Revista Old!Gamer

 

Finalmente ela esta entre nós. A revista Old!Gamer foi oficialmente lançada para a alegria de nós velhinhos. Alguns inclusive já estão com ela em mãos como você pode ver no Museu dos Games.

Se você ainda não reservou a sua corra que ainda dá tempo. É só clicar aqui e comprar.

Acima você confere uma palhinha do conteúdo das primeiras páginas.

Se continuar com essa qualidade com certeza teremos uma publicação de sucesso e vida longa.

Veja também:

Jogos que Chegaram ao Limite #1

 

Você provavelmente já entrou em discussões acirradas sobre o quão bom eram os gráficos, sons ou jogabilidade daquele seu jogo querido. Quase sempre sem convencer o ouvinte de que o "seu" game era melhor. Depois pensou, deixa pra lá, afinal gosto não se discute, se lamenta.
Isso é muito bom, pois é exatamente essa variedade de gostos que leva as produtoras a fazer outros tipos de games a fim de agradar diferentes públicos. E quanto mais opções, mais gente descobre esse mundo.
Mas temos que admitir que, apesar de "puxarmos a sardinha" para aquele joguinho original ou para aquele outro com ótima trilha sonora, existem alguns games que realmente "espremeram" cada gota que o hardware em que ele rodava podia oferecer.

Nesta série de posts (assim espero) pretendo mostrar alguns deles. Jogos que levaram o console ao LIMITE (sem trocadilhos com péssimos programas de televisão). Tudo isso levando em consideração, principalmenteos gráficos, mas também a parte sonora e quaisquer outros fatores relevantes. É claro que esta será, em última análise, apenas a humilde opnião deste autor. Também gostaria de citar alguns jogos que inovaram de alguma forma na seção de menções honrosas. Espero que vocês tenham uma opnião diferente, pois assim poderemos quem sabe reviver algumas das nossas conversas sobe que jogo é melhor no quê.

 

Para começar escolhi o saudoso Atari 2600. A discussão está aberta.

 

 

Embora o Atari 2600 tenha sido concebido para fazes jogos simples de não mais que poucos pixels e uma dúzia de cores, alguns jogos conseguiram o coisas impressionantes.

 

Solaris (1986)

 

 

Este com certeza é o campeão deste console. O game consegue passar uma falsa sensação de 3D, coisa impensável na época. Você comanda uma pequena nave sobrevoando planetas, resgatando pessoas sempre de olho no combustível que pode ser enchido em estações terrestres. Além disso, é possível viajar pelo espaço caçando outras naves inimigas. Um detalhe interessante é que, ao contrário da maioria dos jogos deste console, você não está limitado aos cantos da tela. O cenário vai "rolando" enquando você se desloca para a direita ou para a esquerda. Da mesma forma, no espaço podemos nos descolar verticalmente e, embora a nave continue na mesma posição, os objetos mudam em nossa relação, tornando o falso 3D ainda melhor. Assim que você acaba de viajar por uma área, aparece um mapa com outros quadrantes do universo. Você pode então dar um "salto" para aquela área à procura de novos inimigos ou para resgatar mais pessoas. O jogo não possue nenhuma música mas os sons dos tiros e explosões são decentes para um Atari 2600. O único problema é o constante piscar dos objetos que pode causar um ataque epilético. É um jogo muito bom que só conheci depois dos advento dos emuladores. Recomendadíssimo para os que apreciam estas relíqueas.

 

 

Radar Lock (1989)

 

 

Outro jogo que inovou. Tardiamente é verdade pois o jogo foi lançado no final dos anos 80. Podemos considerar este como uma versão (bem) mais simples dos simuladores de caça como o After Burner lançado em 1987. Os gráficos também são muito bons como vocês podem ver nas imagens. E sim, eu também notei que o layout é muito parecido com o do Solaris. Mas é assim mesmo, boas idéias são sempre reaproveitadas.

 


Pete Rose baseball (1988)

 

 

Um game de baseball, nada de mais. A grande diferença são os personagens, grandes e bem “entendíveis” na tela. Assim não era preciso ficar imaginando tanto o que era aquele amontoado de pixels. Pena que saiu tarde demais também.

 

Open Sesame! (1982)

 

 

O game iniciava com a frase “Open Sesame!”…falada! Juro! Não tinha uma qualidade de CD, é claro (não chegava nem perto do som de uma rádio AM pirata transmitindo do Japão), mas dava pra entender. Acho que usaram todos os bits para armazenar o som e não sobrou muito para o jogo em si, pois a qualidade do mesmo é sofrível. Mas pela inovação no áudio o jogo merece estar nessa lista.

