Em: Viu isso?, por Sammy Anderson às 10:57 - 23 de fevereiro, 2011
23 fev 2011Em: Resenhas|Shows, por Márcio Alexsandro às 3:25 - 8 de outubro, 2010
8 out 2010Texto: Márcio Alexsandro Pacheco / Fotos: Andressa Guimarães
Os fãs tiveram que esperar 15 anos para um grande concerto do grupo norte-americano de hard rock Bon Jovi, que se apresentou nesta quarta-feira (6) de outubro no estádio do Morumbi, em São Paulo, reunindo quase 70 mil pessoas, como parte da turnê de seu mais recente álbum, “The Circle”.
Já são mais de 25 anos de estrada, com o seu auge nos anos 80 com a explosão hard rock dos álbuns “Slippery When Wet” e “New Jersey”, passando pelo grunge dos anos 90 liderada pela banda Nirvana e então se reinventando nos anos 2000, conquistando uma nova geração de fãs – e perdendo alguns que não gostaram das mudanças. Verdade seja dita, o grupo nunca foi queridinho da crítica, mas eles continuam aí, lançando álbuns, shows, vídeos e atravessando gerações com shows lotados, coisas que muitas bandas de sucesso dos anos 80 não podem se gabar.

Goste ou não de suas canções, é impossível negar que a banda esbanja competência, confiança e entusiasmo em cima do palco. Jon Bon Jovi comandou os seus companheiros, o impecável guitarrista Richie Sambora, o tecladista David Bryan e o baterista Tico Torres, numa verdadeira lição de como fazer um concerto ao vivo. Os quatro, juntos desde a formação da banda, ainda contaram com o baixista Hugh MacDonald, que substituiu o integrante original Alec John Such e o guitarrista Bobby Bandiera, que toca regularmente com a banda nos últimos anos, como músicos de apoio.
Durante a entrevista coletiva de imprensa realizada no próprio Estádio do Morumbi algumas horas antes do show, o cantor disse que a duração do espetáculo iria depender exclusivamente do público, quando perguntado sobre a apresentação histórica em Buenos Aires, na Argentina, com um show que durou três horas, no dia 03 de outubro.

“Só depende do público. Enquanto a plateia estiver animada, nós continuamos tocando”, garantiu. E pelo jeito o público não decepcionou, já que a banda repetiu a performance de três horas em São Paulo, tocando 29 músicas e terminando o show um pouco depois da meia-noite.
“O segredo das nossas músicas é que elas atravessaram gerações”, afirmou o vocalista. Quando perguntado se estaria velho demais, ele respondeu para a jornalista “eu olho para seis mil garotas iguais a você eu fico bem animado. Eu posso fazer de tudo, duas vezes”, flertou o roqueiro. Quando o microfone passou para outro repórter, ele rapidamente emendou, aos risos: “Preferia ela”.

Foi nesse tom descontraído que a banda se apresentou horas depois, porém antes de assistir ao grupo de New Jersey, o público – composto de um grupo bem eclético de pessoas, desde jovens de 15 anos até pessoas com mais idade, que inclusive estavam com os seus filhos – teve que passar pela banda abertura Fresno e sua música emocore. Quando anunciado que o grupo gaúcho iria abrir o show dos norte-americanos, muitos fãs do Bon Jovi se revoltaram e protestaram na internet, rolando até um abaixo-assinado contra a apresentação da banda, que começou um pouco depois das 20h.
Como esperado, ao subir no palco o Fresno foi recebido por milhares de vaias, que continuou a cada música que a banda tocava. Milhares de pessoas faziam gestos obscenos para o grupo, que parecia não se importar, tocando aproximadamente por meia hora. “11 anos de Fresno. É o sonho de qualquer banda estar aqui hoje abrindo para uma das maiores banda de rock do mundo”, disse o vocalista Lucas, agradecendo o “respeito” da multidão, que aplaudiu e ovacionou sarcasticamente quando a banda anunciou que estava saindo do palco.

