| Ficha Técnica |
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Plataforma: Nintendo DS |
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Puzzle Quest: Challenge of the Warlords foi uma das maiores surpresas do ano passado, sendo um dos melhores puzzles dos últimos tempos. Fazendo uma mistura inédita entre RPG e puzzle (especialmente baseado em Bejeweled), esta fórmula se mostrou algo altamente viciante e povou praticamente todas as plataformas mais atuais, entre elas o DS. A sequência era muito esperada, e enfim ela chegou. Mas será que ficou tão boa quanto a original?
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Puzzle no espaço
Galactrix, diferente do original que se passava em uma época medieval, agora traz uma temática totalmente futurista. Mas não se engane: basicamente tudo o que nos viciou está aqui, mas de alguma outra forma. Troque seus guerreiros por uma nave, os campos pelo espaço e magias e outros poderes especiais por armas de tiro.
Inicialmente você deve "criar" seu personagem, mas infelizmente, só estão disponÃveis duas opções: um masculino, e outro feminino. O tÃtulo ainda conta com um pano de fundo: após uma grande guerra, o planeta Terra é destruÃdo. Quatro mega-corporações assumem o poder e lideram a humanidade. Os sobreviventes exploram o espaço afim de ter uma nova vida. Centenas de outras criaturas se instalam em várias galáxias do universo. A história de nosso personagem começa anos depois da catástrofe, quando a humanidade se mistura a outras raças. No todo, o papo é bem furado e lotado de clichês.
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Você começa com uma nave básica. À medida que se avança, pode-se ganhar novas naves e equipá-la com novas metralhadoras ou evoluir seu escudo. Para ganhar dinheiro, você deve completar as missões e vender cargas, que são adquiridas ao minar planetas. Aqui, deve-se cumprir um minigame bem simples, tendo como objetivo eliminar o máximo de pedras possÃveis.
Se você já jogou Puzzle Quest antes, o sistema de jogo não será problema. Caso não, saiba que a coisa é muito mais do que uma simples variante de Tetris. A grande novidade de Galactrix é a disposição das peças. Além disso, após movê-las, novas peças virão de onde você as eliminou, ao contrário do anterior em que elas vinham apenas de cima. Isso transformou e muito o jogo, criando uma nova forma de jogabilidade. As peças, de várias cores, representam o uso de equipamentos especiais da sua nave, como lasers que tiram bastante energia ou habilidades que detonam todas as peças de uma mesma cor. Já as bombas são os itens básicos para causar dano. O número nelas representa qual será o dano total. Claro que isso também depende da armadura do rival.
Ainda sobre as peças, a maior diferença fica por conta das azuis. Elas preenchem a barra de escudo da nave, algo vital para sua sobrevivência. Enquanto o escudo não for destruÃdo, a nave não sofrerá danos.
Toque defeituoso
Fora dos combates, você navega com sua nave através das diferentes galáxias. Em cada uma delas, há diferentes planetas e outros locais. Uma coisa que faremos muito aqui é hackear os portões, que dão acesso a outras galáxias. Há um mapa que mostra todas as existentes, mas a falta de uma opção de zoom atrapalha muito na navegação.
A jogabilidade é 100% via stylus. Mas o que parece perfeito para um puzzle, acaba se tornando algo péssimo em alguns momentos. Muitas vezes você vai clicar em uma peça para movê-la, mas o jogo não reconhece isso, ou acaba movendo-a para outra posição. Pior nos menus, em especial quando tentamos entrar em um planeta. Não são poucas as vezes que você terá que insistar em clicar na opção, ou o agravante de ter que aturar ver sua nave voar para outro lugar quando não é isso que queremos. A interface touch, de fato, é bem defeituosa.
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Além das missões principais, há dezenas de sidequests simples a se cumprir, com missões como visitar algum planeta "x", extrair minérios ou eliminar inimigos. Você vai gastar horas nelas. E se quiser curtir com um amigo, há um modo multiplayer. Infelizmente, nada de opções online, o que chega a ser decepcionante.
Outro ponto negativo fica pelo excesso de telas de loading, o que causa revolta em se tratando de um jogo para DS. Para praticamente qualquer bobeira que você for checar, lá está a tela preta. Isso é extremamente irritante, além da lenta navegação dos menus.
Graficamente, Galactrix faz pouco para causar boa impressão. O destaque fica para as artworks e só. Mesmo as animações durante os combates são bem fracas. O mesmo não se pode dizer do som, que é ótimo e combina perfeitamente com o clima.
Finalizando
Puzzle Quest: Galactrix é uma sequência que deixa à desejar. Não causa impacto quanto o anterior, mas tem algumas que chamam a atenção. Porém, os problemas com os comandos por toque são ridÃculos e ainda há ausência de opções online. Mesmo com problemas, continua divertido e você gastará muitas horas.
| Veredicto | |
| Galactrix é basicamente um Puzzle Quest no espaço, com algumas novidades. Mas deixa à desejar. |
6.0 |
| Prós: continua divertido; novidades interessantes no sistema de jogo; muitas horas de jogatina. Contras: problemas com os comandos por toque; ausência de opções online; interface fraca e muitas telas de loading. |





