Seriam os games alternativos a nova tendência?
Tive a idéia de escrever esse texto, pois acabei de terminar Catherine, o jogo alternativo da Atlus lançado em julho do ano passado. E porque, ora bolas, alternativo? Bom, assim como temos filmes alternativos, também temos games cult. Porém, como eu acho classificação algo relativo, cada um determina pra si se um game é alternativo/cult ou não, assim como qualquer outra coisa que deseje nomear como estilo e gênero.
Para mim, jogos cult/alternativos são aqueles que nos apresentam algo novo e fogem dos padrões, em alguns quesitos pelo menos, de games que estamos acostumados a ver e jogar. Por exemplo, layouts “in game” que se resumem em uma barra de HP, pontuação e número de vidas é algo bem comum de se ver ou esperar.
O próprio gameplay é algo que muitas vezes é repetitivo. Peguemos Mario e Sonic que se baseiam na mesma jagabilidade, mas são jogos diferentes. Você já se pegou falando “esse jogo é meio” e cita o nome de algum outro game? Pois é, imagino que um game alternativo/ cult seja um que você não possa dizer isso, ou ao menos seja bem difícil de comparar com algum outro. Jogos como Killer 7, No More Heroes, El Shaddai, Ico, Shadow of The Colossus, Heavy Rain, Echochrome, Braid, Demon Souls, Dark Souls e Fahrenheit (Indigo Prophecy) classifico como “alternativos”, pois possuem conceitos incomuns e peculiares.
É quase a mesma característica dos filmes alternativos.
São filmes com construção original, roteiro e demais conteúdos, que passam uma mensagem subjetiva ou de compreensão complexa, não absorvida pelo grande público como em um filme blockbuster que contém fórmulas Holywoodianas. Isso porque muitas pessoas estão acostumadas com interpretações mais convencionais da realidade. Assim, não contendo esse número massivo de espectadores, os filmes recebem classificações como underground ou cult.
Esses gêneros de filme acabam por agradar pequenos públicos com gostos diferenciados, que estão à procura de algo novo, que pretendem extrair a mensagem que o autor deseja passar, que absorve o conteúdo como fonte de conhecimento ou quem sabe até o transformam em uma filosofia de vida. Aqueles que se tornam fãs acabam discutindo de forma ampla sobre o filme. E assim imagino que resumimos. Que tal agora retornar para games?
Por acaso você já jogou algum jogo que acabou virando fã, e ao pesquisar sobre esse game vê que vendeu menos do que demais outros títulos que muitas vezes receberam notas inferiores da crítica? Já escutou isso pelo próprio diretor ou produtor? Esse é um indício que o game possa ser alternativo. Outro indício comum é perceber que nem todos ouviram falar do jogo em questão quando você o cita.
Agora, não confunda com games indie, que são jogos independentes feitos e lançados por game designers que não trabalham ou apenas não desejam trabalhar em grandes produtoras. Jogos indie podem ser cults ou podem ser “Myamotomianos”.
E por falar em possibilidades, um game alternativo pode acabar se tornando mainstream também. Isso a meu ver é algo que não ocorre com freqüência, o que pode acabar fazendo parte do charme.
Para aqueles que nunca se aventuraram em algum game cult, recomendo tentar quando for possível.
Conhecer novos conceitos em qualquer meio de comunicação e fontes de entretenimento, como livros, HQs, filmes, programas e séries de TV, teatros e games, é ótimo para ampliarmos nosso repertório mental, fortalecer o conhecimento e evoluir o intelecto, ou seja, deixar nossa mente mais aberta. Creio que seja a mesma lógica de viagens ao exterior, onde se conhece novas culturas.
JOGUE COM MODERAÇÃO!
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