Porque Eu Sou um Retrogamer

 

Inspirado em um post homônimo do Racket Boy vou tentar falar sobre o porquê desta paixão por games antigos. Jogadores mais novos tendem a menosprezar os games antigos e até a criticar jogadores que os apreciam e defendem. Infelizmente muitos destes jogadores se preocupam demais com gráficos, sons, número de polígonos, resolução do vídeo, etc… e  muitas vezes esquecem do maior valor que, na minha opinião, qualquer jogo deve priorizar: a diversão. Mas vamos por partes, pois toda história tem um começo.

 

A Minha História de Gamer
Nasci no final dos anos setenta e conheci o videogame apenas em meados dos oitenta, mesmo porque as novidades, especialmente naquela época, demoravam para chegar ao nosso país. Como a minha família não é, nem nunca foi abastada em relação ao dinheiro, com algum esforço e economia familiar ganhei de presente, lá pelo ano de 1984, o meu primeiro console, um Atari 2600 da CCE. Ganhei também "de lambuja" os jogos Pac-Man e Bob is Going Home. Naquela época nem se falava em Nintendo ou Super Mario Bros, embora já existissem no Japão. Não entendo até hoje como aquele Atari não derreteu depois de tantas horas ligado na tomada. Além disso, ainda havia um fliperama (como chamamos o arcade aqui) perto de casa. De vez em quando eu passava lá para dar uma olhada nas máquinas, mas pouco jogava devido a achar o valor de uma ficha alto para uma jogatina muitas vezes curta demais se comparada ao que eu poderia ter nos consoles caseiros. Mesmo assim eu ficava maravilhado com aquelas máquinas e me diverti muito com clássicos como Double Dragon e Rygar. Quando eu vi um Nintendo pela primeira vez fiquei boquiaberto, era quase um arcade em casa. De cara eu joguei Super Mario Bros 3 e Castlevania, imaginem. Depois daquela experiência economizei cada centavo pensando em comprar um. Em 1991 realizei meu sonho e adquiri um Phantom System junto com os games Captain Comic e Ghostbusters. Logo consegui trocar os dois por outros mais interessantes e assim continuei trocando e experimentando outros jogos. Também usava todo o resto do dinheiro que conseguia alugando um jogo ou dois nos finais de semana. Que época divertida. Daí pra frente comprei outros consoles com o mesmo esforço e economia, pois já trabalhava. Infelizmente sempre com aquela defasagem em relação ao seu lançamento lá fora, pois só assim os preços do console estavam mais acessíveis e já havia um grande acervo de bons títulos disponíveis. Para encurtar a história hoje possuo um PS2, um Xbox 360 e um Nintendo DS, este último o único console com menos de três anos de existência que comprei na vida.
 
 
Jogos e Idéias Simples
Quando criança eu tinha muito mais tempo para jogar. Agora com uma casa para cuidar, trabalho, namorada e uma vida social, além deste blog, meu tempo para jogos diminuiu bastante. Isso tudo me leva a preferir jogos mais simples de entender e onde eu possa salvar a qualquer momento. É claro que eu também gosto de jogos mais complexos, mas se eu for terminar as dezenas de side-quests, juntar as centenas de itens e tentar as "trocentas" possibilidades que um Final Fantasy moderno oferecem, eu não terei tempo para jogar outra coisa.
 

Gráficos 2D
Não sou um defensor ferrenho dos sprites, porém tenho que admitir que jogos feitos em 2D possuem um “charme” que um game 3D dificilmente consegue atingir. Apesar disso eu acho que a junção destes dois mundos sempre proporciona jogos muito bonitos. Os personagens e cenários de Donkey Kong Country por exemplo foram feitos em 3D, porém foram passados como sprites para o cartucho dando ao jogo belíssimos gráficos pseudo-3D. Outros como Ultimate Ghosts ‘N Goblins do PSP e o novo Street Fighter IV possuem gráficos 3D belíssimos e uma jogabilidade completamente 2D em side-scrolling, como em suas versões originais. Além disso eu gosto bastante de games side-scrolling como Metroid, Super Mario Bros e Ninja Gaiden. Por fim outra opinião própria: mapas 3D sucks.

 

Jogos Clássicos
Sabe aqueles jogos que mudaram o mundo dos games e fizeram história? Eu gosto de jogá-los, de sentir esta experiência e entender o porquê do sucesso destes. Mesmo jogos com poucos recursos visuais e sons MIDI podem proporcionar uma grande experiência. Tente jogar Legend of Zelda, Metroid/Super Metroid ou Final Fantasy VI até o fim e verão do que eu estou falando.
 

Um Grande Acervo
Na minha infância eu, logicamente, não possuia recursos financeiros suficientes para experimentar todos os jogos e consoles que eu gostaria, por isso mesmo eu deixei passar muitos jogos bons. Mesmo na época da universidade eu não tinha tempo e dinheiro para as novas plataformas da época como o Sega CD, Playstation, Saturn, Nintendo 64. Além disso, existiram consoles pouco acessíveis como o TurboGrafix-16 e o NeoGeo, além de arcades que nem deram as caras por estas terras. Por fim eu não acho que compensa gastar rios de dinheiro com vários jogos modernos se existem games antigos bons e baratos que, em muitos aspectos (especialmente no gameplay), são superiores a estes. Entendam, eu não disse que os jogos modernos são ruins, muito pelo contrário. Eu também jogo no Xbox 360, só que estes jogos são a evolução natural dos antigos, o que em última instância apenas corrobora com o fato de o quão são bons os jogos antigos.

 

Economia
OK, eu admito que sou econômico. Não chego a ser mão-de-vaca é claro, mas desde muito cedo aprendi o valor do dinheiro e aprendi a poupá-lo para o futuro. Foi parte da minha educação. Sempre economizei para alcançar certos objetivos e me acostumei com isso. Não costumo gastar com futilidades e por isso mesmo eu só compro um jogo ou console quando eu realmente o desejo MUITO. É claro que se a sua consciência permitir (a minha permite) também há o fantástico mundo da emulação. Muitos jogos que eu nunca tive a oportunidade de ver e consoles que eu nunca nem cheguei perto se tornaram realidade com os emuladores. Melhor que deixar estas obras esquecidas. Além disso, poupamos espaço físico já que não temos que nos preocupar em guardar cartuchos, economizando também tempo para encontrar a mídia, ligar o videogame, etc. Agora acesso muitos clássicos com alguns simples cliques.

 

O Fator Nostalgia
Isso para mim é um dos pontos mais importantes. Muitas pessoas se lembram de coisas que aconteceram em suas vidas ouvindo músicas, assistindo um filme ou olhando fotografias antigas. É claro que eu também faço isso, mas para nós gamers, jogos antigos da mesma forma nos trazem lembranças, especialmente se você tinha aquele grupo de amigos que se juntavam em uma casa e ficavam a tarde inteira revezando um joystick, ou se você passava horas naquele fliperama perto da escola só para ver outras pessoas detonando aquele jogo incrivelmente difícil (Prehistoric Isle que o diga). Eu também joguei bolinha de gude e soltei pipa no meio da rua como qualquer criança normal é claro, mas muitas das minhas melhores lembranças envolvem videogames. E isso é bom, porque eu não preciso sair e soltar uma pipa para experimentar aquela sensação nostálgica, apenas ligo o computador e clico no emulador.
 

Retro Sim, Velho Não
Não estamos falando apenas de jogos do milênio passado. Há muitos jogos atuais que nos remetem a jogos antigos. As idéia e fórmulas utilizadas por estes não morrem, são apenas recicladas. Um bom exemplo é o game New Super Mario Bros do Nintendo DS, possui gráficos e sons atuais porém uma jogabilidade e fórmula de mais de 20 anos. Não é a toa que remakes vendem como água no deserto e que o console mais vendido da geração é o “simples” Wii.
 

Conclusão
Espero que os jogadores mais novos procurem entender porque há pessoas que gostam de jogos antigos ou mesmo dos menos complexos, e vejam com outros olhos os games e até os gêneros esquecidos que quase sempre são melhores que a primeira impressão.

E você? Gosta de jogos antigos? Acha que algum jogo “velho” vale o seu tempo?

Veja também:

Mapas de Jogos


 

Lembra daquelas revistas que traziam mapas imensos feitos com uma colagem de diversas fotos do estágio de um jogo? Bem se você já viu alguma vez com certeza deve ter pensado no trabalho que deve ter dado para fazê-los. Naquele tempo era necessário andar um pouco no cenário, apertar o botão de pausa, tirar uma foto e reservar para a colagem. As câmeras pré era digital e televisores pequenos dificultavam ainda mais o trabalho. Hoje com os emuladores essa tarefa ingrata ficou bem mais fácil, mas  ainda bastante trabalhosa. Montar o mapa de alguns jogos é um verdadeiro teste de paciência. Por outro lado, se você não é tão antigo como a gente e nunca viu um mapa desses, dê uma olhada em alguns, garanto que vai ficar de boca aberta. Além de úteis na hora da jogatina alguns mapas dão ótimos wallpapers. Listei aqui algumas sites bem legais de gente que se dedica a essa árdua tarefa. Vale a pena dar uma olhada e conferir o mapas. Só não vá imprimi-los e acabar com todo o seu estoque de tinta.

 

  • The Video Game Atlas: um verdadeiro Atlas Gamer. Reúne diversos desses mapas fotografados, além de outros feitos a mão para facilitar a nossa vida na hora de se localizar no jogo.
  • Screenshot Maps: outro bom site que, apesar do pequeno acervo, disponibiliza mapas em alta resolução e muitíssimo bem detalhados.
  • Video Game Maps – Ian-Albert: também possui um acervo pequeno mas muito bem feito que merece ser visto.

 

Abaixo "linkei‘ alguns mapas para vocês terem uma idéia do negócio.

Veja também:

Phosphor

Belo First Person Shooter feito em Flash. Ele carrega rapidinho e roda diretamente no seu browser. Perfeito para aquela jogadinha no final do expediente. Vale a pena dar uma conferida.

 

 

http://www.rasterwerks.com/game/phosphor/beta1.asp

Veja também:

Video Game Music


Se voce está triste porque não teve o privilégio de ver uma apresentação do Video Games Live e adoraria ouvir músicas dos seus jogos preferidos remixados, não se desespere, a Internet está aí para nos ajudar. Aqui vão algumas dicas que achei nesse mundão virtual que podem amenizar o nosso sofrimento.

 

OverClocked ReMix – Video Game Music Community: é um site dedicado a reunir diversos trabalhos que envolvem músicas de video-games e, nas próprias palavras do site, "…provar que este tipo de música não é dispensável ou meramente um fundo musical, mas intrincado, inovador e eterno como outra forma de música qualquer". Lá você vai encontrar diversos projetos muito bons como Chrono Symphonic: Chrono Trigger ReMix Project, DOOM Remix Project, Project Chaos: A Sonic 3 & Knuckles Arrangement Album, entre outros. Vale a pena ver e, principalmente, ouvir.

  
VideoGame Music Archive: o VMusic já é um velho conhecido dos gamers e está no meu bookmark há muito tempo, mas vale a pena mencioná-lo novamente já que o assunto é música.

 

Banda Mega Driver: eu até ia fazer um post só para ele pois os caras merecem, mas já que estamos falando de música resolvi incluir aqui mesmo. Esta sensacional banda brasileira de Heavy Metal se dedica a remixar várias músicas de jogos antigos, especialmente os da era 16-bit. As músicas estão todas disponíveis para download. Há músicas que vão de Top Gear a Street Fighter passando por vários games como Sonic e Golden Axe. Eles até gravaram um álbum chamado Push Start Button com diversos clássicos bem conhecidos. O idealizador e fundador da banda Antônio Tornisiello inclusive criou uma guitarra a partir do console de 16-bit da Sega que ficou show. E pra coisa ficar ainda melhor eles lançaram um projeto chamado Metal MAME que é uma versão customizada do famoso emulador MAME, porém com suporte apenas a jogos que possuem a trilha sonora modificada com os novos arranjos feitos pela banda. Tudo disponível para download é claro. Simplesmente genial! Há também uma versão do emulador SNES9X para jogar o game Top Gear com os novos arranjos aqui. Para os amantes de rock e games (tô dentro) é um prato cheio. Vale muito conferir o trabalho da banda. Fiquem com um trecho da música "Round One", um remix do tema de Ryu em Street Fighter II.

 

Banda 8 Bit Instrumental: outra banda nacional que procura dar uma cara nova a músicas de jogos antigos usando os mais diversos estilos musicais. Nas palavras da própria banda: "8 Bit Instrumental é uma banda que tem a proposta de fazer releituras de trilhas sonoras de vídeo games, principalmente em plataformas 8 e 16 bit. Para isto utilizam-se de vários estilos musicais como, por exemplo, rock, samba, jazz dentre outros".