 

Menções honrosas

 

Vanguard (1982)

  O primeiro game que eu lembro a utilizar o salvador dos gamers chamado "continue". Além disso ele possue fases com visão lateral e outras aéreas, uma grande inovação para a época. Ao final de cada fase ainda podemos ver o progresso da jornada através de um “mapa” rudimentar. Outro detalhe é que podemos atirar nas quatro direções cardeais. E pra fechar com chave de ouro o game possui uma das capas mais cools da biblioteca do Atari 2600.

 

 

Superman (1983)

  Finalmente um jogo "zerável". Agora temos um objetivo e podemos chegar ao final do game. Era só prender os bandidos, consertar a ponte e salvar o dia.

 

 

Battlezone (1983)

  Entra na lista pelo interessante efeito quando o seu tanque era destruído. Além disso jogos em primeira pessoa eram coisas raras na época.

 

 

Robot Tank (1983)

  Podemos considerer este o Battlezone 2. Ou seria um hack? Bom, o fato é que a sensação de primeira pessoa foi melhorada e o efeito da destruição do tanque continua.

 

 

Earth Dies Screaming (1983)

  Além do título mais legal dos jogos de Atari 2600, o que o já qualifica para essa lista, é um jogo que passa uma boa sensação de primeira pessoa e possui umas "textura" que lembra as Green Hills do Sonic. No game você comando uma nave viajando pelo espaço a procura de inimigos.

 

 

F-14 Tomcat (1988)

  É um simulador de caças com a visão de dentro da cabine. Não foi inovador por saiu um ano depois do game Top Gun. Mesmo assim os detalhes ficaram bem legais.

 

 

Rampage! (1989)

  Tela de abertura animada, seleção de personagem, diálogos antes da jogatina propriamente dita? Até parece um jogo da geração seguinte. Muito provavelmente por ter saído tão tarde.

 

 

Sei que ainda posso citar mais alguns mas prefiro deiar isso a cargo de vocês.

 

 

Veja também:

Adventure 2006 Reboot

 

Já falei aqui sobre um dos jogos que mais marcaram a minha vida no Atari 2600. Se não conhecem vejam o post sobre ele e outro sobre a sua continuação (isso sem falar no mod feito para Quake 3).

Agora a boa notícia: um grupo de loucos (por videogame com eu) fez uma incrível remake deste clássico de 1979. O jogo está todinho lá com seus castelos, pontes mágicas e dragões-pato. Opa, agora eles realmente são dragões e não somos mais um quadradinho mas um personagem humano bem definido. Apesar da atualização gráfica a jogabilidade permaneceu intacta! Um ótimo trabalho sem dúvida.
Confira no vídeo abaixo como ficou o game e vá correndo no site dos autores para pegar a sua cópia. Inclusive há uma versão do jogo em português. Agora não tem desculpa, jogue e entenda porque Adventure é um clássico.

 

 

[via Meiobit Games]

Veja também:

Super Mario com Efeitos Especiais

 

Mais uma do grupo japonês (claro) que fez os famosos vídeos com "falsos efeitos especiais" do ping pong e do futebol. Desta vez o tema é o Super Mario. Eles capturaram bem o espírito e fizeram uma sátira muito divertida. Isso me faz a cada dia ter mais certeza de que não existe povo mais maluco que o japonês.
Pelo que andei pesquisando estas encenações são feitas no Kasou Taishou – Kinchan and Katori Shingo’s All Japan Costume Grand Prix (ufa). Um tipo de show semi-anual de grupos amadores com cenas curtas.
 

Veja também:

Olha que blog maneiro!

 

 

 

 

 

Essa semana recebi da Camila Schäfer do Console Sonoro o selo "Olha Que Blog Maneiro!". Gostei da iniciativa e resolvi participar dessa "corrente". Além de divulgar blogs interessantes ainda podemos conhecer outros que nem sabiamos que existiam, como aconteceu comigo (que serão devidamente listados no blogroll assim que eu resolver uns problemas técnicos no site). Muito obrigado pelo apoio Camila.
Aqui estão os meus dez blogs maneiros:

Regras:

  1. Exiba a imagem do selo “Olha Que Blog Maneiro!” que você acabou de ganhar;
  2. Poste o link do blog que te indicou;
  3. Indique dez blogs de sua preferência;
  4. Avise seus indicados;
  5. Publique as regras;
  6. Confira se os blogs indicados repassaram o selo e as regras;
  7. Envie sua foto ou de um(a) amigo(a) para olhaquemaneiro@gmail.com juntamente com os dez links dos blogs indicados para verificação. Caso os blogs tenham repassado o selo e as regras corretamente, dentro de alguns dias você receberá uma caricatura em P&B.