O Bon Jovi subiu ao palco um pouco depois das 21h, com três grandes telões – o maior posicionado atrás do palco – que mostravam o vídeo de abertura da “The Circle World Tour” e levando milhares de pessoas à loucura. Surge então o guitarrista Richie Sambora, tocando os primeiros acordes de “Blood on Blood”, hit do álbum New Jersey de 1988. Com toda a banda já tocando o início da música, Jon Bon Jovi sobe ao palco com um violão em punho. Logo em seguida veio “We Were’nt Born to Follow”, música do mais recente álbum “The Circle” (com imagens de Pelé e Chico Mendes no telão) e logo após o grande sucesso arrasa-quarteirão dos anos 80, “You Give Love a Bad Name”, cantada em coro pela plateia, arrancando todo mundo do chão. “Vocês estão comigo esta noite São Paulo? Mostrem-me o seu melhor”, gritou o vocalista ao microfone, no melhor estilo tradicional do rock de arena que consagrou o grupo.
“São Paulo, é muito bom voltar aqui. Faz muito tempo que não tocamos no Brasil. Vendo essa recepção de vocês, não faço ideia do porquê. Nós deveríamos fazer shows aqui todos os anos”, disse o cantor que por várias vezes interagia com a plateia. Arriscou até um português em certo momento, dizendo “Obrigado São Paulo”.

O que se via no palco era uma banda extremamente competente e entrosada, com todos os integrantes se divertindo e cumprindo seu papel no grupo, como os teclados cheios de energia de David Bryan, as batidas do discreto, mas essencial baterista Tico Torres e os solos de guitarra impecáveis de Richie Sambora, que inclusive assumiu o comando dos vocais na clássica “Lay Your Hands on Me”.
Mas é o frontman Jon Bon Jovi que sem dúvida recebe toda a atenção. É impossível não notar a atenção que o cantor dá aos fãs, apontando e trocando olhares com a plateia. Esbanjando carisma e vitalidade, o vocalista seguiu empolgado durante todo o show, cantando, pulando e fazendo caras e caretas para as câmeras e para os fãs. Aliás, ele parecia saber todo tempo para qual câmera olhar e quais caras e bocas fazer para roubar a cena, algo que aprendeu com os longos anos de estrada, sem dúvida.

A relação da banda com o público é algo que merece destaque. Por várias vezes, durante o show, os músicos pareciam em êxtase com a empolgação do público brasileiro, bem mais agitado de que o público norte-americano e europeu que a banda tem visto nestes últimos anos. E todos os músicos eram só sorrisos e nitidamente se esforçavam para entregar aos seus fãs atentos o seu melhor, especialmente o guitarrista Richie Sambora, que em cada solo fechava os olhos e parecia sentir a a energia da música e do público, e de Jon, que parecia cantar para cada pessoa da plateia. “De uma coisa eu senti falta. O som da voz de vocês gritando”, disse o cantor em um outro momento.
Após um breve descanso e uma troca de camisa enquanto Sambora cantava “Lay Your Hands on Me”, Jon voltou para o palco com mais uma sequência arrebatadora de sucessos, puxados por “Always”, “Blaze of Glory” e “I´ll Be There for You”, todas cantadas em coro ensurdecedor por todo o estádio.

Das 29 músicas, apenas quatro eram do álbum novo, sendo as outras a bela balada “When We Were Beautiful”, “Superman Tonight” e “Working for the Working Man”, que mostram uma letra mais madura e preocupação com temas sociais.
O restante do show foi recheado de sucessos de toda a carreira da banda, desde a antológica “Runaway” de 1984 – com Jon arriscando um solo de guitarra – até sucessos da fase moderna da banda, como “It’s My Life” e “Have a Nice Day”. Um dos destaques da noite ficou por conta da música “Bad Medicine” e o medley com a música “Pretty Woman”, de Roy Orbinson e a agitada “Shout”, voltando para os longos solos de guitarra de “Bad Medicine”, levando os fãs ao delírio, com uma sequência direta com mais de 10 minutos de duração.

