LEVEL UP! O mercado de games no Brasil
O Brasil caminha a passos maiores que de formiga e com mais vontade, percebo que está em crescimento. Não quero muito puxar para dados numéricos exatos, mas ultimamente podemos enxergar um pouco disso através de certos pontos. A participação do nosso país em tópicos internacionais, destino visado por bandas de música: perceberam quantos shows esse ano? O aumento da classe C, os booms do consumo e taxa de desemprego diminuindo. Mesmo depois do abalo das bolsas recentemente, o Brasil teve jogo de cintura. Viagens para o exterior cada vez mais comuns ao nosso redor, você provavelmente deve ter algum amigo, parente, vizinho ou conhecido indo para terras estrangeiras. Obviamente que há muita coisa para se colocar nos eixos ainda, e não devemos ficar devidamente satisfeitos e em zona de conforto para sossegarmos nessa luta, onde nós mesmos somos o exército funcional. Exato, o que salva esse país é a população batalhadora, calorosa e animada. Calma, não perderei o foco com minhas filosofias.
E o que isso significa a meu ver é que temos um aumento no consumo legalizado no mercado de games no qual está cada vez mais aquecido, chamando mais a atenção das grandes empresas do ramo, encorajando os seus representantes daqui a investirem. É legal notarmos que cada vez mais os cursos referentes a games surgem em escolas independentes como a Saga e em faculdades como a Anhembi Morumbi, mas esse não é um ponto que nos deixa perceber que a cultura e o mercado de games estão sendo levados a sério em nosso país tropical. São outros pontos em minha opinião, como por exemplo, a publicidade e os eventos.
Só verdadeiros gamers irão compreender a emoção que tive ao ver Marcus Fenix (Gears of War) apoiando-se com as duas mãos em sua lancer e encarando a multidão que ali esperava o trem na estação Paraíso do Metrô aqui em São Paulo, em um belo painel de espaço publicitário. Visitando a loja Saraiva do Shopping El Dorado (SP), notei que na escada rolante (dentro da loja) havia uma enorme faixa adesiva de Call of Duty: Modern Warfare 3 e também um banner próximo ao caixa. Enfim, fui impactado não somente por ser um gamer, mas sim porque realmente estava em destaque. Eu ouvi histórias também de felizardos que se depararam com um comercial de Batman Arkham City narrado em português em canais de TV paga como a FOX e Warner, comerciais da Nintendo tanto do console 3DS quanto de um game da franquia Mario foram relatados também passando no canal Disney. Posso imaginar a emoção de ver a chamada de um game passando na TV, um que eu me recordo bastante de ver passar era do Banjo Kazooie de Nintendo 64.
Sim, isso é um ótimo sinal para nós gamers! Pois pensem comigo, investir em publicidade vai uma grana, é algo sério, ou seja, imagino que seja planejado quando se há um grande público com interesse em games para se atingir. Alguns podem pensar “poxa, mas já tinha um grande público antes”, eu concordo também, mas o problema é aquele velho dilema, a pirataria. Com a chegada dos consoles casuais, com a nova onda da moda geek/nerd e também com o aprendizado de compras internacionais pela internet, creio que o consumo legalizado tenha sido elevado. O produto legal é registrado, contabilizado e gera volume na medição de vendas e público de interesse.
Parabéns as novas, velhas e futuras gerações gamers! Estamos caminhando com maiores passos. Essa batalha continua e traz sim benefícios para todos nós, inclusive para o nosso país. Por isso eu digo aqui, você que usa games piratas eu lhe entendo já passei por essa fase também, mas tente optar por games originais sempre que possível, registre a compra de um game e faça ponto para um score coletivo. E para aqueles que já consumiam originais e aos que começaram ou estão começando mantenham seus ideais!
E você, Brasil, continue caminhando!
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