PowerPak

 

Lendo o fantástico Press The Buttons vi um acessório que pode tirar a poeira daquele seu  bom e velho Nes. Trata-se de um cartucho aparentemente normal, padrão americano para o console. Olhando mais de perto você descobre que na verdade é um adaptador de cartões CompactFlash que funciona como uma interface com o seu Nes. Funciona assim: você pega aquele montão de jogos de 8-bits que estão no seu computador (acho que não dá 500 MB) ou só aqueles que lhe interessam e copia para o cartão, insere o mesmo no PowerPak e espeta o acessório naquele seu Nes que está mofando no armário e terá todos eles disponíveis para jogar à velha maneira, direto na sua TV com aquele controle quadrado de apenas dois botões. E acreditem, a experiência é diferente de jogar no seu monitor através dos emuladores. Lembro de uma coisa interessante que grande Hellmatic disse quando traduziu para o nosso pt-Br o clássico Ninja Gaiden. Quando lhe perguntaram o que gostaria de ganhar em troca do trabalho, ele simplesmente respondeu que queria jogar o game traduzido no seu Nes se houvesse uma maneira de enfiá-lo novamente num cartucho. Bem Hellmatic, suas preces foram atendidas.
Você pode encontra o PowerPak na RetroZone Online Store pela "bagatela" de U$ 135,00. É claro que você tem que ser nostálgico pra desembolsar essa quantia só pra jogar os antigos clássicos, mas acredito que é um investimento bem feito.

Veja também:

Remake de Castlevania III

 

Caslevania é uma das minha séries favoritas. Acho que porque, junto com Super Mario Bros 3, foi o meu primeiro contato com um NES. Achei aquele jogo de vampiros fantástico (e difícil pra burro). Depois que eu já possuia meu próprio console consegui a muito custo alugar o terceiro episódio da série, Dracula’s Curse, pouco tempo após o seu lançamento no final de 1990. Especialmente aqui no Brasil, a chegada de cartuchos originais era demorada e a corrida na abertura das portas da locadora era algo que só vejo em liquidação de sapatos femininos, quem chegasse primeiro à capinha do jogo na prateleira levava. Passei um final de semana inteiro quase sem dormir ou comer (como é que eu conseguia?) empenhado em minha jornada para salvar o mundo da maldição do Conde Drácula. Lembro bem de jogar com meu amigo e ouvir minha mãe chamando na hora do almoço:

 

- Meninos, venham almoçar!

- Agora não dá mãe, tenho que salvando o mundo do Conde Drácula!

- Depois  você salva, agora vem comer!!!

 

Pois é, com mãe não dá pra argumentar não, mas o Lorde das Trevas não perdeu por esperar. Até hoje este é um dos meus capítulos favoritos da saga, só perdendo para o Symphony of the Night. Você encarna Trevor Belmont que, diga-se de passagem, é o cara! Ele morcego e mostra o chicote! Além disso ainda podemos contar com ajudantes jogáveis e com habilidades diferentes durante a jornada. Com a sua jogabilidade bem consistente, personagens carismáticos, gráficos estupendos para o console e músicas que até hoje ecoam na minha cabeça – sério, eu gravei um fita K7 (eu disse K-sete!) e ouvi as músicas durante muito tempo – além de caminhos e finais alternativos faziam do jogo um dos pacotes mais completos e divertidos e de maior valor de replay do console.

Mas se você não teve o prazer de jogar e não aguenta os "graficozinhos" do NES, calma! Seus problemas acabaram! Ou melhor, podem acabar logo. Dois iluminados chamados Jorge D. Fuentes e Quasar estão trabalhando em um remake do jogo com gráficos mais atuais. Tudo  bem, não tão atuais, mas um jogo de 16-bits bem feito ainda me abre um grande sorriso do rosto. Infelizmente o jogo ainda está imcompleto mas já se encontra em estágio avançado como podemos conferir nos vídeos abaixo (e só clicaar em "leia mais"). Há também um demo jogável com amostra de quase todas as fases. Ele possui muitos bugs ainda mas já nos dá a idéia do potecial que o jogo tem. O game me deixou bem impressionado e fiquei muito feliz vendo aqueles cenários e músicas refeitos de forma apaixonada. As fases são uma cópia idêntica ao jogo original em cada detalhe, apenas com gráficos melhorados. Um trabalho muito bem feito e que torço para não acabar como outros remakes que foram degolados pelas produtoras dos jogos originais. Há também um demo técnico de uma versão para Windows. Os dois estão disponíveis para download nos links abaixo.

 Nas palavras de Jorge D. Fuentes o projeto não está sendo muito divulgado e nem novas demos foram lançadas para evitar:

 

1. Pessoas modificando o código e clamando sua autoria.
2. Konami e suas cartas de pare-e-desista (o que fizeram com os projetos de Shin Natsume e Simon’s Quest 3D).

 

Sendo assim, provavelmente só veremos outro release jogo quando este estiver completo e jogável.

