Máquinas de Entretenimento #02

Nome: Genesis/Mega Drive
Empresa: SEGA
CPU: Motorola 68000 de 16 bits operando a 7.61 Mhz
Co-processador: Z80 de 4 MHz para o controle do PSG (Programmable Sound Generator) e dos Chips FM
Resolução: 320×224 com 512 cores disponíveis
Memória: 64 KBytes
Aúdio: 6 canais estéreo com chip FM (Yamaha YM 2612)
Lançamento: 29/10/1988 (Japão) / 14/08/1989 (EUA)
Unidades vendidas: 35 milhões

 


Para não dizerem que sou puxa-saco da Nintendo, vou falar agora do primeiro console caseiro de 16-bit da história. Tá bom, tem também o PC Engine/TurboGrafx-16 da NEC que foi lançado 1 ano antes, mas esse eu nunca vi na vida nem conheci ninguém que tenha visto um. Lembro bem da empolgação de amigos naqueles áureos tempos quando falavam do Mega Drive. Gráficos incríveis, som espetacular, e o Sonic então, que que era aquilo, rapaz??? Fiquei deslumbrado quando vi o jogo rodano suave e velozmente como só o processador do Mega Drive conseguia fazer naquela época.
O console fez um grande sucesso em todo mundo, inclusive no Brasil onde foi lançado oficialmente pela Tec Toy que vendeu muitas unidades e o manteve no topo por muito tempo devido, principalmente, a competência da empresa.
Vários clássicos nasceram neste console como o já supracitado Sonic, Strider, Shadow Dancer, Gun Star Heroes, Beyond Oasis, Ecco The Dolphin, Streets of Rage, Toejam & Earl, além de continuações importantes como Phantasy Star II, III e IV, After Burner II, Thunder Force 3 e 4, Shinobi 3, Castlevania Blood Lines, etc.

Em 1991, depois de perder terreno para o Super Nintendo, a Sega lança o Mega CD (Sega CD nos EUA), um add-on que permite que o Mega Drive toque CD’s de audio e rode CD’s de jogos desenhados especialmente para isso, como SonicCD e Snatcher. Apesar de interessante, não foi um grande sucesso de vendas devido ao seu alto preço e baixa quantidade de jogos produzidos.

Mesmo assim a Sega ainda investiu no desenvolvimento e lançamento de mais um periférico para o seu console de 16-bits e no final de 1994 lançou o Sega 32X. Ele prometia levar os jogos a outro nível e era encaixado na baia dos cartuchos. Possuia um processador mais poderoso (na verdade eram dois SH2 de 32 bit RISC, opernado a 23 MHz cada), 256 KBytes de RAM, 12 cabais de áudio e 32.768 cores simultâneas na tela. Além de cartuchos alguns jogos em CD foram lançados para o 32X, o que obrigava o felizardo jogador a ter o Mega Drive, o Sega CD e o Sega 32X todos acoplados. Poucos jogos foram lançados como Kolibri, Virtua Fighter e Blackthorne. Em Sega CD + Sega 32X temos o famigerado Nigh Trap. Infelizmente, os jogos com bugs e a nova geração de consoles de 32-bit despontando no horizonte o 32X foi outro fracasso de vendas e a Sega resolveu apostar as suas fichas em um novo projeto (o Saturn) deixando a era 16-bit de lado.

 

Links adicionais:

 

Veja também:

Máquinas de Entretenimento # 01

Nome: NES/Famicom – Nintendo Entertainment System/ NintendoFamily Computer
Empresa: Nintendo
CPU: Ricoh 8-bit processor (arquitetura MOS 6502 core) de 1.79 Mhz
Resolução: 256×224 (ntsc) or 256×239 (pal), com 52 cores disponíveis
Memória: 16 Kbit (2KBytes)
Aúdio: 5 canais
Lançamento: 15/07/1983 (Japão) / 18/10/1985 (EUA)
Unidades vendidas: 60 milhões

 

 

Iniciamos esta seção com ele, claro. Talvez não seja o melhor mas foi o mais popular de seu tempo e o console que recolocou os games nos seus devidos eixos depois do colapso da indústriaem 1982 promovido pela Atari e seus 1633465423 jogos ruins.
Muitos clássicos que são populares até hoje nasceram no NES e motivaram muitas empresas a seguir adiante na área de produção de jogos.
Apesar de possuir um hardware inferior ao seu principal concorrente, o Master System (que só foi lançado em 1995 no Japão), o NES brilhava pela originalidade diversão dos seus jogos e provou que o sucesso comercial de um console não depende do seu poderio técnico, mas da capacidade e criatividade dos programadores.
Também foram lançados muitos acessórios para o console, alguns bem legais e outros beirando o ridículo. Da tradicional (depois do NES) pistola laser, controles wireless e até um robô que jogava alguns games mais simples. Uma lista completa destes acessórios está nos links no final do post.
O NES nunca foi lançado oficialmento no Brasil, porém diversos clones surgiram (quem nunca teve ou viu um?) como o Top Game VG-8000 (CCE), Dynavision II (Dynacom), Phantom System (Gradiente), Hi-Top Game (Milmar) e o BIT System(Dismac), este último uma cópia idêntica ao console em sua versão americana.
Opnião inteiramente pessoal: o Phantom System foi o melhor dos clones (tá bom, eu tive um sim!) pois tinha um design muito bonito e controles que eram clones dos usados pelo Mega Drive. Aliás eram melhores, pois os botões e o direcional eram bem melhor e menos duros que o do seu original (acho que isso só quem joga entende).

 

 

Links adicionais

Página na Wikipedia (inglês)
Página na Wikipedia (português)
Clones do NES
Nintendo Hacks
Acessórios lançados para o NES
Mais periféricos para NES

Veja também: