
Estava dando uma olhada nas notícias da E3, no Uol Jogos, quando me deparo com essa aqui sobre o vindouro Sonic Generations. Agora leiam o seguinte trecho:
“Sonic Generations” também pode ser o último jogo estrelado pelo Sonic clássico. Segundo o produtor Takashi Izuka, o personagem só voltou para celebrar o vigésimo aniversário da franquia e não vai estrelar novos jogos depois disso.
A “rardecorização” pela qual Sonic passou nos últimos anos foi tão ruim que se criou a noção de que existem dois personagens. O design “Nescau Radical/Mama jo quiero ser hardcore” do Sonic dos games 3D é de tal modo rejeitado pelos jogadores, que pelo visto a própria Sega precisou assumir a dicotomia das representações como se fossem dois personagens diferentes. Um é aquele da era de ouro, estrela de games clássicos e amado por milhões de jogadores. O outro é representa a decadência da Sega, partícipe de games ruins ou no máximo medíocres, além de ter protagonizado situações constrangedoras como um romance com uma princesa zoófila, ser um “lobisonic”, lutar contra cavaleiros e por aí vai. Ainda sim, a Sega escolheu o segundo em detrimento do primeiro.
Que se dane a história, que se danem os jogadores, bacana é ser rardecore. Se a opnião do gênio acima for reflexo da mentalidade da Sega, fica claro que o Sonic clássico (ou gordinho se preferirem) serviu apenas como uma ferramenta para enganar os jogadores que há anos rejeitam esse Sonic pseudo-cool com seus jogos bugados e recheados de correrias retardadas. Se fosse o caso de realmente resgatar Sonic, por que então não fizeram Sonic Generations inteiramente baseado nos fundamentos dos games clássicos? E quem, à exceção de meia dúzia de viúvas seguistas, sente saudades de Sonic Adventure?
Parábens, Sega. Continue assim.
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