Você pode encontrar muito mais informações sobre o andamento do remake e até falar com seus autores nesta thread do Castlevania Dungeon Forums.

Espero que um dia as empresas entendam que são os fãs que fazem delas o que elas são hoje e que ninguém está tentando ganhar dinheiro com isso (provavelmente estão é perdendo), apenas mostrar a sua paixão por um jogo.

 

Outros links:

 

Jogabilidade – Parte 1

 

Jogabilidade – Parte 2

Veja também:

Games #@%&$!


Seguindo um belo post do Dori Prata no novo e já excelente blog Meio Bit Games, resolvi listar os jogos que mais me tiraram horas de sono preciosas da minha vida (como se eu não achasse isso legal). Por enquanto só os do NES que foi o console que eu mais joguei na vida (sem ordenação pois todos são difíceis a sua maneira).

  • Ninja Gaiden – seria impossível sem os “continues” infinitos.
  • Gauntlet - dezenas de fases e milhares de inimigos.
  • Battletoads - todos tem pesadelos com a 3ª fase, mas eu ainda acho a 6ª “Karnath’s Lair” e a 8ª “Terra Tubes” mais difíceis ainda. Quero mesmo é ver alguém fechar o jogo sem pegar nenhuma warp ou usar truques de emuladores e game genie.
  • Silver Surfer – ô joguinho do cão! só consegui ver o final com o game genie.
  • Immortal - muita coisa na tentativa e erro, e bota tentativas nisso.
  • Kabuki Quantum Fighter - as últimas fases são de lascar
  • Bart vs Space Mutants – quem em sã consciência ia imaginar que ali naquele dinossauro tinha uma plataforma invisível, isso também já é !@$#! com o pobre do jogador!
  • Mike Tyson’s Punch Out – muitos adversários difíceis, mas o que fazia o jogo deixar os jogadores sem cabelo era o seu chefão final, alguém adivinha quem é? :-)
  • Ghosts & Goblins – a jogabilidade ainda “ajudava” a deixar o jogo mais difícil
  • Castlevania - difícil, especialmente na última fase e contra chefões memoráveis como a Morte, e haja continue
  • Rygar - só 1 vida e 3 blocos de energia? Tá louco?
  • Contra - sem o código de 30 vidas é osso duro de roer.
  • Life-Force – vide “Contra”
  • The Adventures of Bayou Billy – dezenas de inimigos com tanta ou mais energia que você e controles totalmente imprecisos o jogo te vence pelo cansaço.
  • Megaman - nada de códigos ou passwords, só na raça mesmo.
  • Megaman III – fases grandes e difíceis, só com muita insistência mesmo.

Até agora foi só os que me vieram a memória, mas quem quiser adicionar algum jogo ou criar a sua própria lista, sinta-se a vontade.

Veja também:

Captain N: The Game Master

 

Alguém aí lembra desse desenho? Passa nas manhãs infantis da globo com o nome de "Capitão N" apenas, pelo que me lembro. Nesse tempo eu ainda não havia sido apresentado a nenhum console ou mesmo visto algum jogo além dos que eu tinha no meu antigo Atari 2006, portanto não relacionava os personagens à nada, para mim era tudo novo. Nem imaginava que todos eles haviam sido retirados de vários games de sucesso que rodavam no 8-bits da Nintendo. A série foi produzida pela DIC Animations sob encomenda da própria Nintendo. Nele um tal de Kevin Keene, que parecia mais um membro da fraternidade AlphaBeta, é sugado pelo seu NES para um mundo chamado Videoland (?). Ali quem dominava o pedaço e a grande vilã da história era a Mãe Cérebro, retirada direto do game Metroid. Havia outros "pau-mandados" sob a sua liderança onde destacam-se o Dr. Willy (Megaman), King Hipo (Punch Out), Conde Drácula (Castlevania) e o Donkey Kong (ainda um vilão). O protagonista Kevin usava uma fivela de cinto igual ao joystick de um NES além de usar uma pistola e uma Power Glove, acessórios típicos do console. Ele liderava a equipe "do bem" que contava com os arqui-inimigos da maior parte dos vilões onde destacavam-se o Megamam, Simon Belmont e Kid Icarus entre outros. Infelizmente (ou será que foi de propósito) os personagens fugiam um pouco (as vezes até demais) de suas caracterizações nos póprios games. Achava hilário por exemplo o personagem Simon Belmont que deveria ser o corajoso caçador de vampiros mas tinha aquela voz bem afeminada e morria de medo de qualquer coisa. Com suas impagáveis frases: "Eu sou Simooooon Beeeeelmont, caçador de vampiros" e "Soooooocooooorrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrooo!!!!" que ainda hoje ecoam em minhas lembranças, ele era o alívio cômico do desenho. Claro que ele falava isso de uma forma, digamos, bem gay, e isso deixava as frases engraçadas. O Megaman por sinal era ridículo, parecia um duende verde que achava uma maneira de colocar um "mega" em todas as sua frases, quase irreconhecível. O conde drácula era outro bem diferente do vilão astuto e imponente dos castlevanias mais recentes. Mas apesar de ser um caça níqueis descarado com uma história sem pé nem cabeça que só servia para juntar personagens e mundos totalmente diferentes, foi um dos primeiros desenhos baseados em vídeo-game e era até legalzinho e divertia de acordo com as minhas lembranças. Relacionei alguns links abaixo e até vídeos no youtube para matar as saudades.