Um outro momento bacana foi quando o vocalista levantou um coro de “Parabéns a você” para o baterista Tico Torres, que faz aniversário nesta quinta-feira, após ver vários cartazes espalhados na plateia Vip que parabenizavam o músico.
O show encerrou com o sucesso dos anos 90 “Keep the Faith”, marcada pelas maracas de Jon e os solos de guitarra de Sambora. Após a tradicional espera pelo chamado dos fãs para o bis, a banda retornou com a bela introdução dos teclados de David Bryan para a música “These Days”, passando pela clássica “Wanted Dead or Alive” (com a plateia cantando errado sua introdução e corrigida pelo vocalista). Seguiram então “Someday I´ll be Saturday Night” e o clássico mor do grupo “Livin’ On a Prayer”, que teve seu refrão entoado pela multidão pouco antes dela começar. “Vocês não conseguem esperar, não é?”, brincou o roqueiro.

Após o final apoteótico e cheio de energia com “Livin’ On a Prayer”, a banda se despediu mais uma vez do público. Ovacionados por longos momentos pelos fãs que gritavam e batiam palmas sem parar, os músicos ficaram parados, estáticos, olhando a reação da multidão.
Após uma breve reunião entre os integrantes, eles anunciaram que tocariam mais uma música derradeira, a balada dos anos 90 “Bed of Roses”, fechando com chave de ouro um show emocionante marcado por grandes sucessos da banda.

Apesar dos quase 30 anos de carreira, o Bon Jovi demonstrou muita energia e vitalidade em um show com três horas de duração que deixou o público e os fãs satisfeitos com uma performance inesquecível, sem efeitos efeitos especiais de pirotecnia ou palcos mirabolantes. Apenas o bom e velho rock’ roll, embalados com o charme e simpatia do grupo, que se apresenta nesta sexta-feita (8) na Praça da Apoteose no Rio de Janeiro, encerrando sua passagem pelo Brasil.
Set List
“Blood On Blood”
“We Weren’t Born To Follow”
“You Give Love a Bad Name”
“Born To Be My Baby”
“Lost Highway”
“Superman Tonight”
“In These Arms”
“Captain Crash”
“When We Were Beautiful”
“Runaway”
“We Got It Going On”
“It’s My Life”
“Bad Medicine”
“Pretty Woman”
“Shout”
“Lay Your Hands On Me”
“Always”
“Blaze Of Glory”
“I’ll Be There For You”
“Have a Nice Day”
“I’ll Sleep When I’m Dead”
“Working For The Working Man”
“Who Says You Can’t Go Home?”
“Keep The Faith”
Bis
“These Days”
“Wanted Dead Or Alive”
“Someday I’ll Be Saturday Night”
“Livin’ On a Prayer”
“Bed Of Roses”
Fotos do Show















Em: Resenhas|Shows, por Márcio Alexsandro às 7:50 - 22 de setembro, 2010
22 set 2010Texto e fotos por: Márcio Alexsandro Pacheco
A passagem da banda alemã Scorpions em Curitiba, terça-feira (21), na Arena do Expotrade Convention Center, em Pinhais, região metropolitana de Curitiba, foi marcada por atrasos, um nível de produção e organização amador e problemas na iluminação e áudio dos instrumentos.
Marcando sua turnê de despedida, “Get Your Sting and Blackout World Tour 2010” encerra uma carreira de 45 anos e mais de 120 milhões de álbuns vendidos, e divulga seu mais recente trabalho, o elogiado “Sting in the Tail”, lançado em março deste ano.

Apesar dos problemas, o quinteto formado pela voz inconfundível do vocalista Klaus Meine, o guitarrista Rudolf Schenker, comandando a segunda guitarra Matthias Jab, no baixo com Pawel Maciwoda e na bateria James Kottak, no entanto fez uma apresentação bastante profissional.
O show sofreu com alguns atrasos, a começar pela abertura dos portões programada para as 18h, mas abrindo depois das 19h30. Marcado para iniciar às 21h30, começou depois das 22h. Mas antes mesmo os problemas já estavam acontecendo, com a mudança do local do espetáculo, inicialmente marcado para a Arena da Baixada, transferido para a Arena do Expotrade, em Pinhais.
De acordo com a produção do show, a mudança foi realizada devido a Comissão de Análises dos Grandes Eventos ter julgado o local inapropriado para a realização de grandes eventos, sem dar satisfações plausíveis. A mudança de local foi anunciada ao público no final de agosto.

A banda subiu no palco para cantar a primeira canção, “Sting in the Tail”, e os problemas começaram, agora no palco, com o áudio dos instrumentos e vocais falhando, com apenas o som da bateria funcionando. O público começou a vaiar e reclamar, e no final da música Klaus disse que erros podem acontecer, mas que eles continuariam com o show.
A segunda música, “Make it Real”, também apresentou alguns problemas e apenas na terceira “Bad Boys Running Wild” as coisas começaram a engrenar, com o som funcionando completamente. Mais ou menos. Isso devido a qualidade do som que não estava ao nível de uma banda do porte de Scorpions, com um som bastante baixo. Infelizmente, a banda não tocou novamente as duas músicas que apresentaram problemas, o que não agradou várias pessoas que se sentiram prejudicadas.

O que ficou claro, é que os responsáveis pela produção do show (em principal a Prime Promoções e Eventos) não possuem competência para shows de grandes proporções como o do Scorpions. Para começar, não teve uma banda de abertura e não teve passagem de som dos instrumentos momentos antes do início, o que evitaria os problemas que aconteceram.
Minutos antes do show começar, podia-se ver pessoas ainda arrumando a estrutura do palco, coisa que já devia estar pronta. Claro, problemas internos nos bastidores podem ter ocorrido que não são do conhecimento do público, por isso o “benefício da dúvida” é válido. Mas que a produção do show foi amadora, qualquer que seja o motivo, isso sem dúvida foi.
Outro fato lamentável que ocorreu foram cenas de violência envolvendo os seguranças do show e algumas pessoas ali presentes. De acordo com vários relatos, os seguranças teriam começado a confusão.
No entanto, a apresentação banda foi bastante profissional, e se não fosse pelos problemas técnicos, teria sido uma apresentação perfeita. O show, que durou um pouco mais de uma hora e trinta minutos, contou com alguns clássicos em seu repertório, como “Holiday”, “Blackout”, “Still Loving You”, “Send Me An Angel”, “Big City” e a agitada “Rock You Like a Hurricane”. Infelizmente um dos seus maiores sucessos, “Wind of Change”, ficou de fora da seleção, mesmo com os pedidos incessantes do público no final do show para um segundo bis.

Como toda boa banda de hard rock, e já nos seus calejados anos de estrada, a banda demonstrou muita energia no palco e interação com a plateia, que respondia de imediato aos comandos do vocalista. Coreografias, poses ensaiadas que devem ter rendido excelentes fotos e vídeos dos fãs que registravam o momento, marcaram a presença dos músicos no palco, que tinha um telão ao fundo.
Os guitarristas Schenker e Jab se mostravam bem a vontade no palco, andando por todos os lados, inclusive em uma passarela, ficando mais perto dos fãs – passarela essa frequentemente utilizada pelos músicos, inclusive pelo baterista algumas vezes. Longos e competentes solos de guitarras fizeram a alegria e entreteu um público eclético, composto por jovens e pessoas com mais idade. Até o vocalista, Klaus Meine, arriscou alguns acordes de guitarra durante a música “Coast to Coast”.
Os solos inclusive contou com um destaque para uma belíssima atuação do baterista James Kottak, que cheio de firulas e descontração, tirou a camisa diversas vezes e subiu em cima da bateria para mostrar sua tatuagem nas costas, “Rock & Roll Forever”. O solo, acompanhado de um irreverente vídeo inspirado nas capas dos álbuns da banda, teve até um brinde de cerveja oferecido pelo baterista, que ao virar o copo acabou mais se molhando do que propriamente bebendo.

Apesar dos problemas iniciais do show, a banda mostrou muita energia, carisma e simpatia em cima dos palcos. Quem assistia ao seu primeiro show do Scorpions, provavelmente deve ter curtido o show e guardado boas lembranças de um grande espetáculo de hard rock. Mas para fãs mais exigentes, que já viram outros shows do grupo, pareciam concordar ao dizer que “o show de Curitiba, comparado a outros, deixou a desejar”, como disse um grupo de fãs após o show, que acabou um pouco antes da meia-noite. Não pela atuação da banda, mas pela produção do show que decepcionou muita gente.
A última passagem da banda pelo Brasil foi em 2009, e a turnê rendeu o DVD “Amazônia – Live in The Jungle”. Os recentes shows também estão sendo registrados, com o intuito de futuramente serem incluídos em um DVD que pretendem lançar para documentar sua atual turnê.

Set List
Sting in the Tail
Make it Real
Bad Boys Running Wild
The Zoo
Coast to Coast
Loving You Sunday Morning
The Best is yet to Come
Holiday
Send Me An Angel
Tease Me, Please Me
Dynamite
Blackout
Big City
Bis
Still Loving You
Rock You Like a Hurricane
Em: Viu isso?, por Sammy Anderson às 8:25 - 25 de agosto, 2010
25 ago 2010Em: Viu isso?, por Sammy Anderson às 1:50 - 23 de julho, 2010
23 jul 2010
Em: Fresquinhas, por Márcio Alexsandro às 5:20 - 21 de julho, 2010
21 jul 2010
A Square Enix anunciou hoje (21) que Mike Fischer é o novo CEO da empresa norte-americana.
Fischer foi nomeado após o ex-chefe John Yamamoto foi convidado para ser um consultor da empresa e do CEO global Yuichi Wada.
“Estamos satisfeitos por ter o benefício da experiência de Mike na liderança global em entretenimento interativo e ansiosos para a importante contribuição que ele trará para o crescimento de nossos negócios na América do Norte”, disse Wada.
Depois de cargos na Sega, Namco e na Microsoft do Reino Unido, Fischer irá supervisionar a Square Enix nos EUA, além da Eidos e Taito.
A nomeação de Yamamoto como um conselheiro, Wada acrescentou: “Agradecemos a John pelos seus anos de trabalho duro no cargo e estamos confiantes de que ele continuará a apoiar-nos como um conselheiro.”
Em: Resenhas, por Márcio Alexsandro às 5:16 - 21 de julho, 2010
21 jul 2010
“Red Dead Redemption” é a nova aposta da Rockstar Games para um jogo com um amplo mundo aberto para exploração e diversos elementos paralelos à trama principal, características da aclamada série “Grand Theft Auto”, também da Rockstar Games. Lançado para PlayStation 3 e Xbox 360, é considerado como um sucessor espiritual do jogo “Red Dead Revolver”, de 2004.
A narrativa é ambientada no Velho Oeste norte-americano/mexicano, no começo do século XX em transição para uma civilização moderna e mostra a história de John Marston, um ex-membro de uma perigosa quadrilha, que agora é obrigado por agentes do governo a iniciar uma busca implacável para capturar e trazer à justica seus antigos companheiros bandidos, liderados por Bill Willianson. A jornada de Marston é temperada com muita violência, sede de vingança e como diz o título, redenção.
Se você gosta de filmes de faroeste e é fã de Clint Eastwood, ou simplesmente gosta de jogos no estilo “Grand Thef Auto”, certamente irá apreciar, e muito, o game de faroeste da Rockstar. Pode esperar pelos elementos clássicos do gênero, como caubóis, os fora-da-lei mascarados, perseguições à diligências, assaltos à bancos, tiroteios e duelos ao pôr-do-sol, além de outras atividades típicas.
O jogador poderá explorar áreas gigantescas com diversas coisas a fazer, como missões extras e interações com os personagens NPCs, que irão ocupar boa parte do tempo do jogador. O título conta com gráficos e visuais incrivelmente produzidos e detalhados, com cenários do deserto, desfiladeiros, riachos, campos verdes e uma bela vegetação e todo aquele aspecto de cidades sujas e pouco povoadas no meio do nada. Em termos gráficos irá agradar aos mais exigentes.
Ao passear livremente pelo Velho Oeste caçando e capturando bandidos, você verá de tudo um pouco, desde pessoas sendo assassinadas e roubadas, como também atacadas por animais selvagens como hienas e coiotes, e você pode escolher se vai interferir ou não, com suas boas ações sendo recompensadas e as más sendo punidas. Mas cuidado, nem sempre ajudar uma donzela em perigo é uma boa ideia, principalmente quando for uma armadilha e vários bandidos aparecerem atrás de moitas e pedras. Para ajudar nos tiroteios, há um sistema de “bullet time”, em que você pode matar vários inimigos de uma vez através de uma câmera lenta (não esqueça de sempre verificar os corpos para recolher dinheiro ou munição). Quanto mais você treinar com esse sistema, melhor ele fica.
Caso você capture quem te enganou, ao invés de matá-lo com uma bala na cabeça, você pode fazer o sacana sofrer um pouco. Se for um homem, amarre-o e deixe ele para os lobos se divertirem, ou se for uma mulher, amarre-a e deixe-a no trilho do trem. O bom e velho laço do coubói além de capturar pessoas também serve para pegar o cavalo que você desejar, alguns são mais velozes que outros e se você não cuidar bem do seu companheiro de quatro patas, ele pode morrer de cansaço.
Há inúmeros minigames como quedas de braço e jogos de poker, você pode comprar propriedades (ou simplesmente tomar à força) e destravar várias roupas, armas e itens para o seu personagem.
A jogabilidade do game está impecável, tanto em cima de um cavalo ou de uma carroça, quanto andando a pé. Ele também conta com um modo multiplayer para até 15 jogadores em competições ou missões cooperativas.
Resumindo, é um jogo extremamente viciante e divertido, com uma qualidade audiovisual fantástica e uma jogabilidade perfeita, recheado de missões paralelas e itens para destravar por pelo menos 30 horas de diversão garantida. Se você sempre sonhou em ser um pistoleiro do Velho Oeste, “Red Dead Redenption” com certeza é a sua melhor escolha.
Em: Fresquinhas, por Márcio Alexsandro às 5:10 - 21 de julho, 2010
21 jul 2010
Os fãs de ficção científica e jogos de terror já podem comemorar a sequência de um dos jogos mais aterrorizantes dos últimos tempos: “Dead Space 2″.
Em produção pela Visceral Games e distribuído pela Eletronic Arts para PC, PlayStation 3 e Xbox 360, o survival horror em terceira pessoa está prometido apenas para 25 de janeiro de 2011, mas já desperta a ansiedade dos fãs. A versão do PlayStation 3 virá ainda com um pacote com o jogo “Dead Space: Extraction”, lançado originalmente para o Nintendo Wii, e que será compatível com o controle de movimentos PlayStation Move.
Nesta nova aventura, o protagonista Isaac Clarke está de volta, agora mais forte por causa das experiências que teve no primeiro game à bordo da nave Ishimura, mas também aparentemente com traumas psicológicos. O artefato alienígena continua a afetar as pessoas da estação espacial apelidade de “Sprawl”. A “Church of Unitology” e o governo continuarão a desempenhar um forte papel no enredo.
Os monstros Necromorphs voltam mais assustadores e com a ajuda de novos inimigos. Isaac poderá usar novas ferramentas para o sistema de desmembramento dos monstrengos, e os produtores do game prometem lutas brutais e muitos sustos nos jogadores.
Novos cenários e personagens, monstros, ferramentas e novos ambientes com gravidade zero prometem causar arrepios e combates intensos. Para explicar o game, Steve Papoutsis, produtor executivo do título explica: “a infecção continua a se espalhar pelo espaço e o personagem principal do game é a única pessoa capaz de detê-la. Ainda há dezenas de Necromorphs que precisam ser exterminados. Em “Dead Space 2″, nada é como parece ser. Você pode esperar por reviravoltas surpreendentes na trama e um enorme elenco de monstros nojentos e deformados que irão causar muitos arrepios”.
Em: Fresquinhas, por Márcio Alexsandro às 5:07 - 21 de julho, 2010
21 jul 2010
Um dos maiores clássicos do Super Nintendo retornará para o Nintendo Wii: “Donkey Kong Country Returns”. Produzido pela Retro Studios, a mesma responsável pela trilogia “Metroid Prime”, o novo game do famoso gorila da Nintendo deve chegar ao mercado ainda no final de 2010 para o Nintendo Wii.
Foram 14 longos anos de espera, desde o seu último jogo lançado em 1996 para o Super Nintendo, com “Donkey Kong Country 3″. A Rare, produtora original do game, não está envolvida no novo projeto, mas pelo alto nível de qualidade visto na trilogia “Metroid Prime”, não há necessidade de preocupação com a Retro Studios.
A história é bem básica: os animais da ilha DK estão sob influência de um totem maligno e roubaram as bananas de Donkey Kong, que agora com a ajuda de seu parceiro Diddy Kong, deverá recuperar o seu precioso tesouro. Vários tipos de totens irão aparecer como antagonistas durante o game, no lugar dos Kremlings, que não irão aparecer nesta aventura. E por enquanto não há confirmação ainda do retorno dos membros da família Kong ou outros animais.
Assim como nas três primeiras aventuras para o Super Nintendo, “Donkey Kong Country: Returns” usará a tradicional jogabilidade 2D com progressão lateral, e os jogadores poderão assumir o controle de Donkey Kong e Diddy Kong, com vários elementos já conhecidos da série como os carrinhos de mina, a procura de bananas e das letras da palavra “KONG” pelo caminho. Também haverá novidades na mecânica do jogo, como fases em que os personagens e os cenários aparecem apenas como sombras, oferecendo novas opções de jogabilidade.
A grande novidade é a possibilidade de se jogar com dois jogadores simultaneamente, que pode resultar em novos recursos cooperativos interessantes, como usar Diddy Kong nas costas do gorilão como um jetpack, para facilitar os pulos do seu parceiro. Se um jogador morrer, poderá voltar acertando um barril DK que voa pela tela, similar ao “New Super Mario Bros. Wii”.
O jogo terá dois esquemas de controle, um usando o Wii Remote em conjunto com o Nunchuck e o outro, se aproximando mais do tradicional, apenas com o Remote virado de lado. Ambos usarão os sensores de movimento para a execução de golpes especiais dos personagens.
“Donkey Kong Coutry Returns” tem a intenção de despertar os sentimentos nostálgicos nos jogadores, assim como fez “New Super Mario Bros. Wii”, ao mesmo tempo em que apresenta novas experiências. Como revelado durante a E3 2010, o game terá cenários em 3D e usará o triplo de texturas e polígonos do que usados em “Metroid Prime 3: Corruption”.
Em: Shows, por Márcio Alexsandro às 7:29 - 30 de maio, 2010
30 mai 2010Texto: Márcio Alexsandro Pacheco; Fotos: Daigo Oliva/G1
A banda norte-americana Aerosmith se apresentou neste sábado (29) na capital paulista, após fazer show em Porto Alegre (27). Steven Tyler, o vocalista do grupo, mostrou muita simpatia e desenvoltura no palco, ganhos nos quase 40 anos de carreira, deixando mais de 35 mil pessoas aliviadas por verem que a banda ainda não acabou, como estava sendo noticiado ao longo do ano de 2009 e no começo de 2010.
Steven Tyler estava em plena forma, longe daquela figura cambaleante que caiu do palco durante um show em 2009, dando início à problemas de relações do cantor com o resto do grupo, surgindo notícias inclusive da substituição do cantor por outro vocalista. Mas aparentemente, a banda conseguiu deixar para trás os seus conflitos internos, ao menos em cima do palco, onde os “tiozinhos” do Aerosmith mandam muito bem com muita energia e empolgação.

A banda conta com a sua formação original, com Steven Tyler nos vocais, Joe Perry na guitarra principal, Brad Whitford na segunda guitarra, Tom Hamilton no baixo e Joey Krammer na bateria. O show contou com a abertura da banda gaúcha Cachorro Grande, que apesar de não muito conhecida, conseguiu agitar a plateia, que ficou no palco pouco mais de meia hora. Após 40 minutos da saída da banda de abertura, as luzes se apagam, a multidão vai ao delírio e uma bandeira gigante com o logotipo da banda cobre o palco, dando início ao show.
Com um set list parecido com o de Porto Alegre, banda tocou vários sucessos, passando do blues e chegando até o “Guitar Hero”, com uma brincadeira de Joe Perry. “As pessoas sempre vêm falar comigo para contarem como ganharam de mim no maldito game ‘Guitar Hero’, mas agora vou fazer um desafio real para mostrar que é mais difícil me derrotar na vida real”, disse o guitarrista antes de iniciar um duelo de guitarras contra sua versão virtual do videogame musical que estava nos telões.

O quinteto iniciou o show com “Eat the Rich”, hit de 1993, passando por várias outras músicas clássicas da carreira da banda e por outras mais obscuras, como a “Kings and Queens”, primeira vez tocada nesta turnê “Cocked, Locked, Ready to Rock Tour” e desenterrada do álbum “Draw the Line” de 1977, apresentada por Tyler para o público como uma “novidade” (piadista ele).

A clássica “Dream on” de 1973 causou grande empolgação no publico que cantava em alto e bom som a letra junto com a banda, que mostrava um telão em “chamas” e nuvens. Mas um dos melhores momentos do show foi com a música “What it Takes”, com a multidão cantando a introdução à cappela, sem instrumentos, da música. “Lindo”, respondeu o vocalista em agradecimento ao público e logo em seguida começou a melodia.
Carismático, o vocalista ganhou a afeição das pessoas com os seus trejeitos característicos, voz em plena forma alcançando por várias vezes as notas mais altas, pulos e giros com o pedestal do microfone, caras e bocas para as câmeras e interagindo com o público, que respondia animado. Por vezes, animados até demais, quando então uma fã mais “assanhadinha” jogou uma calcinha vermelha depois da música “Crazy”, foi então quando o vocalista fez uma brincadeira com o seu colega de palco, Joe Perry, colocando-a em seu microfone. Na quarta música “Falling in love (is hard on the knees)” jogaram uma câmera para Tyler que se propôs a filmar os fãs. Na mesma música também jogaram uma bandeira do Brasil com o símbolo da banda bordado, que não hesitou em levantar e agitar a bandeira levando os fãs ao êxtase.

Já no final do show, após o bis com as músicas “Walk This Way” e “Toys in the Attic”, o quinteto se despediu do público com Tyler apresentando os integrantes da sua banda. Joe Perry apresentou por último o colega “Apresento a vocês o melhor vocalista do mundo, Mr. Steeeeeven Tyler”.
Muitas músicas clássicas e conhecidas, como “Amazing”, “Jane’s Got a Gun”, “Angel” e “I don’t wanna miss a thing” ficaram de fora, deixando algumas pessoas com um gostinho de “quero mais”. Mas com uma carreira de quase 40 anos de estrada, fica difícil escolher um repertório de músicas que agrade à todos.
Boatos à parte, a banda parece não ter motivos para se separar, pois a afinidade no palco é muito grande.

SET LIST
1- Eat the Rich
2- Back In The Saddle
3- Love in an Elevator
4- Falling in Love (is Hard on the Knees)
5- Pink
6- Dream On
7- Livin’ on the Edge
8- Jaded
9- Kings ad Queens
10- Crazy
11- Cryin’
Solo bateria de Joey Kramer
12- Lord Of The Thighs
Solo de guitarra Joe Perry
13- Stop Messin’ Around
14- What It Takes
15- Sweet Emotion
16- Baby, Please Don’t Go
17- Draw the Line
Bis
18- Walk This Way
19- Toys In The Attic
Pra quem já vibrou com riscos na tela que teimavam ser o protagonista da história, scanlines exageradas em fliperamas de rodoviárias e intermináveis telas de carregamento. Junte-se ao nosso blog para discordar ou colaborar com nossos delírios gamísticos.
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