de seu encarceramento permanecem omitidas. Durante uma viagem de transferência, o ônibus em que Murphy está, acaba por derrapar na pista e cair em um desfiladeiro,. Pendleton, que acaba por não saber onde está o resto do pessoal do ônibus, acaba por tentar achar uma saída do local do acidente. No inicio, me perguntei se isto seria uma tentativa de fuga ou apenas uma tentativa de sobrevivência, o fato é que questões como essa farão o game fluir, conforme a necessidade de tomar uma atitude moral, ocasionalmente e que pode acabar alterando o futuro de Murphy juntamente com tudo ao seu redor.

Logo nos primeiros minutos de jogo, é perceptível que Silent Hill Downpour é um novo game, que não abusa de recursos antigos para se “aproveitar” da situação, mas sim tentar achar um caminho entre os fans da franquia a sua maneira. Claro, alguns elementos clássicos ainda estão presentes no game, mas em alguns casos, apesar de presentes, sofreram algumas alterações. A neblina mesmo é um exemplo: se nos antigos games a névoa era densa, neste ela está mais suave e em alguns momentos, é “trocada” por momentos de chuva. Nada que tire aquele clima de não saber o que está a 20 metros de você. Durante a chuva, as criaturas aparecem em maior número e causam mais dano em Murphy, portanto, use da tática “Chuva = esconder” para não acabar levando danos a toa.

Assim como nos outros games, sua estadia em Silent Hill é constantemente alterada entre o mundo normal e o Other World. O mundo normal é basicamente a parte onde a maioria da história se passa, aonde você pode explorar a cidade com mais calma, resolver puzzles e também aonde a maioria dos confrontos ocorrem. Já o Other World apenas aparece para situações especificas da historia e, portanto, é bem menos frequente durante o game. O combate em Downpour se manteve no mesmo estilo de Silent Hill: Homecoming, porem, não tão exagerado quanto em seu antecessor. Em dados momentos do game, você poderá acabar enfrentando vários inimigos ao mesmo tempo em ambientes razoavelmente grandes. Ambientes assim permitem a Murphy ter acesso a um maior acervo de armas, que variam desde pedras e tijolos a até mesmo armas de fogo. Porém, o ambiente também favorece evasivas dos inimigos em alguns momentos. Apenas lembrando de que as armas em Downpour quebram conforme o uso e não foram poucas as vezes em que fiquei em maus lençóis, por ter quatro inimigos de cara e não ter armas pra usar. Por sorte, você também possui a opção de fugir dos combates, mas não que isso acabe sendo muito eficaz em todos os momentos.

Mas claro, Silent Hill Downpour não é um game de esquartejar seus inimigos com tijolos ou pedaços de cano. Há toda uma “química” por trás do game que, combinado com várias side-quests e puzzles, fizeram com que eu não resistisse a um passeio turístico por toda essa “linda” cidade. As side-quests são relativamente básicas e variam desde investigar um assassinato a até mesmo libertar passarinhos de gaiolas. Apesar da simplicidade, conseguem divertir, causar uns sustos e, ainda, fizeram com que eu pudesse explorar alguns pontos turísticos da cidade.

Os games da franquia sempre foram conhecidos pela trilha sonora que, em vários momentos, poderia tornar até mesmo o encontro com um fogão em algo medonho e desesperador (sim, aconteceu comigo). Aquela mistura fantástica de música, barulhos de maquinas, estática de rádio e “choro” de monstros que fizeram muitos irem dormir com seus pais antigamente, infelizmente não se faz de todo presente em Downpour. O barulho de estática ainda continua, mas a musica durante as batalhas parece que foi esquecida pela Vatra. Encontros repentinos acontecem direto, ainda que para tentar assustar, não conseguem causar o mesmo temor dos games das gerações passadas e com isso, fazem com que as batalhas acabem parecendo momentos “normais” na historia.

Comentários Finais: Infelizmente, quase todas as vantagens de Silent Hill Downpour acabam vindo com algumas falhas que não conseguem passar batido por quem joga. O game consegue se manter como decente, mas nada que vá ficar marcado na franquia, como acontece com Silent Hill 2 e 3. Se estiver querendo um game de terror com uma história intrigante, vale a pena dar uma chance ao game. Mas, se o que você quer é Silent Hill MESMO, então recomendo não dar muita atenção a este game e salvar seu dinheiro para Silent Hill Collection.



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