 

the Captain N Network
Vídeo de Abertura
Outro vídeo no Youtube
Mais informações no Wikipedia

Veja também:

Consoles Levados ao seu Limite

 

Uma das coisas que mais gosto no RacketBoy são suas listas/guias de jogos. Há desde jogos mais baratos de um console até jogos que defiram uma plataforma. Há ainda o meu preferido: jogos que levaram ao limite determinado console. Ontem saiu uma lista desta, excelente diga-se de passagem, direcionada ao saudoso NES. Há alguns pouco conhecidos e outros que passariam facilmente por um jogo de 16-bit. Pensou em algum jogo com gráficos estupendos, música envolvente e jogabilidade precisa? Clique e conferira se o jogo está na lista.

 

The Games That Pushed The Limits Of The NES

Veja também:

vNES

Quer jogar velhos jogos do NES mas não tem saco de baixar um emulador, configurá-lo, procurar a ROM, etc, etc, etc. ??? Então visite o vNES, um emulador escrito em java e totalmente on-line. Até as ROMs estão lá, nem é preciso fuçar no submundo da Internet.

Veja também:

Máquinas de Entretenimento # 01

Nome: NES/Famicom – Nintendo Entertainment System/ NintendoFamily Computer
Empresa: Nintendo
CPU: Ricoh 8-bit processor (arquitetura MOS 6502 core) de 1.79 Mhz
Resolução: 256×224 (ntsc) or 256×239 (pal), com 52 cores disponíveis
Memória: 16 Kbit (2KBytes)
Aúdio: 5 canais
Lançamento: 15/07/1983 (Japão) / 18/10/1985 (EUA)
Unidades vendidas: 60 milhões

 

 

Iniciamos esta seção com ele, claro. Talvez não seja o melhor mas foi o mais popular de seu tempo e o console que recolocou os games nos seus devidos eixos depois do colapso da indústriaem 1982 promovido pela Atari e seus 1633465423 jogos ruins.
Muitos clássicos que são populares até hoje nasceram no NES e motivaram muitas empresas a seguir adiante na área de produção de jogos.
Apesar de possuir um hardware inferior ao seu principal concorrente, o Master System (que só foi lançado em 1995 no Japão), o NES brilhava pela originalidade diversão dos seus jogos e provou que o sucesso comercial de um console não depende do seu poderio técnico, mas da capacidade e criatividade dos programadores.
Também foram lançados muitos acessórios para o console, alguns bem legais e outros beirando o ridículo. Da tradicional (depois do NES) pistola laser, controles wireless e até um robô que jogava alguns games mais simples. Uma lista completa destes acessórios está nos links no final do post.
O NES nunca foi lançado oficialmento no Brasil, porém diversos clones surgiram (quem nunca teve ou viu um?) como o Top Game VG-8000 (CCE), Dynavision II (Dynacom), Phantom System (Gradiente), Hi-Top Game (Milmar) e o BIT System(Dismac), este último uma cópia idêntica ao console em sua versão americana.
Opnião inteiramente pessoal: o Phantom System foi o melhor dos clones (tá bom, eu tive um sim!) pois tinha um design muito bonito e controles que eram clones dos usados pelo Mega Drive. Aliás eram melhores, pois os botões e o direcional eram bem melhor e menos duros que o do seu original (acho que isso só quem joga entende).

 

 

Links adicionais

Página na Wikipedia (inglês)
Página na Wikipedia (português)
Clones do NES
Nintendo Hacks
Acessórios lançados para o NES
Mais periféricos para NES

Veja também:

Game Over # 01 – Ninja Gaiden 2

 

 

Aqui mostraremos o final de jogo que marcaram época, afinal pra que você se esforçou tanto? Pra ver o final né?
E para inauguração mostramos o final de Ninja Gaiden 2, um jogo a frente do seu tempo, com uma temática mais obscura e adulta que a maior parte dos jogos naquele tempo.
Depois de derrotar Asthar, Jaquio e a Realm of Chaos, Ryu leva o corpo inanimado de sua amada Irene para longe do templo em ruínas.
Ele lamenta pela sua inabilidade de salvá-la. Porém, neste momento a sua Dragon Sword of Caos se transforma em uma esfera de luz restaurando a vida de Irene. Repleto de felicidade, os dois deslumbram abraçados o pôr-do-sol até o anoitecer.

Well Done Ninja Team

 

Veja também:

Página 1 of 212