Veja também:

Remake de Castlevania III

 

Caslevania é uma das minha séries favoritas. Acho que porque, junto com Super Mario Bros 3, foi o meu primeiro contato com um NES. Achei aquele jogo de vampiros fantástico (e difícil pra burro). Depois que eu já possuia meu próprio console consegui a muito custo alugar o terceiro episódio da série, Dracula’s Curse, pouco tempo após o seu lançamento no final de 1990. Especialmente aqui no Brasil, a chegada de cartuchos originais era demorada e a corrida na abertura das portas da locadora era algo que só vejo em liquidação de sapatos femininos, quem chegasse primeiro à capinha do jogo na prateleira levava. Passei um final de semana inteiro quase sem dormir ou comer (como é que eu conseguia?) empenhado em minha jornada para salvar o mundo da maldição do Conde Drácula. Lembro bem de jogar com meu amigo e ouvir minha mãe chamando na hora do almoço:

 

- Meninos, venham almoçar!

- Agora não dá mãe, tenho que salvando o mundo do Conde Drácula!

- Depois  você salva, agora vem comer!!!

 

Pois é, com mãe não dá pra argumentar não, mas o Lorde das Trevas não perdeu por esperar. Até hoje este é um dos meus capítulos favoritos da saga, só perdendo para o Symphony of the Night. Você encarna Trevor Belmont que, diga-se de passagem, é o cara! Ele morcego e mostra o chicote! Além disso ainda podemos contar com ajudantes jogáveis e com habilidades diferentes durante a jornada. Com a sua jogabilidade bem consistente, personagens carismáticos, gráficos estupendos para o console e músicas que até hoje ecoam na minha cabeça – sério, eu gravei um fita K7 (eu disse K-sete!) e ouvi as músicas durante muito tempo – além de caminhos e finais alternativos faziam do jogo um dos pacotes mais completos e divertidos e de maior valor de replay do console.

Mas se você não teve o prazer de jogar e não aguenta os "graficozinhos" do NES, calma! Seus problemas acabaram! Ou melhor, podem acabar logo. Dois iluminados chamados Jorge D. Fuentes e Quasar estão trabalhando em um remake do jogo com gráficos mais atuais. Tudo  bem, não tão atuais, mas um jogo de 16-bits bem feito ainda me abre um grande sorriso do rosto. Infelizmente o jogo ainda está imcompleto mas já se encontra em estágio avançado como podemos conferir nos vídeos abaixo (e só clicaar em "leia mais"). Há também um demo jogável com amostra de quase todas as fases. Ele possui muitos bugs ainda mas já nos dá a idéia do potecial que o jogo tem. O game me deixou bem impressionado e fiquei muito feliz vendo aqueles cenários e músicas refeitos de forma apaixonada. As fases são uma cópia idêntica ao jogo original em cada detalhe, apenas com gráficos melhorados. Um trabalho muito bem feito e que torço para não acabar como outros remakes que foram degolados pelas produtoras dos jogos originais. Há também um demo técnico de uma versão para Windows. Os dois estão disponíveis para download nos links abaixo.

 Nas palavras de Jorge D. Fuentes o projeto não está sendo muito divulgado e nem novas demos foram lançadas para evitar:

 

1. Pessoas modificando o código e clamando sua autoria.
2. Konami e suas cartas de pare-e-desista (o que fizeram com os projetos de Shin Natsume e Simon’s Quest 3D).

 

Sendo assim, provavelmente só veremos outro release jogo quando este estiver completo e jogável.

Você pode encontrar muito mais informações sobre o andamento do remake e até falar com seus autores nesta thread do Castlevania Dungeon Forums.

Espero que um dia as empresas entendam que são os fãs que fazem delas o que elas são hoje e que ninguém está tentando ganhar dinheiro com isso (provavelmente estão é perdendo), apenas mostrar a sua paixão por um jogo.

 

Outros links:

 

Jogabilidade – Parte 1

 

Jogabilidade – Parte 2

Veja também: