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28 de junho de 2012 – 17:48 | 16 comentários

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ANÁLISE: G.I. Joe: The Rise of Cobra

Postado por em 3 de setembro de 2009 – 19:35Um Comentário

Por Alexandre “Kapricorn” Bonfim

Quando a palavra “péssimo” é simples eufemismo…

Dez minutos. Sim. Apenas dez minutos. Honestamente? Acho que foi até tempo demais!

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Com muito esforço, eu tentei, pessoal, tentei mesmo jogar G.I. Joe: The Rise of Cobra, disponível para Xbox 360, PS3, Wii, PSP e DS. Confesso que não conferi, mas peço a Deus que o PS2 tenha sido poupado.

O que leva uma empresa a fazer um jogo… Desculpem… A fazer um pseudojogo e lançá-lo para todas as plataformas disponíveis? Certamente, a perspectiva de lucro exagerada dada a qualidade do game, não? Neste caso, não. A Electronic Arts, responsável pelo fiasco, definitivamente lançou o treco – quase chamei de “game” – para tudo quanto era console ou portátil da nova geração para ter lucro na quantidade. Afinal de contas, se eles entendessem alguma coisa de criação de jogos, sabiam, desde o início, que essa “coisa” era uma tragédia com “t” maiúsculo. Sim: “Tragédia”.

Confesso que, por ter jogado apenas dez minutos da Tragédia, eu deveria considerar-me inapto a falar qualquer coisa sobre ela, certo? Errado! Ninguém em sã consciência jogaria de graça mais do que dez minutos desse traste videoeletrônico! É absolutamente péssimo! Na verdade, ele atingiu todo um novo nível de ruindade. Criou uma nova categoria no mundo do entretenimento eletrônico. Os jogos agora podem ser classificados como: “ótimos”, “muito bons”, “razoáveis”, “ruins”, “péssimos”, “horrendos” e “um pouco melhores que G.I. Joe” – o que, acreditem, configura a maior ofensa que se pode dar a algum subproduto destrinchado da lavagem industrial do universo dos games de todas as eras.

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Os gráficos são… Bom, não chegam a ser péssimos. São… Digamos apenas que, se fossem uma revista em quadrinhos colorida atual, passaria bem por uma aquarela malfeita, pintada por um garoto de cinco anos. São ruins, mas a gente consegue tolerar mais por dó do que por gosto.

Os sons… Bom… Ainda que a trilha sonora seja realmente cativante, trazendo o clima de ação para a Tragédia, tive saudades de Enduro e Space Invaders no que diz respeito aos efeitos sonoros. Pelo menos eles tinham a desculpa de que não contavam com muitos canais de sons, certo? Quanto ao voice acting? Gloriosos eram os dias em que realmente se preocupavam em ter pessoas que sabiam dublar personagens nos games!

A história? Nem faço ideia! Não assisti ao filme por falta de tempo de ir ao cinema e não assumi os riscos psicológicos de tentar acompanhar a Tragédia por todo o percurso disponível de dados inseridos no disco.

Já a jogabilidade… Que maravilha! Confesso que a jogabilidade, por si só, era… Era… Era capaz de fazer com que o fabricante do disco – DVD, cartucho ou Blu-ray Disc – sentisse vontade de atear fogo na própria fábrica! Nunca fui fã de shooters como Ikaruga, mas essa “coisa” que leva o nome de uma linha de brinquedos – sim, são os Comandos em Ação; perdoem-me por estragar a infância de cada um de nós com essa revelação – é uma verdadeira ofensa a tudo o que já foi criado no mundo dos shooters. Os analógicos não respondem bem. A câmera, por mais que tente inovar, simplesmente não ajuda. Os tiros nunca vão aonde precisam ir. Ok. Talvez parte disso se deva à minha falta de vontade continuar jogando. Digamos que a jogabilidade, ainda que pareça péssima – por causa do ódio que sentimos de nós mesmos por estarmos nos forçando àquilo –, pode ser considerada como mediana.

Pessoal, vou encerrar por aqui porque estou começando a me lembrar vagamente da Tragédia, no dia em que joguei dez minutos dela, e acabei de almoçar. Não vai ser um bom resultado, se é que me entendem.

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Em resumo, G.I. Joe: The Rise of Cobra é feio, chato, não tem qualquer pingo de diversão, a arrogância do personagem principal só faz desqualificar o voice actor que dele se encarregou e, por fim, não vale o preço do encarte – mesmo se o encarte for uma versão falsificada, desenhada com giz de cera em um papel ofício rasgado.

Joguem sob sua própria conta e risco. Desafio-os a conseguirem se divertir com esse fiasco. Acreditem, ele criou um novo sentido para a palavra “lixo”. Aniquilou qualquer esperança de um bom jogo da franquia de bonecos dos Comandos em Ação e sua única utilidade é que acredito que jamais uma empresa conseguirá descer abaixo do nível de G.I. Joe: The Rise of Cobra daqui pra frente. Se alguma conseguir, acreditem, o Apocalipse estará próximo.

Análise

PrósContras
Nada.Tudo.
30/100

pixel ANÁLISE: G.I. Joe: The Rise of Cobra

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  • http://twitter.com/otaviocol Otávio C Valões

    aff jogo baseado em series e filmes são muito ruins…