Thunder Cross

Review: Bored_Cyrus | Data: 13/11/2008

Ficha
Plataforma Adaptações/Outras versões Data de Lançamento
Arcade Playstation 2 (Oretachi Game Center: Thunder Cross) 1988
Desenvolvimento Publicação Classificação
Konami Konami Visão Lateral / Rolagem Horizontal
Multiplayer: Até 2 jogadores em modo cooperativo.
Review

Thunder Cross: parece até nome de banda de Heavy Metal (e na verdade já foi!), mas é só este modesto shooter horizontal da Konami. Modesto porque, fora o nome estiloso, não tem nada demais. A Konami definitivamente não tentou fazer algo na linha de seu Gradius, e se limitou a fazer uma “reciclagem” em Thunder Cross, isso é, um mais-do-mesmo. Não que mais-dos-mesmos sejam necessariamente jogos ruins, ainda mais em se tratando de shoot-em-ups de Arcade (sejamos honestos, é realmente difícil fazer algo inteiramente novo no gênero), mas Thunder Cross deixa bastante a desejar. O atrativo do game fica bastante na possibilidade de dois jogadores poderem jogar simultaneamente, o que não é muito comum para shooters horizontais.

A jogabilidade é baseada em dois botões: com um você atira e com o outro você movimenta suas “Options” para cima e para baixo. Aliás, diferentemente dos Gradius da vida, suas Options, você pode acumular até 4, só ficam acima e abaixo de você, então não funcionam muito bem para proteção, oras, sua frente e suas costas ainda estão desprotegidas. Mas pelo menos você pode continuar do mesmo ponto quando perder um continue. Você melhora e troca suas armas através da clássica coleta de power-ups (pessoalmente, a arma de “bumerangues” é a melhor). Como de praxe para shoot-em-ups, você perde tudo o que estiver equipado se esbarrar em qualquer parede, inimigo ou obstáculo. Isto é, morrer.

Os estágios de Thunder Cross não são lá muito inspirados em termos de design. Os obstáculos, fator no qual muitos shooters horizontais fazem questão de caprichar (o próprio Gradius da Konami é um bom exemplo) não surpreendem e você se preocupará mais em desviar dos tiros inimigos mesmo. Aliás, os inimigos normais às vezes parecem fazer mais estrago do que os chefes! Se você conservar uma boa quantidade de power-ups, dá para mandar para o ferro velho boa parte dos chefões do game em muito pouco tempo.

A apresentação de Thunder Cross é razoável, mas não há muito o que destacar: os gráficos são bons para a época em que o game foi lançado, mas o uso de cores não é muito atraente e as fases não têm conceitos muito criativos. Os inimigos se repetem e se repetem, estágio após estágio, o que deixa as coisas entediantes. Na parte sonora, entretanto, Thunder Cross, tem uma boa seleção de musiquinhas “épicas”, bem ao estilo Gradius que todos (ou quase todos) adoram. Aliás, se você é curioso por referências, a música do estágio 6 é, na verdade, um remix do tema de Gradius.

Por último, mas não menos importante, vale um aviso: faça um Save State no último estágio. Caso você perca todas suas vidas na última fase, o jogo acaba na hora, sem direito a Continue (mesmo que você tenha créditos)! O porquê da Konami ter inserido essa limitação sem pé nem cabeça, honestamente não sei…

Avaliação
Estrela CheiaEstrela CheiaMeia EstrelaEstrela VaziaEstrela Vazia
Screenshots
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Curiosidades
Diferença de versões

A ordem das fases na versão japonesa é diferente.

Trilha sonora

A King Records lançou (21/05/1989) um álbum contendo a trilha sonora de Thunder Cross (“Thunder Cross: Konami Kukeiha Club“), composta por Nyanpy J-Kane e Prophet Fuka.

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