Review: Bored_Cyrus | Data: 30/12/2009 | Última Revisão: 02/08/2011
Ficha
| Nome alternativo: Paranoia (Japão) | ||
| Plataforma | Adaptações/Outras versões | Data de Lançamento |
| PC Engine / TurboGrafx-16 | Arcade | 14/12/1990 (Japão), 1991 (Estados Unidos) |
| Desenvolvimento | Publicação | Classificação |
| Naxat Soft | IGS | Visão Lateral / Rolagem Horizontal |
| Multiplayer: Não. | ||
Review

Se o seu game não é dos mais originais ou interessantes, existe ainda a opção (elevada à forma de arte em Psychosis) de apelar para o fator “louco de ácido”. A história aqui é que algum demônio invadiu seu corpo e, de alguma forma, tornou você prisioneiro de seu próprio subconsciente. É lógico que a idéia de virar um vegetal de fim de feira não é muito agradável. Portanto, mesmo inconsciente, você elabora um genial plano de resistência: construir uma navezinha patética e usá-la para combater a possessão demóniaca de seu próprio corpo, que se manifesta na forma de seus mais bizarros medos e monstros interiores. Realmente, última palavra em tratamentos psicanalíticos pós-Freudianos! É até capaz de funcionar…
Essa foi a História como escrita no manual (mais ou menos). Mas eu tenho minha versão, se me permitem: você e o demônio se encontram, conversam, descobrem que têm tudo em comum. Gostam de praticar umas maldades em alvos aleatórios, incluindo adolescentes grávidas e velhinhas diabéticas, e seguem religiosamente o estilo de vida “sexo-drogas-Rock’n'Roll”. Durante uma festona de arromba regada a ácido e The Byrds, vocês ficam mutcho loucos juntos e começam a elaborar idéias idiotas para faturar dinheiro com enlatados de segunda, tipo videogames. Resolvem, então, fazer um shoot-em-up horizontal totalmente clichê, cujo único diferencial é ter umas combinações de cenários e inimigos totalmente desconexos e aleatórios. “Genial”, diz o demônio, visivelmente animado. “Agora assina aqui nessa linha e temos um contrato!”. Entretanto, como o ácido era muito vagabundo, você repentinamente fica louco de verdade, entra em coma e agora se vê preso dentro de sua própria criação! Para escapar, é necessário terminar o game no modo “Lisérgico-Plus”, com as mãos atadas, enquanto recita os salmos da Bíblia em alemão, de trás para frente, e depois de frente para trás, em hebraico.
Voltando à realidade…
Psychosis, na verdade, não é um game tão ruim, e, depois de algumas tentativas, também não é tão difícil. O esquema de vidas é clássico de shoot-em-up horizontais: seja atingido e tenha que voltar, pacientemente, um trecho inteiro da fase. Coletando certos power-ups, você pode anexar globos de proteção ao redor da sua nave (tipo R-Type), que giram conforme seus movimentos, bloqueiam tiros inimigos e também atiram uns lasers covardes, desde que você tenha o item necessário para isso. Com eles, os chefes podem ser despachados com facilidade. Os estágios até apresentam idéias bacanas de vez em quando, mas é difícil dizer que o resultado final é qualquer coisa além de medíocre. Uma pena, pois o conceito inicial do jogo é até interessante.
Por último, mas não menos importante… A trilha sonora desse jogo é realmente, realmente irritante. Coloque no mudo.
Avaliação





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