  

Minibosses: outra banda, desta vez americana, que também faz novos arranjos para jogos clássicos. Também possuem músicas para download.

 

XOCSITE: também possui alguns remixes de Super Mario, Kirby e outros jogos.

 

Cave Story – Remix Project: o pessoal do projeto procura refazer todas as músicas do jogo Cave History, um freeware feito parar PC e Mac que inclusive foi muito elogiado pelo OitoBits. Possui até as capinhas para download e impressão, que ficaram muito bonitas por sinal.

 

SNESmusic.org: disponibiliza a trilha sonora de diversos jogos de Snes no formato SPC. 

 

Zophar’s Domain: Game Music Archives: uma fonte bem completa de músicas de vários games em diversos formatos.

 

Video Game Music or Chiptune: não é tão fácil achar a música do jogo que você procura mas possui bastante material.

 

Project 2612: disponibiliza diversas músicas de jogos do Genesis/Mega Drive em formato VGM (algo similar ao SPC) que possui plugins para os mais

diversos players.

 

SMS Power: da mesma forma que o Project 2612 disponibiliza a trilha de diversos games no fomato VGM, porém é voltado aos fãs do Master System, Game Gear e Mark III.

 

GSF Central: especializado em trilhas sonoras de jogos de Gameboy Advance. As músicas estão no formato GSF, uma variante do PSF para o portátil. 

 

#gamemp3s: coletânias completas de vários jogos mais recentes em mp3.

 

Video Game Soundtracks: além da trilha sonora você encontra também reviews e fotos do jogo. 

 

Console Sonoro: ótimo blog que trata o assunto VG Music como ele merece.

 

É isso aí pessoal, o post já está imenso. Espero que gostem. Eu particularmente já estou baixando algumas composições para ouvir no meu MP3 Player. Se alguém souber de outros site ou projetos não deixem de comentar.

Veja também:

Doom Original em Flash

 
 
O  bom e velho Doom teve o seu código fonte liberado em 1997, daí pra frente já tivemos o game portado para os mais diversos sistemas, de aparelhos celulares até o AmigaPC, mas é inédito ver o mesmo rodando em flash, completo e funcional. A mágica foi feita compilando o código C/C++ do jogo para rodar na ActionScript Virtual Machine usando para isso o Alchemy. Isso abre um leque de possibilidades nunca antes visto para rodar aplicativos na web. Lembrem que a maioria dos emuladores por exemplo é escrito em C/C++ e, assim que a tecnologia estiver mais madura, não ficaria surpreso em ver um emulador de NeoGeo, N64 ou mesmo outros jogos antigos via browser.
  
Abaixo você confere o jogo e pode matar um pouco a saudade. Mas atenção, você precisa do Flash Player 10 ou Air 1.5 para rodá-lo.

 

 

W, A, S, D ou SETAS – movimento
Q, E – strafe
ESPAÇO – tiro
R – abrir portas
SHIFT – correr
ESC – menu
TAB – mapa
NÚMEROS – mudar arma

 

[via Newgrounds]

Veja também:

Games Originais em Conta

Estava navegando (alguém aí ainda usa esse termo?) pelo site da fnac quando e deparei com algumas boas ofertas de games originais. Não sei se alguém aí já viu, mas achei os preços justos e atraentes (só pra constar, não estou ganhando nada da fnac). Encontrei por exemplo:

Warcraft III (R$ 19,90)
Fifa 06 (R$ 29,90)
Starcraft + Broodwar (R$ 19,90)
Diablo II (R$ 19,90)
Diablo II – Golden Edition (R$ 29,90)
Need for Speed Underground (R$ 29,90)
Sim City 3000 (R$ 29,90)
Tony Hawk Underground 2 (R$ 29,90)
O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei (R$ 29,90)
Splinter Cell – Pandora’s Tomorrow (R$ 29,90)
Rainbow Six – Raven Shield (R$ 29,90)
Medal of Honor – Allied Assault (R$29,90)
Half-Life Anthology (R$29,90)
Counter Strike Anthology (R$29,90)
Brothers in Arms – Road to Hill 30 (R$ 29,90)
Command & Conquer Generals (R$ 29,90)

Há outros um pouco mais caros que também valem uma olhada. E só pra explicar, apesar de eu ser um retrogamer e o foco deste blog ser o retrogaming eu não parei no tempo não pessoal, também gosto de jogos mais “modernos”, afinal temos que ter a mente aberta e saber sempre apreciar bons games e boas idéias, sejam elas do milênio passado ou não. Mas isso é assunto para outro post.
E antes que pensem que estou puxando a sardinha para o lado da fnac, encontrei também alguns desses jogos no Submarino pelo mesmo preço, como Diablo II (R$ 19,90) e Warcraft III (R$ 19,90).

E já que o negócio são jogos bons e baratos, vou incluir aqui os 3 jogos disponibilizados gratuitamente pela Ubisoft com propagandas in-game. Os links estão aí em baixo e depois de fazer o download você ainda precisa ativar o mesmo na Ubisoft para poder jogar.

Far Cry
Prince of Persia: Sands of Time
Rayman Raving Rabbids

Update: o Guilherme do inGame ad.DICTION me lembrou que ainda há o game Tom Clancy’s Ghost Recon entre os jogos disponibilizados gratuitamente pela Ubisoft. O link para o download você confere nest post no próprio inGame ad.DICTION.

Veja também:

Etiquetas para Jogos de Atari

 

Que tal fazer suas próprias etiquetas para os seus jogos de Atari? Com o Label Maker 2006 você pode não só fazer isso mas criar etiquetas para outros jogos no estilão dos antigos games de Atari. O programa foi criado pelo usuário Cropsy do AtariAge e é muito fácil e divertido de usar. No fórum do AtariAge e no post do Game Monk (link abaixo) você encontra exemplos de etiquetas muito criativas. Faça uma e compartilhe a sua criação com a gente.

 

[via Game Monk]

Veja também:

Revista Retro Gamer

VIRE A PÁGINA

 

Retro Gamer é uma publicação inglesa mensal voltada aos jogos antigos. É a única voltada especificamente para isso e já está na sua 38ª edição. Ela foi lançada em janeiro de 2004 e fez bastante sucesso, mas devido a falência da sua editora, a Live Publishing, parou de ser publicada em setembro de 2005, voltando as bancas somente em dezembro do mesmo ano, agora editada pela Imagine Publishing que comprou os direitos da publicação.
Durante o "coma" da revista alguns freelancers que escreviam para a mesma juntaram os artigos que deviam aparecer na edição seguinte (19ª), adicionaram vários extras e lançaram um CD chamado Retro Survival em novembro de 2005. O CD é vendido por £5.00 (dentro do Reino Unido), e possui além do seu site oficial um fórum próprio.
Voltando a revista Retro Gamer, depois de ler a primeira edição posso afirmar que é uma ótima publicação. Ela analisa diversos games antigos, traz entrevista com seus criadores e mostra o que aconteceu com as plataformas em que eles rodavam. Esta edição em particular traz um artigo muito bom sobre o Sinclair ZX80/81 e o ZX Spectrum, uma matéria sobre Miner Willy, protagonista de uma série de jogos lançados para o Commodore 64 e o próprio ZX Spectrum, vários top ten de diversas plataformas desde o Atari 2600 até o Super Nintendo, passando pelo Commodere 64, Amstat, Mega Drive, Amiga e Arcade, entre outros. Traz também uma matéria comemorativa da série Street Fighter e ainda dá diversas dicas sobre emulação de consoles e computadores. Até a sua 18ª edição a revista também vinha com um CD contendo freewares e sharewares de jogos antigos e remakes além de vários emuladores.
Infelizmente é bem difícil botar as mãos em uma edição desse tesouro. Mesmo em importadoras de revistas não consegui encontrá-la. A editora vende algumas edições anteriores nesse link, mas não encomendei nenhuma pra ter certeza de que eles enviam também para o Brasil (aparentemente sim). Se alguém se interessou o fizer, por favor nos conte o que aconteceu. A propósito, cada edição custa £ 9.00 (já com o frete).
Por conta dessa dificuldade disponibilizei nos links abaixo a primeira edição e PDF. Ela possui um tamanho considerável (31.11 MB) mas acredite meu amigo nostálgico, vai entretê-lo por mais tempo que este filme que você está baixando aí. Logicamente você também vai precisar de um certo dominio do inglês para apreciar completamente a revista. Mas vale o clique, eu garanto. Se alguém tiver outra edição ou souber onde encontrá-la, não se acanhe, comente.

PS: o início do post é uma pequena amostra da 36ª edição em flash que copiei descaradamente do site oficial, abaixo está o link para o original.

 

 

Veja também:

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